Voar na executiva do A380 da Emirates, no andar de cima do maior avião de passageiros do mundo, era um sonho antigo meu e da Carol. Em 2025 a gente realizou esse sonho no trecho de São Paulo a Dubai, pagando com milhas. Neste post eu conto como foi lá dentro e, mais importante ainda, o passo a passo real pra você repetir a emissão, com os números que a gente pagou.

Como foi a experiência (sem filtro)
Antes de qualquer elogio, você precisa saber de onde vem esse relato. A gente não ganhou esse voo, não recebeu convite de companhia e não tem contrato nenhum com a Emirates. Cada milha saiu do gasto normal da nossa casa ao longo de anos, e é justamente por isso que eu posso ser honesto aqui: se alguma coisa tivesse decepcionado, você leria a decepção neste post.
O embarque em Guarulhos já começa diferente, com fila própria, sala VIP e a subida direto pro andar superior do A380. A poltrona vira uma cama completamente plana, o serviço de bordo lembra o de restaurante, e no fundo do avião existe uma coisa que resume bem a Emirates: um bar de verdade, aberto durante o voo, onde dá pra ficar de pé tomando um drink a 12 mil metros de altitude. Foram quase 15 horas de voo que a gente queria que durassem mais, e eu nunca tinha dito isso de um voo na vida.


Se você está lendo e achando tudo isso distante, guarde uma informação: quando a gente começou a acumular milhas, a nossa realidade era a econômica no assento do meio, comprada na promoção de véspera. O resto deste post explica, sem pular nenhuma etapa, o caminho entre aqueles voos e este.
Quanto custou de verdade
Vou abrir a conta inteira. A nossa emissão foi feita com milhas do programa da Azul, que é parceiro da Emirates. Foram 500 mil milhas por pessoa, 1 milhão pro casal, mais cerca de R$ 7.100 de taxas por pessoa na época da emissão. É muita milha? É. Mas a mesma poltrona custava em dinheiro mais do que muita gente paga num carro popular, e é numa emissão dessas que a milha mostra pra que veio. Os valores de milhas e taxas mudam com o tempo, então trate esses números como referência da nossa emissão e confirme os atuais no dia da sua.
Os 3 caminhos pra emitir essa executiva
Caminho 1: milhas Azul (o que a gente usou)
Esse é o caminho mais acessível pra quem já acumula pontos no Brasil, porque a Azul recebe transferência dos principais cartões e programas daqui, e com frequência recebe com bônus, o que encurta a espera em meses. O custo em milhas é o mais alto dos três, mas a facilidade de juntar compensa pra maioria das famílias: você não precisa aprender nenhum programa estrangeiro nem ter cartão internacional, precisa só fazer bem o básico do acúmulo. A gente escolheu esse caminho pela simplicidade, e quando o assento apareceu numa data que servia, o saldo já estava lá, pronto.
O passo a passo desse caminho é o beabá que eu repito sempre: concentre o gasto no cartão que pontua bem, espere uma campanha de transferência bonificada pro programa da Azul e transfira tudo em bloco, em vez de ir pingando transferência pequena sem bônus. Com o saldo formado, a busca do assento acontece dentro do próprio site da Azul, procurando os voos da Emirates que aparecem pela parceria.
Caminho 2: Aegean Miles+Bonus (o nível avançado)
Agora vem o caminho que muda o patamar de quem leva milhas a sério. O Miles+Bonus, o programa grego da Aegean, tem uma tabela em que a mesma executiva da Emirates sai por uma fração das milhas: algo na faixa de 68 mil pelo trecho, contra as 500 mil do caminho anterior. Eu não digitei errado. Essa diferença gigante entre tabelas de programas existe mesmo, e é por isso que quem aprende a usar programa estrangeiro nunca mais olha só pro programa nacional.
As milhas chegam lá por transferências de cartões e contas internacionais, como o Revolut, que a gente já destrinchou em vídeo dedicado. É um caminho mais avançado? É, porque exige entender a mecânica da transferência internacional, os prazos e o momento certo de cada etapa. Em troca, você voa na mesma poltrona pagando um sétimo das milhas, o que abre espaço pra repetir executiva com mais frequência. O vídeo novo dessa estratégia, comparando os três caminhos lado a lado, entra no canal nesta temporada.
