Animal Kingdom e o Mundo de Pandora: Nosso Dia Completo com Avatar Flight of Passage

A Splash Mountain, mencionada em posts antigos de outros parques, não existe mais em lugar nenhum, mas o Animal Kingdom e a área de Pandora seguem praticamente como descrevemos aqui.

Acordamos cedo de novo, 6h30, comemos no café da manhã o que tínhamos comprado no Walmart (croissant, mocha da Starbucks e bolo mesclado) e partimos para o Animal Kingdom. Levamos uns 20 minutos do hotel Rosen Inn, na International Drive, até o estacionamento do parque (setor Dinosaur, fileiras 32 a 40). Diferente do Magic Kingdom, mesmo chegando bem cedo com o estacionamento praticamente vazio, ainda precisamos pegar o carrinho até a entrada. Tiramos fotos em todos os lugares onde paramos o carro nos parques de Orlando, só para não correr risco de esquecer na volta. O motorista do carrinho ficava imitando dinossauro e falando sem parar para já entrar no clima do parque, mesmo com poucas pessoas dentro do carrinho.


Estatísticas desse dia no Animal Kingdom

  • Andamos: 17,23km
  • Horas dentro do parque: 13 horas
  • Investimento total (2 pessoas): US$ 141,28

As boas do Animal Kingdom

  • Dia quase sem fila de novo, tirando a fila do Flight of Passage.
  • Flight of Passage: o melhor simulador que fizemos em toda a viagem a Orlando.
  • Kilimanjaro Safaris pela manhã, com os animais bem mais acordados e ativos.
  • Shows do Nemo e do Rei Leão: imperdíveis, nível Broadway.
  • Área de Pandora à noite: a iluminação transforma completamente a experiência.

O que não foi tão bom

  • Calor: num dia corrido, sol direto na cabeça cansa muito mais do que parece no papel.
  • Restaurante do Avatar (Satu’li Canteen): ambientação excelente, comida sem graça.
  • Night Blossom: doce em excesso, difícil de terminar o copo inteiro.

Principais investimentos (com taxas) desse dia no Animal Kingdom

ItemValor
EstacionamentoUS$ 20,00
Pipoca com manteigaUS$ 5,00
Almoço no Yak & Yeti Local Food Cafes (honey chicken, kobe cheeseburger, coca-cola)US$ 31,71
Bebida no Pongu Pongu (Night Blossom)US$ 6,38
Jantar no Pandora Satu’li Canteen (fish bowl, cheeseburger pod, suco souvenir)US$ 39,91
Mickey safari e imã de geladeira do Castelo da CinderelaUS$ 38,28

Correndo para o Flight of Passage antes da fila crescer

Animal Kingdom - Área de Avatar
Mundo de Avatar, fila do Flight of Passage

Às 8h já estávamos numa fila pequena para entrar no Animal Kingdom. Assim que abriu, fomos andando rápido (quase correndo) direto para a área de Pandora, o Mundo do Avatar, para não pegar fila no simulador Flight of Passage. Mesmo tentando marcar o FastPass com 30 dias de antecedência e muita insistência, não conseguimos vaga. A entrada da área de Avatar é organizada pelos cast members e fica isolada por uma corda. A fila atrás de nós foi crescendo rápido, e antes das 9h, horário oficial de abertura, por volta das 8h40, eles já liberaram a entrada de forma organizada, sem correria.

Entramos na fila do Flight of Passage, e como parece ser a mesma fila de quem tem FastPass, nessa primeira vez não vimos o laboratório com o Avatar e fomos direto para o simulador. A experiência foi impressionante. A imersão é muito bem construída: você senta em algo parecido com uma moto para simular como se estivesse montando um Banshee (o ikran em Na’vi, uma espécie de dragão que o Avatar monta e voa). Você sente a respiração do Banshee na parte interna das coxas, vem água no rosto, vento e cheiro de terra molhada. Saímos da atração às 9h08, e como o nosso FastPass para o Na’vi River Journey era só às 10h20, seguimos para a área da África. Quando estávamos saindo de Pandora, a fila do Flight of Passage já estava gigantesca, se estendendo até o final da área.

