Skyline de Santiago do Chile ao entardecer com a Cordilheira dos Andes ao fundo

Santiago do Chile: o Roteiro Completo da Nossa Passagem

Fomos pro Chile de executiva da LATAM usando milhas, com o Sam ainda bebê no colo, e o destino virou parte de um roteiro bem maior que passou por Curaçao, Panamá e voltou pra Brasília depois. Santiago não foi a viagem inteira, foi um pedaço dela, mas deu tempo pra subir no mirante mais alto da América do Sul, andar pelo maior shopping da América Latina, provar comida de rua chilena e encarar uma excursão de van com mais de 40 curvas até a neve. Separei aqui tudo o que vivemos por lá, com preço real, o que valeu e o que não valeu, além do contexto histórico e geográfico da cidade pra quem está pensando em ir.

Neste guia você vai encontrar: por que Santiago entrou no meio de um roteiro de milhas por 4 países, quanto tempo realmente ficamos por lá, como chegar do aeroporto até o bairro certo pra se hospedar, o mirante que vale acordar cedo pra visitar, a excursão pra Cordilheira dos Andes, onde comemos, quanto pagamos em cada coisa e os erros que a gente cometeu no caminho.

Resumo rápido de Santiago do Chile

  • Quantos dias: pelo menos 2 dias cheios, possivelmente 3 (escala dentro de rota de milhas por 4 países, não viagem dedicada só à cidade)
  • Onde ficamos: Pullman El Bosque, bairro de Las Condes, ao lado do Sky Costanera
  • Não perca: Sky Costanera (chegue antes das 10h pra pegar sem fila) e a excursão de van até o Valle Nevado
  • Moeda: peso chileno (CLP), cotação em torno de R$ 0,0057 por CLP em agosto de 2026
  • Documentação: Chile fica fora do Espaço Schengen (que é europeu), regras de visto e seguro viagem são diferentes das da Europa

Sumário

Por que Santiago entrou no roteiro

Santiago não foi escolhida só pela vontade de conhecer. O motivo real e estratégico foi outro: os voos saindo do Chile costumam ter tarifa award de executiva bem mais barata para quem resgata passagem com milhas. Foi essa combinação, vontade de conhecer o país somada à economia real na passagem, que colocou a capital chilena no meio de uma viagem que também passou por Curaçao e Panamá antes de voltar pra Brasília.

Vale contextualizar por que Santiago é um ponto tão relevante no mapa da América do Sul, mesmo sem ter sido esse o foco da nossa ida. A cidade foi fundada em 12 de fevereiro de 1541 pelo conquistador espanhol Pedro de Valdivia, aos pés do Cerro Santa Lucía, com o nome original de Santiago del Nuevo Extremo. Hoje é a capital do Chile e a maior cidade do país, sede do governo e do Congresso Nacional (que na prática funciona em Valparaíso, mas Santiago concentra o Executivo e a maior parte da vida política e econômica chilena).

Geograficamente, Santiago fica numa bacia cercada de montanhas, com a Cordilheira dos Andes de um lado e a Cordilheira da Costa do outro, a cerca de 520 metros de altitude. É essa moldura de montanhas visível de quase qualquer ponto alto da cidade, e principalmente do mirante que visitamos, que dá a Santiago uma identidade bem diferente de outras capitais da região: metrópole grande e moderna, mas cercada de picos nevados boa parte do ano.

Quantos dias ficamos, sendo honesto

Diferente de outros roteiros que já contamos aqui, essa passagem por Santiago não foi uma viagem de férias dedicada só à cidade. Foi uma escala relativamente curta dentro de uma rota maior de 4 países, moldada pela disponibilidade de assento premiado em milhas, aquela tarifa mais barata que as companhias liberam em datas específicas. Não anotamos o número exato de noites, mas entre check-in no hotel, manhã inteira no Sky Costanera, tarde de compras na Costanera Center, duas idas a restaurantes diferentes e um dia inteiro de excursão até o Valle Nevado, deu pra perceber que foram pelo menos 2 dias cheios em Santiago, possivelmente 3.