Caminho 3: o programa da própria Emirates e outros parceiros
O Skywards e os programas de outras companhias parceiras também emitem esse voo, cada um com tabela e taxas próprias. Vale comparar a cada emissão, porque a taxa de combustível pesa diferente em cada programa.
Essas fotos são todas nossas, desse voo. Ninguém nos convidou e não existe parceria com a companhia: cada milha veio da estratégia que eu ensino do zero no Curso VMM.
Quem entra na Comunidade VMM recebe o caminho completo: qual cartão usar, pra qual programa transferir, quando transferir com bônus e como achar o assento de executiva disponível.
Passo a passo pra repetir a nossa emissão
- Defina primeiro o caminho, porque ele muda onde você vai acumular: a Azul é a opção mais simples, e a Aegean é a que gasta menos milhas.
- Monte a sua base de acúmulo com o cartão certo pro seu perfil, seguindo o guia de cartões aqui do blog.
- Concentre o gasto nesse cartão e espere a transferência bonificada certa pro programa escolhido, porque é o bônus que encurta o caminho em meses.
- Procure o assento premium com bastante antecedência ou perto da data do voo, porque a disponibilidade se concentra nesses dois extremos.
- Antes de emitir, compare as taxas em mais de um programa parceiro, porque a mesma poltrona pode ter taxa bem diferente dependendo de onde você emite.
- No aeroporto, aproveite o pacote completo: as salas VIP do Terminal 3 fazem parte da experiência.
O voo por dentro: da porta da aeronave ao pouso em Dubai
Deixa eu te levar pra dentro do avião, porque foi pra isso que a gente acumulou milha por anos. A executiva do A380 da Emirates ocupa o andar superior inteiro, e a subida da escada já muda o clima da viagem. A poltrona é quase uma suíte, com tela grande, minibar próprio na lateral, espaço de sobra e a cama completamente plana na hora de dormir. O jantar vem em louça de verdade, com menu que você escolhe como em restaurante, e a qualquer momento dá pra caminhar até o bar no fundo do avião, pedir um drink e ficar conversando em pé a 12 mil metros. Foram quase 15 horas de São Paulo a Dubai e, pela primeira vez na vida, a gente lamentou quando o comandante anunciou a descida.
Aqui vão dois detalhes práticos que ninguém conta. O primeiro é dormir na segunda metade do voo, porque o serviço da primeira metade vale cada minuto acordado. O segundo é usar mesmo o pijama e a nécessaire que a tripulação entrega. O banheiro da executiva tem espaço pra se trocar com calma, e chegar em Dubai de roupa limpa, depois de uma noite dormindo deitado, muda o primeiro dia da viagem.
Quanto tempo a gente levou acumulando (a linha do tempo honesta)
As 500 mil milhas por pessoa não caíram do céu nem vieram de renda extra. Elas saíram do gasto normal da nossa casa, direcionado com estratégia ao longo de alguns anos. A mecânica foi a mesma que eu ensino em tudo que publico: a gente concentrou o gasto no cartão certo, transferiu os pontos só nas campanhas bonificadas fortes e teve paciência pra não torrar o saldo em resgate ruim no meio do caminho. Nenhum atalho apareceu nesse processo. O que funcionou foi repetir a mesma rotina simples por anos, e é por isso que eu insisto tanto nesse passo a passo: o mesmo caminho que levou a gente ao A380 está aberto pra qualquer família que organize a própria fatura.
| Etapa | O que a gente fez | Erro que evitamos |
|---|---|---|
| Acúmulo | gasto da casa concentrado num cartão que pontua bem | espalhar a fatura em cartões fracos |
| Transferência | só nas campanhas bonificadas fortes do programa | transferir sem bônus, por ansiedade |
| Espera | saldo guardado com objetivo definido (Dubai) | queimar milha em resgate de baixo valor |
| Emissão | busca de disponibilidade com flexibilidade de datas | insistir numa data única e desistir |
| Taxas | pagas no cartão que pontua, virando mais milhas | pagar taxa em débito, sem retorno |
Como caçar o assento de executiva (a parte mais difícil da emissão)
Assento de executiva com milhas não aparece pra qualquer data. As companhias liberam poucos assentos por voo, e eles se concentram em dois momentos: bem lá na frente, quando o calendário de emissões abre, e perto da data do voo, quando a companhia percebe que não vai vender aquele assento em dinheiro. O que destravou a nossa emissão foi a flexibilidade: a gente tinha o destino fixo e a semana flexível, e monitorou até a combinação aparecer. Ferramenta ajuda demais nessa busca, e o guia do Seats.aero aqui do blog mostra como automatizar esse monitoramento em vez de abrir site todo dia.
