Existe um jeito de voar classe executiva pagando menos do que muita gente paga numa econômica de alta temporada. O caminho se chama tabela fixa do LATAM Pass. Foi por ele que saíram algumas das minhas emissões favoritas, que também estão entre as mais comentadas aqui da comunidade, e mesmo assim ele segue sendo um dos assuntos mais mal explicados da internet. Neste guia eu vou mostrar como a tabela funciona, por que ela permite emitir executiva com custo real abaixo de R$ 5 mil quando você constrói o milheiro certo, e o passo a passo completo pra sua primeira emissão.
O essencial em 60 segundos
- A tabela fixa é a tabela de resgates do LATAM Pass com o preço em milhas definido por região e por cabine, sem o sobe e desce da tarifa dinâmica.
- A conta que importa é multiplicar o preço em milhas pelo custo do seu milheiro. Um milheiro barato transforma executiva em conta de econômica.
- Quem paga R$ 19 ou R$ 20 pelo milheiro, usando clube e transferência bonificada, muda completamente o resultado da mesma emissão.
- A disponibilidade é a parte que exige paciência, porque assento de tabela em executiva existe, mas não aparece em toda data.
- Os valores em milhas e as regras que eu cito aqui foram conferidos na época da gravação do vídeo. A tabela é da LATAM e pode mudar, então confirme tudo na hora de emitir.
O que é a tabela fixa, sem juridiquês
Todo programa de milhas tem um jeito de definir o preço dos resgates. No modelo dinâmico, o preço em milhas acompanha o preço em dinheiro. Se a passagem está cara, o resgate fica caro junto, e a milha vira quase um cupom de desconto. Na tabela fixa acontece o contrário. O LATAM Pass publica quanto custa, em milhas, voar de uma região pra outra em cada cabine, e aquele número vale independentemente do preço em reais daquele voo naquele dia. É dessa previsibilidade que nascem as oportunidades. Quando a passagem em dinheiro está pela hora da morte, o preço da tabela continua o mesmo, e a sua milha compra um valor desproporcional.
É na executiva que essa distorção aparece com mais força. A poltrona que custaria muitos milhares de reais em dinheiro tem um preço de tabela em milhas que, convertido pelo custo real do seu milheiro, cabe no orçamento de uma família organizada. A conta é simples, e logo abaixo eu abro cada parte dela.
A conta que eu faço antes de emitir: milhas vezes milheiro
A fórmula vale pra qualquer emissão da sua vida: custo real da passagem = milhas do trecho × custo do seu milheiro. Um exemplo com números redondos ajuda a visualizar. Se um resgate de executiva custa 250 mil milhas ida e volta e o seu milheiro saiu a R$ 19, o custo real da emissão foi de R$ 4.750, mais as taxas. Agora pense na mesma emissão feita por alguém que comprou o milheiro a R$ 35. O total passou de R$ 8.700 pela mesma poltrona, na mesma tabela, e o que mudou foi só o preço que cada um pagou pelas milhas. Por isso eu repito sempre que a emissão boa começa meses antes, na construção do milheiro.
E o milheiro abaixo de R$ 20 se constrói com o combo que a gente documenta há meses: clube de pontos assinado no preço certo, transferência bonificada forte e um cartão que pontua de verdade. O passo a passo, com todos os caminhos, está no guia mais completo que já publicamos sobre o tema, como acumular milhas LATAM Pass até o primeiro milhão, e a base de tudo continua sendo o cartão certo pro seu perfil.
Passo a passo da emissão pela tabela
- Construa o milheiro barato antes de precisar dele, combinando clube, transferência bonificada e cartão. Quem só começa a acumular depois de escolher a viagem acaba pagando o milheiro do desespero.
- Defina a viagem por região e com mais de uma data possível, já que a tabela precifica por região e a flexibilidade de alguns dias é o que costuma destravar assento.
- Busque a disponibilidade de resgate no site do LATAM Pass comparando datas vizinhas. Em executiva, vale procurar a ida e a volta em separado.
- Antes de confirmar, faça a conta da fórmula, multiplicando as milhas do trecho pelo seu milheiro e somando as taxas. Compare o resultado com o preço em dinheiro do mesmo voo pra saber o tamanho da economia.
- Emita com os dados de todos os passageiros revisados, porque alteração de resgate tem regra própria e nem sempre é amigável.
