Quanto Custa uma Viagem de Executiva por 4 Países: Chile, Panamá e Curaçao

Uma viagem, 4 países, 6 voos, 4 deles em classe executiva. Fizemos a
Como pesquisar essa disponibilidade de milhas na prática
Montar um roteiro assim exige pesquisar a disponibilidade de assento premiado diretamente nos sites das companhias aéreas (ou de parceiras que mostram o mesmo inventário), data por data, já que o buscador de milhas costuma abrir um calendário com o custo em pontos de cada dia. Quanto mais flexibilidade de data e de aeroportos de conexão você tiver, maior a chance de achar uma combinação de trechos em executiva por um custo baixo. Foi exatamente essa flexibilidade que permitiu emitir 4 trechos em executiva usando 3 programas de milhas diferentes na mesma viagem.
Vale reforçar que taxas de embarque e a diferença de tarifa cobrada em cima do resgate de milhas também mudam bastante conforme o programa e a rota. Por isso, sempre comparamos o custo total (milhas necessárias + taxas em dinheiro) entre os programas disponíveis antes de emitir, em vez de olhar só a quantidade de milhas.
Aqui estão as contas de verdade dessa viagem que passou por Chile, Panamá e Curaçao, e o resultado mostra bem como funciona o quebra-cabeça de montar um roteiro assim usando milhas de programas diferentes.

O roteiro completo, trecho por trecho
| Trecho | Cabine / Programa | Valor por pessoa (ida) |
|---|---|---|
| Brasília → Guarulhos | Econômica Gol, milhas Smiles | R$ 267 (ida e volta) |
| Guarulhos → Santiago | Executiva LATAM, milhas LATAM Pass | R$ 1.155 |
| Santiago → Curaçao (conexão Panamá 1h) | Executiva Copa Dreams, milhas Azul (25% off) | R$ 573 |
| Curaçao → Panamá | Econômica Copa (25% off) | R$ 430 |
| Panamá → Brasília | Executiva “fake” Copa, milhas (25% off) | R$ 1.418,35 |
Total por pessoa: R$ 3.844,55. Total para as 3 pessoas da família: R$ 11.533,65. Ao todo, usamos 44.700 milhas Smiles, 157.293 milhas LATAM Pass e 319.800 milhas Azul.

Por que a rota passou por tantos países
A lógica por trás desse roteiro não foi só vontade de conhecer lugares novos. A disponibilidade de assento premiado (a passagem mais barata que as companhias liberam com milhas) determina, na prática, onde você consegue voar e quando. Ficamos só 1 dia em Panamá na ida porque a tarifa award de executiva pra completar o roteiro só estava disponível numa data específica por ali.
Cogitamos até uma variação do roteiro saindo do Panamá para Montevidéu, o que abriria um trecho por Uruguai também. Mas a logística ficaria mais complicada e o tempo total da viagem precisaria ser maior, então optamos por voltar direto para Brasília.
Executiva “de verdade” x executiva “fake”
Um ponto que vale destacar: nem toda executiva é igual. A cabine Dreams da Copa (que pegamos entre Santiago e Curaçao) tem assento que reclina completamente, TV melhor e fone de ouvido bom. Já a executiva do trecho Panamá-Brasília, que resgatamos com milhas também, tem poltrona que não reclina totalmente, TV antiga e fone fraco. É o que a gente chama de executiva “fake”: tecnicamente é a classe executiva, mas a experiência fica bem abaixo do que normalmente se espera dessa cabine.

Mesmo assim, a comida da executiva “fake” foi melhor que a da cabine Dreams, e o atendimento também foi superior. Só a carne do prato principal veio dura demais, o que estragou um prato que, de resto, estava bem montado.
A escolha por essa executiva mais simples no trecho final foi consciente: preferimos voltar direto para Brasília, nossa cidade, em vez de fazer conexão, porque nossas viagens costumam ser corridas e a gente sempre tenta otimizar o tempo total no ar.
A sétima e oitava executiva do Sam
Um detalhe carinhoso dessa viagem: o Sam já estava na sétima e oitava cabine executiva da vida dele, e justamente as piores para deitar foram onde ele mais dormiu. Vai entender uma criança pequena.
Salas VIP: acessamos 5 na mesma viagem
Voando de executiva, o acesso às salas VIP dos aeroportos veio de graça em quase toda conexão. Ao todo, entramos em 5 salas diferentes nessa única viagem, e elas variaram bastante em qualidade. A sala VIP do aeroporto de Curaçao, por exemplo, estava vazia no horário de almoço, com lanches simples (mas com Doritos) e uma área para crianças bem pensada, algo que até salas bem maiores costumam esquecer.
Já a sala VIP da Copa no aeroporto do Panamá foi a pior em alimentação das 5 que visitamos: horário de almoço e só sanduíches simples disponíveis. Por outro lado, para quem precisa trabalhar durante a conexão, o business center dessa sala é muito bom.
As boas dessa viagem de 4 países
- R$ 3.844,55 por pessoa para 6 voos, 4 em executiva. Um valor baixo considerando o nível das cabines usadas.
- 5 salas VIP visitadas de graça. Benefício direto de voar executiva em quase toda conexão.
- Planejamento flexível com milhas de 3 programas. Smiles, LATAM Pass e Azul combinados no mesmo roteiro.
O que não foi tão bom
- Executiva “fake” no trecho final. Poltrona que não reclina totalmente, decepção depois de cabines melhores na mesma viagem.
- Sala VIP da Copa no Panamá com comida fraca. A pior das 5 salas visitadas nessa viagem.
- Roteiro ditado pela disponibilidade de milhas, não pela vontade. Só 1 dia em Panamá porque era a única data com assento disponível.
Quer aprender a montar um roteiro assim, combinando milhas de vários programas?
O Curso VMM ensina o método completo, do zero ao avançado, incluindo como usar tarifa award pra economizar de verdade.
Já contamos os outros trechos dessa mesma viagem: Santiago do Chile com Executiva LATAM e Mangrove Beach Resort em Curaçao.
Perguntas frequentes
O que é uma executiva “fake”?
É quando a passagem é tecnicamente classe executiva, mas o assento e o entretenimento a bordo ficam bem abaixo do padrão esperado dessa cabine, como poltrona que não reclina totalmente ou TV antiga.
Por que a rota passou por tantos países em vez de ser direta?
Porque a disponibilidade de assento premiado com milhas determina o roteiro. As datas e conexões com tarifa award melhor definiram esse caminho por Chile, Panamá e Curaçao.
Quanto custou no total essa viagem de 4 países?
R$ 3.844,55 por pessoa em taxas de embarque e diferença de tarifa, considerando 6 voos, sendo 4 deles em classe executiva, resgatados com milhas Smiles, LATAM Pass e Azul.
Vale a pena montar um roteiro com vários países só pra aproveitar milhas?
Depende do seu tempo disponível e do quanto você valoriza voar de executiva gastando pouco. Nessa viagem, o roteiro por 4 países foi consequência direta da disponibilidade de assento premiado, não o objetivo principal, mas acabou rendendo dias extras de passeio em lugares que não estavam no plano original, como Curaçao.






