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Quanto Custa uma Viagem de Executiva por 4 Países: Chile, Panamá e Curaçao

Rudi e Samuel na executiva Dreams da Copa Airlines

Uma viagem, 4 países, 6 voos, 4 deles em classe executiva. Fizemos a

Como pesquisar essa disponibilidade de milhas na prática

Montar um roteiro assim exige pesquisar a disponibilidade de assento premiado diretamente nos sites das companhias aéreas (ou de parceiras que mostram o mesmo inventário), data por data, já que o buscador de milhas costuma abrir um calendário com o custo em pontos de cada dia. Quanto mais flexibilidade de data e de aeroportos de conexão você tiver, maior a chance de achar uma combinação de trechos em executiva por um custo baixo. Foi exatamente essa flexibilidade que permitiu emitir 4 trechos em executiva usando 3 programas de milhas diferentes na mesma viagem.

Vale reforçar que taxas de embarque e a diferença de tarifa cobrada em cima do resgate de milhas também mudam bastante conforme o programa e a rota. Por isso, sempre comparamos o custo total (milhas necessárias + taxas em dinheiro) entre os programas disponíveis antes de emitir, em vez de olhar só a quantidade de milhas.

Aqui estão as contas de verdade dessa viagem que passou por Chile, Panamá e Curaçao, e o resultado mostra bem como funciona o quebra-cabeça de montar um roteiro assim usando milhas de programas diferentes.

Rudi na poltrona da classe econômica da Copa Airlines entre Curaçao e Panamá
O trecho econômico Curaçao-Panamá, um dos 2 sem executiva dessa viagem de 4 países.

O roteiro completo, trecho por trecho

TrechoCabine / ProgramaValor por pessoa (ida)
Brasília → GuarulhosEconômica Gol, milhas SmilesR$ 267 (ida e volta)
Guarulhos → SantiagoExecutiva LATAM, milhas LATAM PassR$ 1.155
Santiago → Curaçao (conexão Panamá 1h)Executiva Copa Dreams, milhas Azul (25% off)R$ 573
Curaçao → PanamáEconômica Copa (25% off)R$ 430
Panamá → BrasíliaExecutiva “fake” Copa, milhas (25% off)R$ 1.418,35

Total por pessoa: R$ 3.844,55. Total para as 3 pessoas da família: R$ 11.533,65. Ao todo, usamos 44.700 milhas Smiles, 157.293 milhas LATAM Pass e 319.800 milhas Azul.

Rudi e Samuel brincando na areia em Curaçao, com navio de cruzeiro atracado ao fundo
Um dos dias em Curaçao, parada no meio da rota entre Chile e Panamá nessa viagem de 4 países.

Por que a rota passou por tantos países

A lógica por trás desse roteiro não foi só vontade de conhecer lugares novos. A disponibilidade de assento premiado (a passagem mais barata que as companhias liberam com milhas) determina, na prática, onde você consegue voar e quando. Ficamos só 1 dia em Panamá na ida porque a tarifa award de executiva pra completar o roteiro só estava disponível numa data específica por ali.

Cogitamos até uma variação do roteiro saindo do Panamá para Montevidéu, o que abriria um trecho por Uruguai também. Mas a logística ficaria mais complicada e o tempo total da viagem precisaria ser maior, então optamos por voltar direto para Brasília.

Executiva “de verdade” x executiva “fake”

Um ponto que vale destacar: nem toda executiva é igual. A cabine Dreams da Copa (que pegamos entre Santiago e Curaçao) tem assento que reclina completamente, TV melhor e fone de ouvido bom. Já a executiva do trecho Panamá-Brasília, que resgatamos com milhas também, tem poltrona que não reclina totalmente, TV antiga e fone fraco. É o que a gente chama de executiva “fake”: tecnicamente é a classe executiva, mas a experiência fica bem abaixo do que normalmente se espera dessa cabine.

