Você já imaginou um lugar onde montanhas imponentes abraçam o oceano e a natureza parece ter sido desenhada à mão? Bem-vindos à Cidade do Cabo.
Viemos para cá celebrar o aniversário do Rudi, num roteiro de cinco dias de tirar o fôlego. Mas a pergunta que sempre recebemos é: dá para curtir um destino desses, cheio de trilha, vinícola e passeio de carro, com uma criança de quatro anos? Esse foi o nosso desafio com o Samuel. Neste guia, além de te levar em cada parada da viagem, vamos mostrar o preço de tudo, em Rands, para você planejar a sua própria aventura em família.
Dia 1: Chegada, Waterfront e os Mimos do Hotel Pullman
Nosso voo chegou bem cedinho na África do Sul e pegamos um Uber direto para o Hotel Pullman. Ter o status Platinum do programa ALL Accor foi decisivo logo na chegada: conseguimos fazer o check-in antecipado, deixar as malas e entrar no quarto para descansar depois de horas de viagem. E ainda tivemos uma grata surpresa, um upgrade de quarto de brinde.
Para facilitar a logística, o hotel oferece uma van que faz o transporte gratuito, de hora em hora, até o Victoria & Alfred Waterfront. Como a fome já estava grande, fomos direto na opção mais prática: o Time Out Market, um espaço vibrante com diversas curadorias gastronômicas dentro de um único salão. Pedimos dois hambúrgueres, uma porção de batata frita, bebida e um macarrão para o Samuel. O hambúrguer estava delicioso e a conta total ficou em 320 Rands. De quebra, ainda ganhamos duas casquinhas de sorvete de sobremesa da própria hamburgueria.
O jet lag pesou naquela tarde. Tínhamos chegado às 2h30 no horário de Brasília, mas em Cape Town já eram 7h30, cinco horas de diferença. Samuel comeu quase nada do macarrão, Carol comeu metade do hambúrguer e eu dei conta do meu inteiro. Decidimos deixar o primeiro dia mais tranquilo justamente por causa disso: explorar só a região pertinho do hotel, sem forçar a barra.
O Victoria & Alfred Waterfront é muito mais do que um porto: é o coração pulsante do turismo da cidade, um local histórico que mistura a operação portuária real com muito lazer, compras e entretenimento. Caminhando por ali, sentíamos a brisa forte do mar e via-se a Table Mountain logo atrás dos barcos ancorados no cais. Para quem viaja com crianças, equilibrar o roteiro é fundamental, e o Samuel aproveitou bastante o parquinho do próprio Waterfront para gastar energia, o que faz toda a diferença no humor dele ao longo do dia.
Depois do calor, fomos nos refrescar no Victoria Wharf Shopping, um shopping super completo, com uma arquitetura de teto de vidro que aproveita a luz natural de um jeito bonito. Passamos na loja da Lego para o Samuel escolher um brinquedo e garantir mais um pouco de diversão.
De volta ao hotel para recarregar as energias, encontramos um mimo especial deixado pela equipe do Pullman: pensaram no Samuel com guloseimas, um livrinho, um quebra-cabeça e ainda uma caixa com castanhas e biltong, a carne seca típica da África do Sul. São detalhes assim que transformam a hospedagem em uma experiência muito mais acolhedora para quem viaja com criança pequena. Naquela noite, ainda deu tempo de reparar como o dia é longo em dezembro por aqui: o sol só se põe perto das 20h.
Dia 2: Chapman’s Peak Drive, os Pinguins de Boulders Beach e a Hora de Dizer Não ao Cabo da Boa Esperança
Pegamos o carro alugado na Hertz do hotel, a cinco minutos de Uber dali, perto do terminal de cruzeiros. Dirigir do lado direito do carro, na mão inglesa, é sempre estranho no início (mesmo já tendo dirigido antes na Inglaterra), mas a dica de ouro é levar um cabo USB, no nosso caso USB-C, para conectar o celular no monitor multimídia do carro e usar o mapa direto na tela.