Se você está planejando ir com mais tempo do que a gente teve, a recomendação honesta é: 3 noites já dão pra fazer tudo o que fizemos com folga, sem correr contra o relógio entre o mirante e a excursão pra neve. Com 4 ou 5 noites sobra tempo pra explorar bairros que a gente não chegou a visitar, como o centro histórico e o Cerro San Cristóbal, que vou contextualizar mais adiante.

Como chegamos: executiva LATAM com milhas

Voamos no 787 da LATAM em classe executiva, resgatando a passagem com milhas LATAM Pass. Foi a nossa terceira cabine premium naquela sequência de viagens, e o Sam, ainda bebê, dormiu cerca de 1h30 durante o trajeto, o que ajudou bastante. Nem tudo foi perfeito: o café da manhã servido a bordo foi fraco, a tela de entretenimento travou no meio do voo e o braço da poltrona estava com um problema mecânico. O amenity kit também era o padrão simples da Gol/LATAM, sem nada muito especial pra quem espera um mimo extra de cabine premium.

Rudi e Carol com Samuel bebê na cabine executiva da LATAM rumo ao Chile
A família completa na cabine executiva do 787 da LATAM, com o Sam ainda bebê.

No comparativo com outras trechos da mesma viagem, essa executiva LATAM Brasil-Chile custou por volta de R$ 1.155 por pessoa em taxas de embarque e diferença de tarifa, resgatada com milhas LATAM Pass, dentro de um pacote maior que somou 6 voos e 4 cabines executivas em 4 países diferentes. Foi uma das etapas mais caras em taxas, mas também uma das mais confortáveis do roteiro inteiro, mesmo com os probleminhas do voo.

Tela de entretenimento travada na executiva da LATAM durante o voo para o Chile
A TV que travou no meio do voo, um dos pontos fracos dessa executiva.

O aeroporto de Santiago se chama Aeroporto Internacional Arturo Merino Benítez (código SCL), localizado na comuna de Pudahuel, a cerca de 20 quilômetros do centro da cidade. É o principal hub aéreo do Chile e um dos mais movimentados da América do Sul, com terminal reformado e ampliado nos últimos anos para dar conta do crescimento do turismo no país.

Do aeroporto até o hotel, no bairro de Las Condes

Do aeroporto até o centro, o taxi custou 30.800 pesos chilenos (CLP), cerca de R$ 154. Checagem de agosto de 2026: a faixa oficial de tarifa fixa por comuna pros táxis autorizados do aeroporto até Las Condes está entre 29.000 e 38.000 CLP, então o valor que pagamos ainda está dentro do que se paga hoje. Ficamos hospedados no Pullman El Bosque, no bairro de Las Condes, depois de já termos ficado em outro hotel numa viagem anterior ao Chile. Gostamos muito da localização dessa vez: bairro tranquilo pra caminhar de dia e de noite, com vários restaurantes por perto e literalmente ao lado do mirante Sky Costanera, o que facilitou demais a logística com criança pequena.

Rudi dormindo na poltrona reclinada da executiva LATAM rumo ao Chile
Aproveitando a poltrona reclinada da executiva LATAM depois de uma viagem cansativa.

Las Condes é um dos bairros mais nobres de Santiago, parte do que os moradores locais chamam informalmente de “Sanhattan”, a área de arranha-céus, escritórios e shoppings de luxo que concentra boa parte do polo financeiro da cidade, uma referência direta a Manhattan pelo perfil vertical do bairro. É uma região bem diferente do centro histórico, mais moderna e planejada, com ruas largas e comércio recente, o oposto do traçado colonial do centro antigo fundado por Pedro de Valdivia.

