Vista aérea de uma praia de Curaçao com penhascos e água turquesa transparente

Curaçao: o Roteiro Completo da Nossa Parada no Caribe

Curaçao é um nome que muita gente já ouviu falar antes mesmo de saber onde essa ilha fica no mapa, quase sempre associado a uma cor de azul bem particular. Depois de pisar lá dá pra entender de onde vem essa fama: o mar de Curaçao é realmente daquele azul turquesa quase artificial, o tipo de água que parece Photoshop e não é. Fomos parar na ilha como parte de uma viagem maior, resgatada com milhas de 3 programas diferentes, e essa parada acabou virando uma das melhores surpresas do roteiro inteiro.

Não foi uma viagem de praia clássica, com 10 dias só pra relaxar. Foi uma escala estratégica dentro de um roteiro internacional bem mais complexo, o que faz desse relato um caso diferente da maioria dos guias de Curaçao que você vai encontrar por aí: menos “o que fazer em uma semana na ilha” e mais “o que dá pra aproveitar de verdade quando o tempo é curto e cada praia precisa valer a pena”. E valeu, e muito.

Neste guia você vai encontrar as 3 praias que visitamos de verdade (com preço, estrutura e o que vale a pena), a avaliação completa e sincera do resort onde ficamos, quanto pagamos em cada etapa e os erros que a gente cometeu pra você não repetir.

Resumo rápido: Curaçao em números

  • Quantos dias: pelo menos 3 noites cheias é o recomendado (a nossa parada foi mais curta, por causa da rota de milhas)
  • Como chegar: voo direto da Azul saindo de Belo Horizonte/Confins (CNF), ou conexão via Copa Airlines pelo Panamá, como fizemos
  • Onde ficamos: Mangrove Beach Resort, all inclusive da Curio by Hilton
  • Praia favorita: Cas Abao Beach, a melhor experiência de snorkeling que já tivemos
  • Moeda: dólar americano e florim antilhano (em transição para o Caribbean Guilder), aceitos lado a lado
  • Aeroporto: Hato International (CUR), pequeno e rápido de atravessar

Sumário

Por que Curaçao vale a viagem

Não é impressão de quem está de férias: a água de Curaçao realmente é mais transparente que a da maioria dos destinos de praia que já visitamos. A ilha tem clima semiárido, com pouca chuva ao longo do ano e quase nenhum rio importante, então praticamente não chega sedimento nem terra no mar, o que mantém a água limpa o ano inteiro. Some a isso o fundo marinho formado por recifes de coral e terraços de calcário claros, que refletem mais a luz e reforçam aquele tom turquesa que aparece em qualquer foto da ilha. A base geológica de Curaçao combina rocha vulcânica antiga com essas formações de calcário e coral, erguidas ao longo de milhões de anos, o que explica os penhascos que emolduram várias das praias mais bonitas.

A ilha foi colonizada pelos holandeses em 1634, tomada dos espanhóis pela Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais, e voltou a ser formalmente colônia neerlandesa em 1815, depois do período napoleônico. Esse legado holandês explica boa parte da arquitetura colorida de Willemstad, a capital, com suas fachadas em tons de amarelo, rosa e azul refletidas na água do porto, e também o florim antilhano, moeda ainda usada nas praias e restaurantes da ilha ao lado do dólar americano, que circula sem problema em praticamente todo lugar. Atualização 2026: o florim antilhano (ANG) está sendo substituído pelo Caribbean Guilder, a nova moeda de Curaçao e Sint Maarten, mantendo a mesma paridade fixa ao dólar (US$ 1 = 1,79 confirmado pelo Banco Central de Curaçao e Sint Maarten). Quem ainda tiver florins antigos pode trocar pela moeda nova até 2055.

Praia em Curaçao com navio de cruzeiro Odyssey of the Seas atracado ao fundo
O visual clássico de Curaçao: água turquesa na frente, navio de cruzeiro atracado ao fundo quase todos os dias.

Fora do Caribe mais óbvio pra quem sai do Brasil, Curaçao ainda tem a vantagem de ficar fora da rota de furacões (a ilha fica mais ao sul, perto da costa da Venezuela, longe do cinturão que castiga o Caribe mais ao norte), o que deixa o clima bem mais previsível durante boa parte do ano. Isso, junto com o mar parado e raso perto da costa, foi um dos motivos que fez a parada valer tanto a pena mesmo com pouco tempo disponível.