Iniciamos a rota panorâmica passando por Camps Bay e Hout Bay até chegar na icônica Chapman’s Peak Drive. Essa estrada de 114 curvas, esculpida na própria rocha, é uma obra-prima da engenharia inaugurada em 1922, construída com o trabalho de prisioneiros e de mão de obra local. É uma estrada com pedágio (66 Rands, pago por aproximação no celular, direto na wallet), mas cada centavo vale a pena pela manutenção impecável e pelos diversos pontos de parada onde dá para estacionar e simplesmente absorver a imensidão da paisagem. São 9 km de pura adrenalina e beleza, uma verdadeira varanda suspensa sobre o Oceano Atlântico, que os locais chamam carinhosamente de “Chaps” e que liga Hout Bay a Noordhoek. Na ida, optamos por curtir o trajeto sem paradas, só absorvendo a grandiosidade pela janela.
Nossa primeira parada foi na praia de Noordhoek. O mar estava bem agitado, com alguns surfistas na água, então ficamos só para admirar a paisagem e deixar o Samuel escalar um pouco as dunas. Fazia muito vento, o boné dele chegou a voar, e a areia grudou em tudo, mas é só água e areia, resolve rápido. Perto do estacionamento de madeira, no finalzinho da trilha antes da praia, tem um banheiro improvisado que dá para usar em caso de emergência.
Nossa segunda parada, e o ponto alto do Samuel na viagem inteira, foi a Boulders Beach Penguin Colony. Chegamos e a fila para comprar o ingresso já estava grande, com sol forte. O valor é 245 Rands por adulto e 120 Rands para criança abaixo de 12 anos. Caminhamos pelas passarelas de madeira que permitem observar a colônia de pinguins africanos, também chamados de pinguins de óculos, sem interferir no habitat deles. Vale lembrar que essa espécie está em risco de extinção e que Boulders é uma área de conservação vital para ela. Estava ventando muito (estávamos em dezembro, época de vento forte por lá, então leve um agasalho), e a dica boa é não ir até o mirante final, que fica lotado: pare um pouco antes, numa pedra com vista livre, para tirar fotos mais tranquilas com os pinguins ao fundo.
Para o almoço, paramos no Seaforth, ali perto, com vista para o mar. Pedimos o clássico fish and chips para o Samuel, com uma porção de peixe generosa (grande até demais para uma criança, mas perfeita, já que os pratos individuais não são feitos para dividir) e um peixe do dia grelhado para nós. Curiosamente, pedimos água da casa e a própria funcionária recomendou não tomar, então fomos de refrigerante mesmo. A conta fechou em 451 Rands, mais 10% de gorjeta, dando um total de 496 Rands. Bem embaixo do restaurante fica a praia, de uso gratuito, com água transparente e cristalina, mas gelada ao ponto de doer. Mesmo assim, topei entrar: nunca tinha visto uma água tão fria.
Seguindo viagem, chegamos ao Cabo da Boa Esperança, e ali veio a decisão mais dura do dia. O ingresso custava 550 Rands por adulto, mais uns 200 Rands por criança, sem contar o carro, o que ia dar mais de 1.000 Rands só para entrar. Achamos um absurdo e decidimos não pagar. Em vez disso, seguimos 40 minutos até Kalk Bay, uma vila de pescadores cheia de personalidade, com arquitetura colorida, um trem que passa dentro da própria cidade e um porto ativo. O nome vem dos antigos fornos de cal do século XVII, usados para pintar as famosas casas brancas da região. A melhor parte foi caminhar pelo cais e ver as verdadeiras donas do pedaço: focas e lobos marinhos enormes, barulhentos e divertidos, nadando entre os barcos ou descansando à espera das sobras dos pescadores. É um passeio ótimo para fazer com criança, e não é um lugar tão divulgado nos roteiros mais tradicionais da cidade.
No retorno pela Chapman’s Peak Drive, paramos nos mirantes (o pedágio se paga na ida e na volta, então foram mais 66 Rands). O grande desafio ali é o vento, quase impossível manter o cabelo no lugar para foto, mas a beleza compensa qualquer perrengue estético. No fim da tarde, a luz do sol fica contra a câmera, dificultando os registros, mas ver as montanhas em contraluz também tem a sua poesia. De volta ao hotel, tivemos um contratempo bobo: o assento inflável de elevação do Samuel furou logo no início da viagem, ainda no estacionamento da locadora, porque ele tinha colocado um palito de brincadeira dentro.