E quanto custaria em dinheiro?
Pra você ter uma base de comparação, vale saber o preço do bilhete pago: uma executiva de longo curso nessa rota, comprada em dinheiro em época normal, custa dezenas de milhares de reais por pessoa. É o tipo de número que faz a maioria das pessoas fechar a aba e aceitar a econômica pro resto da vida. A milha existe exatamente pra quebrar essa matemática: o gasto que você já tem, direcionado do jeito certo, paga a poltrona que o boleto nunca pagaria. Quando eu comparo o que a gente desembolsou de fato, que foram as taxas, com o que a gente recebeu a bordo, fica fácil entender por que eu digo que essa foi a melhor conta que a nossa família já fez em viagem.
Checklist da emissão, do sonho à poltrona
- Escolha o caminho de milhas de acordo com o seu momento: a Azul é a mais simples pra começar, e a Aegean é a mais econômica pra quem já domina o básico.
- Defina o objetivo em número e escreva quantas milhas você precisa e pra quantas pessoas, porque meta vaga não sustenta a disciplina do acúmulo.
- Monte a sua base de acúmulo com o cartão certo pro seu perfil recebendo todo gasto possível da casa.
- Transfira só com bônus forte, em bloco, e acompanhe as campanhas de perto, porque é nessa etapa que meses de espera viram semanas.
- Monitore a disponibilidade com flexibilidade de datas, olhando os dois momentos em que assento aparece: bem lá na frente e perto da data do voo.
- Emita, pague as taxas no cartão que pontua e comece o acúmulo da próxima viagem, porque a segunda executiva chega mais rápido quando você já conhece o caminho.
Dubai vale como destino?
Vale, e muito além do aeroporto bonito. A cidade rende de três a cinco dias intensos entre o deserto, os observatórios, as marinas e uma gastronomia de capital global. A gente contou o roteiro completo da nossa viagem de aniversário em outro post aqui do blog, com a conta de custos aberta. E se o seu plano é usar a executiva da Emirates como o começo da viagem, em vez de ponto final dela, Dubai combina muito bem com uma segunda perna pela Ásia ou pelo Oriente Médio na sequência.
Hora a hora: o diário do voo
Pra quem gosta de saber exatamente o que esperar, eu conto agora o filme do nosso voo noturno. Na primeira hora a gente embarcou pelo andar de cima, recebeu o welcome drink ainda na poltrona e decolou trocando aquele olhar de quem não estava acreditando. Nas horas dois e três veio o jantar de restaurante, com mesa posta completa, no ritmo que a gente quis dar, sem carrinho apressando ninguém. Na hora quatro a gente conheceu o bar dos fundos, o ponto de encontro do A380, e ficou de pé conversando com a tripulação enquanto boa parte do avião dormia. Das horas cinco a dez, a cama plana, o edredom e a cabine escura renderam o melhor sono que a gente já teve em avião. Na reta final vieram o café da manhã completo, a troca de roupa no banheiro espaçoso e a descida com o deserto clareando lá embaixo. Quando o A380 pousou em Dubai, a viagem já tinha valido a pena antes de a gente pisar na cidade. E esse filme inteiro só aconteceu porque as milhas certas estavam no programa certo, esperando o assento aparecer.
A emissão na prática: como foi fechar pela Azul
- A gente deixou o saldo pronto antes de começar a busca, com as 500 mil milhas por pessoa já transferidas, porque assento bom não espera transferência processar.
- A busca dos voos da Emirates pela parceria aconteceu dentro das duas semanas flexíveis que a gente se deu, sempre de manhã cedo, quando a cabeça decide melhor.
- Quando o assento apareceu nos dias que serviam, a gente conferiu na hora as taxas e o total contra o preço em dinheiro da mesma data, pra medir o tamanho da economia.
- A emissão foi feita ali mesmo pros dois, com os dados conferidos letra por letra e as taxas pagas no cartão que pontua, então até o imposto dessa viagem virou milha pra viagem seguinte.