Quantos dias ficar em Curaçao

Vamos ser sinceros aqui: nossa passagem por Curaçao não foi uma viagem dedicada só à ilha. Ela fez parte de um roteiro maior, com 4 países (Chile, Panamá, Curaçao e a ideia inicial de passar por Uruguai também) e 6 voos, resgatados com milhas de 3 programas diferentes. Nesse tipo de roteiro, quem decide quanto tempo você fica em cada lugar não é a vontade, é a disponibilidade de assento premiado, a passagem mais barata que as companhias liberam com milhas. Então nossa estadia em Curaçao foi curta, encaixada entre o trecho vindo de Santiago e a conexão seguinte para o Panamá.

Mesmo com pouco tempo, deu pra visitar 3 praias diferentes, aproveitar bastante o resort e ainda ver de perto o vaivém de navios de cruzeiro que passam pela ilha quase todo dia. Só não deu tempo de descer até Willemstad para caminhar entre as casinhas coloridas do centro histórico, algo que ficou na lista para uma próxima vez.

Se você está planejando a viagem com mais liberdade de datas, nossa recomendação honesta é ficar pelo menos 3 noites cheias na ilha. Isso dá tempo de conhecer com calma as praias do lado oeste (onde ficam Kenepa Grandi, Playa Piskado e Cas Abao), aproveitar um dia de resort sem pressa e ainda sobrar uma tarde para Willemstad. Quem tiver 5 dias ou mais consegue somar um passeio de mergulho mais estruturado, já que a ilha é bastante procurada por quem faz diving de verdade, não só snorkeling casual como o nosso.

Rudi e Samuel brincando na areia em Curaçao, com navio de cruzeiro atracado ao fundo
Um dos dias em Curaçao, parada no meio da rota entre Chile e Panamá nessa viagem de 4 países.

Como chegar em Curaçao

A Azul tem voo direto do Brasil para Curaçao, o que facilita bastante pra quem quer ir direto sem escala, especialmente usando milhas do programa TudoAzul, que abre um leque de destinos que os outros programas brasileiros não cobrem tão bem, como Aruba, Curaçao, Jamaica e Panamá. Confirmado em 2026: essa rota direta sai de Belo Horizonte/Confins (CNF), com até 4 frequências semanais (segundas, quartas, sextas e sábados), segundo o site oficial da Azul. Foi justamente com milhas Azul que fizemos o nosso trecho até a ilha, embora no nosso caso o caminho tenha sido mais tortuoso: viemos de Santiago do Chile, com conexão de 1 hora no Panamá, voando na cabine executiva Dreams da Copa Airlines.

Vale um parênteses sobre essa cabine, porque nem toda executiva é igual. A Dreams da Copa tem assento que reclina completamente, TV melhor e fone de ouvido bom, bem diferente de outras executivas mais simples que pegamos na mesma viagem. Foi, sem dúvida, a melhor cabine executiva do roteiro inteiro, e olha que o Sam (nosso filho) já estava na sétima cabine executiva da vida dele nesse voo. Curiosamente, foi numa das piores pra deitar, em outro trecho da viagem, que ele mais dormiu. Vai entender uma criança pequena.

Rudi com Samuel no colo recebido pela comissária na cabine Dreams da Copa Airlines
Samuel sendo recebido pela comissária na cabine Dreams, a melhor executiva da viagem inteira, no trecho até Curaçao.

Na saída da ilha, o trecho Curaçao-Panamá foi em classe econômica mesmo, sem executiva disponível pra resgatar naquela data. Não tem problema algum encarar essa perna em econômica: o voo é curto, e o valor que pagamos nesse trecho (contando taxas e diferença de tarifa) ficou em R$ 430 por pessoa, resgatado com milhas com 25% de desconto. Já o trecho anterior, Santiago-Curaçao na executiva Dreams, saiu R$ 573 por pessoa, também com milhas Azul e o mesmo desconto de 25%.