Vale reforçar que só ficamos hospedados em Las Condes nessa passagem, então as outras opções de bairro abaixo vêm de contexto pesquisado sobre a cidade, não de estadia própria da família em cada uma delas. Para quem está decidindo onde ficar em Santiago, algumas opções de bairro, cada uma com um perfil bem diferente:

  • Las Condes, onde ficamos: moderno, seguro, perto do Sky Costanera e da Costanera Center, ótimo pra quem viaja em família e quer praticidade.
  • Providencia, bairro vizinho: mistura prédios residenciais com uma vida de rua mais intensa, boa opção intermediária entre conforto e movimento.
  • Bellavista e Lastarria, no centro: bairros mais boêmios e históricos, com casas coloridas, restaurantes e vida noturna, incluindo a região onde fica a La Chascona, uma das casas do poeta Pablo Neruda transformada em museu.
  • Centro histórico, ao redor da Plaza de Armas: concentra os prédios mais antigos da cidade, incluindo o Palácio de La Moneda, sede do governo chileno construída entre 1784 e 1805 pelo arquiteto italiano Joaquín Toesca. O palácio carrega um peso histórico importante na memória recente do país: foi bombardeado durante o golpe militar de 11 de setembro de 1973, um dos episódios mais marcantes da história política chilena do século 20.

Como se locomover em Santiago

Além do taxi que usamos do aeroporto até o hotel, Santiago tem uma rede de transporte público bem estruturada, algo que vale contextualizar mesmo sem termos usado no dia a dia por causa do bebê. O Metro de Santiago, inaugurado em 1975, foi o primeiro sistema de metrô do Chile e hoje é um dos mais extensos da América do Sul, com várias linhas cortando a cidade de ponta a ponta, incluindo estações que passam perto de Las Condes e do centro histórico. O acesso ao metrô e aos ônibus da cidade é feito pelo cartão bip!, recarregável, o mesmo sistema usado pra integrar as duas formas de transporte. Checagem de agosto de 2026 (fonte oficial metro.cl): a tarifa do metrô varia por horário, 735 CLP no horário bajo, 815 CLP no valle e 895 CLP no punta (hora de pico); o ônibus custa 795 CLP; e o próprio cartão bip! custa 1.550 CLP, sem contar a recarga.

Pra quem viaja com criança pequena como a gente, taxi e aplicativos de transporte tendem a valer mais a pena do que enfrentar o metrô lotado em horário de pico, mas pra trajetos mais longos dentro da cidade, fora do horário de rush, o metrô costuma ser rápido e mais barato que o carro. Uber e apps similares também funcionam normalmente na cidade e foram a opção que usamos pra chegar ao aeroporto na saída rumo ao próximo destino da viagem.

Sky Costanera: vale chegar antes da abertura

O ingresso do Sky Costanera, o mirante mais alto da América do Sul, custou 36.000 CLP para 2 adultos, cerca de R$ 190. Alerta pra quem for depois da gente: o preço subiu bastante desde então. Checagem de agosto de 2026, direto no site oficial skycostanera.cl: o ingresso hoje custa 25.000 CLP por adulto no horário diurno ou 30.000 CLP no horário Sunset (entrada entre 16h e 18h), o que dá entre 50.000 e 60.000 CLP para 2 adultos, praticamente o dobro do que pagamos. O horário de funcionamento continua o mesmo, todos os dias das 10h às 22h, com última entrada às 21h. Chegamos bem cedo, antes do horário oficial de abertura às 10h. A vantagem foi ter o espaço praticamente vazio pra gente, dava pra caminhar em volta das janelas com calma e sem fila pra foto; a desvantagem foi o reflexo forte do vidro nesse horário, que atrapalha bastante quem quer tirar foto ou filmar a cidade lá embaixo.

O mirante fica no topo da Gran Torre Santiago, com cerca de 300 metros de altura e 64 andares, considerado por muito tempo o arranha-céu mais alto da América do Sul, projeto do escritório do arquiteto argentino César Pelli, o mesmo por trás das Torres Petronas, na Malásia. O prédio é o coração do complexo Costanera Center, inaugurado em etapas a partir de 2012, que também reúne o shopping, hotéis e escritórios, e virou uma espécie de novo símbolo do skyline de Santiago, visível de praticamente qualquer ponto alto da cidade, inclusive do próprio Sky Costanera.

