Família em frente à árvore de Natal do Rockefeller Center em Nova York
América do NorteNova York

Nova York no Natal: Roteiro 5 Dias + Sofitel New York

Fechar 2023, o “ano das viagens” da nossa família, passando o Natal em Nova York foi um sonho realizado. Planejamos e colocamos essa viagem em prática em menos de 60 dias, um desafio real: visitar uma das cidades mais caras do mundo na época mais cara do ano, com o Sam ainda pequeno. Aprendemos, nesses 5 dias inteiros de roteiro, que viajar em família é uma dança entre planejamento, flexibilidade e muita paciência. Esse guia reúne tudo: o voo executivo que usamos, onde ficamos hospedados, cada passeio na ordem em que aconteceu e os preços reais que pagamos.

Como chegamos: executiva da Delta com milhas LATAM Pass

A nossa viagem começou no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. Usamos as milhas da LATAM Pass e a tabela fixa da LATAM para emitir 4 passagens na classe executiva da Delta com apenas 90 mil milhas. A Delta é parceira da LATAM, e dá pra usar as milhas do programa aéreo brasileiro pra emitir voos internacionais da própria Delta, o que costuma sair muito mais barato em milhas do que emitir direto num programa americano.

O conforto da executiva foi uma experiência incrível. O atendimento da Delta foi muito bom, com comissários bastante prestativos. O voo saiu quase às 11 da manhã, e pouco depois já vieram as refeições: de entrada, uma sopa de tomate com salada e melão com presunto parma; de prato principal, pedi uma costela acompanhada de arroz e mandioca (a comida estava boa, mas não excelente); de sobremesa, um bolo com cobertura de maracujá e um sanduíche montado na hora. O assento deita completamente, o Sam tirou uma boa soneca, e a gente chegou em Nova York bem mais descansado do que chegaria na econômica.

Os trajetos de chegada no hotel e de saída de Nova York fizemos com a We Take You There, empresa de transfer com atendimento em português. Pra quem viaja com bebê, malas e carrinho, ter alguém esperando pra pegar a bagagem e te levar com mais conforto e segurança faz muita diferença. No final do post conto melhor sobre esse serviço.

Onde ficamos hospedados: Sofitel New York

Ficamos no Sofitel New York, um dos únicos 2 hotéis da rede ALL Accor na cidade, reservando 2 quartos: o primeiro 100% com pontos e o segundo com 50% de desconto (uma estratégia que costuma funcionar em vários hotéis ALL dependendo da quantidade de pessoas na busca), o que gerou mais de 60% de economia total. Conseguimos upgrade pro status Platinum, com late checkout até as 15h e 2 welcome drinks no bar do hotel.

Samuel no lobby decorado de Natal do Sofitel New York
O Samuel explorando o lobby do Sofitel, todo decorado pro Natal.

O quarto Deluxe King, no 22º andar, tem carpete (não é nosso estilo preferido, mas o hotel é bem localizado, a menos de 5 minutos a pé de boa parte de Manhattan). O banheiro é revestido em mármore, com amenities da linha Bvlgari, banheira e chuveiro que esquenta rápido demais. A vista do quarto é um espetáculo à parte no Natal: dá pra ver o Empire State Building enfeitado com luzes verde e vermelha, o SUMMIT One Vanderbilt logo ali perto, e o Chrysler Building ao fundo.

Um ponto de atenção real pra quem viaja com bebê: o hotel não tem micro-ondas nem qualquer estrutura de copa pra esquentar comida de criança, e o restaurante não presta esse serviço. Tivemos que sair até o Whole Foods, pertinho do hotel, pra esquentar a comida do Sam.

Primeiro dia: Burlington, Macy’s e a pizza de alcachofra

O primeiro café da manhã da viagem foi no Whole Foods de frente pro Bryant Park, a 5 minutos a pé do hotel: muffin de blueberry, frutinhas pro Sam e um chocolate quente. A conta pra todo mundo ficou em 37,95 dólares. Não é o point mais barato de Nova York, mas o café da manhã ali pertinho do hotel valeu a praticidade. Fazia menos 3 graus, com máxima de 3 graus positivos, dia 22 de dezembro, semana do Natal.