- Pague as taxas no cartão que pontua. Até o imposto vira milha pra sua próxima emissão.
Executiva pra onde? As rotas onde a tabela compensa mais
Antes de falar de rota, deixa eu apresentar as provas da casa. As nossas emissões reais pela tabela fixa foram a executiva da Delta pra Nova York em 2023, a executiva da Delta pra Atlanta em 2026 com a família toda, e as duas da Qatar em 2024, a Qsuite e a Primeira Classe a caminho das Maldivas. Foram quatro embarques diferentes, e todos seguiram exatamente a mecânica que este guia ensina. As fotos abaixo são dessas emissões.

Eu não vou cravar aqui número que muda, mas o padrão que a gente observa nas emissões da comunidade é consistente. Os resgates de executiva com melhor custo-benefício da tabela aparecem nos voos regionais da América do Sul, nas rotas pros Estados Unidos e, com um planejamento maior, na Europa. Europa, aliás, é a busca em que este blog e o canal mais aparecem, e eu atribuo isso ao fato de a gente publicar a conta aberta, com print, em vez de ficar só na promessa. A regra prática vale pra todas essas rotas: quanto mais concorrida a rota em dinheiro, mais desproporcional fica o valor da tabela quando aparece assento.
Mais de uma vez por semana aparece na Comunidade VMM um alerta de assento de executiva em tabela que a maioria das pessoas nunca ficaria sabendo. Quando a oportunidade surge, quem tem milheiro pronto emite na hora, e quem não tem só assiste.
É por isso que a estratégia começa no acúmulo, bem antes da busca. Oportunidade não espera saldo ser construído.
Disponibilidade: como achar o assento
Essa é a parte que exige maturidade, porque a tabela diz o preço, mas não garante o assento. A LATAM libera quantidades limitadas de resgate por voo, com dois picos claros de aparecimento: a abertura do calendário lá na frente e as semanas finais antes do voo. Entre um pico e outro, o assento vai pingando conforme a ocupação do voo evolui. O que pesa a favor de quem emite é ter flexibilidade de datas, monitorar sempre em vez de buscar uma única vez e estar disposto a emitir ida e volta em emissões separadas quando os dois sentidos não aparecem juntos. Ferramentas de monitoramento ajudam demais nessa procura, e elas são assunto pros guias de ferramentas aqui do blog.
Os erros clássicos de quem está começando na tabela
- Muita gente compara o preço em milhas com o preço em dinheiro do dia e conclui que milha não vale a pena, esquecendo que é o preço pago pelo seu milheiro que define o custo real.
- Outro erro comum é buscar uma única data e desistir na primeira tela vazia, sendo que a disponibilidade de executiva vai e volta como maré.
- Tem também quem torre o saldo num resgate doméstico caro às vésperas de uma grande emissão, sem lembrar que o custo de oportunidade da milha existe.
- Ignorar as taxas na conta final também sai caro, porque elas variam por rota e sempre entram no cálculo do custo real.
- E ainda tem o erro de não comparar a mesma rota em outros programas parceiros antes de emitir, porque às vezes a tabela do vizinho está cobrando menos.
Tabela fixa x tarifa dinâmica: quando usar cada uma
| Critério | Tabela fixa (LATAM Pass) | Resgate dinâmico |
|---|---|---|
| Previsibilidade do preço em milhas | total: preço publicado por região e cabine | nenhuma: acompanha o preço em dinheiro |
| Melhor momento de uso | quando a passagem em dinheiro está cara | quando a passagem em dinheiro está barata |
| Valor por milha | explode em alta temporada e executiva | achatado, milha vira cupom de desconto |
| Disponibilidade | limitada por voo, exige caça | ampla, qualquer assento à venda |
| Perfil de quem aproveita | quem planeja e tem milheiro barato | quem resolve viagem de última hora |
O jeito certo de ler o quadro acima é como um guia de quando usar cada modelo. Alta temporada, executiva e rota concorrida costumam favorecer a tabela fixa. Uma ponte aérea vazia numa terça-feira, por outro lado, às vezes sai melhor no dinâmico. Quem domina os dois sempre emite no lado certo da conta.