Visitante na área de Pandora com as montanhas flutuantes do Mundo de Avatar ao fundo
Na área de Pandora, com as montanhas flutuantes do Mundo de Avatar ao fundo

Kilimanjaro Safaris logo pela manhã

Animal Kingdom - Kilimanjaro Safaris
Kilimanjaro Safaris

Aproveitamos o período da manhã, quando a maioria dos animais está acordada e mais ativa, para ir no Kilimanjaro Safaris. Chegamos e entramos em um dos primeiros carros. Dica real: se der para escolher, sente no último banco. A vista fica totalmente livre para fotos, o único incômodo é ter que virar para trás algumas vezes. O passeio dura uns 20 minutos, e o motorista interage o tempo todo, explicando sobre os animais e soltando curiosidades. Vimos antílope, crocodilo, elefante, flamingo, hiena, leão majestoso tomando sol nas rochas, leoa, rinoceronte-branco (espécie quase em extinção, com alguns filhotes nascidos ali no próprio parque), zebra e muitos outros. Essa área do safari sozinha é maior que todo o parque do Magic Kingdom.

Animais na savana durante o passeio Kilimanjaro Safaris
Animais soltos no meio do caminho durante o Kilimanjaro Safaris

Voltamos para a área Discovery, no centro do parque, para tirar foto e gravar um vídeo curto com o Mickey e a Minnie de roupa de safari, na Adventures Outpost. Tinha só uma família na nossa frente, foi rápido. Segundo a Carol, esse é o Mickey mais bonitinho de todos.

Mickey Safari no Animal Kingdom
Clássico!

It’s Tough To Be a Bug e a Árvore da Vida

Já que estávamos na Discovery, entramos na It’s Tough To Be a Bug. A atração fica dentro da Árvore da Vida (Tree of Life) e é imperdível, tanto para adulto quanto para criança. Antes de entrar no teatro, dá para observar os animais entalhados na árvore, um trabalho de detalhe absurdo, dava para passar horas só procurando cada bicho escondido ali. O teatro passa um filme em 3D, com bonecos animados, cheiro e vento sincronizados (tem mais surpresa que prefiro não estragar aqui). A história segue a formiga Flik, do filme Vida de Inseto, da Pixar. Antes de entrar, vale conferir os cartazes de filme reais recriados na versão Vida de Inseto, espalhados na entrada do teatro.

Árvore da Vida - Tree of Life
Árvore da Vida – Tree of Life

Na’vi River Journey: o passeio que combina com quem viu o filme

Antes de voltar para Pandora para usar o FastPass do Na’vi River, tiramos a foto clássica com a Árvore da Vida atrás de nós. O passeio pelo rio de Avatar é tranquilo e criança também gosta bastante. Se você nunca viu o filme Avatar, ou viu faz muito tempo, vale rever antes de ir, ajuda a reconhecer cada detalhe da cenografia. É um barco muito bem produzido, com todos os sons do Mundo de Avatar, luz, boneco animado e telas de LED espalhadas pelo cenário. A Disney caprichou de verdade nessa área nova do Animal Kingdom. Aproveitamos para fotografar bastante e ver um showzinho que acontece algumas vezes ao longo do dia, com cantoria em na’vi e tambor. As pessoas ficam ao redor e, no final, todo mundo é convidado a cantar junto.

Dinosaur e a pipoca que salvou a fome

Seguimos para a área Dinoland para o FastPass da Dinosaur, marcado para 11h55. É uma simulação de viagem pré-histórica num carrinho que balança bastante, bem escura e barulhenta. Se seu filho tem medo de escuro ou de susto, é bom pensar duas vezes: os dinossauros não são nada amigáveis ali dentro. Nessa área da Dinoland tem várias atrações voltadas para criança pequena, vale a pena passar com calma. Compramos uma pipoca com manteiga nessa parte do parque para segurar a fome, e valeu a pena, estava uma delícia.

Ainda na Dinoland, fomos ao musical Finding Nemo the Musical. Vale pegar não só o mapa do parque na entrada, mas também o time guide, para saber os horários certos dos shows. O musical é muito bem produzido, estilo Broadway mesmo, e para a gente foi parada obrigatória. Ótimo também para descansar e se refrescar no ar-condicionado no meio do dia.

Dory e Marlin no palco do Finding Nemo the Musical
Dory e Marlin em cena no Finding Nemo the Musical, na Dinoland

Expedition Everest e o almoço no Yak & Yeti

Saindo da Dinoland, fomos para a Ásia andar na montanha russa Expedition Everest antes do almoço. Tínhamos um FastPass (o último que conseguimos marcar, 30 dias antes) para as 12h55. Planejamos almoçar mais tarde de propósito e concentramos os FastPasses nos primeiros horários para conseguir um quarto na área de Avatar depois. Saímos um pouco tontos da Expedition Everest, mas valeu bastante, é um pouco mais radical que as montanhas russas do Magic Kingdom. Uma parte do percurso você faz de costas, e a tematização da fila e da atração inteira é muito bem-feita. Se você estiver sozinho ou quiser repetir separado do grupo, existe a fila single rider, que costuma andar mais rápido.