Rudi na poltrona da classe econômica da Copa Airlines entre Curaçao e Panamá
O trecho econômico Curaçao-Panamá, sem executiva disponível pra resgatar naquela data específica.

O aeroporto de Curaçao (Hato International, código CUR) é pequeno e rápido de atravessar. Voando de executiva, o acesso à sala VIP veio de graça: a sala do aeroporto de Curaçao estava vazia no horário de almoço em que passamos por lá, com lanches simples (mas com Doritos) e uma área para crianças bem pensada, algo que até salas bem maiores costumam esquecer. Do aeroporto até os resorts da costa oeste (onde fica a maioria das praias e hospedagens), o trajeto de carro alugado leva entre 20 e 45 minutos, dependendo de qual praia ou hotel for o destino final.

Onde ficamos: Mangrove Beach Resort

Ficamos hospedados no Mangrove Beach Resort, um all inclusive da rede Corendon em Curaçao, que faz parte da marca Curio by Hilton. A experiência teve de tudo: praia particular tranquila, navio de cruzeiro “estacionado” quase todo dia na frente do resort, e um problema real na hora da refeição que a gente só descobriu na prática, e depois viu confirmado nas avaliações de outros hóspedes.

Como reservamos: por fora do site oficial, com desconto e pontos

O Mangrove Beach faz parte da marca Curio by Hilton, mas fizemos a reserva pelo hoteis.com em vez do site oficial da Hilton, e valeu a pena: saiu quase R$ 1.000 mais barato, com 1 noite grátis do programa Hilton Rewards e mais 10% de cashback em libra esterlina. Mesmo reservando por fora do site oficial, ainda pontuamos normalmente no programa Hilton Honors, então não perdemos o acúmulo de pontos por ter comparado preço em outro canal. Referência 2026: a diária padrão do resort para casal, all inclusive, gira entre US$ 317 e US$ 352, segundo o site oficial da Hilton e a Expedia, o que reforça o quanto vale a pena comparar canal antes de reservar.

O quarto e a estrutura

O banheiro do nosso quarto ficava bem quente, e a solução do resort pra isso é deixar a porta aberta com o ar-condicionado ligado. A pressão da água também não é grande coisa, mas dá pra tomar banho numa boa. Fora esse detalhe, gostamos bastante da localização interna: praticamente tudo no resort fica próximo, a praia fica do lado da área de lanches, e mesmo os quartos mais laterais ficam pertinho da recepção, das piscinas e dos restaurantes.

Playground aquático temático de pirata para crianças no Mangrove Beach Resort em Curaçao
O playground aquático temático de pirata, uma das atrações preferidas do Samuel no resort.

A praia particular e os navios de cruzeiro

Muitos resorts em Curaçao têm praia própria e privativa, e o Mangrove não é exceção. A água no raso é bem transparente, mas não é quente, e como quase não tem onda, é excelente pras crianças brincarem com segurança, exatamente o perfil que precisávamos com o Sam ainda pequeno.

Um detalhe curioso pra quem gosta de navio: dá pra ver uma embarcação diferente “estacionada” bem pertinho do resort quase todo dia. Vimos o Virgin Voyages, o Carnival Horizon e o Odyssey of the Seas passarem por ali durante a nossa estadia, um cenário que muda o pano de fundo da praia dependendo do dia.

Piscina do Mangrove Beach Resort em Curaçao ladeada de coqueiros
A piscina principal do resort, ladeada de coqueiros, a poucos passos da praia particular.

Restaurantes: variedade grande, execução irregular

O Mangrove tem vários restaurantes temáticos além do principal: italiano, sushi, frutos do mar e churrasco. Pra frutos do mar e churrasco é preciso fazer reserva. Sushi e italiano é só chegar e ir, a reserva só vira obrigatória pra grupos de 7 pessoas ou mais.

No restaurante italiano, pedimos um macarrão com frutos do mar que estava bom, mas faltou tempero, e um risoto de cogumelos que na prática tinha muito mais gosto de tomate do que de cogumelo. A gente não entende por que tantos resorts all inclusive insistem em oferecer vários tipos de restaurante diferentes, mas falham na qualidade do prato em si. Talvez fizesse mais sentido oferecer menos opções, só que realmente boas.

