Será que ainda vale a pena usar a Livelo para comprar pontos, transferir para uma companhia aérea ou assinar um dos clubes dela? Depois de mais de uma década acompanhando o programa de perto, minha resposta é sim, mas só se você souber exatamente onde entra cada uma das seis formas de acumular, quando o Clube e o Turbo realmente compensam, e o momento certo de transferir para a companhia aérea. Neste guia eu mostro tudo isso do básico ao avançado, com a tela aberta e a conta feita ao vivo, sem enrolação.
A Livelo não é uma companhia aérea. É um programa de pontos, um programa de fidelidade criado em 2010 por dois bancos, o Banco do Brasil e o Bradesco, que se juntaram para colocar o produto no ar. Hoje ela funciona como uma espécie de moeda intermediária: você acumula pontos com ela e depois transfere para o programa de milhas de uma companhia aérea, como Azul, Smiles ou LATAM Pass. Existem parcerias que já existiram e caíram ao longo do tempo, e eu vou te atualizar aqui sobre o que ainda está de pé em 2026.
Gosto de fazer uma distinção didática que ajuda muita gente a entender o assunto: quando eu falo de “pontos”, estou me referindo ao que fica guardado no programa do banco, no caso a Livelo. Quando eu falo de “milhas”, estou me referindo ao que aparece depois que você transfere esses pontos para o programa de uma companhia aérea. Na prática não muda nada, é a mesma unidade de valor só que com nome diferente dependendo de onde ela está guardada. Mas fazer essa separação na cabeça ajuda a entender por que faz sentido às vezes deixar os pontos “parados” na Livelo esperando um bônus de transferência bom, em vez de sair transferindo assim que eles chegam.
A Livelo é para quem tem cartão do Banco do Brasil ou do Bradesco?
Essa é uma das perguntas mais comuns que recebo, e a resposta é não. A conta na Livelo é gratuita e não exige que você seja correntista de nenhum dos dois bancos, nem que você tenha cartão de crédito nenhum. Se você tem algum cartão do Banco do Brasil ou do Bradesco que pontue, é bem provável que você já acumule pontos na Livelo sem perceber, mas ter um desses cartões não é pré-requisito para usar o programa.
No meu caso pessoal, o único cartão que tenho hoje que pontua diretamente na Livelo é o cartão Platinum do Bradesco, que confesso que uso pouco. Mas existem outras parcerias interessantes: o C6 Carbon, por exemplo, tem um programa de fidelidade próprio chamado Átomos, e esses pontos Átomos eu consigo transferir para a Livelo numa proporção de um para um. O mesmo vale para o cartão Nomad Explorer, da Nomad, que também permite transferir os pontos acumulados para a Livelo. Ou seja, mesmo sem ter cartão do Banco do Brasil ou do Bradesco, dá para alimentar a sua conta Livelo por outros caminhos.
Vale registrar também que a Livelo não é a única moeda de banco desse tipo. O Esfera, do Santander, funciona de um jeito parecido, mas é assunto para outro vídeo aqui do canal, porque tem particularidades próprias que merecem espaço dedicado.
As 6 formas de acumular pontos na Livelo

O cartão de crédito costuma ser a porta de entrada mais óbvia, mas ele é só a ponta do iceberg. Existem seis formas reais de acumular pontos na Livelo, e quem combina mais de uma delas ao longo do ano consegue juntar um volume bem maior do que quem depende só do cartão.
1. Cartão de crédito. Todo cartão parceiro pontua por real gasto, e a taxa muda de cartão para cartão. Se o banco emissor do seu cartão também é sócio da Livelo, às vezes você pontua em dobro.
2. Shopping Livelo. Dentro do site da Livelo existe uma seção de compras, o Shopping Livelo, com o mecanismo de “Compre e Pontue”. Você entra pelo site da Livelo, escolhe o parceiro, e a compra que você faria de qualquer jeito passa a render pontos extras, no mesmo preço que você pagaria direto na loja. São mais de 200 parceiros cadastrados, incluindo nomes como Mídea, Electrolux, Shopee e Renner. A forma de usar é entrar em “juntar pontos”, depois em “sites parceiros”, escolher a loja, ativar a oferta e seguir para o parceiro para fechar a compra de lá.