Ainda na área da Ásia, almoçamos no Yak & Yeti Local Food Cafes (não confunda com o Yak & Yeti Restaurant, que é table service e fica do lado, sempre lotado). A Carol pediu cheeseburger e eu fui de frango agridoce com molho de mostarda e arroz. Simples, mas o frango estava uma delícia, talvez ajudado pela fome também. Uma pena o espaço ser pequeno e sem muita área coberta com ar-condicionado para sentar e descansar.

Festival of the Lion King

Seguimos para o show do Rei Leão (Festival of the Lion King), na área da África, e chegamos com 1 minuto de atraso. É um show meio circense, com personagens do filme e cantores muito bons, dura 30 minutos e precisa entrar no roteiro do Animal Kingdom sem dúvida. Dica prática: vá logo depois do almoço, é um ótimo jeito de descansar e fazer a digestão, principalmente em dia quente.

Voltamos para a Ásia e fomos na Kali River Rapids. Antes de entrar na fila, deixamos a mochila no locker (sem custo pela primeira hora) que fica logo ali do lado. O passeio molha bem menos do que as atrações da Toon Lagoon, no Islands of Adventure, mas ajuda bastante a amenizar o calor.

Área de Avatar no Animal Kingdom
Mundo de Avatar!

Segunda volta no Flight of Passage

Voltando para a área de Avatar para tentar de novo o Flight of Passage, pegamos um guia da Wilderness Explorers como souvenir. É uma brincadeira infantil (que adulto também curte) em que você vai juntando distintivos de exploração e colando no guia conforme completa os desafios. É pensada para um dia inteiro, mas a gente só queria o guia, sem custo nenhum, de lembrança mesmo.

Night Blossom - Avatar
Night Blossom, doce demais

Compramos na lojinha Pongu Pongu um Night Blossom (bebida colorida, gelada e muito, muito doce) para nos refrescar enquanto encarávamos a fila do Flight of Passage pela segunda vez. Ficamos 1 hora e 10 minutos na fila, mas valeu bastante voltar, porque dessa vez vimos todos os detalhes que tinham passado batido antes: o laboratório, o Avatar dentro do cilindro. Chegamos a cogitar sério voltar em outro dia ao Animal Kingdom só por causa dessa atração.

Balcão tematizado do Pongu Pongu na área de Pandora
O balcão todo tematizado do Pongu Pongu, onde compramos o Night Blossom
Comida em Pandora - Animal Kingdom
Pandora Satu’li Canteen, fish bowl com arroz

Flights of Wonder e as últimas compras

Voltamos para a Ásia para o último show que faltava, o Flights of Wonder. Pela descrição parece bobo, mas vale a pena esse show de pássaros. É impressionante o que eles fazem no ar, e mesmo com meu inglês enferrujado dava para acompanhar bem o que os apresentadores falavam. Depois, passamos numa loja para comprar um Mickey de safari e um imã de geladeira do Castelo da Cinderela, item que virou mania nossa em toda viagem. Ainda pensamos em voltar na Expedition Everest pela fila single rider, mas já estávamos cansados e com fome.

Pandora Satuli Canteen - cheeseburger pod
Pandora Satu’li Canteen, cheeseburger pod

Pandora de noite e os shows finais

Voltamos para Pandora para ver como fica o lugar à noite. Todo o ambiente vai acendendo devagar, o som muda e o chão fica iluminado, é uma experiência completamente diferente da versão diurna. Aproveitamos para jantar no restaurante do Avatar, o Satu’li Canteen: pedimos fish bowl, cheeseburger pod e um suco (Pandoran Sunrise) com um copo Na’vi de souvenir. O ambiente do restaurante é um dos mais legais de todos os parques que visitamos em Orlando, mas a comida em si é fraca. Tem uma cara “saudável”, mas o sabor não acompanha. O suco tinha uma descrição no cardápio bem mais empolgante do que o gosto real.

Área de Avatar de Noite
Área de Avatar de noite

Estava começando a anoitecer quando saímos do restaurante. Ficamos passeando e curtindo o Mundo de Avatar até chegar o horário do show Tree of Life Awakenings, na Árvore da Vida, que acontece a cada 10 minutos aproximadamente. As projeções na árvore são bonitas e valem parar para ver. Por último, já exaustos, fomos ver o espetáculo de projeções na água, o Rivers of Light, que acontece no lago que contorna algumas regiões do parque. O show terminou às 21h. Esse é um show que você não deve deixar de ver ao visitar o Animal Kingdom.

Hora de pegar o carrinho para o estacionamento, procurar o carro (graças às fotos que tiramos na chegada) e voltar para o hotel. Foram dois dias seguidos de muita caminhada, então reservamos o sábado seguinte, 16 de setembro, para descansar um pouco e fazer algumas compras.