No café da manhã do restaurante principal, o grande diferencial são os pães, com bastante variedade e todos gostosos. Só que o buffet, apesar de grande, fica com metade fechada, provavelmente por causa da lotação do resort. Não curtimos os ovos mexidos, achamos secos e com gosto meio artificial, mas os ovos fritos e omeletes feitos na hora (sempre com fila) valem a pena. Também tem boa variedade de fruta, e uma máquina de suco com sabor de banana que a gente nunca tinha experimentado antes.

O problema real: os pombos na hora de comer

Esse foi o ponto mais sério que encontramos no resort: pombos e outros pássaros invadem as mesas do restaurante principal assim que sobra qualquer comida, seja ainda no prato, seja caída no chão. A equipe se esforça pra retirar os pratos rápido e limpar as mesas, mas com a quantidade de gente comendo ao mesmo tempo, faltava gente na limpeza pra dar conta.

Depois de passar por isso, fomos ver as avaliações desse resort no TripAdvisor e no Booking, e essa foi justamente a principal reclamação de outros hóspedes também. Não é impressão nossa: a experiência de refeição no restaurante principal realmente deixa a desejar por causa dos pombos.

Pombos em cima da mesa do restaurante principal do Mangrove Beach Resort em Curaçao, disputando restos de comida
Os pombos tomando conta da mesa assim que os pratos ficam sem vigilância no restaurante principal.

O ambiente à noite

Um ponto muito positivo: nada de música alta até tarde da noite. O resort é tranquilo, com iluminação aconchegante e paisagem bonita ao entardecer, embora venha bastante vento. Pra quem quer sossego de verdade nas férias, isso pesa a favor, e foi um dos motivos que mais gostamos da estadia.

Família passeando à noite pelo Mangrove Beach Resort em Curaçao, com a lua cheia no céu
Passeio noturno tranquilo pelo resort, com a lua cheia iluminando o céu.

Prós e contras do Mangrove Beach Resort

  • Praia particular calma. Água transparente e sem onda, ótima pra criança pequena.
  • Localização compacta. Tudo fica perto, mesmo nos quartos mais laterais.
  • Pães do café da manhã. O grande diferencial do buffet, com bastante variedade.
  • Sem música alta à noite. Ambiente tranquilo e bem iluminado.
  • Vista de navio de cruzeiro quase todo dia. Um bônus curioso pra quem gosta do tema.
  • Pombos nas mesas do restaurante principal. Um problema real, confirmado também por outros hóspedes no TripAdvisor e Booking.
  • Comida dos restaurantes temáticos inconsistente. O italiano deixou a desejar tanto no macarrão quanto no risoto.
  • Banheiro quente e água com pouca pressão. Resolvido de forma improvisada (porta aberta + ar-condicionado).

Roteiro por praia: as 3 que visitamos

Alugamos um carro e saímos visitando as praias mais faladas da ilha, todas na costa oeste. Uma delas se tornou, sem dúvida, a melhor experiência de snorkeling que já tivemos na vida.

Curaçao e a costa oeste da ilha, onde ficam as 3 praias que visitamos: Kenepa Grandi, Playa Piskado e Cas Abao Beach.

Kenepa Grandi: gratuita, mas chegue cedo

Alugamos o carro numa Sixt com cadeirinha para o Sam, e mesmo tendo status Platinum não conseguimos upgrade porque o pátio deles é pequeno. Valor de referência 2026: a diária de carro econômico na Sixt em Curaçao gira entre US$ 45 e US$ 57, segundo agregadores como Kayak e Skyscanner (a Sixt não publica a tarifa exata no site oficial). Dali, foram uns 45 minutos dirigindo até a Kenepa Grandi. A praia tem entrada e estacionamento gratuitos, e chegando às 9h55 ainda achamos vaga sem dificuldade, mas dá pra perceber que mais tarde no dia isso pode complicar.

Leve sapato aquático. Compramos o nosso na Decathlon antes da viagem, e foi essencial: o fundo da Kenepa Grandi tem bastante pedra, e sem o sapato certo a experiência de entrar na água fica bem mais difícil. A praia é ótima para snorkeling, com direito a até porcos selvagens andando pela faixa de areia, sim, é normal por lá.