Relato: como foi a nossa emissão mais recente pela tabela

Pra tirar o guia do abstrato, vou contar a nossa emissão mais recente, a executiva da Delta pra Atlanta, em janeiro de 2026, com o Sam dormindo a noite inteira na cama plana. Ela seguiu exatamente o roteiro deste post. O milheiro tinha sido construído meses antes, no combo de clube com transferência bonificada, e ficou na casa dos dezenove reais e pouco. Quando a busca mostrou assento na semana que servia, a conta levou dois minutos: multipliquei as milhas do trecho pelo milheiro, somei as taxas e comparei com o preço em dinheiro da mesma poltrona na mesma data. A diferença dava pra pagar a hospedagem da viagem inteira. A gente emitiu na hora, sem drama, porque a decisão difícil tinha sido tomada meses antes, na construção do saldo. Emissão boa acontece desse jeito, com o preparo feito antes e a decisão rápida na hora certa.
Plano de 90 dias pra chegar na tabela com milheiro barato
- Dias 1 a 7: organize a base, concentrando a fatura no cartão certo e revisando o seu cadastro no LATAM Pass (dados, senha, autenticação).
- Dias 8 a 30: avalie o clube de pontos num preço que faça sentido pro seu volume de gastos e fique de olho nas campanhas de transferência bonificada.
- Dias 31 a 60: transfira em bloco na primeira campanha forte e anote o custo do seu milheiro na ponta do lápis, dividindo todo o dinheiro gasto pelas milhas que chegaram.
- Dias 61 a 90: comece a buscar disponibilidade pra sua rota-alvo com datas flexíveis e defina o teto de milhas que você aceita pagar pelo trecho.
- O dia da oportunidade: faça a conta da fórmula, compare com o preço em dinheiro e emita sem hesitar, porque assento bom de executiva não espera reunião de família.
Glossário de bolso da tabela
- Resgate: é a troca de milhas por passagem dentro do programa.
- Milheiro: é o custo de mil milhas, o número que sustenta todas as contas deste post.
- Assento de resgate: é a fração do voo que a companhia disponibiliza pra emissão em milhas.
- Trecho: é cada perna da viagem. Ida e volta são dois trechos e podem ser emitidos em separado.
- Taxas: são a parte em dinheiro de toda emissão. Elas variam por rota e entram sempre na conta final.
Como eu leio a tabela por região
A tabela é organizada por macrorregiões de origem e destino, e o jeito de estudar essa organização é o mesmo de quem estuda um mapa de metrô, começando pelas linhas que saem da sua estação. Pra quem mora no Brasil, as linhas que interessam de cara são as domésticas, as da América do Sul, as da América do Norte e as da Europa, cada uma com seu preço por cabine. Na primeira visita, eu recomendo um exercício simples: anote o preço em milhas da executiva das três viagens que a sua família mais sonha em fazer. Pronto, você acabou de transformar uma tabela abstrata em três metas concretas. A partir daí, toda leitura de campanha bonificada e toda decisão de clube passa a responder a uma pergunta bem prática: isso me aproxima de qual das três metas?
Estudo de caso: a emissão pra Europa do início ao fim
Agora vou montar uma simulação completa, com números redondos de exemplo, pra você ver o filme inteiro. A meta é levar um casal em executiva pra Europa. No primeiro passo, a tabela informa o preço por pessoa do trecho, e digamos que a leitura do dia aponte 145 mil milhas por trecho na cabine executiva. No segundo passo sai a conta do bloco, que fecha em 580 mil milhas pro casal, somando ida e volta. Parece uma montanha de milhas, eu sei. O terceiro passo é o que muda a perspectiva, porque, com o combo de clube mais transferência bonificada de 100%, cada milha chega custando na faixa de R$ 19 a R$ 22 o milheiro, e o custo real da emissão fica entre R$ 11 mil e R$ 12,7 mil pro casal, mais taxas. A mesma dupla de poltronas em dinheiro, em alta temporada, passa com folga do dobro disso. O quarto passo é a execução no tempo. O bloco se forma em dois ou três ciclos de campanha ao longo de meses, a busca de disponibilidade roda com uma quinzena flexível, e a emissão acontece quando o assento aparece. Nenhum número deste parágrafo é promessa. Todos são exemplo do jeito de calcular, e os seus números reais vão sair da tabela do dia e do seu milheiro anotado. Como o que se repete é a estrutura da conta, você pode trocar a Europa pelos Estados Unidos ou pelo Nordeste em alta temporada e o cálculo não muda em nada.