- Pra terminar, a gente tirou print de tudo, anotou o localizador em dois lugares e marcou os assentos no mapa da cabine no mesmo dia, no andar de cima, claro.
Econômica ou executiva no A380: a comparação honesta
A gente voou longo curso de econômica a vida inteira, então eu não vou romantizar nem demonizar nenhum dos lados. Econômica moderna de companhia boa te leva inteiro ao destino, e muitas das nossas melhores viagens foram lá atrás. O que a executiva compra são as dez horas depois do pouso: chegar dormido, alimentado e sem dor no corpo transforma o primeiro dia, que deixa de ser recuperação e já começa como férias. Em voo diurno curto, essa diferença encolhe e o upgrade perde a graça. Em voo noturno de 12 a 15 horas, ela é enorme. Por isso a conta que a nossa família faz antes de emitir é simples: a gente gasta milhas de executiva onde a noite é longa e segue muito bem de econômica onde o voo é curto. Pra mim, não faz sentido usar cabine premium numa perna de três horas quando as mesmas milhas podem pagar uma travessia noturna inteira dormindo deitado.
O caminho Aegean em detalhe (pra quem quer a fração do preço)
Como eu prometi lá em cima, aqui está o mapa do caminho avançado. Um aviso importante primeiro: a emissão de Emirates pelo Miles+Bonus da Aegean não acontece por aliança, e sim por uma parceria específica entre os programas. É esse tipo de detalhe que faz programa estrangeiro pedir estudo, porque cada um tem a sua lista de parceiros e a sua tabela, e o valor mora nas combinações que pouca gente conhece. O fluxo funciona assim: as milhas nascem em transferências internacionais, com o Revolut como a ponte mais falada do momento, atravessam pro programa grego e, com a tabela generosa dele, emitem a cabine que pelo caminho nacional custaria sete vezes mais. Também existem pontos de atenção que ninguém conta. Os prazos da transferência internacional são menos previsíveis, o atendimento é em inglês e as regras de taxa variam de emissão pra emissão. Nada disso é barreira impossível, mas tudo isso é motivo pra fazer a sua primeira emissão nesse caminho com calma, com o passo a passo estudado, e nunca na véspera de uma promoção relâmpago.
Chegando em Dubai: como termina um voo desses
O fim do voo merece um parágrafo próprio, porque é na chegada que a emissão bem feita se paga. A gente desembarcou do andar superior antes da multidão, passou por uma imigração eficiente como a fama de Dubai promete e pegou as malas com a prioridade da cabine. Em menos de uma hora eu e a Carol já estávamos no carro, descansados como a gente nunca tinha chegado de um voo longo, e o primeiro dia rendeu como um dia inteiro de férias, sem aquele meio dia perdido de recuperação. No fim das contas, o valor real de um resgate premium se mede aí, no que o primeiro dia da viagem vira quando o corpo chega junto com a bagagem.
Perguntas que choveram no Instagram sobre esse voo
- O bar é aberto a todo mundo da executiva? É, e funciona durante boa parte do voo, sem ninguém te apressar. O clima é mais de conversa do que de bebida, e o barman acaba virando personagem da viagem.
- A cama é confortável de verdade ou marketing? É plana de verdade, com colchonete e edredom, e a gente dormiu horas seguidas, coisa que nunca tinha acontecido em avião com nós dois.
- Comida à la carte ou bandeja? O menu tem escolha real e horário flexível dentro do serviço, e a bandeja tradicional de avião não aparece em momento nenhum.
- Wi-fi funciona? Funcionou pro essencial de mensagens. A minha recomendação sincera num voo desses é ignorar o wi-fi e aproveitar a cabine.
- Vale acordar pra ver o amanhecer sobre o deserto? Vale, e o café da manhã com o deserto clareando lá fora foi uma das memórias mais bonitas do trajeto.
O plano completo, resumido num parágrafo
Se você quer transformar este relato em meta, o caminho é este: escolha o caminho de acúmulo do seu momento, o simples pela Azul ou o econômico pela Aegean. Monte a sua base com o cartão certo e o combo de clube e transferências bonificadas. Forme o bloco de milhas com paciência, procure o assento com flexibilidade usando as ferramentas certas e, antes de emitir, faça a comparação de sempre entre milhas e dinheiro. Não existe segredo escondido além da consistência. A poltrona do andar de cima é o resultado previsível de uma rotina simples rodando por tempo suficiente, e a gente é a prova disso, junto com as provas novas que chegam todo mês na comunidade.