Vista da Costanera Center em Santiago do Chile com a Cordilheira dos Andes ao fundo
A Costanera Center vista de longe, com a Cordilheira dos Andes servindo de moldura no horizonte.

Costanera Center: o maior shopping da América Latina

O shopping Costanera Center, que fica no mesmo complexo do mirante, é considerado o maior shopping da América Latina em área construída, com 7 andares de lojas, praça de alimentação grande e uma mistura de marcas internacionais com lojas chilenas locais. Adendo de checagem, agosto de 2026: esse título de “maior da América Latina” não é consenso hoje. Fontes levantadas na revisão apontam o Shopping Aricanduva, em São Paulo, com área construída maior (entre 423 mil e 440 mil m², contra cerca de 197 mil a 268 mil m² citados pro Costanera Center dependendo da fonte). Mantemos aqui a informação como era amplamente divulgada na época da nossa visita, mas vale saber que o ranking é disputado. Reparamos que a Zara de lá tem mais variedade de roupa infantil e muitas peças com preço melhor do que encontramos no Brasil, o que vale a pena conferir se você estiver viajando com criança pequena junto, como foi o nosso caso com o Sam.

Pra quem gosta de fazer compras em viagem, o shopping funciona bem como programa de tarde inteira: dá pra almoçar na praça de alimentação, subir pro Sky Costanera no fim da tarde pra pegar o pôr do sol (com menos reflexo no vidro do que de manhã) e ainda sobrar tempo pra passear pelas lojas antes de fechar.

Cerro San Cristóbal: o outro mirante da cidade

Um ponto importante de deixar claro aqui: não subimos ao Cerro San Cristóbal nessa passagem por Santiago, então o que vem a seguir é contexto pesquisado pra ajudar quem está planejando a viagem, não relato de experiência própria da família. O Cerro San Cristóbal é o segundo ponto mais alto de Santiago, com cerca de 880 metros de altitude, dentro do Parque Metropolitano, um dos maiores parques urbanos da América do Sul. No topo fica a estátua da Virgen de la Inmaculada Concepción, instalada em 1908, e o acesso mais tradicional é por um funicular que opera desde 1925, um dos mais antigos ainda em funcionamento no continente. Atualização de agosto de 2026: a entrada do Parque Metropolitano em si é gratuita, só os atrativos mecanizados (funicular, teleférico, vagão/trem) são pagos à parte, e em fevereiro de 2026 foi inaugurado um novo teleférico no parque, com capacidade pra 800 pessoas, ampliando o acesso ao topo do cerro. Não conseguimos confirmar na fonte oficial (parquemet.cl) o valor exato de cada atrativo pra 2026 no momento dessa checagem, então esse dado fica como não confirmado.

Diferente do Sky Costanera, que é um mirante fechado no topo de um arranha-céu, o Cerro San Cristóbal é um parque a céu aberto, com trilhas, um zoológico e piscinas públicas na base, além de vista da cidade de um ângulo bem diferente do que vimos lá de cima da torre. Se sua viagem tiver mais dias do que a nossa teve, vale considerar incluir os dois mirantes no roteiro, já que mostram a cidade de perspectivas bem distintas.

Onde comemos em Santiago

Provamos o sanduíche clássico chileno com abacate no Cassis Café, e pra ele pedimos um bowl de creme de banana com chia, coco e amêndoas por 42.350 CLP, cerca de R$ 226, que estava uma delícia. Também fomos ao Mestizo, onde as porções são generosas: um crepe com filé, cogumelos e molho branco que sozinho já daria pra 5 pessoas dividirem.