Dia 3: As Vinícolas de Stellenbosch com Criança
Nosso segundo dia com o carro foi para Stellenbosch. A sinalização e as pistas na África do Sul são excelentes, e o único desafio real é continuar se acostumando a dirigir do lado direito. A primeira notícia ao chegar é que a maioria dos estacionamentos ali é paga: 10 Rands para a primeira hora, e o valor vai subindo conforme o tempo passa. Há placas indicando o horário de cobrança (dias de semana das 8h às 17h, sábado das 8h às 14h) e pessoas de colete fiscalizando os carros nas ruas.
Caminhar por Stellenbosch é como viajar no tempo. A cidade é carinhosamente conhecida como a Cidade dos Carvalhos, por causa das árvores centenárias e gigantescas plantadas pelos primeiros colonizadores, que hoje protegem as ruas do sol. Além das vinícolas ao redor, a cidade respira história, com uma arquitetura branquíssima no estilo Cape Dutch, e ao mesmo tempo tem uma energia jovem e vibrante, já que abriga uma das principais universidades do país. Segundo a Carol, é a segunda cidade mais antiga da África do Sul. Passeamos pelas ruazinhas cheias de lojinhas, cafés e restaurantes, e aproveitamos para comprar um estilingue de madeira de presente para o Samuel, que na hora já quis testar como se fosse Davi contra Golias.
O desafio do dia era achar lugares onde o Samuel pudesse brincar e nós pudéssemos comer bem com uma vista incrível, visitando vinícolas mesmo sem consumir bebida alcoólica, e claro, comemorando o aniversário do Rudi (que depois dos 40 parou de contar a idade). Passamos rapidamente num mercado para comprar água gelada, já que o dia estava muito quente: encontramos a garrafa mais barata da viagem por 7,99 Rands, contra os 13 Rands que tínhamos pago no dia anterior num mercadinho perto do hotel.
Visitamos três propriedades, e as três provam que dá para fazer roteiro de vinícola com criança pequena:
- Tokara: propriedade cercada por olivais e vinhedos, com esculturas de arte espalhadas pelo jardim. Almoçamos ali, num parquinho lindo, feito como um ninho de pássaro, mas que foi desafiador para o Samuel de quatro anos subir sozinho. É perfeito para um piquenique, embora a comida do restaurante em si não tenha sido memorável. A conta final ficou em 612 Rands mais 10% de gorjeta (hambúrguer da Carol 160 Rands, batata frita 40 Rands, minha carne 240 Rands, mais bebidas e o menu infantil do Samuel, que foi o que mais salvou o almoço). Aproveitamos a lojinha para comprar nosso ímã de geladeira, item obrigatório em todas as nossas viagens.
- Delaire Graff Estate: a cinco minutos de carro da Tokara, é a mais chique da região, pertencente a Laurence Graff, o bilionário britânico conhecido mundialmente como o rei dos diamantes. Isso explica a coleção de artes valiosíssima espalhada pela propriedade, com obras originais de artistas sul-africanos renomados. A vista dali para o vale é considerada uma das mais espetaculares de toda a região vinícola, mas não tem atrativo nenhum para criança. Fomos só passear e tomar um café, que estava muito bom e, pelo preço comparado ao Brasil, saiu bem em conta.
- Spier: a mais próxima do centro de Stellenbosch, e a que salvou o dia do Samuel. Datada de 1692, é uma das fazendas mais antigas da região, e mistura esse legado histórico com uma pegada contemporânea de sustentabilidade e apoio às artes locais. A entrada é gratuita para passear pelos jardins. Na lojinha compramos sanduíches, snacks, salgados, iogurte e chá gelado, gastando 220 Rands, e fizemos nosso próprio piquenique nas mesas ao ar livre, com música ao vivo e muitos patos passeando pelo gramado. O Samuel brincou bastante no parquinho e o Rudi entrou na brincadeira para acompanhar o ritmo dele.