Bastidor da produção: por que a gente documentou esse voo
Deixa eu te contar um bastidor que explica o formato deste post. Quando eu e a Carol marcamos esse voo, decidimos documentar tudo com função dupla: viver a experiência e, ao mesmo tempo, transformar a viagem em material didático, porque era a chance de mostrar com prova visual que a estratégia que a gente ensina entrega o que promete. Cada foto deste texto foi tirada com essa intenção de prestação de contas. É também por isso que os números da emissão estão públicos aqui, coisa que quase ninguém publica. Na minha visão, a transparência é o que separa a educação financeira de viagem da vitrine de ostentação. Quando você vir por aí executiva sem número, sem caminho e sem taxa, desconfie do que estão te vendendo. A conta aberta, como a deste post, existe pra você conferir e repetir.
Os três aprendizados que levamos pra sempre
- O objetivo vem antes do acúmulo. A ordem que funcionou pra gente foi escrever a meta primeiro, montar a base de acúmulo depois e só começar a busca do assento quando o bloco de milhas estava completo.
- A flexibilidade de datas destravou tudo. As duas semanas de folga que a gente se deu no calendário foram o que permitiu emitir, porque a mesma emissão presa a uma data única teria morrido na primeira busca vazia.
- A primeira experiência premium calibra as seguintes. Depois do A380, ficou muito mais fácil dizer não a resgate medíocre, porque a gente provou na prática o que a milha bem gasta compra.
A emissão dos sonhos resumida em 5 pontos
- A experiência: a gente voou no andar superior do A380, com cama plana, jantar de restaurante e bar a bordo, em quase 15 horas que passaram voando.
- A conta da nossa emissão: foram 500 mil milhas Azul por pessoa, mais cerca de R$ 7.100 de taxas, números da época que você precisa confirmar no dia da sua.
- O caminho avançado: a mesma cabine sai na faixa de 68 mil milhas pela tabela da Aegean, e é essa diferença que permite emitir premium com frequência.
- A conta que decide tudo: multiplique as milhas pelo custo do seu milheiro, some as taxas e compare com o preço em dinheiro antes de emitir.
- O plano: use o cartão certo, forme o bloco com transferências bonificadas, procure com flexibilidade e emita sem hesitar quando o assento aparecer.
Quando NÃO vale gastar milhas com executiva
Pra ser justo com você, eu também preciso dizer quando esse resgate não compensa. Não vale queimar um bloco gigante de milhas em executiva quando a viagem é curta e diurna, porque o benefício real encolhe demais. Se o saldo é o único da família e a meta do ano é levar todo mundo, quatro econômicas bem emitidas rendem mais memórias do que uma poltrona-cama solitária. E tem o caso da taxa: quando a taxa da emissão premium fica desproporcional a ponto de corroer a economia, coisa que acontece em algumas rotas e programas, o melhor é segurar. Milha é um recurso finito com custo real, e a executiva é o melhor uso dela em cenários bem específicos. Com o tempo a gente aprendeu a alternar: teve ano de executiva a dois e teve ano de econômica com todo mundo junto, sempre com a conta na frente da vontade.
Emirates além do A380: e quando a rota vem no Boeing?
Nem toda emissão da Emirates cai no A380, e vale ajustar a expectativa. Parte das rotas voa com outra aeronave, onde o bar não existe e a cabine tem outro desenho, mas o padrão alto de serviço e a cama plana nos voos longos continuam. Na hora da busca, o tipo de avião aparece nos detalhes do voo, e pra quem faz questão da experiência completa do andar superior, como era o nosso caso, vale filtrar a emissão pela aeronave. Se o A380 é parte do sonho, confirme o equipamento antes de emitir e lembre que remanejamento de aeronave existe. É raro na rota principal, mas pode acontecer, e nesse cenário o serviço continua excelente mesmo sem o bar.