O que aprendemos nesse segundo dia de Animal Kingdom

Fechando esse relato, vale reunir as lições mais úteis desse dia inteiro dedicado ao Animal Kingdom, para quem está montando o próprio roteiro. A mais importante de todas é sobre o Flight of Passage: mesmo tentando marcar FastPass com 30 dias de antecedência, não conseguimos vaga, e isso não é exceção, é a regra para essa atração. Se o seu roteiro depende de andar nesse simulador, chegar bem antes da abertura oficial e correr para a área de Pandora assim que o parque liberar é praticamente obrigatório. Fizemos isso duas vezes no mesmo dia, e a diferença de experiência entre a primeira entrada (sem ver o laboratório e o Avatar dentro do cilindro) e a segunda, na fila normal depois de mais de uma hora de espera, foi grande o suficiente para considerarmos sério voltar ao parque outro dia só por causa dela.

Outro aprendizado prático foi sobre a ordem das atrações ao longo do dia. Concentrar os FastPasses disponíveis logo pela manhã, mesmo que isso signifique almoçar mais tarde do que o normal, valeu a pena: conseguimos emendar Flight of Passage, Na’vi River Journey, Dinosaur e Expedition Everest antes do meio-dia, e ainda sobrou energia para voltar à área de Avatar à tarde. Se o seu grupo tem fome cedo, vale levar um lanche na mochila para segurar até um horário de almoço mais tarde, em vez de interromper o roteiro da manhã só para comer.

Sobre o Kilimanjaro Safaris: fazer esse passeio logo nas primeiras horas do parque aberto faz diferença real na quantidade e na atividade dos animais. Depois do meio-dia, com o calor mais forte, muitos bichos ficam parados na sombra, mais difíceis de ver e fotografar. Se você só tiver uma chance de ir no safári durante a viagem, priorize um horário de manhã cedo.

Checklist para o seu dia no Animal Kingdom

Resumindo os pontos que mais fizeram diferença nesse dia, esse é o checklist que a gente recomendaria para qualquer família organizando a própria visita ao parque:

  • Chegue no estacionamento bem antes da abertura oficial. Mesmo com o parque vazio, ainda é preciso pegar o carrinho interno até a entrada, o que consome um tempo que vale a pena antecipar.
  • Corra para a área de Pandora assim que o portão liberar, mesmo sem FastPass para o Flight of Passage. É comum a Disney abrir a entrada da área um pouco antes do horário oficial, de forma organizada, para quem já está esperando na fila.
  • Reserve o Kilimanjaro Safaris para o início da manhã, quando os animais estão mais ativos e a fila costuma ser menor.
  • Concentre os FastPasses do dia no período da manhã e deixe o almoço para mais tarde, assim você aproveita o horário de menor movimento nas atrações mais concorridas.
  • Deixe mochila e pertences no locker gratuito antes da Kali River Rapids, disponível sem custo pela primeira hora.
  • Volte à área de Pandora à noite, mesmo já tendo passado por lá de dia. A iluminação muda completamente a experiência, e vale reservar esse momento para o fim do roteiro.
  • Não vá embora sem ver o Rivers of Light. É um show de encerramento que fecha bem o dia inteiro de parque.

Perguntas frequentes

Vale a pena tentar marcar FastPass para o Flight of Passage com antecedência?

Vale tentar, mas não conte com isso. Mesmo marcando com 30 dias de antecedência e com bastante insistência, não conseguimos vaga. A estratégia mais confiável é chegar cedo e correr para a área de Pandora assim que o parque abrir.

Qual é o melhor horário para o Kilimanjaro Safaris?

Logo pela manhã, quando os animais estão mais acordados e ativos. Depois do meio-dia, com o calor mais forte, muitos bichos ficam parados na sombra, o que reduz bastante as chances de fotos boas.

A comida do restaurante Satu’li Canteen, na área de Avatar, vale a pena?

A ambientação é um dos pontos altos de todos os parques que já visitamos em Orlando, mas a comida em si não impressiona. Vale ir pela experiência dentro do Mundo de Avatar, sem esperar um sabor à altura da decoração.

A Kali River Rapids molha tanto quanto as atrações da Universal?

Molha bem menos do que as atrações da Toon Lagoon, no Islands of Adventure. É uma boa opção para amenizar o calor sem sair completamente encharcado, e ainda dá para deixar a mochila no locker gratuito ao lado da entrada.

Vale a pena voltar à área de Pandora à noite depois de já ter passado por lá de dia?

Vale muito. A iluminação vai acendendo aos poucos, o chão fica luminoso e o som muda completamente, criando uma experiência bem diferente da versão diurna do mesmo espaço.

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