Comer em Fernando de Noronha tem uma regra clara: tudo é caro, porque quase tudo chega de barco ou avião. Mas dentro desse contexto, teve refeição que valeu cada centavo e teve experiência bem decepcionante. Separei aqui, com nota fiscal em mãos, tudo que comemos na ilha.
Restaurante Xica da Silva: camarão excelente, carne com problema
De noite fomos ao restaurante Xica da Silva, e o camarão maçaricado com molho branco foi um dos melhores pratos da viagem inteira: fazia tempo que não comíamos um camarão tão bom. Só que a experiência não foi perfeita: a carne pedida por mim não estava nada demais, e ainda veio um pedaço de plástico dentro do prato, que quase fui comer. O restaurante refez o prato com prioridade, mas nada além disso foi feito para compensar o problema. Outro ponto negativo: demorou bastante para servirem os pratos.
A conta para 4 pessoas, com medalhão mignon e camarão gratinado, fechou em R$ 344,30, incluindo os 10% de serviço, o que dá R$ 86,08 por pessoa.

Al Sarrat Esfihas: precisa melhorar muito
Numa noite em que estávamos cansados demais para sair, pedimos delivery da Al Sarrat Esfihas, direto pra pousada. A esfiha de carne não estava boa, e o restante ficou só mais ou menos. Para um lugar especializado nesse tipo de comida, achamos que precisa melhorar bastante. A caixa com várias esfihas saiu por R$ 94.
Barraca da Praia do Porto: 2 PFs bem servidos
Paramos para o almoço numa barraca na Praia do Porto e pedimos 2 pratos feitos (PFs). Veio até bem servido, com arroz, macarrão, salada de alface e cenoura, e uma proteína empanada com molho e queijo. Conta simples e sem sustos.

Tenda do Pipoka: peixe frito bom, mas conveniência sai caro
Na Praia do Cachorro, almoçamos na Tenda do Pipoka. O peixe frito estava bom, mas a conveniência de comer direto na praia deixa a experiência cara. Um detalhe importante: o valor da mesa e do guarda-sol não abate no consumo, é cobrado à parte.
Nosso consumo de um dia inteiro na praia (mesa/guarda-sol, peixe frito, porção de feijão, refrigerante e açaí na tigela) fechou em R$ 425,70, já com a taxa de serviço. Em todos os passeios, levávamos nossa própria bolsa térmica com água e lanches, o que ajuda a segurar um pouco o orçamento.

A água de coco mais cara do planeta
Um clássico da ilha: o preço da água de coco surpreende quem não está preparado, mesmo o coco sendo colhido ali mesmo na ilha. Vale sempre perguntar o preço antes de pedir, porque varia bastante de barraca pra barraca.
As boas dessa experiência gastronômica
- Camarão maçaricado do Xica da Silva. Um dos melhores pratos de camarão que já comemos.
- Peixe frito da Tenda do Pipoka. Bom sabor, mesmo com preço elevado pela conveniência.
- Levar bolsa térmica própria ajuda muito. Água e lanches próprios reduzem o gasto no dia a dia.
O que não foi tão bom
- Plástico encontrado no prato do Xica da Silva. Resolvido só com a troca do prato, sem nenhuma outra compensação.
- Al Sarrat Esfihas decepcionou. Comida abaixo do esperado para um lugar especializado.
- Custo de comer na praia é alto. Mesa e guarda-sol não abatem do consumo, encarecendo ainda mais o total.
Investimentos com alimentação
| Local | Valor |
|---|---|
| Restaurante Xica da Silva (4 pessoas, medalhão + camarão) | R$ 344,30 (R$ 86,08/pessoa) |
| Al Sarrat Esfihas (delivery) | R$ 94 |
| Barraca Praia do Porto (2 PFs) | R$ 128,70 |
| Tenda do Pipoka (dia inteiro na Praia do Cachorro) | R$ 425,70 |
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Esse post faz parte do nosso roteiro completo por Fernando de Noronha, incluindo praias, mergulho e as taxas obrigatórias da ilha.
Perguntas frequentes
Por que a comida é tão cara em Fernando de Noronha?
Por ser um arquipélago isolado, boa parte dos alimentos chega por barco ou avião, o que encarece praticamente tudo, da água de coco às refeições em restaurante.
Vale a pena comer nas barracas de praia em Noronha?
A comida costuma ser boa, mas o preço da conveniência de comer direto na praia é alto, ainda mais porque o valor da mesa e do guarda-sol geralmente não abate no consumo.