Tabela e transferência bonificada: o encaixe do calendário
O que separa o intermediário do avançado é sincronizar as duas pontas. A transferência bonificada define quando o seu bloco cresce, e a disponibilidade da tabela define quando dá pra emitir. O erro comum é tratar as duas como eventos independentes, e aí a pessoa se vê com o bloco pronto meses antes de existir assento, ou com o assento na tela e o saldo ainda preso no meio da transferência, esperando processamento. O caminho certo é transferir o bloco na campanha forte com meses de antecedência, deixar o saldo descansando já no programa aéreo e emitir no clique, sem depender de transferência de última hora. Ter a milha no lugar certo na hora certa resolve metade do problema. A outra metade é a paciência de esperar o assento certo sem torrar o saldo num resgate medíocre no meio do caminho.
Quando a tabela fixa não é o melhor negócio
- Quando a passagem em dinheiro entra numa promoção agressiva e a econômica fica historicamente barata, costuma valer mais a pena pagar em reais e guardar as milhas pro cenário caro.
- Numa rota vazia de baixa temporada, de vez em quando o resgate dinâmico precifica abaixo da tabela, e quem cota os dois lados aproveita essas exceções.
- Se o seu milheiro saiu caro, tabela boa vira conta ruim. Nesse caso, arrume primeiro o seu jeito de acumular barato e depois volte pra tabela.
- Com datas totalmente travadas em semana de pico, sem nenhuma flexibilidade, a chance de achar assento cai demais, e o dinheiro pode ser o caminho de menos estresse.
- Se o saldo ainda é pequeno demais pro trecho, lembre que emissão parcial não existe. Nesse estágio, o melhor é seguir formando o bloco em vez de forçar um resgate curto de valor baixo.
Por que a tabela fixa está cada vez mais rara no mundo
Vale entender o contexto de mercado, porque ele valoriza o que você tem na mão. No mundo todo, a década foi de programas migrando pra precificação dinâmica, aquele modelo em que a milha vira espelho do preço em dinheiro e os grandes resgates deixam de existir. Programas americanos e europeus famosos fizeram essa transição um a um, quase sempre do mesmo jeito: o programa anuncia a mudança com discrição, a tabela some e o valor médio do resgate despenca. Nesse cenário, uma tabela fixa robusta funcionando no mercado brasileiro é quase uma relíquia a seu favor. A leitura que eu faço é dupla. Aproveite enquanto a regra é clara e mantenha o hábito de acompanhar as comunicações do programa, porque mudança estrutural desse tipo costuma dar sinais antes. Quem usa a estratégia com frequência tira proveito da tabela hoje e se adapta rápido se ela mudar amanhã, e quem nem sabe que a tabela existe paga tarifa dinâmica a vida toda sem saber o que perdeu.
Ida e volta separadas: por que eu emito em duas partes
Tratar cada sentido como uma emissão independente multiplica as suas chances por um motivo simples: a disponibilidade da ida e a da volta raramente aparecem juntas. Emitindo separado, você trava o sentido que apareceu e segue procurando o outro com calma, inclusive em programas diferentes se a conta fechar melhor. Alguns cuidados evitam que essa liberdade vire armadilha. Só trave a ida se tiver confiança de que a volta terá solução dentro do seu prazo e do seu orçamento, deixe o plano B da volta em dinheiro cotado como referência de risco máximo, e lembre que duas emissões significam duas taxas e dois conjuntos de regras de alteração. Na nossa experiência e na da comunidade, o saldo é muito positivo, porque a flexibilidade de compor a viagem em duas etapas destrava emissões que a busca de pacote fechado nunca encontraria.
O que eu deixo pronto antes de buscar assento
- A meta escrita: deixe anotados a rota, a cabine e o preço em milhas da tabela, porque sem isso toda campanha parece boa e nenhuma serve.
- O registro do milheiro: mantenha uma planilha simples com quanto custou cada bloco formado, porque esse número entra em todas as decisões.
- O radar de campanhas: garanta que os avisos de transferência bonificada cheguem até você (e-mail dedicado, comunidade, alertas), pra campanha boa nunca te pegar desprevenido.
- O monitor de disponibilidade: tenha uma rotina ou uma ferramenta vigiando o assento no seu período flexível de datas, em vez de depender de buscas manuais aleatórias.