Separamos esse primeiro dia inteiro pras compras que estávamos precisando pra nos agasalhar melhor no inverno de Nova York. Fomos até a Burlington, uma das lojas de departamento com preço mais em conta da cidade, e achamos uma botinha pro Sam de 15 dólares da marca OshKosh (a gente nem conhecia, mas descobrimos ali que é uma das marcas que todo mundo que monta enxoval de bebê nos Estados Unidos compra, ao lado da Carter’s).

Depois das compras na Burlington, fomos até a Macy’s, a maior loja de departamento do mundo. É gigantesca, e no período de Natal fica toda decorada, com uma vitrine mais bonita que a outra. Dá pra tirar muitas fotos e passar horas ali dentro. Investimos um bom tempo passeando pelos vários andares.

Passamos rapidinho no hotel pra deixar as compras e fomos comer a famosa pizza de alcachofra (Artichoke Pizza, da rede Artichoke Basille’s Pizza), que tem várias unidades espalhadas por Nova York. É um lugar bem apertadinho: você paga, pega o pedaço e come ali mesmo, em pé, numa mesinha alta. Os pedaços são enormes: a Carol e eu nem conseguimos terminar tudo, pedimos uma caixa e levamos o resto pro hotel. Foi o nosso almoço, e estava uma delícia.

Rudi com fatia de pizza de alcachofra em Nova York
A famosa pizza de alcachofra (Artichoke Pizza), comida pertinho do hotel logo depois das compras na Burlington e na Macy’s, num pedaço tão grande que nem deu pra terminar.

Aproveitamos o resto da tarde pra comprar alguns lanches no Whole Foods e depois passear pela cidade. Nova York nessa época é linda demais: as decorações e o clima natalino, com aquele frio gostoso, é uma experiência que a gente quer viver de novo. Nessa época do ano anoitece bem cedo, antes das 18h já parece mais de 20 horas, mas ainda deu tempo de pegar uma filinha pra entrar na FAO Schwarz, a loja de brinquedos bem conhecida pelo teclado gigante que dá pra tocar com os pés. O Sam se divertiu bastante, foi mágico ver ele curtindo aquilo. Se deixasse, ele ficaria ali por horas.

Rockefeller Center: a árvore de Natal mais famosa do mundo

A tradição da árvore de Natal do Rockefeller Center começou em 1931, quando os próprios trabalhadores da construção do complexo (erguido em Midtown Manhattan no início dos anos 1930, durante a Grande Depressão) juntaram dinheiro pra comprar uma árvore de cerca de 6 metros e a decoraram com enfeites feitos por eles mesmos. A primeira cerimônia oficial de iluminação aconteceu em 1933, e desde então virou tradição anual. Fomos à noite, por volta das 19h15, encerrando esse primeiro dia super cansativo de bastante andança. Estava extremamente cheio, muita gente pra andar pouco espaço, mas mesmo assim valeu muito a pena ver a árvore de perto, com a pista de patinação no gelo logo abaixo.

Segundo dia: Hudson Yards, High Line e Chelsea Market

O segundo dia começou tarde: café da manhã quase às 11h, no Joe & The Juice, de frente pro Bryant Park. Pedimos um croissant e um Gingerbread Latte, bem gostoso. Dali fomos fazer um passeio rápido pelo Hudson Yards, o complexo de shopping que fica ainda mais bonito com a decoração de Natal, e paramos pra ver a The Vessel, aquela estrutura em espiral de metal que, em vídeo, não parece tão grande, mas pessoalmente é gigante, bem alta. Não dá mais pra subir nela (fechada pro público desde 2021), mas ainda dá pra tirar boas fotos de perto.

