Chile

Santiago do Chile com Executiva LATAM: Sky Costanera, Valle Nevado e Preços Reais

Rudi dormindo na poltrona reclinada da executiva LATAM rumo ao Chile

Fomos pro Chile de executiva da LATAM usando milhas, com o Sam ainda bebê no colo, e o destino virou parte de um roteiro bem maior que passou por Panamá, Curaçao e Uruguai depois. Separei aqui o que fizemos em Santiago: mirante, compras, comida de rua e a excursão pra neve que quase deu ruim pro estômago do Rudi.

Rudi e Carol com Samuel bebê na cabine executiva da LATAM rumo ao Chile
A família completa na cabine executiva do 787 da LATAM, com o Sam ainda bebê.

Executiva LATAM pro Chile com milhas

Voamos no 787 da LATAM em classe executiva, resgatando com milhas. Foi a nossa terceira cabine premium naquela sequência de viagens, e o Sam dormiu cerca de 1h30 durante o trajeto. Alguns pontos ficaram devendo: o café da manhã servido foi fraco, a TV travou no meio do voo, e o braço da poltrona estava com um problema mecânico. O amenity kit também era o padrão simples da Gol/LATAM, sem nada muito especial.

Tela de entretenimento travada na executiva da LATAM durante o voo para o Chile
A TV que travou no meio do voo, um dos pontos fracos dessa executiva.

O motivo de escolher a LATAM saindo do Chile é estratégico: os voos saindo de lá costumam ter tarifa award bem mais barata para quem quer economizar em executiva. Foi justamente essa vontade de conhecer o Chile somada à economia real na passagem que definiu esse destino no meio do roteiro.

Do aeroporto até o hotel

Do aeroporto de Santiago até o centro, o taxi custou 30.800 CLP (cerca de R$ 154). Ficamos hospedados no Pullman El Bosque, no bairro de Las Condes, depois de já termos ficado em outro hotel em viagem anterior. Gostamos muito da localização: bairro tranquilo para caminhar de dia e de noite, com vários restaurantes por perto e literalmente ao lado do mirante Sky Costanera.

Sky Costanera: vale chegar antes da abertura

O ingresso do Sky Costanera, o mirante mais alto da América do Sul, custou 36.000 CLP para 2 adultos (cerca de R$ 190). Chegamos bem cedo, antes do horário oficial de abertura às 10h. A vantagem foi ter o espaço praticamente vazio pra gente; a desvantagem foi o reflexo forte do vidro, que atrapalha bastante quem quer tirar foto ou filmar.

O mirante fica no topo da Gran Torre Santiago, com cerca de 300 metros de altura e 64 andares, o arranha-céu mais alto da América do Sul. O prédio é o coração do complexo Costanera Center, que também reúne o shopping, hotéis e escritórios, e virou uma espécie de novo símbolo do skyline de Santiago, visível de praticamente qualquer ponto alto da cidade.

Costanera Center: o maior shopping da América Latina

O shopping Costanera Center, que fica no mesmo complexo do mirante, é considerado o maior da América Latina, com 7 andares de lojas. Reparamos que a Zara de lá tem mais variedade de roupa infantil e muitas peças com preço melhor do que encontramos no Brasil, o que vale a pena conferir se você estiver com criança pequena junto.

Onde comemos em Santiago

Provamos o sanduíche clássico chileno com abacate no Cassis Café, e pra ele pedimos um bowl de creme de banana com chia, coco e amêndoas por 42.350 CLP (cerca de R$ 226), que estava uma delícia. Também fomos ao Mestizo, onde as porções são generosas: um crepe com filé, cogumelos e molho branco que sozinho já daria pra 5 pessoas.

Uma bebida típica que experimentamos foi o Mote con Huesillo, servido gelado e sem álcool, feito com trigo e pêssego cozidos num caldo caramelado, por 2.000 CLP (cerca de R$ 10,70). É diferente de tudo que a gente costuma beber no Brasil, vale a experiência.

Valle Nevado: mais de 40 curvas e o remédio caseiro pro enjoo

Fizemos uma excursão de van até o Valle Nevado, na Cordilheira dos Andes, subida que tem mais de 40 curvas e leva cerca de 1h30 de trajeto. O Sam apagou logo no início do passeio, e o Rudi, que enjoa fácil em estrada com curva, aguentou bem. O remédio caseiro que sempre funciona pra enjoo de estrada: uma lata de Coca-Cola gelada.