Pés usando sapato aquático preto sobre o fundo de pedra e coral na Kenepa Grandi
O fundo de pedra e coral da Kenepa Grandi, o motivo do sapato aquático ser praticamente obrigatório.

Playa Piskado: as tartarugas aparecem de verdade

A Playa Piskado também tem entrada gratuita, mas o estacionamento é mais complicado que o da Kenepa Grandi. O banheiro ali cobra 1 dólar para usar. O grande atrativo da praia são as tartarugas: como os pescadores locais jogam sobra de peixe na água, várias tartarugas se aproximam da praia. Vimos até 4 de uma vez só, bem pertinho da beira.

Alugamos equipamento de snorkel ali mesmo, no quiosque Scaridae, e conseguimos negociar 10 dólares por 2 cadeiras com guarda-sol (o preço de tabela era 12 dólares). A água é bem transparente, ótima para ver as tartarugas de perto usando máscara e snorkel.

Praia de Curaçao com penhascos ao fundo, banhistas caminhando pela areia perto da água
A faixa de areia da Playa Piskado, onde os pescadores locais atraem as tartarugas jogando sobra de peixe na água.

Cas Abao Beach: a melhor experiência de snorkeling que já tivemos

Essa foi, sem dúvida nenhuma, a praia número 1 que já conhecemos. É a única das três que cobra entrada (o carro paga na entrada), mas a estrutura compensa: a maior faixa de areia das que visitamos, restaurante próprio, muitas cadeiras disponíveis, cor de água surreal de linda e uma das melhores experiências de mergulho livre que já tivemos. Valor confirmado 2026, direto do site oficial casabaobeach.com: US$ 6 por carro de segunda a sábado, US$ 7 aos domingos e feriados, para até 4 pessoas por carro (pessoa extra paga Nafl. 2,50).

Levamos nossa própria máscara e snorkel de casa, e recomendamos fazer o mesmo se você for a Curaçao: a água é tão boa para mergulho livre que vale a pena não depender de aluguel.

Família brincando na areia perto das cabanas de palha da Cas Abao Beach em Curaçao
As cabanas de palha e a estrutura da Cas Abao Beach, a praia número 1 entre as que visitamos.

As boas dessas 3 praias

  • Cas Abao tem o melhor conjunto. Estrutura, areia e água surreal, a melhor experiência de snorkeling que já tivemos.
  • Kenepa Grandi e Playa Piskado são gratuitas. Só o carro e, na Piskado, 1 dólar pelo banheiro.
  • Tartarugas de verdade na Piskado. Aparecem várias de uma vez, bem pertinho da praia.
  • Aluguel de equipamento negociável. Conseguimos desconto de 12 para 10 dólares só perguntando.

Willemstad e as casinhas coloridas

A gente não conseguiu descer até Willemstad nessa passagem curta pela ilha, mas vale registrar por que o centro histórico da capital é tão falado. As fachadas coloridas que aparecem em praticamente toda foto de Curaçao (o bairro de Punda, na beira do canal Sint Anna) têm origem no período colonial holandês: reza a história que um dos governadores da ilha, incomodado com enxaqueca causada pelo reflexo do sol nas paredes brancas, mandou pintar as casas de cores variadas, e o hábito pegou. Hoje é Patrimônio Mundial da Unesco, com a ponte pênsil Queen Emma (apelidada de “Swinging Old Lady”) ligando as duas margens do canal.

Se sua viagem tiver mais tempo do que a nossa teve, vale reservar pelo menos meio dia para caminhar por Punda e Otrobanda, os dois lados históricos de Willemstad, e atravessar a ponte a pé. Fica no nosso planejamento pra uma próxima visita à ilha.

Passagem barata pro Caribe também é questão de saber a hora certa

Um exemplo real: em julho de 2026 saiu um alerta de Fortaleza para Madrid por R$ 1.291,17 em econômica, usando milhas aéreas compradas com desconto. O mesmo tipo de alerta sai toda semana pro Caribe e dezenas de outros destinos internacionais.