O efeito colateral bom: o que muda depois da primeira premium
Ninguém avisa, então eu aviso: a primeira executiva emitida com estratégia muda o seu comportamento de acúmulo pra sempre. O gasto da casa ganha um propósito visível, a disciplina de transferir só com bônus deixa de ser esforço e vira reflexo, e você passa a reconhecer resgate ruim de longe, como quem aprendeu a ler rótulo de comida. No nosso caso, o ciclo de acúmulo seguinte foi o mais eficiente que a gente já teve, empurrado pela memória fresca da cama plana. Se você precisa de um motivo pra dar o primeiro passo hoje, esse é o melhor que eu tenho pra te oferecer.
Perguntas frequentes
Bagagem na executiva emitida com milhas é igual à paga?
É igualzinha, com a franquia generosa da cabine e a prioridade no despacho e na esteira, tudo pelo bilhete emitido com milhas. A única diferença está nas regras de alteração e cancelamento do programa emissor, nunca no serviço de bordo ou de solo. Na hora de comparar com o preço em dinheiro, inclua esse pacote completo na comparação.
O que vestir num voo desses?
Vá de conforto, sem cerimônia, porque a cabine é de pijama fornecido e edredom. A nossa combinação vencedora foi roupa leve em camadas durante o voo e uma muda limpa na mochila pra chegada, trocada no banheiro espaçoso na reta final. Num voo noturno de 15 horas, descer descansado vale mais do que qualquer produção.
Criança pode ir na executiva? Vale a pena?
Pode, pagando a tarifa em milhas da poltrona dela. Se vale a pena, depende da idade e do orçamento de milhas da família. No nosso caso a viagem foi a dois, de aniversário, e o Sam ficou com os avós. Num voo diurno mais curto eu levaria a família inteira de econômica, e numa noite de 15 horas a cama plana faz diferença demais pra quem viaja.
Precisa ser rico pra voar executiva na Emirates?
Precisa de estratégia e de tempo de acúmulo. A nossa emissão saiu do gasto normal da casa, direcionado do jeito certo durante alguns anos, sem renda extra e sem comprar milha de terceiro.
Quanto tempo antes do voo vocês emitiram?
A gente emitiu meses antes, no momento em que o calendário da parceria mostrou os assentos dentro da nossa quinzena flexível. Emissão premium boa raramente acontece na véspera: ou ela sai na abertura do calendário, lá na frente, ou aparece de última hora pra quem pode viajar amanhã. No nosso caso, o planejamento venceu de novo.
E se a Emirates mudar a parceria ou a tabela?
Pode mudar, como tudo neste mercado. Parceria se ajusta e tabela sofre reajuste, e é por isso que eu prefiro te ensinar a conta e o caminho no lugar de um número decorado. Quem entende como a emissão funciona refaz a conta em minutos quando algo muda.
Vale mais ir de Azul ou esperar juntar pela Aegean?
Se o objetivo é realizar o sonho de uma viagem única, a Azul te leva mais rápido. Agora, se você quer repetir executiva com frequência, vale aprender o caminho da Aegean, porque ele muda o seu patamar de emissão daqui pra frente.
Emitir a ida e a volta juntas ou separadas?
Quase sempre vale emitir separadas, porque a disponibilidade de cada sentido se comporta de um jeito, e amarrar os dois trechos na mesma emissão reduz as suas chances. A nossa ida saiu meses antes da volta, e não teve problema nenhum.
E se não aparecer assento de executiva na minha data?
Flexibilize um ou dois dias pra cada lado antes de desistir, monitore a disponibilidade de última hora e tenha um plano B em outro programa parceiro. Quem depende de uma única data numa única companhia acaba quase sempre pagando em dinheiro.
E a volta de Dubai?
A volta segue a mesma lógica, com emissão separada, e às vezes aparece disponibilidade até melhor que a da ida. Monitore os dois sentidos de forma independente.
Leia também
- Quanto custa a primeira executiva com milhas em cada companhia, pra você saber por onde começar a sua.
- As 3 estratégias pra voar de executiva pagando preço de econômica, pra escolher a que encaixa no seu caso.
- A executiva por menos de R$ 5.000 que a tabela fixa da LATAM paga, com o passo a passo da emissão.
- Como gerar milhas LATAM pagando de R$ 16 a R$ 31 o milheiro, pra formar o saldo da próxima emissão gastando menos.
- Como entrar nas salas VIP do Terminal 3 de Guarulhos sem pagar, que combinam com um voo desses saindo de Guarulhos.