Antes de devolver o carro, paramos para abastecer pela primeira vez na Cidade do Cabo. O frentista, sem que a gente pedisse, já começou a lavar os vidros do carro. Completamos o tanque, que faltavam cerca de 15,7 litros, e pagamos 323,95 Rands, um valor bem em conta para dois dias rodando pela península e pelas vinícolas. Voltamos exaustos ao hotel, e mais uma vez o Pullman nos surpreendeu, dessa vez com um bolinho de aniversário esperando no quarto. Na devolução, ficamos dentro do limite de 200 km por dia da Hertz e devolvemos com o tanque cheio, lição aprendida depois de uma vez em Londres em que pagamos mais caro para a locadora completar o tanque do que o próprio aluguel do carro. Vale registrar também a estratégia por trás do carro: reservamos o modelo mais simples, mas conseguimos um status máximo na Hertz fazendo status match com o nosso Platinum da Accor, e isso nos garantiu um upgrade para um Suzuki Starlet, carro que não existe no Brasil e que nos atendeu muito bem.
Dia 4: Table Mountain e o Jardim Botânico Kirstenbosch
Para subir a Table Mountain, uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo, a dica é chegar cedo e comprar o ingresso online com antecedência. Uma parte da fila é coberta e tem ventiladores com vapor d’água para refrescar, mas depois a espera continua numa escada exposta ao sol. Vale a pena monitorar a previsão do tempo antes de ir, porque ventos fortes fecham o teleférico com frequência. Mesmo com ingresso em mãos, encaramos uma fila de cerca de uma hora.
A subida é uma atração à parte. O teleférico atual cabe 65 pessoas por viagem; o primeiro, inaugurado em 1929, cabia apenas 19. O diferencial é que o piso da cabine gira 360 graus durante o trajeto, então não adianta se segurar firme na barra, ela vai girando com tudo. Lá em cima, o topo é plano e extenso, permitindo caminhar bastante com uma visão de 360 graus da cidade e do oceano. A estrutura é ótima, com banheiros, lanchonete e loja de souvenir, mas o vento é forte. Não deixamos de tirar a foto na moldura clássica amarela que fica lá em cima.
À tarde, fomos ao Jardim Botânico Kirstenbosch, para o qual é preciso ingresso à parte: 500 Rands para os dois adultos, e o Samuel entrou de graça, já que crianças até cinco anos não pagam (a partir dos seis, sim). O Kirstenbosch é um verdadeiro santuário, declarado patrimônio mundial pela Unesco, e o que o torna único é ter sido o primeiro jardim botânico do mundo criado com o objetivo de preservar apenas a flora nativa do próprio país. Está cercado pelo famoso bioma fynbos e por mais de 7.000 espécies de plantas que praticamente só existem no sul da África, num cenário de natureza pura e preservada aos pés da montanha, ideal para relaxar e deixar as crianças correrem livres.
Para acessar o restaurante Moyo é preciso o ingresso do próprio Jardim Botânico. Ali experimentamos, pela primeira vez, a carne de kudu, um antílope local, servida mal passada, macia como carne de vaca, acompanhada de arroz negro com molho, avocado, cebola caramelizada crocante e abacaxi. A conta do jantar ficou por volta de 495 Rands, já com os 10% de gorjeta.
De volta ao hotel, aproveitamos mais uma vez o benefício do status Platinum: entre 17h e 19h, o Lounge Executivo do Pullman oferece comidas e bebidas gratuitamente, o que ajuda muito a economizar com alimentação numa viagem internacional.
Dia 5: Camps Bay, a Melhor Refeição da Viagem e o Aquário Two Oceans
Fechamos o roteiro em Camps Bay, uma praia bem longa e conhecida, com vários pontos para alugar cadeira e guarda-sol. Aluguel de duas cadeiras mais o guarda-sol por 300 Rands, o menor preço que consegui, mesmo negociando bastante. Fomos por volta das 11h da manhã, e o Samuel logo começou a fazer castelo de areia (para proteger contra ondas e “gigantes do mal”, segundo ele). A água ali é a mais gelada de toda a viagem, segundo a Carol a temperatura média fica em torno de 17°C, mas na sensação térmica parecia bem menos que isso.