Valle Nevado nasceu de um projeto franco-chileno inspirado em estações de esqui francesas como Les Arcs, e abriu as pistas em junho de 1988. A base fica a 3.025 metros de altitude, com a área esquiável se estendendo entre 2.860 e 3.670 metros, o que garante neve mais confiável do que em outras estações da região e explica por que virou um destino de esqui procurado internacionalmente, inclusive por esquiadores do hemisfério norte que buscam neve no inverno deles (que é verão no Brasil).

Lá em cima, pegamos o teleférico até os 3.000 metros de altitude, com direito a placa de “Bienvenidos a los 3.000 mts”. A vista da Cordilheira é impressionante, e fechamos o passeio vendo o pôr do sol em Farellones, no caminho de volta.

Como seguimos viagem: Panamá, Curaçao e Uruguai

Depois do Chile, voamos pra Panamá, onde ficamos só 1 dia, porque a tarifa award de executiva pra voltar direto pra Brasília só estava disponível numa data específica por ali. Foi um quebra-cabeça de roteiro: a tarifa award (essas passagens mais baratas que as companhias escondem) é o que de fato determina quanto tempo a gente fica em cada lugar, mais até do que a vontade de ficar mais ou menos dias em um destino.

Contamos a praia de Curaçao que vimos nesse mesmo roteiro em outro post, e o trecho final voltando pra Brasília fechou essa sequência de 4 países visitados numa viagem só.

Santiago costuma ser um bom ponto de partida pra quem quer aproveitar tarifa award da América do Sul, já que a cidade concentra voos de várias companhias pra América do Norte, Europa e Oceania, com boa frequência de assento premiado liberado com milhas. Vale sempre pesquisar a disponibilidade com flexibilidade de data, como fizemos, em vez de fechar o roteiro só pela vontade de visitar um lugar específico.

As boas dessa passagem pelo Chile

  • Tarifa award mais barata saindo do Chile. Foi o principal motivo estratégico de incluir o destino no roteiro.
  • Sky Costanera cedo, sem fila. Chegar antes da abertura garantiu o espaço praticamente vazio.
  • Zara com mais variedade infantil. Vale a compra pra quem viaja com criança pequena.
  • Valle Nevado vale a excursão. Mesmo com a subida de curvas, a vista dos 3.000 metros compensa.

O que não foi tão bom

  • Executiva LATAM com detalhes falhos. Café da manhã fraco, TV travada e braço de poltrona com problema.
  • Reflexo no vidro do Sky Costanera. Atrapalha bastante quem quer fotografar ou filmar.
  • Subida de curva pro Valle Nevado. Mais de 40 curvas em 1h30, difícil pra quem enjoa fácil.

Investimentos dessa passagem pelo Chile

ItemValor
Taxi aeroporto → hotel30.800 CLP (~R$ 154)
Ingresso Sky Costanera, 2 adultos36.000 CLP (~R$ 190)
Bowl no Cassis Café42.350 CLP (~R$ 226)
Mote con Huesillo2.000 CLP (~R$ 10,70)
Uber até o aeroporto (próximo destino)US$ 32,56

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Perguntas frequentes

Por que vale a pena voar de executiva saindo do Chile?

Os voos saindo do Chile costumam ter tarifa award de executiva mais barata, o que gera uma economia real pra quem quer viajar com conforto usando milhas.

Vale a pena a excursão pro Valle Nevado?

Vale, mesmo com a subida de mais de 40 curvas. A vista da Cordilheira dos Andes a 3.000 metros de altitude compensa o desconforto do trajeto.

Qual o melhor horário pra ir no Sky Costanera?

Chegar um pouco antes do horário oficial de abertura (10h) garante o espaço bem mais vazio, embora o reflexo do vidro fique mais forte nesse horário.

O que levar pra excursão do Valle Nevado?

Vale levar casaco, já que a temperatura cai bastante conforme a altitude sobe, e algum remédio ou recurso pra enjoo, principalmente se algum passageiro tiver sensibilidade a estrada com muitas curvas, como foi o nosso caso.

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