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Onde comer em Curaçao

Fora do resort, comemos principalmente no restaurante da própria Cas Abao Beach, que fica de frente pra praia e tem cardápio precificado em florim (a moeda local): hambúrguer simples por 12,50, cheeseburger por 14, batata frita por 6, e combos com batata que vão de 17,50 a 26 florins. As bebidas ficam entre 5 e 6,50 florins. O wifi da praia funciona bem, inclusive melhor do que o atendimento do restaurante, que recebemos como mal-humorado no dia que fomos, e sem hambúrguer disponível naquele momento.

Dentro do Mangrove Beach Resort, sendo all inclusive, a maior parte das refeições veio do próprio hotel. Já comentamos os detalhes de cada restaurante temático na seção sobre o resort: o italiano deixou a desejar no tempero e no equilíbrio de sabor dos pratos, enquanto o café da manhã se destacou pelos pães e pelos ovos feitos na hora. Frutos do mar e churrasco exigem reserva prévia com a equipe do resort, então vale marcar logo no check-in se você quiser garantir mesa nesses dois.

Se a sua hospedagem em Curaçao não for all inclusive, vale seguir a mesma lógica que usamos na Cas Abao Beach: praias com restaurante próprio costumam ter cardápio simples (hambúrguer, batata, porção de peixe) com preço em florim, sempre mais em conta do que restaurante de resort. É uma boa alternativa pra quem quer economizar sem abrir mão de comer perto da água.

Quanto custa uma viagem a Curaçao

Boa notícia pra quem tem medo do Caribe pesar no bolso: as praias de Curaçao são baratas ou até gratuitas. A entrada mais cara que pagamos, na Cas Abao, é cobrada por carro e compensa pela estrutura. O resto do gasto de praia ficou em detalhes pequenos, como mostra a tabela abaixo.

ItemValor
Entrada e estacionamento Kenepa GrandiGratuito
Entrada Playa Piskado + banheiroUS$ 1 (banheiro). Faixa confirmada em 2026 por relatos recentes de visitantes e guias locais, sem tabela oficial publicada
Aluguel snorkel (2 cadeiras + guarda-sol) na PiskadoUS$ 10 (negociado, tabela era US$ 12). Faixa de US$ 10 a 12 (ou 20 florins/Caribbean Guilder) ainda confirmada em 2026
Entrada Cas Abao Beach (por carro)Cobrada na entrada. Confirmado 2026, fonte oficial casabaobeach.com: US$ 6 por carro de segunda a sábado, US$ 7 aos domingos e feriados (até 4 pessoas)
Hambúrguer simples no restaurante da Cas Abao12,50 florins
Combo com batata na Cas Abao17,50 a 26 florins
Trecho aéreo Santiago-Curaçao (executiva Copa Dreams, milhas Azul)R$ 573 por pessoa
Trecho aéreo Curaçao-Panamá (econômica Copa, milhas Azul)R$ 430 por pessoa
Aluguel de carro econômico (Sixt, referência 2026)US$ 45 a 57 por dia, segundo agregadores como Kayak e Skyscanner
Diária Mangrove Beach Resort, casal, all inclusive (referência 2026)US$ 317 a 352, segundo site oficial da Hilton e Expedia

A maior economia da nossa parada, porém, veio na hospedagem: reservar o Mangrove Beach Resort pelo hoteis.com em vez do site oficial da Hilton saiu quase R$ 1.000 mais barato, ainda rendeu 1 noite grátis do programa Hilton Rewards e mais 10% de cashback em libra esterlina, sem perder a pontuação normal no Hilton Honors. Vale sempre comparar o preço em mais de um canal antes de fechar a reserva de um resort all inclusive, mesmo quando ele pertence a uma rede grande como a Hilton.

Pra gastar em florim, dólar e o que mais aparecer pela frente

Numa viagem que passa por moeda local e dólar no mesmo dia, como foi o nosso caso em Curaçao, faz diferença ter um cartão internacional sem taxa escondida em cada conversão. É pra isso que existe o cartão da Wise: você carrega em real e paga lá fora na cotação real, sem surpresa na fatura.