Dali seguimos pro High Line, um parque elevado de mais de 2 km, construído sobre uma antiga ferrovia de carga do lado oeste de Manhattan, que abastecia açougues e armazéns da região. Depois de décadas abandonada, a estrutura foi transformada num dos maiores projetos de reconversão urbana da cidade, ajudando a revitalizar o Meatpacking District e Chelsea. Investimos mais de uma hora passeando por ali, devagar, tirando várias fotos e olhando o contraste entre construções antigas e modernas, com aquela paisagem de inverno. É bem acessível pra quem vai com carrinho de bebê, com elevadores em alguns pontos. O Sam dormiu praticamente todo o trajeto, protegido do frio com a mesma capa de carrinho que usamos na Europa.

Fomos até o final do High Line e voltamos um pouco pra chegar no Chelsea Market, um grande mercadão com diversas opções de comida. Foi só ali, no Chelsea Market, que descobrimos uma curiosidade real do prédio: nesse mesmo lugar funcionava a antiga fábrica da National Biscuit Company (Nabisco), erguida na década de 1890, onde o biscoito Oreo foi inventado e produzido pela primeira vez, em 1912. A fábrica operou no local até meados dos anos 1950, e o mercado como conhecemos hoje foi inaugurado em 1997, preservando a estética industrial original, com aquela decoração bem rústica.

Comemos num dos restaurantes de noodles mais concorridos do Chelsea Market: quando tem fila grande assim, geralmente é sinal de que é bom mesmo. Pedimos um noodle apimentado com bolinhas de tapioca (o cardápio só tem 2 opções, apimentado ou médio, e o médio já é bem forte) e umas asinhas de frango e coxinhas de frango, crocantes por fora e molhadinhas por dentro. O apimentado surpreendeu: a Carol quase não conseguiu comer de tão condimentado, eu consegui, mas com bastante sacrifício. Se você não gosta de pimenta, não peça esse aqui. Do lado de fora do restaurante tem mesas com aquecedor, de graça pra quem quiser sentar, ótimas pra comer mesmo no frio de Nova York.

Aproveitamos o ambiente quentinho das mesinhas aquecidas pra trocar o Sam, e ali na frente do Chelsea Market tem uma Starbucks Reserve, uma das poucas lojas da rede no mundo com essa decoração diferenciada e uma variedade de bebidas, comidas e souvenirs que não existe numa Starbucks comum. Sempre aproveitamos esses momentos pra pedir água de graça nas cafeterias, uma boa dica pra quem precisa fazer mamadeira na rua.

Little Island e a vista de Manhattan

Do Chelsea Market, seguimos pra Little Island, uma ilha artificial na altura do Pier 57 (que, segundo a gente entendeu por lá, é em boa parte do Google). Como o próprio nome já diz, é pequena, dá pra explorar em menos de uma hora. Dá pra subir as rampas com carrinho de bebê até o ponto mais alto pra admirar a vista de todo o sul de Manhattan e também de Nova Jersey. Apesar da indicação de que tem um playground no local, existem pouquíssimas opções pras crianças brincarem. Ainda assim, o Sam se divertiu bastante, tocando bateria imaginária, correndo e pulando por ali.

Musical Aladdin na Broadway

Às 20h tínhamos compromisso: eu e a Carol compramos com antecedência o musical do Aladdin na Broadway. Nessa época do ano, os valores ficam quase o dobro, e se deixar pra comprar em cima da hora pode ser que não tenha mais ingresso disponível. Pagamos 160 dólares por pessoa. O musical é bem bacana, e com certeza valeu o investimento. Na saída do teatro, aproveitamos pra curtir um pouco a Times Square antes de voltar pro hotel.

Terceiro dia: a pé pela Ponte do Brooklyn até o Dumbo

Chegamos até o início da Ponte do Brooklyn, sentido Brooklyn, de metrô: uns 10 minutinhos de trajeto desde o hotel. Atravessamos a pé, construída entre 1870 e 1883 e inaugurada nesse mesmo ano, um feito de engenharia da época associado à família Roebling: John A. Roebling idealizou o projeto, seu filho Washington Roebling liderou a obra depois que o pai morreu ainda no início da construção, e Emily Warren Roebling teve papel decisivo pra concluí-la, estudando engenharia sozinha pra assumir a supervisão diária depois que o marido adoeceu gravemente durante a obra.