- O checklist de emissão: revise os dados dos passageiros, compare as taxas e guarde prints de tudo. São dois minutos de capricho que evitam duas semanas de dor de cabeça.
Iniciante, intermediário e avançado: como cada perfil usa a tabela
A tabela serve momentos diferentes de formas diferentes, e reconhecer o seu momento evita a frustração de se comparar com os outros. O iniciante usa a tabela como escola. Ele faz emissões domésticas e regionais em econômica, com blocos menores, e aprende o ciclo completo correndo pouco risco. A primeira emissão de tabela ensina mais que dez discussões na internet. O intermediário usa a tabela pra subir de nível. É o momento das executivas regionais e dos Estados Unidos, quando o milheiro já sai barato com consistência e a busca de disponibilidade vira habilidade treinada. Já o avançado coloca a tabela do programa nacional pra disputar cada emissão com as tabelas dos programas estrangeiros que ele também usa, e emite onde a conta vencer, sem torcida. Nos três estágios a mecânica é idêntica. O que muda é o tamanho do bloco e a frieza da comparação. E o bonito é que o mesmo conhecimento deste guia te acompanha do primeiro resgate nacional até a executiva de longo curso, só mudando de escala.
O resumo da tabela fixa
- A tabela fixa tem preço em milhas previsível por região e cabine, e esse preço rende mais justamente quando a passagem em dinheiro está cara.
- A fórmula de tudo é multiplicar as milhas do trecho pelo seu milheiro e somar as taxas. Sem o milheiro anotado, não existe decisão boa.
- O bloco atravessa na campanha forte e descansa no programa aéreo antes da busca de assento, porque transferência de última hora é receita de oportunidade perdida.
- A disponibilidade vai e volta, com dois picos: a abertura do calendário e a última hora. A flexibilidade de datas deixa você pronto pra qualquer um dos dois.
- Ida e volta podem ser duas emissões separadas. Compare também os parceiros e o resgate dinâmico antes de confirmar, e emita sem hesitar quando a conta aprovar.
Segundo estudo de caso: Estados Unidos em família, quatro assentos
O desafio clássico é levar quatro pessoas em executiva pros Estados Unidos. A leitura madura desse cenário começa aceitando a realidade da disponibilidade. Quatro assentos premium juntos na mesma data são raros, e por isso o plano já nasce flexível. As composições que funcionam de verdade são dividir a família em dois pares em voos do mesmo dia ou de dias vizinhos, combinar cabines no mesmo voo com revezamento no trecho noturno, ou mirar a executiva só no sentido noturno, voando o diurno em econômica, já que é no voo de madrugada que a cama plana faz mais diferença. Visto de uma vez só, o bloco total de milhas assusta. Dividido em quatro metas individuais formadas ao longo dos ciclos de campanha, ele vira um plano possível, e cada assento emitido reduz o risco do plano inteiro. A família que espera a perfeição dos quatro juntos costuma nem voar. A que aceita compor voa, e ainda volta pra casa com duas histórias de embarque em vez de uma.
Os erros de quem já está no nível avançado
- Otimizar demais e viajar de menos é o primeiro deles, porque colecionar milheiro recorde sem emitir é perder o propósito no meio da planilha.
- Ignorar o custo do próprio tempo também é comum, e vinte horas de busca pra economizar o valor de um jantar não fecham a conta.
- Tem quem concentre tudo numa única oportunidade futura e recuse as oportunidades boas do caminho por teimosia de plano.
- Esquecer o câmbio das taxas em emissões internacionais distorce a comparação entre programas.
- E não ensinar a estratégia pra família cobra caro, porque no dia em que só um sabe emitir, tudo para justamente nas férias erradas.
Antes das perguntas finais, fica um convite prático. Escolha agora qual das três viagens dos seus sonhos vira a sua meta de tabela deste ciclo, e anote o preço em milhas da leitura do dia e o milheiro que você pretende alcançar. Um guia lido sem meta anotada vira só uma leitura agradável. Com a meta no papel, ele vira o primeiro dia de um embarque com data pra existir. A comunidade está cheia de gente que marca o dia dessa anotação como o dia em que tudo começou de verdade. Se quiser dar o passo com companhia, envie a sua meta nos comentários, com rota, cabine e prazo. A gente adora transformar meta de leitor em estudo de caso dos próximos conteúdos, com a conta aberta na tela e o dono da meta acompanhando o próprio plano ganhar corpo. Poucas coisas ensinam mais rápido do que ver a própria rota destrinchada etapa por etapa, com a conta na mão e sem promessa vazia.