Rudi com Samuel no colo recebido pela comissária na cabine Dreams da Copa Airlines
Samuel sendo recebido pela comissária na cabine Dreams, a melhor executiva dessa viagem.

Mesmo assim, a comida da executiva “fake” foi melhor que a da cabine Dreams, e o atendimento também foi superior. Só a carne do prato principal veio dura demais, o que estragou um prato que, de resto, estava bem montado.

A escolha por essa executiva mais simples no trecho final foi consciente: preferimos voltar direto para Brasília, nossa cidade, em vez de fazer conexão, porque nossas viagens costumam ser corridas e a gente sempre tenta otimizar o tempo total no ar.

A sétima e oitava executiva do Sam

Um detalhe carinhoso dessa viagem: o Sam já estava na sétima e oitava cabine executiva da vida dele, e justamente as piores para deitar foram onde ele mais dormiu. Vai entender uma criança pequena.

Salas VIP: acessamos 5 na mesma viagem

Voando de executiva, o acesso às salas VIP dos aeroportos veio de graça em quase toda conexão. Ao todo, entramos em 5 salas diferentes nessa única viagem, e elas variaram bastante em qualidade. A sala VIP do aeroporto de Curaçao, por exemplo, estava vazia no horário de almoço, com lanches simples (mas com Doritos) e uma área para crianças bem pensada, algo que até salas bem maiores costumam esquecer.

Já a sala VIP da Copa no aeroporto do Panamá foi a pior em alimentação das 5 que visitamos: horário de almoço e só sanduíches simples disponíveis. Por outro lado, para quem precisa trabalhar durante a conexão, o business center dessa sala é muito bom.

As boas dessa viagem de 4 países

  • R$ 3.844,55 por pessoa para 6 voos, 4 em executiva. Um valor baixo considerando o nível das cabines usadas.
  • 5 salas VIP visitadas de graça. Benefício direto de voar executiva em quase toda conexão.
  • Planejamento flexível com milhas de 3 programas. Smiles, LATAM Pass e Azul combinados no mesmo roteiro.

O que não foi tão bom

  • Executiva “fake” no trecho final. Poltrona que não reclina totalmente, decepção depois de cabines melhores na mesma viagem.
  • Sala VIP da Copa no Panamá com comida fraca. A pior das 5 salas visitadas nessa viagem.
  • Roteiro ditado pela disponibilidade de milhas, não pela vontade. Só 1 dia em Panamá porque era a única data com assento disponível.

Quer aprender a montar um roteiro assim, combinando milhas de vários programas?

O Curso VMM ensina o método completo, do zero ao avançado, incluindo como usar tarifa award pra economizar de verdade.

Já contamos os outros trechos dessa mesma viagem: Santiago do Chile com Executiva LATAM e Mangrove Beach Resort em Curaçao.

Perguntas frequentes

O que é uma executiva “fake”?

É quando a passagem é tecnicamente classe executiva, mas o assento e o entretenimento a bordo ficam bem abaixo do padrão esperado dessa cabine, como poltrona que não reclina totalmente ou TV antiga.

Por que a rota passou por tantos países em vez de ser direta?

Porque a disponibilidade de assento premiado com milhas determina o roteiro. As datas e conexões com tarifa award melhor definiram esse caminho por Chile, Panamá e Curaçao.

Quanto custou no total essa viagem de 4 países?

R$ 3.844,55 por pessoa em taxas de embarque e diferença de tarifa, considerando 6 voos, sendo 4 deles em classe executiva, resgatados com milhas Smiles, LATAM Pass e Azul.

Vale a pena montar um roteiro com vários países só pra aproveitar milhas?

Depende do seu tempo disponível e do quanto você valoriza voar de executiva gastando pouco. Nessa viagem, o roteiro por 4 países foi consequência direta da disponibilidade de assento premiado, não o objetivo principal, mas acabou rendendo dias extras de passeio em lugares que não estavam no plano original, como Curaçao.

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