Café da Manhã no Be Our Guest e Um Dia Quase Sem Fila no Magic Kingdom

Castelo da Cinderela no Magic Kingdom

O Genie+ que existia na época já não existe mais, o sistema de fura-fila da Disney mudou de nome e regra. Veja o que mudou no nosso guia atualizado do Magic Kingdom.

Acordamos às 6h30. Sim, bem cedinho. Deixamos as MagicBands configuradas no dia anterior e a mochila pronta com água, barrinha de cereal e o roteiro do parque impresso. Precisávamos chegar no Magic Kingdom antes das 8h porque tínhamos reserva para o café da manhã no restaurante Be Our Guest, marcada exatamente para as 8h. O trajeto foi tranquilo, e com a ajuda do Waze não nos perdemos nenhuma vez, tirando o primeiro dia de viagem. Do hotel Rosen Inn até o estacionamento do Magic Kingdom foram uns 20 minutos de carro.


Estatísticas desse dia no Magic Kingdom

  • Andamos: 17,41km
  • Horas dentro do parque: 14 horas e 30 minutos
  • Investimento total: US$ 123,16

As boas do Magic Kingdom

  • Café da manhã no Be Our Guest: além da experiência em si, saímos de lá direto para a montanha russa dos 7 Anões praticamente sem fila.
  • Dia sem fila: pegamos uma temporada excelente, com o parque quase vazio.
  • Funnel Cake: massa frita com calda de morango e chantilly. Simples e delicioso.
  • A chuva no fim do dia ajudou a refrescar e ainda espantou parte do público dos shows noturnos.
  • Todas as atrações que fomos valeram a pena, com uma única exceção: It’s a Small World.

O que não foi tão bom

  • Calor: num dia corrido, sol direto na cabeça cansa muito mais rápido do que parece.
  • Não ter conhecido a atração do Stitch, que estava fechada.
  • Splash Mountain fechada para manutenção. Já sabíamos disso quando montamos o roteiro, mas com o calor que estava fazendo, teria sido perfeita.
  • It’s a Small World: não leve suas crianças para essa tortura. Música repetitiva, passeio arrastado, bonecos datados.

Principais investimentos (com taxas) desse dia no Magic Kingdom

ItemValor
EstacionamentoUS$ 20,00
Café da manhã no Be Our Guest (Feast A La Gaston + bebida quente)US$ 25,56
Almoço no Columbia Harbour House (Trio Sampler + limonada)US$ 21,28
Main Street Bakery / Starbucks (croissant amanteigado, croissant de chocolate, frappuccino mocha)US$ 15,74
Aloha Isle (Pineapple Float + água)US$ 8,85
Sleepy Hollow (Funnel Cake with Strawberry Sauce)US$ 8,30
Emporium (boné)US$ 23,43

Chegada e o café da manhã no Be Our Guest

Como chegamos bem cedo, estacionamos perto da entrada do parque. No estacionamento tem funcionários (bastante gente mais velha, prestativa) orientando para onde ir e onde parar. Fomos andando tranquilamente até o trem monotrilho (Monorail), sem nem precisar do trenzinho de estacionamento. Pegamos o parque quase vazio, e a chegada foi emocionante de verdade: a trilha sonora tocando, o portão abrindo, aquela sensação de finalmente estar ali depois de tanto planejamento.

Pegamos o mapa e o time guide do parque na entrada e apertamos o passo, porque já estávamos meio atrasados para a reserva do café da manhã.

Erramos o caminho e fomos para a direita do Castelo da Cinderela, quando deveríamos ter ido para a esquerda. A área das atrações ao redor do Be Our Guest fica isolada por cordas, mas se você tem reserva no restaurante é só passar a MagicBand ou o ingresso no leitor que o cast member libera a passagem.