A travessia é bem tranquila e acessível com carrinho, tem tábuas de madeira no piso que dão um leve balanço. Contando as paradas pra foto, levamos cerca de 40 minutos pra atravessar; sem parar, dá pra fazer em menos tempo. O Sam dormiu o trajeto inteiro, então não teve foto dele na ponte, mas teve em vários outros lugares. Estava bem frio, com bastante vento, então se você for atravessar no outono ou inverno, vá bem agasalhado.

Casal na Ponte do Brooklyn com o skyline de Nova York ao fundo
Atravessando a Ponte do Brooklyn a pé, com a cidade ao fundo.

Fomos até o Dumbo só pra tirar a famosa foto com a Ponte de Manhattan ao fundo. Depois, caminhamos cerca de 17 minutos até uma região do Brooklyn conhecida pelas casinhas de tijolinho que aparecem em vários filmes, a Willow Street, em Brooklyn Heights. A Carol até comentou que aquela não era a rua famosa da série “Todo Mundo Odeia o Chris”, que fica bem mais distante. Preferimos vir pra essa região mais perto mesmo, e o passeio valeu muito a pena, é uma área linda de Nova York.

Fizemos uma parada pra comer num restaurante ali perto do Brooklyn, com reserva pro meio-dia (a pé o trajeto levaria uns 20 minutos, então fomos de Uber pra chegar mais rápido). À tarde, voltamos ao Whole Foods de frente pro Bryant Park, onde dá pra pegar sopinhas no self-service, pesar e pagar, com micro-ondas disponível de graça pra esquentar comida fria. À noite, passamos pelo Winter Village, a feira de Natal do Bryant Park, com pista de patinação no gelo lotada e barraquinhas decoradas. Não somos muito fãs de feira cheia, mas no clima natalino valeu a pena.

Dia de Natal: café da manhã no Junior’s e SUMMIT One Vanderbilt

No quarto dia, 25 de dezembro, o Natal, tomamos café da manhã no Junior’s, famoso pelo cheesecake. Pedimos french toast, ovos benedict, um grill cake (panqueca feita na chapa) e os ovos do Sam, que é o que ele sempre come de manhã. Pedimos 3 pratos e 2 bebidas, mais os ovos do Sam, e com a gorjeta a conta ficou em torno de 100 dólares, o lugar mais em conta que comemos em toda a viagem.

Separamos essa manhã de Natal pro SUMMIT One Vanderbilt, já que ele abria mesmo no feriado. Existem vários observatórios em Nova York, mas decidimos ir em só um pra otimizar o tempo. O SUMMIT abriu ao público em 21 de outubro de 2021, no topo do arranha-céu One Vanderbilt, em Midtown, e se diferencia dos outros mirantes por ser uma experiência sensorial e artística, com salas espelhadas e instalações imersivas em vários níveis, a mais de 300 metros de altura, integrado à região da Grand Central Terminal.

A entrada é bem devagar: você passa pela segurança, recebe um saco plástico pra guardar seus pertences, tira uma foto, entra, e mais na frente tira outra foto. Demora um pouco, mas a vista lá dentro compensa. A primeira sala, com chão espelhado, é impressionante mesmo em foto e vídeo não conseguindo captar direito a sensação real de andar sobre aquele reflexo. Outro ambiente dá pra ver o Bryant Park e a pista de patinação de longe. Tem também um banheiro de família bem grande, ótimo pra trocar o bebê. Mas o que o Sam mais amou foi a sala com bolinhas prateadas: ele brincou ali por quase uma hora e chorou quando teve que sair, não queria ir embora de jeito nenhum. No total, ficamos quase 4 horas dentro do SUMMIT.

Pena que estava bem nublado, sem vista livre da cidade nesse dia (tudo branco lá fora, sem ver nada). Mesmo em época de Natal, com o SUMMIT lotado logo de manhã, ainda valeu muito a pena a experiência. Tem opção de comprar as fotos tiradas por eles, em versão digital, vídeo panorâmico ou impressa, mas achamos os fundos meio artificiais e não levamos nenhuma.