Um parceiro que vale destacar à parte, por ser diretamente ligado a viagem, é a Decolar: a pontuação anunciada lá costuma ser por dólar gasto (não por real), e o valor máximo de pontos por dólar geralmente exige ser assinante do Clube Livelo. Vale sempre confirmar em qual moeda a promoção está calculada antes de fazer as contas, porque confundir dólar com real muda completamente o resultado esperado.
Um detalhe importante aqui: a pontuação anunciada quase nunca vale para a loja inteira. Ela costuma valer só para uma lista selecionada de produtos, e às vezes só para uma categoria específica (por exemplo, só vestuário, deixando de fora outras categorias da mesma loja). Antes de fechar a compra, vale abrir o regulamento da promoção, que geralmente está disponível em PDF na própria página da oferta, e conferir se o item que você quer realmente entra na promoção. Outro ponto que o regulamento sempre deixa claro: o CPF cadastrado na Livelo precisa ser o mesmo CPF usado na loja parceira, senão a pontuação não é creditada. E se você pagar com cupom de desconto, vale-compra ou gift card, esse valor não entra no cálculo dos pontos, então vale a pena olhar as regras com calma antes de perder uma compra bonificada por um detalhe assim.
3. Comprar pontos direto. Dá para comprar pontos Livelo avulsos, sem assinar clube nenhum, embora o preço nessa modalidade costume ser pior do que numa campanha de assinatura. Sem nenhum desconto, o milheiro da Livelo (o preço de mil pontos) costuma sair em torno de R$70. Com 50% de desconto, esse valor cai para R$35. Já com um desconto maior, de até 65%, ele pode chegar a R$24,50, o que já é um preço bem mais interessante.
4. Pontos mais dinheiro no carrinho. Esse é um mecanismo específico dentro da tela de transferência de pontos: mesmo que você não tenha pontos suficientes na conta, dá para “completar” a diferença comprando o restante ali mesmo, no momento de transferir para a companhia aérea escolhida. Existe uma regra pouco explicada sobre esse recurso: para conseguir usar pontos mais dinheiro na transferência bonificada, você precisa ter pelo menos 1% da quantidade total que pretende transferir já disponível na sua conta. Quer transferir 100.000 pontos? Precisa ter pelo menos 1.000 pontos seus.
Fiz um teste real com 18.000 pontos disponíveis na minha conta, comprando mais 99.000 no carrinho para completar uma transferência para a Azul. O valor total ficou em R$2.702,70, o que dá um milheiro de R$27,30. Esse valor não é fixo: ele varia bastante conforme a promoção do momento entre Livelo e a companhia escolhida, então o número que aparece hoje pode ser diferente amanhã. Também vale saber que essa modalidade costuma parcelar em até 12 vezes sem juros, o que ajuda no fluxo de caixa de quem está planejando uma viagem maior.
5. Turbo Livelo. É um multiplicador que varia de 3 a 25 vezes, dependendo da campanha ativa no momento (a Livelo decide o multiplicador a cada campanha, não é um número fixo). O Turbo funciona sobre pontos que você já acumulou de forma orgânica, seja no cartão ou em compras bonificadas, nos últimos 12 meses. Fiz um teste ao vivo com 1.823 pontos acumulados: pagando R$834 para turbinar, recebi pouco mais de 27.000 pontos de volta. O detalhe importante aqui é que turbinar nem sempre é a opção mais barata: antes de decidir, vale comparar o custo do Turbo com o custo de comprar no carrinho, porque dependendo da campanha um pode sair mais em conta que o outro.