Café da Manhã no Be Our Guest
Café da manhã no Be Our Guest

Pedimos o prato Feast A La Gaston (ovos mexidos, linguiça de frango, bacon, pães doces e croissant) e de bebida um suco de laranja e um chocolate quente. É muita comida mesmo para duas pessoas dividirem. Ficamos satisfeitos (eu principalmente, porque a Carol não curte café da manhã tão americanizado assim) e, pelo valor pago, achamos que vale a pena. Os três ambientes do castelo são muito bem decorados, vale reservar um tempinho só para olhar os detalhes de cada sala.

Salão do restaurante Be Our Guest com a escultura da Bela e a Fera
O salão do Be Our Guest, com a escultura da Bela e a Fera dançando sob o teto estrelado

Seven Dwarfs Mine Train quase sem fila

Saímos de lá direto para a fila da montanha russa dos 7 Anões (Seven Dwarfs Mine Train), que fica bem na saída do restaurante. A fila parecia grande de longe, mas assim que liberou, andamos direto sem parar e levamos uns 10 minutos até subir. Foi a minha primeira montanha russa em Orlando.

Be Our Guest Magic Kingdom
Be Our Guest Magic Kingdom

Tomorrowland: Space Mountain e Buzz Lightyear

Depois fomos para a Tomorrowland andar na Space Mountain sem precisar de FastPass. Acredito que pegamos uma das melhores épocas do ano para visitar o Magic Kingdom: setembro, logo depois do furacão Irma, com o parque bem mais vazio do que o normal. A única fila real do dia inteiro foi na montanha russa dos 7 Anões. Em 10 minutos já estávamos entrando na Space Mountain, que roda no escuro com a montanha russa toda fechada.

Na sequência, ainda na Tomorrowland: Buzz Lightyear’s Space Ranger Spin. Tínhamos um FastPass marcado para as 10h20, mas nem precisamos usar, porque não tinha fila nenhuma antes das 10h. Ganhei da Carol na pontuação final, e ela ainda não me deixa esquecer que reclamo disso até hoje. Queríamos ter ido também na Stitch’s Great Escape, mas ela estava fechada o dia inteiro. Explicaram que essa atração fecha em algumas temporadas e, na época, corriam rumores de que seria substituída por algo do Detona Ralph.

De volta à Fantasyland e a Haunted Mansion

Voltamos para a Fantasyland para pegar de novo a montanha russa dos 7 Anões, e dessa vez a fila já estava em quase uma hora. O lado bom é que boa parte dela passa dentro da mina, no ar-condicionado, cheia de detalhes cenográficos para distrair. As filas da Disney, quando bem feitas, viram atração por si só e o tempo passa rápido. No caminho para a Frontierland, entramos na Haunted Mansion, na Liberty Square: um passeio de carrinho por uma casa mal-assombrada. Para criança pequena pode assustar um pouco, mas para adulto é bem tranquilo, quase engraçado.

Piratas do Caribe no lugar da Big Thunder Mountain

Tínhamos um FastPass para a Big Thunder Mountain Railroad, na Frontierland, marcado para as 11h35, mas a atração deu problema técnico de manhã e não tinha previsão de retorno. A regra nesse caso é boa para o visitante: se a atração ficasse fechada o resto do dia, o FastPass poderia ser usado em qualquer outra atração, menos na concorrida Seven Dwarfs Mine Train. Não desanimamos e fomos para os Piratas do Caribe, na Adventureland. Os animatrônicos (bonecos animados com áudio sincronizado) são muito bem feitos, e o passeio pelo mundo dos piratas foi refrescante depois de tanto sol.

Almoço no Columbia Harbour House

Como já estávamos perto da Liberty Square, almoçamos no Columbia Harbour House. Pedimos um Trio Sampler com uma limonada (bem artificial, sem exagero). Por causa do café da manhã reforçado no Be Our Guest, um prato só já foi suficiente para os dois.