Glossário relâmpago
- Tabela fixa: é o preço em milhas publicado por região e por cabine.
- Milheiro: é o custo de mil milhas na sua construção de saldo.
- Bloco: é o volume de pontos transferido de uma vez na campanha forte.
- Disponibilidade: é o período em que o assento de resgate aparece pra emissão.
Perguntas frequentes
A tabela vale pra emitir pra outra pessoa?
Emissão pra terceiros segue as regras de beneficiário do programa, e elas mudam de tempos em tempos. Leia a regra vigente antes de prometer poltrona a alguém e mantenha tudo dentro do site oficial. O que este guia recomenda sem ressalva é o uso em família, com as regras respeitadas, porque é pra isso que essa estratégia existe.
Emiti e o plano mudou: e agora?
Alteração e reembolso de resgate têm regras e custos próprios do programa, e aqui a prevenção vale mais que o remédio. Emita quando o roteiro estiver maduro, prefira a flexibilidade de data antes da emissão à esperança de remarcação depois, e trate as taxas pagas como parte do custo da decisão.
Preciso ter status no LATAM Pass pra usar a tabela?
Não precisa, porque a tabela vale pra qualquer participante do programa. O status ajuda em outras frentes, como bagagem, prioridade e acesso a sala, mas o preço em milhas do resgate é o mesmo publicado pra todo mundo.
Dá pra usar milhas de outra pessoa ou juntar saldos da família?
As regras de titularidade e de emissão pra terceiros são do programa e mudam de tempos em tempos. A resposta segura é consultar a regra vigente no site do LATAM Pass antes de planejar emissão em nome de outra pessoa, e desconfiar de qualquer atalho fora do site oficial, porque conta compartilhada do jeito errado é risco de bloqueio.
A tabela fixa vale pra qualquer voo da LATAM?
Vale pros voos com assento de resgate disponibilizado na tabela, o que não significa todo assento de todo voo. O preço é fixo por região e por cabine, e a disponibilidade é a parte que varia.
Quanto custa uma executiva pela tabela?
Depende da região e da cabine, e os números da tabela em vigor eu mostro na tela no vídeo que acompanha este post. O que define se ficou barato pra você é o custo do seu milheiro, que é a metade da conta que quase ninguém publica e que a gente faz questão de abrir.
Emissão pela tabela acumula pontos de volta?
Bilhete de resgate, em regra, não pontua nem conta pra qualificação de categoria. Essa é a contrapartida de pagar em milhas. Na conta, ela entra como um custo invisível pequeno, relevante só pra quem está atrás de status no programa, e nunca muda o vencedor de uma comparação bem feita.
Posso usar a tabela pra emitir em companhias parceiras?
O programa alcança voos de parceiros, com regras e preços próprios por parceria, e vale explorar essa frente depois de dominar o básico doméstico, porque às vezes o mesmo destino sai melhor via parceiro. A pesquisa é feita dentro do próprio site do programa, comparando as opções que aparecem pra rota.
Milhas de tabela expiram?
As milhas seguem a validade normal do LATAM Pass. O meu ponto de atenção é outro, o de não deixar o saldo envelhecer sem objetivo, porque programa muda regra e milha parada não vira memória de viagem nenhuma.
Consigo emitir pra família inteira em executiva?
Consegue quando há assentos suficientes na mesma data, o que em executiva é raro de aparecer de uma vez. As saídas reais são dividir a família em dois voos próximos, emitir em datas vizinhas ou combinar cabines diferentes no mesmo voo.
Tabela fixa ou promoção relâmpago: o que priorizar?
Os dois convivem. A tabela é a base previsível do planejamento, e as promoções aparecem de vez em quando pra acelerar o acúmulo. Quem tem milheiro barato aproveita os dois mundos, e quem não tem acaba não aproveitando nenhum.
Quer receber os alertas de assento de tabela e a conta do milheiro mastigada toda semana? Esse é o feijão com arroz da Comunidade VMM: a gente avisa, mostra a conta e você só emite.
E pra montar a sua base, comece pelos dois guias que sustentam este post: o caminho até o milhão de milhas LATAM Pass e os melhores cartões pra acumular.
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