Uma bebida típica que experimentamos foi o Mote con Huesillo, servido gelado e sem álcool, feito com trigo cozido e pêssego desidratado num caldo caramelado, por 2.000 CLP, cerca de R$ 10,70. É diferente de tudo que a gente costuma beber no Brasil, uma mistura de textura de grão com doce de fruta, e vale muito a experiência pra quem gosta de provar comida de rua local.

Outro ponto de referência gastronômica de Santiago que não visitamos, mas vale registrar como contexto: o Mercado Central, um mercado de frutos do mar erguido numa estrutura de ferro inaugurada em 1872, um dos points mais tradicionais da cidade pra quem quer comer peixe fresco num ambiente histórico.

Peso chileno, dólar e real na mesma viagem

Nessa mesma rota a gente pagou em peso chileno em Santiago e ainda usou dólar em outra etapa da viagem, fora o real do Brasil. Quando a moeda muda de país pra país assim, cartão internacional sem taxa escondida faz muita diferença na hora de fechar a conta no fim da viagem.

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Valle Nevado: mais de 40 curvas e o remédio caseiro pro enjoo

Fizemos uma excursão de van até o Valle Nevado, na Cordilheira dos Andes, subida que tem mais de 40 curvas e leva cerca de 1h30 de trajeto. O Sam apagou logo no início do passeio, e o Rudi, que enjoa fácil em estrada com curva, aguentou bem. O remédio caseiro que sempre funciona pra enjoo de estrada, e que usamos de novo dessa vez: uma lata de Coca-Cola gelada.

Valle Nevado nasceu de um projeto franco-chileno inspirado em estações de esqui francesas como Les Arcs, e abriu as pistas em junho de 1988. A base fica a 3.025 metros de altitude, com a área esquiável se estendendo entre 2.860 e 3.670 metros, o que garante neve mais confiável do que em outras estações da região e explica por que virou um destino de esqui procurado internacionalmente, inclusive por esquiadores do hemisfério norte que buscam neve no inverno deles, que é justamente a época de verão no Brasil. Como o Chile fica no hemisfério sul, as estações são invertidas em relação às do Brasil: inverno de junho a agosto, temporada mais fria e quando a neve aparece nas montanhas; verão de dezembro a fevereiro, quente e seco na cidade.

Checagem de agosto de 2026, direto no site oficial vallenevado.com: pra quem quiser repetir só o passeio de teleférico/gôndola, sem esquiar, o ingresso do dia custa entre 47.500 CLP (dia de semana) e 56.000 CLP (fim de semana/alta temporada). Lá em cima, pegamos o teleférico até os 3.000 metros de altitude, com direito a placa de “Bienvenidos a los 3.000 mts” pra foto. A vista da Cordilheira dos Andes de lá de cima é impressionante, montanha atrás de montanha até onde a vista alcança, e fechamos o passeio vendo o pôr do sol em Farellones, uma vila de montanha no caminho de volta pra Santiago, com casinhas de madeira e um clima bem diferente do resto da cidade.

O quebra-cabeça de milhas por trás da rota

Depois de Santiago, a viagem seguiu por mais 3 trechos: de executiva Copa Dreams até Curaçao, com uma conexão de 1 hora no Panamá, depois de volta pro Panamá em classe econômica pra ficar 1 dia por lá, e por fim de volta pra Brasília numa executiva mais simples, que a gente já chamou aqui de executiva “fake” porque tecnicamente é a cabine premium, mas com poltrona que não reclina totalmente e TV antiga.

O motivo de ter ficado só 1 dia no Panamá, por exemplo, não foi escolha de roteiro: foi porque a tarifa award de executiva pra completar a viagem só estava disponível numa data específica por ali. É assim que funciona esse tipo de roteiro: a disponibilidade de assento premiado com milhas determina, na prática, onde você consegue voar e quando, muito mais do que a vontade de ficar mais ou menos dias em cada lugar. Ao todo, essa viagem de 4 países usou 44.700 milhas Smiles, 157.293 milhas LATAM Pass e 319.800 milhas Azul, somando 6 voos e 4 cabines executivas.