Um dado que vale considerar antes de usar o Turbo: pela minha pesquisa sobre o regulamento oficial, o milheiro resultante do Turbo (pago via Pix) costuma variar entre R$29,40 e R$31,00 conforme a campanha, com validade de 24 meses ou enquanto a assinatura do Clube estiver ativa. E ele tende a compensar proporcionalmente mais quando o destino final é a LATAM Pass, porque somando o Turbo com um bônus de transferência de 25% a 35% o milheiro final pode cair para a faixa de R$21,70 a R$23,52. Para quem vai transferir para Azul ou Smiles com bônus alto, essa vantagem proporcional costuma ser menor.
6. Contas conectadas. Você pode vincular contas de serviços que já usa no dia a dia para pontuar de forma praticamente automática. Um exemplo real: minha conta Livelo está conectada ao Uber, e com a assinatura do Uber One eu ganho pontos a cada corrida, mesmo que sejam poucos por vez. Ao longo do ano, esse tipo de acúmulo orgânico se soma e faz diferença. Também é possível transferir os Pontos BB, o programa de fidelidade próprio do Banco do Brasil, direto para a Livelo, para quem tem conta no banco.
Uma atualização importante sobre esse tópico de parcerias: a Amazon não é mais parceira da Livelo. Era um dos parceiros mais usados dentro do Shopping Livelo, e quem ainda compra por lá esperando pontuar está deixando de acumular sem perceber. Vale sempre conferir a lista de parceiros ativos antes de contar com uma pontuação que pode não existir mais.
Quanto isso vale na prática: exemplos reais de passagens

Para não ficar só na teoria, vale mostrar com números reais o que um bônus de transferência bem aproveitado significa em passagem de verdade. Na nossa plataforma da Comunidade VMM, que reúne alertas de passagens aéreas em tempo real, tivemos casos recentes como um trecho de ida e volta entre Belém e Fortaleza saindo por 9.100 milhas (o equivalente a R$254 em milhas), e um Brasília e Recife saindo por 18.000 milhas (R$503). Numa viagem internacional, um trecho para Cancún saiu por 86.000 milhas da Azul, sem contar as taxas de embarque à parte.
Só nas últimas 24 horas antes de gravar este vídeo, o nosso assistente de viagens enviou 157 alertas de passagens e mais de 42 promoções para quem está na comunidade, cobrindo desde passagens nacionais em classe econômica até trechos internacionais em executiva. É esse tipo de oportunidade que faz toda a diferença entre acumular pontos sem plano nenhum e transformar esses mesmos pontos em uma viagem real, no momento certo, para o destino que você já decidiu.
Vale a pena trocar pontos por produto?
Quase sempre, não. E aqui vale um exemplo prático que eu mesmo fiz na tela: dentro do Shopping Livelo, uma panela de arroz da Electrolux aparecia por 10.443 pontos, ou então por R$9,90 em dinheiro comprando o produto direto. Fazendo a conta com os pontos comprados no desconto de 65% que mencionei acima (R$24,50 o milheiro), usar 10.443 pontos nesse resgate equivaleria a “pagar” cerca de R$245 pela panela, um valor muito mais alto do que o preço em dinheiro do mesmo produto no próprio site.
Esse tipo de comparação vale para qualquer resgate direto por produto dentro do Shopping Livelo: antes de trocar pontos por algo físico, faça a conta de quanto aqueles pontos te custaram (ou quanto valeriam se convertidos em milhas) e compare com o preço do produto em dinheiro. Na grande maioria das vezes, sai mais barato comprar o produto direto e guardar os pontos para transferir para uma companhia aérea.
Existe uma exceção que vale mencionar: em datas como a Black Friday, alguns parceiros de viagem da Livelo (como agências de turismo) costumam abrir promoções mais agressivas, permitindo usar pontos Livelo para comprar passagens aéreas em classe econômica ou executiva com um custo-benefício melhor do que o normal. Mas isso é a exceção dentro do Shopping Livelo, não a regra.
Vale a pena assinar o Clube Livelo?
O Clube Livelo distribui pontos todo mês, com um limite que pode chegar a 20.000 pontos mensais dependendo do plano. Quem é assinante consegue transferir para Azul e Smiles sem taxa, e os pontos acumulados dentro do Clube ganham validade infinita enquanto a assinatura estiver ativa, o que resolve um problema comum de pontos que expiram sem o titular perceber.