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Erros e aprendizados

  • Leve sapato aquático de casa. O fundo de pedra da Kenepa Grandi torna a entrada na água bem mais difícil sem ele, e não tem pra alugar em toda praia.
  • Leve sua própria máscara e snorkel. A água de Curaçao é boa demais para mergulho livre pra depender de equipamento alugado de última hora.
  • Negocie o aluguel de cadeira e guarda-sol. Conseguimos baixar de 12 para 10 dólares só perguntando, no quiosque da Playa Piskado.
  • Chegue cedo nas praias gratuitas. Às 9h55 ainda achamos vaga fácil na Kenepa Grandi, mas o estacionamento enche ao longo do dia.
  • Reserve os restaurantes temáticos com antecedência. Frutos do mar e churrasco no Mangrove exigem reserva, e a agenda fecha rápido num resort cheio.
  • Fique de olho no prato no restaurante principal do resort. Os pombos avançam assim que a mesa fica sem vigilância, mesmo com a equipe se esforçando pra limpar rápido.
  • Compare o preço do hotel em mais de um canal. Reservar por fora do site oficial da rede rendeu quase R$ 1.000 de economia sem perder pontuação no programa de fidelidade.
  • Não deixe a logística de milhas comer todo o seu tempo de praia. Como o roteiro foi montado em cima da disponibilidade de assento premiado, sobrou pouco tempo pra descer até Willemstad, algo que faria diferente numa próxima viagem com mais folga de datas.

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Perguntas frequentes

Qual a melhor praia de Curaçao?

Para nós, a Cas Abao Beach, com a maior faixa de areia, melhor estrutura e a melhor experiência de snorkeling que já tivemos em qualquer praia.

Onde ver tartarugas de verdade em Curaçao?

Na Playa Piskado, onde os pescadores locais jogam sobra de peixe na água e atraem várias tartarugas para perto da praia. Chegamos a ver 4 de uma vez.

Precisa de sapato aquático nas praias de Curaçao?

Na Kenepa Grandi, sim, o fundo tem bastante pedra. Nas outras praias que visitamos, Playa Piskado e Cas Abao, não foi tão necessário.

O Mangrove Beach Resort vale a pena?

Vale pela estrutura, localização e praia particular, mas é preciso saber de antemão do problema recorrente com pombos na hora das refeições no restaurante principal, algo que já aparece em outras avaliações do resort no TripAdvisor e no Booking. No conjunto, o saldo ficou positivo: os pontos fortes (praia calma, ambiente silencioso à noite, café da manhã com bons pães) pesaram mais do que os problemas pontuais na nossa avaliação final.

A praia do resort é boa para criança pequena?

Sim, a água no raso é transparente e quase não tem onda, o que facilita bastante para famílias com crianças pequenas, como foi o nosso caso com o Samuel.

Qual moeda usar em Curaçao, dólar ou florim?

As duas circulam sem problema. Pagamos em dólar no aluguel de snorkel e no banheiro da Playa Piskado, e em florim antilhano no restaurante da Cas Abao Beach. Atualização 2026: o florim antilhano (ANG) está sendo substituído pelo Caribbean Guilder, com a mesma paridade fixa ao dólar (US$ 1 = 1,79), então o dólar americano continua sendo a moeda mais prática pra quem visita a ilha.

Quantos dias ficar em Curaçao?

Nossa parada foi curta, ditada pela disponibilidade de milhas dentro de um roteiro maior por 4 países. Para quem tem mais liberdade de datas, o ideal são pelo menos 3 noites cheias, dando tempo de conhecer as praias da costa oeste, aproveitar o resort e ainda sobrar uma tarde para Willemstad.

Curaçao tem voo direto do Brasil?

Sim, a Azul voa direto para Curaçao, inclusive com resgate em milhas TudoAzul. Em 2026, essa rota direta sai de Belo Horizonte (CNF), com até 4 frequências semanais (segundas, quartas, sextas e sábados), confirmado no site oficial da Azul. No nosso caso, chegamos por uma rota diferente, vindo do Chile com conexão no Panamá, por causa da disponibilidade de assento premiado naquela data, mas quem parte direto de Belo Horizonte não precisa desse tipo de quebra-cabeça de conexões.

Curaçao é seguro para viajar com criança pequena?

Na nossa experiência, sim. As praias que visitamos têm mar calmo e raso perto da areia, a estrutura de resort facilita bastante o dia a dia com criança pequena, e a ilha, por ficar fora da rota mais castigada por furacões, costuma ter clima estável durante boa parte do ano.

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