Família no Grand Central Terminal decorado de Natal em Nova York
Passando pelo Grand Central Terminal, com guirlandas de Natal na entrada.

A saída do SUMMIT é direto pela Grand Central Terminal, a estação famosa por causa da série Gossip Girl (nenhum de nós tinha visto, mas todo mundo comenta). Vale a visita só de passagem mesmo, porque fica pertinho do SUMMIT e é muito bonita, dá pra tirar fotos bem legais lá dentro.

Central Park: pista de patinação, Terraço e a Bow Bridge fechada

Pertinho do hotel, uns 10 minutos a pé, fomos direto ao Central Park pra ver a pista de patinação no gelo, que funciona só no inverno. A mistura dos prédios com as árvores do parque é muito bonita. Deixamos anotados no nosso roteiro os lugares que queríamos conhecer no parque, e recomendamos fazer o mesmo: o Central Park é gigantesco e merece pelo menos um período do dia pra aproveitar direito. Depois da pista de patinação, fomos até o Terraço e a Fonte Betesda, e encerramos o passeio na Bow Bridge, que infelizmente estava fechada pra manutenção, não deu pra andar por cima dela.

Vista do Central Park no inverno com pista de patinação lotada e prédios de Manhattan ao fundo
A pista de patinação do Central Park fica cheia mesmo no frio, com o skyline de pano de fundo.

Último dia: Nintendo Store, Carmine’s, Lego Store e Krispy Kreme

Separamos o nosso último dia inteiro pra visitar lugares e lojas que não tinham entrado no roteiro ainda, num passeio bem mais tranquilo, sem muito compromisso. A primeira parada foi na loja da Nintendo, já com fila pra entrar ao meio-dia. Lá dentro tem uma tela curva gigante, meio transparente, tipo uma projeção, onde dá pra ver gente jogando Nintendo Switch numa tela enorme, e balinhas em formato de controle de videogame como lembrancinha. A fila pra pagar também era grande, e testamos duas filas em andares diferentes até achar a mais rápida no andar de baixo.

Pro almoço, fomos ao Carmine’s, um restaurante italiano family style bem conhecido em Nova York. Nessa época do ano, só entra quem tem reserva. Cheguei sem reserva e consegui fazer uma na hora pelo aplicativo OpenTable, pra 3 pessoas (pra 4 não tinha vaga disponível em menos de uma hora). Quando cheguei no restaurante, expliquei que éramos 4 e o atendente abriu uma exceção, colocando a quarta pessoa na reserva. Mesmo assim, esperamos cerca de 30 minutos pra sentar.

O prato de massa que pedimos veio gigante, dava tranquilamente pra nós 3 e pro Sam, servido com cuidado, já montado no prato. Foi a primeira vez do Sam comendo macarrão na viagem, e ele amou, disse que nunca tinha comido uma massa tão macia. A conta ficou em menos de 50 dólares pra 4 pessoas, o preço mais em conta que pagamos em Nova York inteira.

Nessa época do ano, se você vier a Nova York pro Natal, venha com a expectativa alinhada: você vai andar bem devagar, com muita gente junto. Se você não gosta de multidão, considere vir em outra época. A gente também não gosta de multidão, mas pelo clima do Natal, achamos tolerável.

Aproveitamos as últimas horas em Nova York pra conhecer também a loja da Lego, com uma fila de mais de 40 minutos, debaixo de chuva (foi o único dia em que a chuva atrapalhou os planos). A loja tem decoração muito legal, mas a variedade de peças diferentes não impressionou, são poucas opções. Passeamos também pela lotada loja da M&M’s, e por fim, depois de uma fila enorme, provamos o melhor donut da vida na Krispy Kreme, que a gente adora. Decidimos tirar do roteiro o passeio pelo distrito financeiro e o passeio de barco pra ver de perto a Estátua da Liberdade, pra ter mais tempo de desbravar Manhattan.

