Nubank Ultravioleta Vale a Pena em 2026? Veja o Retorno

Peguei o Nubank Ultravioleta de novo esse ano. Já tinha tido o cartão antes, cancelei, e pedi de volta agora que consegui a isenção de anuidade por 1 ano. Nesse post eu conto tudo o que testei na prática: os benefícios reais, quanto rende em milhas, quando a anuidade compensa e com quais cartões ele perde feio no comparativo. Se você está pensando em pedir o Ultravioleta ou já tem e quer saber se vale manter, esse é o texto pra você.
O que é o Nubank Ultravioleta
O Ultravioleta é a versão black do Nubank, na bandeira Mastercard Black. Tenho conta no Nubank desde o lançamento do banco, já usei bastante o cartão no passado e sigo usando a conta hoje. A experiência do aplicativo e do atendimento é muito boa, mas o retorno financeiro do cartão em si nunca me convenceu de verdade, e por isso resolvi testar de novo com calma.
O cartão físico não tem número, validade nem código de segurança impressos. Tudo isso fica só no aplicativo, inclusive os dados que você usa pra liberar o acesso à sala VIP.

Anuidade: quanto custa e como isentar
A anuidade do Ultravioleta é de R$ 1.068 por ano, o equivalente a R$ 89 por mês. Você isenta integralmente se gastar acima de R$ 8.000 por mês na fatura ou se mantiver investimentos acima de R$ 50.000 no Nubank. É a mesma política de isenção do C6 Carbon.
Se você não bate nenhum dos dois critérios, vale considerar pedir o cartão em algum período de promoção: o Nubank tem liberado isenção de 1 ano de forma gratuita algumas vezes ao longo de 2026, por banner no aplicativo ou direto pelo chat de atendimento.
Como o cartão pontua
No modo Latam Pass, o Ultravioleta rende 2,2 milhas por dólar gasto (não por real), mais 10% de milhas bônus. Se essa pontuação fosse por real gasto, o cartão seria excelente. Sendo por dólar, o retorno cai bastante.
A alternativa é trocar a pontuação por 1,25% de cashback direto, e você escolhe qual das duas opções faz mais sentido pro seu perfil.
Outro ponto forte: o Ultravioleta não te prende só à Latam. Dá pra transferir a pontuação também para a Azul e para a Smiles, da Gol.
Sobre custos de uso internacional: IOF de 0% em compra internacional, com o valor voltando pra fatura em até 7 dias, e spread de 3,5%, mais baixo que Santander e Bradesco.
Simulação real: R$ 5.000 por mês não compensa
Uso a planilha de comparação de cartões da Comunidade VMM e do Curso Viagem Mais Com Milhas pra simular o retorno de cada cartão em cenários reais de gasto. Rodei o Ultravioleta com um gasto mensal de R$ 5.000.
Ao longo de 1 ano, esse gasto gera cerca de 26.000 pontos no Nubank. Transferindo pra Latam com 30% de bônus (a taxa mais comum hoje em promoção, já que 35% praticamente não acontece mais), você chega a cerca de 33.000 milhas. Com o milheiro Latam entre R$ 24,50 e R$ 25, isso equivale a algo entre R$ 828 e R$ 845 em milhas.
O problema é a conta fechada: descontando a anuidade de R$ 1.068 por ano (sem isenção), o resultado final fica negativo. Com gasto de R$ 5.000 por mês, o Ultravioleta não compensa, a não ser que você consiga a isenção deixando R$ 50.000 investidos no banco.

Simulação real: R$ 8.000 por mês, e o cartão ainda perde
Subi a simulação pra R$ 8.000 por mês, faixa em que a anuidade já isenta sozinha pelo gasto. Mesmo assim, o Ultravioleta cai para a 18ª posição no ranking geral da planilha (desconsiderando os cartões de altíssima renda, que exigem milhões investidos e não são uma comparação justa pra maioria das pessoas). Ele fica empatado com cartões como o Banese Card, na Livelo, e o Visa Infinity da XP Investimentos, que também pontuam 2,2 por dólar.
O motivo é simples: 2,2 milhas por dólar gasto é pouco perto do que outros cartões oferecem hoje.
| Cartão | Cenário | Retorno estimado |
|---|---|---|
| Nubank Ultravioleta | R$ 5.000/mês, sem isenção | Negativo (anuidade supera o valor das milhas) |
| Nubank Ultravioleta | R$ 8.000/mês | 18ª posição no ranking geral |
| C6 Carbon + acelerador | R$ 8.000/mês, R$ 350/mês de acelerador | ~R$ 2.800 em milhas TAP (líquido, já descontando o acelerador) |
Nesse cenário de R$ 8.000 por mês, o cartão que fica no topo do ranking é o C6 Carbon com o acelerador contratado: R$ 350 por mês (R$ 4.200 ao longo do ano) rendendo 10.000 pontos átomos extras por mês. No total, dá pra acumular mais de 167.000 milhas da TAP depois da conversão. Com o milheiro da TAP valendo entre R$ 42 e R$ 46, o retorno líquido, já descontando o custo do acelerador, fica em torno de R$ 2.800 em milhas. É possível ainda usar essas milhas pra voar duas ou três vezes em classe executiva pela Star Alliance ao longo do ano.
Depois do C6 Carbon com acelerador, aparecem na sequência o Revolut Metal e o Santander Unique (quando você participa da promoção “bateu, ganhou”), e o Santander Advance, que pontua direto na American Airlines.