Mas assinar só vale a pena com objetivo definido. Antes de contratar qualquer plano, vale conhecer duas regras do regulamento oficial que fazem diferença na hora de decidir: primeiro, cancelar o plano anual antes do fim do contrato gera multa (o regulamento prevê 2/12 do valor do plano anual, com devolução proporcional do restante). Segundo, campanhas de adesão que oferecem bônus na entrada (por exemplo, pontos extras de boas-vindas) costumam exigir um período mínimo de permanência, geralmente 6 meses, com multa equivalente a 6 mensalidades para quem cancela antes disso. Assinar em campanha pode ser um bom negócio, mas é um compromisso real, não um teste sem risco.
Para dar uma ideia de escala: se você mantiver a assinatura ativa e aproveitar o limite máximo de pontos mensais o ano inteiro, o Clube pode representar até 20.000 pontos por mês, o que passa de 240.000 pontos ao longo de 12 meses só com a distribuição do plano, sem contar o que você acumula separadamente pelo cartão, pelo Shopping Livelo ou pelas outras formas que expliquei acima. É esse volume somado que faz sentido colocar na ponta do lápis antes de decidir se a mensalidade do Clube vale a pena para o seu perfil de viagem.
Uma dica prática que vale a pena guardar: se em algum momento você decidir cancelar, o atendimento da Livelo costuma oferecer uma contraproposta, como meses grátis ou uma mensalidade reduzida. Vale tentar negociar antes de simplesmente cancelar direto.
Transferir com bônus: Azul, Smiles e LATAM Pass
Transferir pontos da Livelo sem esperar nenhum bônus é, na minha visão, um dos maiores erros de quem usa o programa. As campanhas de bônus de transferência são frequentes, e esperar o momento certo quase sempre compensa. Os percentuais variam bastante conforme a companhia e o seu nível de assinatura:
Na Azul Fidelidade, o bônus costuma variar de 60% (sem assinatura de clube) até 120% (para quem é assinante do Clube Azul há 5 anos ou mais, numa escada que sobe conforme o tempo de assinatura). Na Smiles, a faixa costuma ir de 50% (sem assinatura) a 80% (para assinantes do Clube Smiles ou quem tem status Diamante). Na LATAM Pass, o padrão de campanha avulsa costuma ficar em 20% a 25%, e o bônus de até 35% só aparece para quem assina um clube específico da própria LATAM (não é o Clube Livelo), geralmente combinado com posse do cartão LATAM Pass. Vale lembrar que sempre existe um limite mensal de quanto você pode transferir com bônus, então não dá para acumular tudo de uma vez.
Fiz uma simulação real na calculadora da nossa comunidade para ilustrar como o bônus muda o resultado final: transferindo para a Azul com 80% de bônus, o milheiro final ficou em R$15,17, um valor que a própria calculadora sinaliza como acima da média recomendada para acumular milhas de forma vantajosa. Já com 90% de bônus (nível de quem assina o Clube Azul), o milheiro cai para R$14,08. E no cenário mais vantajoso, com 120% de bônus (assinatura do Clube Azul mantida por 5 anos), o milheiro final chega a R$12,16, um valor bem mais baixo e que realmente compensa transformar pontos em milhas.
Para efeito de comparação, o milheiro médio da Azul Fidelidade tem girado em torno de R$13,96 nas últimas promoções, então qualquer simulação que fique abaixo desse valor tende a ser um bom negócio, e qualquer uma acima merece mais cautela.
Um detalhe técnico importante sobre paridade: se o seu destino final é um programa como o da Ibéria, vale saber que a transferência da Livelo para lá acontece na proporção de 3,5 pontos Livelo para 1 Avios, enquanto pelo Esfera essa mesma transferência acontece em 2 para 1. Ou seja, mesmo comprando pontos Livelo baratos, o resultado final pode sair mais caro do que transferir pelo Esfera. Quem tem como destino programas parceiros da Ibéria ou da Qatar Airways deve considerar o caminho do Esfera em vez do da Livelo.