Transfer com a We Take You There

Voltamos pro aeroporto de transfer, com a mesma We Take You There que usamos na chegada. Augusto, à frente da empresa, tem larga experiência atendendo receptivo em Nova York, com foco em serviços privativos: transfer, city tour, walking tour, e também passeios pra Boston, Washington e Philadelphia, sempre de forma privativa. Pra quem segue a gente, tem desconto e condições especiais nos pacotes deles. O link fica sempre na descrição do vídeo no YouTube e no primeiro comentário fixado.

As boas desse roteiro em Nova York

  • Sofitel com mais de 60% de economia. Estratégia de 2 quartos combinando pontos integrais e desconto de 50%.
  • Nova York no Natal é mágica de verdade. Decoração, árvore do Rockefeller, Winter Village no Bryant Park e clima natalino compensam a multidão.
  • High Line e Chelsea Market combinam história e passeio. A região inteira dá pra fazer a pé, num só roteiro, incluindo a curiosidade real do Oreo ter sido inventado ali.
  • SUMMIT One Vanderbilt vale mais que um mirante comum. Experiência artística e sensorial, não só vista panorâmica.
  • Carmine’s foi o achado gastronômico mais em conta. Menos de 50 dólares pra 4 pessoas comerem muito bem.

O que não foi tão bom

  • Sem estrutura de copa no hotel. Precisamos sair até o Whole Foods pra esquentar comida do Sam.
  • Multidão constante na época natalina. Filas longas em quase toda loja e restaurante, inclusive na chuva.
  • Vista nublada no dia do SUMMIT. Sem controle sobre isso, mas vale reservar mais de uma tentativa se o tempo permitir.
  • Bow Bridge fechada pra manutenção. Não deu pra atravessar a ponte mais famosa do Central Park nesse período.

Investimentos desse roteiro

ItemValor
4 executivas Delta com milhas LATAM Pass90.000 milhas
Café da manhã no Whole Foods (para todos)US$ 37,95
Botinha OshKosh na BurlingtonUS$ 15
Musical Aladdin na Broadway (por pessoa)US$ 160
Almoço no Junior’s (3 pessoas + Sam)~US$ 100 (com gorjeta)
Almoço no Carmine’s (4 pessoas)menos de US$ 50
Sofitel New York, 2 quartosMais de 60% de desconto (pontos ALL)

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Chegamos até Nova York de executiva. Confira em Executiva Delta do Rio de Janeiro a Nova York com Tabela Fixa LATAM.

Perguntas frequentes

Vale a pena visitar Nova York no Natal?

Vale muito, mas alinhe as expectativas: é a época mais cheia e mais cara do ano na cidade. Espere filas longas em quase todo lugar, mas a decoração natalina, a árvore do Rockefeller e o Winter Village do Bryant Park compensam a multidão.

Desde quando existe a árvore de Natal do Rockefeller Center?

A tradição começou em 1931, com os próprios trabalhadores da construção do complexo comprando e decorando a primeira árvore. A cerimônia oficial de iluminação começou em 1933.

Onde fica a pizza de alcachofra famosa de Nova York?

É a Artichoke Pizza, da rede Artichoke Basille’s Pizza, com várias unidades pela cidade. Comemos a nossa perto do hotel, num pedaço tão grande que sobrou pra levar em caixinha. Não fica dentro do Chelsea Market, é uma parada separada no roteiro.

É verdade que o Oreo foi inventado no Chelsea Market?

Sim. O prédio do Chelsea Market abrigou a fábrica da Nabisco (National Biscuit Company) entre o fim do século 19 e meados dos anos 1950, e foi ali que o biscoito Oreo foi criado e produzido pela primeira vez, em 1912.

O SUMMIT One Vanderbilt vale mais a pena que outros mirantes de Nova York?

Para quem busca uma experiência diferente de um mirante tradicional, sim: é uma instalação sensorial e artística com salas espelhadas, não só um observatório panorâmico comum. Reserve pelo menos 3 horas pra aproveitar bem.

Precisa de reserva pra comer em Nova York no Natal?

Na época natalina, sim, praticamente em todo restaurante mais concorrido. Usamos o aplicativo OpenTable pra conseguir mesa no Carmine’s, e mesmo assim esperamos cerca de 30 minutos além do horário reservado.

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