Vale mais pedir o cartão da própria Latam
Uma correção importante: pra quem quer focar em Latam, prefiro muito mais pedir o cartão da própria Latam em parceria com o Itaú, o chamado cartão cobranded, do que usar o modo Latam Pass do Nubank. A quantidade de milhas que você consegue nesse cartão costuma ser bem maior, com mais benefícios agregados, do que usar o Ultravioleta como intermediário.
Pra quem gasta menos de R$ 8.000 por mês e ainda assim quer ficar no universo Latam, o Itaú Latam Platinum também é uma opção melhor: a anuidade isenta com gasto acima de R$ 4.000 por mês, e assinando o clube da Latam a pontuação fica bem mais interessante do que no Ultravioleta.
Sala VIP: o Nubank Ultra Violeta Lounge
Um dos motivos pelos quais voltei a pedir o cartão foi justamente testar a sala VIP exclusiva do Nubank, no Terminal 3 de Guarulhos. Gravei um vídeo à parte só sobre essa experiência:
Na nossa viagem à África do Sul, voamos executiva pela South African, e o embarque saiu pelo Terminal 2. Fui andando até o Terminal 3 só pra acessar a sala. Valeu a pena: pra mim é a sala VIP mais bonita e aconchegante do Terminal 3, com atendimento excepcional e uma comida muito boa.
O Ultravioleta dá direito a 4 acessos por ano a salas VIP via Priority Pass. São poucos acessos perto de outros cartões, mas se você viaja pouco ao longo do ano, pode ser suficiente. Na minha experiência, o Priority Pass costuma render mais acessos em determinadas salas do que o Lounge Key ou o Visa Airport Companion, então vale considerar isso antes de descartar o benefício.
Outros benefícios do cartão
- Cartão adicional gratuito
- Carteiras digitais: Apple Pay, Google Pay e Samsung Pay
- Até 2 e-tags gratuitas, úteis em estacionamentos e pedágios
- Chip internacional gratuito de até 10 GB em 150 países, no primeiro ano
- Acesso ao NU Viagens (cashback, reservas de passagem e hotel); prefiro outras estratégias pra
- HBO Max gratuito no primeiro ano. Depois desse período, o plano básico passa a custar R$ 4,90
O cartão também já teve um cashback de 200% do CDI na caixinha, mas esse benefício encerrou em setembro de 2025 e foi substituído pela caixinha turbo, com 120% do CDI. Nenhum banco costuma manter um benefício desse porte por muito tempo, então não conto mais com isso na hora de avaliar o cartão.
Minha estratégia atual de cartões
Hoje concentro o grosso dos meus gastos no cartão Santander Advance, pra acumular milhas da American Airlines e ter mais experiências em classe executiva e primeira classe. Nas viagens internacionais, prefiro usar o cartão da Porto: testei lado a lado com o Revolut na nossa última viagem à Itália, tanto no débito quanto no crédito, e a Porto ficou melhor nos dois casos.
Por falar em Revolut, também já testei o downgrade do plano Ultra pro Metal e expliquei os números completos nesse outro post:
👉 Revolut Ultra Vale a Pena? Fiz o Downgrade e Te Explico Por Quê
Conclusão: quando vale a pena pedir o Ultravioleta
O Nubank Ultravioleta não é ruim, mas também está longe de ser o melhor cartão pra quem foca em milhas. Ele só entra no meu radar em situações específicas: pra testar a sala VIP exclusiva do Terminal 3, aproveitar uma isenção promocional de anuidade, ou usar como cartão complementar enquanto o gasto principal fica concentrado em outro cartão com pontuação melhor.
Se seu gasto mensal fica abaixo de R$ 8.000 e você não tem R$ 50.000 investidos no Nubank, dificilmente o Ultravioleta se paga sozinho. Acima disso, ainda existem opções mais fortes no mercado, como o C6 Carbon com acelerador ou o cartão cobranded da própria Latam.
Se você quer entender melhor onde encaixar cartões como o Nubank Ultravioleta na sua estratégia de acúmulo de milhas, é exatamente esse tipo de comparativo que a gente monta toda semana lá na Comunidade VMM.
A gente não fica só na teoria: mostra na prática, com números reais de viagens que a gente mesmo faz, qual cartão e qual programa de fidelidade realmente valem a pena pro seu perfil de gasto.
Quer ter acesso a esse comparativo completo? Conheça a Comunidade VMM e entenda como funciona.
Perguntas frequentes
Quanto custa a anuidade do Nubank Ultravioleta?
R$ 1.068 por ano (R$ 89 por mês), isenta com gasto mensal acima de R$ 8.000 ou investimentos acima de R$ 50.000 no Nubank.
Como isentar a anuidade do Nubank Ultravioleta?
Gastando mais de R$ 8.000 por mês na fatura ou mantendo mais de R$ 50.000 investidos no banco. Também vale acompanhar promoções do próprio app, que já liberaram isenção de 1 ano de forma gratuita.
O Nubank Ultravioleta pontua por real ou por dólar gasto?
Por dólar gasto: 2,2 milhas por dólar no modo Latam Pass, mais 10% de bônus, ou 1,25% de cashback como alternativa.
Vale a pena transferir os pontos do Nubank Ultravioleta para a Latam?
Só em promoções de transferência bonificada, hoje girando em torno de 30%. Fora de promoção, o retorno cai bastante.
Quantos acessos a sala VIP o Nubank Ultravioleta oferece?
4 acessos por ano, via Priority Pass.
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