Quanto custa: nossos investimentos reais em Santiago

Separando só os gastos que tivemos dentro de Santiago, sem contar a passagem aérea (que já foi resgatada com milhas e detalhada acima), o total ficou relativamente baixo pra uma cidade grande e cara como a capital chilena. Isso mostra que dá pra fazer um roteiro rico em Santiago sem gastar uma fortuna em atrações e comida, desde que você escolha bem o que vale o ingresso e o que pode ficar de fora.

ItemValor
Taxi aeroporto → hotel30.800 CLP (~R$ 154)
Passagem executiva LATAM (por pessoa, taxas e diferença de milhas)~R$ 1.155
Ingresso Sky Costanera, 2 adultos36.000 CLP (~R$ 190)
Bowl no Cassis Café42.350 CLP (~R$ 226)
Mote con Huesillo2.000 CLP (~R$ 10,70)
Uber até o aeroporto rumo ao próximo destinoUS$ 32,56

Se você for montar seu próprio roteiro, dá pra economizar ainda mais evitando o taxi do aeroporto (existe opção de transfer compartilhado mais barato) e comendo em lugares um degrau abaixo dos que escolhemos, que já são restaurantes de nível médio a médio-alto pro padrão chileno. O ingresso do Sky Costanera é praticamente fixo, então esse valor não muda muito independente de como você organiza o resto do orçamento.

A passagem que custa uma fração do preço normal existe de verdade

Um exemplo real: em julho de 2026 saiu um alerta de Fortaleza para Madrid por R$ 1.291,17 em econômica, usando milhas aéreas compradas com desconto. O mesmo tipo de alerta sai toda semana pro Chile e dezenas de outros destinos da América do Sul.

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Erros que cometemos e aprendizados pra quem for depois

Nem tudo saiu perfeito nessa passagem por Santiago, e vale registrar com honestidade o que a gente faria diferente numa próxima ida, além do que valeu de verdade a pena.

As boas dessa passagem pelo Chile

  • Tarifa award mais barata saindo do Chile. Foi o principal motivo estratégico de incluir o destino no roteiro de milhas.
  • Sky Costanera cedo, sem fila. Chegar antes da abertura garantiu o espaço praticamente vazio pra gente.
  • Zara com mais variedade infantil. Vale a compra pra quem viaja com criança pequena, como fizemos com o Sam.
  • Valle Nevado vale a excursão. Mesmo com a subida de curvas, a vista dos 3.000 metros compensa.
  • Hotel bem localizado em Las Condes. Perto do mirante, com restaurantes ao redor e ruas tranquilas pra caminhar com bebê.

O que não foi tão bom

  • Executiva LATAM com detalhes falhos. Café da manhã fraco, TV travada e braço de poltrona com problema mecânico no trecho de ida.
  • Reflexo no vidro do Sky Costanera de manhã. Atrapalha bastante quem quer fotografar ou filmar a cidade lá de cima logo na abertura.
  • Subida de curva pro Valle Nevado. Mais de 40 curvas em 1h30 de trajeto, difícil pra quem enjoa fácil em estrada de montanha.
  • Roteiro curto demais pra cidade tão grande. Com mais tempo, teria dado pra incluir o Cerro San Cristóbal e o centro histórico, que ficaram de fora.

O principal aprendizado, olhando em retrospecto, é que quando o roteiro é ditado pela tarifa award disponível, e não pela vontade de ficar mais ou menos tempo num lugar, o ideal é já entrar na viagem sabendo que vai faltar tempo pra algumas coisas. Escolher bem o que é prioridade, no nosso caso o mirante e a excursão pra neve, valeu mais a pena do que tentar encaixar tudo às pressas.

Perguntas frequentes sobre Santiago do Chile

Por que vale a pena voar de executiva saindo do Chile?