Mickey’s PhilharMagic e a Pequena Sereia

Voltamos para a Fantasyland para o teatro 4D do Mickey’s PhilharMagic: descansamos no ar-condicionado e demos boas risadas. A tela em 3D combinada com vento, borrifo de água no rosto e cheiro sincronizado com a cena surpreende de verdade. Vale para adulto e para criança. Ainda na Fantasyland, entramos também na Under the Sea, a Journey of The Little Mermaid: bem produzida, e mesmo sendo pensada para criança, adulto se diverte igual.

Pineapple Float da Disney
Pineapple Float da Disney

Big Thunder Mountain, parada e mais atrações

Ao sair da atração, perguntei para um cast member se a Big Thunder Mountain tinha voltado a funcionar. Ela ligou ali mesmo para o pessoal da atração e, em menos de 3 minutos, já tínhamos a resposta que queríamos. Voltamos correndo para a Frontierland, e curtimos mais essa montanha russa do que a dos 7 Anões.

Formações rochosas da Big Thunder Mountain na Frontierland
De pertinho das formações rochosas da Big Thunder Mountain, na Frontierland

Saindo da Big Thunder Mountain já passava um pouco das 14h, e a parada Disney Festival of Fantasy estava só começando o percurso pela Main Street. O sol estava de rachar nesse horário. Pegamos um lugar na sombra para assistir.

Como o parque continuava vazio, voltamos à Tomorrowland para uma revanche na atração do Buzz Lightyear. Ganhei de novo (desculpa, Carol). De lá, fomos até a Adventureland comprar um Pineapple Float na Aloha Isle para nos refrescar, e pegamos uma filinha (pequena, mas parada) para tirar foto com a Merida, princesa favorita da Carol, na Fairytale Garden.

Foto com personagem Merida
Foto com personagem Merida

Peter Pan’s Flight: a atração que a internet subestima

Deixamos a Peter Pan’s Flight de fora do roteiro obrigatório inicialmente, porque tínhamos lido que era muito infantil e não compensava para adulto. Discordamos completamente depois de andar nela. Os detalhes ao longo da fila são muito bem feitos, e mesmo com fila razoável, compensa entrar. Se você estiver com criança pequena, vale marcar FastPass para não perder tempo, mas aí você acaba não vendo os detalhes espalhados pelo corredor da fila.

Estávamos bem cansados e, para descansar, entramos na It’s a Small World. Deu para sentar e relaxar bastante durante o passeio, mas não voltaríamos nunca mais. A música é extremamente repetitiva, o passeio é arrastado e os bonequinhos são bem datados.

Emporium, o broche de primeira visita e as cartinhas de Sorcerers

Passeamos pela loja gigante Emporium, aproveitei para comprar um boné e, de novo, ficar um tempo no ar-condicionado. Na correria da manhã eu não tinha pegado meu broche de primeira visita na entrada do parque. Esse broche é gratuito: basta pedir para qualquer cast member no balcão da loja, e você escolhe modelo e quantidade.

Como estávamos ali perto, pegamos também as cartinhas do Sorcerers of the Magic Kingdom. Não íamos brincar com elas de fato, só queríamos como lembrança do parque.

Funnel Cake debaixo de chuva

A fome bateu e fomos na Main Street Bakery, que serve bebida e comida da Starbucks. Pedimos um croissant amanteigado, um croissant recheado de chocolate e um frappuccino mocha. Depois desse dia eu desisti de falar “Rodolfo” para os atendentes, ninguém entendia meu nome. Passei a falar “Carol” direto, resolvia mais rápido.

Sentamos um pouco na Main Street e, para completar o lanche, fomos atrás de outra gordice: o famoso Funnel Cake with Strawberry Sauce, na Sleepy Hollow, na área da Liberty Square. Delicioso, sem exagero. Massa frita, calda de morango, chantilly, como que isso seria ruim? Quando entramos na fila para pedir, começou a chover forte. Ficamos ali apertados esperando passar. Ainda estava quente e a gente só tinha uma capa de chuva. A Carol usou a capa, eu fui correndo mesmo. Me molhei todo, mas foi bom para refrescar depois de um dia inteiro de sol.