Os erros que fazem você perder dinheiro
Depois de acompanhar o programa por tanto tempo, listo aqui os erros mais comuns que vejo (e que eu mesmo já cometi lá no início):
Transferir 1 para 1, sem nenhum bônus. Como falei acima, campanhas de bônus são frequentes o suficiente para valer a pena esperar. Transferir sem bônus é jogar fora uma vantagem que quase sempre aparece com um pouco de paciência.
Trocar pontos por produto ou por dinheiro dentro da própria Livelo. Fazendo a conta de quanto a Livelo vende o milheiro (até R$70) contra o valor que ela paga de volta em resgates de produto ou dinheiro, o prejuízo fica evidente. Comparando com o milheiro médio da Azul hoje (R$13,96), fica claro que vale muito mais a pena transformar pontos em milhas do que resgatar dentro do próprio programa.
Transferir para um parceiro com paridade ruim sem perceber. O exemplo da Ibéria que mencionei acima é o caso mais claro: mesmo comprando pontos baratos, uma paridade de 3,5 para 1 pode custar mais caro no final do que ir por outro caminho com paridade melhor.
Achar que milheiro barato basta. Conseguir milhas baratas não adianta nada se você não souber usar aquele programa direito, seja porque a tabela de resgate é ruim ou porque faltam rotas úteis para o seu destino. O desconto no papel só vira viagem real se você souber onde e como resgatar.
Ignorar o limite mensal de transferência bonificada. Mesmo com um bônus excelente ativo, cada companhia impõe um teto de quanto você pode transferir com aquele percentual dentro do mês. Quem descobre isso só na hora de transferir um volume grande acaba tendo que dividir a operação em mais de um mês, o que pode significar perder o bônus se a promoção terminar antes.
Não conferir se a parceria ainda existe. O caso mais recente é a saída da Amazon da Livelo. Quem ainda compra achando que pontua está perdendo a oportunidade de acumular em outro parceiro que realmente esteja ativo.
Do zero ao primeiro resgate: o passo a passo
A ordem certa importa mais do que parece. Não adianta assinar clube, comprar pontos no carrinho e saber todas as estratégias de acúmulo se você não souber para onde está indo. Esse é o roteiro que eu recomendo:
1. Defina o destino primeiro. Antes de acumular qualquer coisa, pense para onde você quer viajar. Isso já direciona para qual companhia aérea faz sentido transferir os seus pontos, e evita o erro de acumular numa companhia errada para o seu objetivo.
2. Escolha a companhia certa para aquele destino. Se o plano é viajar para a Europa gastando pouco, por exemplo, talvez não valha a pena concentrar tudo na Azul, a não ser que você já tenha uma estratégia validada em torno do cartão da companhia, batendo metas para conseguir benefícios como o Companion Pass (que permite levar um acompanhante sem pagar a passagem dele) ou um upgrade de econômica para executiva. Pessoalmente, prefiro não depender tanto da Azul para rotas internacionais porque fico exposto a mudanças de última hora e à Euroatlantic, companhia parceira dela nessas rotas. Se o plano é acumular para uma viagem internacional específica, avalie também a LATAM Pass, especialmente combinando o Turbo Livelo com o bônus de transferência dela.
3. Acumule pelas seis formas que expliquei acima. Combine cartão de crédito, Shopping Livelo, compra direta de pontos, o mecanismo do carrinho, o Turbo e as contas conectadas, sempre de olho no que faz sentido para o seu perfil de gasto.
4. Espere o bônus de transferência certo. Assim que definir a companhia, acompanhe o calendário de promoções e só transfira quando o bônus estiver num patamar que valha a pena, usando o milheiro médio da companhia como régua de comparação.