Os voos saindo do Chile costumam ter tarifa award de executiva mais barata, o que gera uma economia real pra quem quer viajar com conforto usando milhas. Foi esse o motivo estratégico que colocou Santiago no meio do nosso roteiro por 4 países.

Vale a pena a excursão pro Valle Nevado?

Vale, mesmo com a subida de mais de 40 curvas. A vista da Cordilheira dos Andes a 3.000 metros de altitude compensa o desconforto do trajeto, e a base a 3.025 metros garante neve mais confiável que em outras estações da região.

Qual o melhor horário pra ir no Sky Costanera?

Chegar um pouco antes do horário oficial de abertura (10h) garante o espaço bem mais vazio, embora o reflexo do vidro fique mais forte nesse horário. Se preferir evitar o reflexo, vale considerar o fim da tarde, próximo do pôr do sol.

Quantos dias são recomendados pra conhecer Santiago?

Nossa passagem foi curta, entre 2 e 3 dias, por causa da lógica de milhas do roteiro. Pra quem tem mais liberdade, o recomendado é pelo menos 3 noites pra fazer o que fizemos com calma, e 4 a 5 noites se quiser incluir o Cerro San Cristóbal e o centro histórico.

Qual moeda usar em Santiago?

O peso chileno (CLP) é a moeda oficial e o que usamos em quase todos os gastos na cidade, do taxi ao restaurante. Pra referência, em agosto de 2026 a cotação girava perto de R$ 0,0057 por CLP (ou aproximadamente R$ 5,70 a cada 1.000 pesos chilenos), mas câmbio varia bastante de um dia pro outro, então vale sempre conferir a cotação do dia antes de embarcar. Como essa viagem passou por vários países com moedas diferentes, um cartão internacional sem taxa escondida ajuda bastante a não perder dinheiro na conversão.

Qual bairro é melhor pra se hospedar em Santiago com criança pequena?

Ficamos em Las Condes e recomendamos: bairro moderno, seguro, com ruas tranquilas pra caminhar com bebê e a poucos passos do Sky Costanera e da Costanera Center.

O Chile faz parte do Espaço Schengen?

Não. O Chile é um país sul-americano fora do Espaço Schengen (que é europeu), então as regras de visto e seguro viagem são diferentes das exigidas pra Europa. Vale sempre confirmar a documentação de entrada mais atual e contratar um seguro viagem internacional próprio pra América do Sul antes de embarcar, mesmo sendo um trecho relativamente curto dentro de uma rota maior como foi a nossa.

Qual a melhor época pra ir a Santiago?

Como o Chile fica no hemisfério sul, as estações são invertidas em relação às do Brasil. O verão (dezembro a fevereiro) é quente e seco na cidade, bom pra passear a pé e subir no Sky Costanera com dia claro. Já o inverno (junho a agosto) é a época de neve na Cordilheira, ideal pra quem quer repetir nossa excursão até o Valle Nevado.

Como seguiu o roteiro depois do Chile?

De Santiago voamos em executiva Copa Dreams até Curaçao, com conexão de 1 hora no Panamá. Depois voltamos pro Panamá pra ficar 1 dia e seguimos pra Brasília. Já contamos essa parte da viagem no post sobre quanto custou a viagem de executiva por 4 países.

Santiago acabou sendo uma das paradas mais equilibradas dessa viagem: deu tempo de ver a cidade de cima, provar comida local, ir até a neve na Cordilheira dos Andes e ainda aproveitar o conforto da executiva pra dar uma folga pro Sam pequeno. Se você está pensando em incluir o Chile num roteiro de milhas, vale muito a pena, principalmente pela tarifa award mais em conta que costuma sair de lá.

Quer um roteiro assim, mas sem montar tudo sozinho?

A gente monta viagens internacionais com milhas do jeito que fizemos essa, incluindo Chile, aproveitando tarifa award, cabine premium e roteiro pensado pra família com criança pequena. Fale com a nossa equipe e conta pra gente o destino que você quer conhecer.

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