Os shows de fogos: onde ficar vale mais do que dizem os blogs

Ficamos na Main Street até os shows começarem. Por causa da chuva, teve um pequeno atraso. Nesse dia, o primeiro show projetado no castelo foi o Once Upon a Time e, por último, o Happily Ever After. As projeções no Castelo da Cinderela sincronizadas com fogos e música são impressionantes de verdade.

Castelo da Cinderela iluminado à noite no Magic Kingdom
O Castelo da Cinderela iluminado à noite, palco dos shows de encerramento

Apesar de muito blog e vídeo recomendar ficar mais afastado na Main Street para ter visão completa dos fogos, na prática é bem barulhento ali, com gente conversando e passando na sua frente o tempo todo. Em outro dia que voltamos ao Magic Kingdom, ficamos bem mais perto do castelo e a experiência foi muito melhor (conto os detalhes em outro post da série).

Voltando pelo Ferry Boat

Exaustos e ainda um pouco molhados, voltamos para o estacionamento de barco (Ferry Boat). A vantagem de ter ficado mais afastado do castelo apareceu na hora de sair: como o parque não estava tão cheio, pegamos o primeiro barco disponível. Dica real: vá direto para o final do Ferry Boat, você tem vista livre durante a travessia e sai do barco primeiro que todo mundo. Outra dica boa: tire uma foto de onde você estacionou o carro assim que chegar. Foi assim que achamos o carro fácil, mesmo exaustos, e voltamos direto para o hotel.


O que aprendemos nesse primeiro dia completo de Magic Kingdom

Fechando esse relato, vale resumir as lições mais importantes desse dia inteiro dedicado ao Magic Kingdom, para quem está montando o próprio roteiro. Chegar bem antes da abertura oficial do parque, mesmo que pareça sacrifício na hora de acordar cedo, muda completamente a experiência das primeiras horas: menos fila, mais fotos sem gente no meio, e a chance real de fazer as atrações mais concorridas sem stress. Reservar o café da manhã num restaurante temático como o Be Our Guest também resolve dois problemas de uma vez, alimentação e acesso privilegiado a uma atração popular logo na saída.

Outro aprendizado importante foi sobre onde assistir aos shows noturnos: mais afastado da Main Street pode parecer uma boa ideia para “ter visão geral”, mas na prática o barulho de gente passando e conversando atrapalha bastante a experiência. Guardamos essa lição para o nosso segundo dia de Magic Kingdom, mais adiante na viagem, quando decidimos ficar bem na frente do castelo e a diferença foi enorme.

Perguntas frequentes

Vale a pena reservar café da manhã no Be Our Guest?

Vale. Além da comida em quantidade generosa e da ambientação dentro do castelo, sair do restaurante dá acesso rápido à fila da Seven Dwarfs Mine Train logo em seguida, uma das atrações mais concorridas do Magic Kingdom.

Chegar antes da abertura do Magic Kingdom faz mesmo diferença?

Faz muita diferença. Chegando bem antes do portão abrir, é possível andar nas atrações mais concorridas quase sem fila nas primeiras horas, além de fotos sem gente no meio, algo que fica impossível depois que o parque enche.

Vale a pena andar na atração It’s a Small World?

Na nossa experiência, não. A música é repetitiva, o passeio é arrastado e os bonecos são bem datados. Serve apenas se você quiser um momento para sentar e descansar no ar-condicionado.

Qual é o melhor lugar para assistir aos fogos do Magic Kingdom?

Mais perto do castelo, mesmo que muitos blogs recomendem ficar afastado na Main Street para ter visão geral. Na prática, ficar afastado significa mais barulho de gente conversando e passando na frente durante o show.

Vale a pena ficar até o fim do dia para pegar o Ferry Boat de volta?

Vale, principalmente se o parque não estiver muito cheio na saída. Ir direto para o final do barco garante vista livre durante a travessia e desembarque entre os primeiros, o que agiliza bastante a volta ao estacionamento.

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