Foi também em Camps Bay que encontramos a água mais cara da viagem inteira: um vendedor ambulante pedia 40 Rands por uma garrafa (contra os 13 Rands de uma loja de conveniência em outro dia), e mesmo negociando só conseguimos baixar para 30 Rands. Achamos caro demais e decidimos economizar ali para gastar no restaurante.

Atravessando a rua, fomos ao restaurante Bovine, especializado em carnes, e vivemos a melhor refeição de toda a viagem. Chegamos e já ganhamos um caldinho de carne de boas-vindas. Pedi um ribeye de 300 g no ponto perfeito, acompanhado de um risoto de limão siciliano muito bem servido, e a Carol pediu um nhoque de ragu que estava divino. O atendimento foi impecável e a conta fechou em 870 Rands. A única reclamação do Rudi foi pagar 55 Rands por uma garrafa de água, mas pelo menos era uma garrafa generosa, de 750 ml.
Sobre transporte: alugamos o carro por apenas dois dias e, nos outros, usamos Uber, e o custo-benefício foi excelente. Os carros chegavam rápido, mas sempre precisávamos pedir para ligar o ar-condicionado, porque a cidade estava bem quente e os motoristas nem sempre lembravam por conta própria.
Todo mundo tinha falado bem do Aquário Two Oceans, e fomos conferir. O ingresso custou 650 Rands para dois adultos e uma criança. O Samuel começou meio resistente, mas mudou de ideia rápido. O aquário mostra a diversidade da vida marinha dos oceanos Índico e Atlântico, e um dos cenários mais bonitos é a floresta de kelp, um dos poucos lugares do mundo onde dá para ver essas algas gigantes vivas, formando uma verdadeira floresta subaquática que dança com o movimento da água. Outra parte que vale muito a visita é a galeria das águas-vivas, com uma iluminação especial que faz elas parecerem seres de outro planeta flutuando no escuro. Também vimos os pinguins de perto e, claro, o peixe-palhaço, o famoso Nemo, parada obrigatória para quem viaja com filho pequeno. Além da diversão, o lugar é focado em educação ambiental e na reabilitação de tartarugas marinhas, o que torna o passeio ainda mais valioso.
Como o aquário fica perto do Waterfront, voltamos a pé, numa região muito bem cuidada e segura. Passamos de novo pelo Victoria Wharf para comprar água e tomar um sorvete simples, que apesar do preço fez a alegria do Samuel. Fizemos ali o nosso último passeio, nos despedindo dessa cidade incrível com a Table Mountain ao fundo, mas a nossa aventura na África do Sul não acabou por ali: ainda pegamos um voo para Joanesburgo para viver uma experiência de safari inesquecível.
As Boas do Roteiro na Cidade do Cabo com Criança
- Boulders Beach: ver os pinguins africanos de pertinho pelas passarelas de madeira foi o ponto alto do Samuel na viagem inteira.
- Chapman’s Peak Drive: as 114 curvas suspensas sobre o Atlântico valem cada Rand do pedágio.
- Restaurante Bovine, em Camps Bay: ribeye no ponto perfeito e nhoque de ragu divino, a melhor refeição da viagem.
- Vinícola Spier: entrada gratuita, piquenique em família, parquinho e patos no gramado, perfeita para quem viaja com criança pequena.
- Teleférico da Table Mountain: o piso giratório de 360 graus é uma experiência à parte, e a vista lá de cima é indescritível.
- Status Platinum da Accor: check-in antecipado, upgrade de quarto e Lounge Executivo com comida e bebida grátis todos os dias, além do status match que garantiu upgrade na locadora Hertz.
O Que Não Foi Tão Bom
- Cabo da Boa Esperança: ingresso de 550 Rands por adulto, mais o valor da criança, sem contar o carro. Achamos desproporcional para o tempo que tínhamos e não entramos.
- Água gelada demais para nadar: tanto em Boulders quanto em Camps Bay, a água do mar é tão fria que chega a doer, quase impossível para o Samuel entrar de verdade.
- Preço da água em pontos turísticos: chegamos a pagar 40 Rands (negociado para 30 Rands) em Camps Bay, contra 7,99 Rands num mercado em Stellenbosch.