Acompanhe o histórico de bônus, não só a promoção do dia. Um bônus de 80% pode parecer bom isoladamente, mas se o histórico da companhia mostra que ela já ofereceu 120% algumas vezes no ano, vale considerar esperar mais um pouco em vez de transferir na primeira oferta razoável que aparecer.
5. Emita a passagem no site da companhia aérea. Com as milhas já na conta certa, é hora de buscar e emitir. Tenho outros vídeos aqui no canal mostrando esse passo a passo de busca e emissão, então vale a pena assistir também para fechar o ciclo completo. E se durante esse processo você tiver alguma dúvida específica sobre o seu caso, deixe nos comentários que eu respondo por lá.
Dicas práticas para não perder pontos
- Conte sempre com a possibilidade de negociar antes de cancelar qualquer assinatura de clube, seja da Livelo ou da companhia aérea.
- Guarde o regulamento (geralmente em PDF) de qualquer promoção de acúmulo bonificado antes de finalizar uma compra, para não perder a pontuação por um detalhe de regra.
- Confira sempre se o CPF cadastrado na Livelo é o mesmo usado na loja parceira antes de fechar uma compra bonificada.
- Compare sempre o custo do Turbo com o custo de comprar no carrinho antes de escolher um dos dois, porque o mais vantajoso muda de campanha para campanha.
- Antes de resgatar qualquer coisa por produto dentro do Shopping Livelo, converta mentalmente os pontos para o valor de milhas que eles renderiam transferidos, e só então compare com o preço em dinheiro do mesmo item.
- Acompanhe promoções de transferência bonificada em tempo real em vez de esperar lembrar de checar de tempos em tempos, porque campanhas boas costumam ter prazo curto.
Perguntas frequentes sobre a Livelo
A Livelo é uma companhia aérea?
Não. É um programa de pontos de banco, criado pelo Banco do Brasil e pelo Bradesco em 2010. Você acumula pontos nela e depois transfere para o programa de milhas de uma companhia aérea, como Azul, Smiles ou LATAM Pass.
Como eu sei quando tem uma promoção de bônus de transferência rolando?
Essa é a dúvida mais comum que recebo sobre o assunto. O jeito mais prático é acompanhar o calendário de ofertas do Clube diretamente no site da Livelo, mas campanhas boas costumam durar pouco tempo, então quem depende só de checar manualmente de vez em quando acaba perdendo boa parte delas.
Vale a pena assinar o Clube Livelo?
Só com um objetivo de viagem definido. Quem assina sem plano corre o risco de acumular pontos sem rumo e ainda pagar multa se decidir cancelar antes do prazo mínimo. Quem já sabe para onde quer viajar e qual companhia vai usar tende a aproveitar melhor os benefícios do Clube, como a transferência sem taxa para Azul e Smiles.
O que é o Turbo Livelo e quando ele compensa?
É um multiplicador de pontos já acumulados, que varia de 3 a 25 vezes dependendo da campanha ativa. Ele tende a compensar proporcionalmente mais para quem vai transferir para a LATAM Pass do que para quem vai transferir para Azul ou Smiles, mas vale sempre comparar o custo do Turbo com o custo de comprar pontos no carrinho antes de decidir.
Preciso ter cartão do Banco do Brasil ou do Bradesco para usar a Livelo?
Não. A conta na Livelo é gratuita e independente de qualquer cartão de crédito específico. Existem outros caminhos para alimentar a conta, como cartões de outros bancos que têm parceria de transferência de pontos com a Livelo.
A pergunta que mais recebo depois de qualquer vídeo sobre Livelo é sempre a mesma: “como eu sei quando tem uma promoção boa dessas rolando?” A resposta sincera é que ninguém consegue ficar checando isso sozinho todo dia. Foi por isso que eu e a Carol montamos a Comunidade VMM, onde a gente avisa em tempo real quando aparece bônus de transferência bom pra Azul, Smiles ou LATAM Pass, promoção de compra de pontos e alerta de passagem barata usando milhas.
Se você chegou até aqui, já deu o primeiro passo, que é entender como o programa funciona de verdade. O próximo é ter quem avise na hora certa.