- Assento de elevação furado: o infável que usávamos como assento do Samuel no carro furou logo no primeiro dia de aluguel.
- Vento constante: em dezembro venta muito na Cidade do Cabo, especialmente em Boulders Beach e no topo da Table Mountain. Leve sempre um agasalho.
Investimentos do Roteiro (em Rands)
| Item | Valor |
|---|---|
| Almoço no Time Out Market (2 hambúrgueres, batata e macarrão) | 320 Rands |
| Pedágio Chapman’s Peak Drive (ida e volta) | 132 Rands |
| Ingresso Boulders Beach (1 adulto + 1 criança) | 365 Rands |
| Almoço no Seaforth (com gorjeta) | 496 Rands |
| Estacionamento em Stellenbosch (1 hora) | 10 Rands |
| Almoço na Tokara (com gorjeta) | 673 Rands |
| Piquenique na Spier | 220 Rands |
| Combustível (15,7 litros) | 324 Rands |
| Ingresso Kirstenbosch (2 adultos) | 500 Rands |
| Jantar no Moyo (com gorjeta) | 495 Rands |
| Cadeiras e guarda-sol em Camps Bay | 300 Rands |
| Almoço no Bovine | 870 Rands |
| Ingresso Aquário Two Oceans (2 adultos + 1 criança) | 650 Rands |
Perguntas Frequentes sobre a Cidade do Cabo com Criança
Quanto custa a entrada em Boulders Beach para ver os pinguins?
O ingresso custa 245 Rands por adulto e 120 Rands para crianças abaixo de 12 anos. A dica é chegar cedo, já que a fila para comprar o ticket cresce rápido, e parar numa das pedras antes do mirante final, que costuma ficar lotado.
Vale a pena pagar para entrar no Cabo da Boa Esperança?
Para a nossa família, não valeu. O ingresso estava em 550 Rands por adulto, mais o valor da criança, o que passaria de 1.000 Rands só para entrar com o carro. Preferimos usar esse tempo e esse orçamento em Kalk Bay, que acabou sendo uma das surpresas mais bacanas do roteiro.
Como funciona o teleférico da Table Mountain e quanto tempo leva a fila?
Compre o ingresso online com antecedência e chegue cedo, porque mesmo assim encaramos cerca de uma hora de fila. O piso da cabine gira 360 graus durante a subida, então não adianta se segurar em nenhum ponto fixo. Vale monitorar a previsão do tempo antes de ir, já que ventos fortes fecham o teleférico com frequência.
É fácil alugar carro e dirigir na Cidade do Cabo com criança pequena?
Sim. As estradas e a sinalização são excelentes. O maior desafio é se acostumar a dirigir do lado direito do carro, na mão inglesa. Vale levar um cabo USB (no nosso caso, USB-C) para conectar o celular ao monitor multimídia e usar o mapa na tela grande.
Quanto custa o ingresso do Aquário Two Oceans?
Pagamos 650 Rands para dois adultos e uma criança. Vale a pena principalmente pela floresta de kelp, com algas gigantes vivas, pela galeria das águas-vivas e pelo trabalho de educação ambiental e reabilitação de tartarugas marinhas.
Vale a pena visitar as vinícolas de Stellenbosch com criança pequena?
Vale, desde que você escolha bem. Tokara e Spier têm parquinho e espaço aberto para a criança correr, e a Spier ainda tem entrada gratuita e opção de piquenique. Já a Delaire Graff Estate é linda, mas mais indicada para casais, sem nenhum atrativo para criança.
Esse foi o nosso roteiro de cinco dias na Cidade do Cabo com o Samuel, uma cidade que a gente amou e que provou que dá, sim, para viajar com criança pequena por um destino cheio de natureza, trilha e vinícola, desde que você equilibre o roteiro entre passeio e tempo livre para ela brincar. Aproveita para se inscrever no canal para não perder o próximo vídeo, sobre o nosso safari em Joanesburgo, e segue a gente lá no Instagram, @rudiecarol, porque lá você acompanha em tempo real as nossas viagens em família.










