Esse foi o nosso primeiro cruzeiro em família. Embarcamos em Fort Lauderdale no Liberty of the Seas, da Royal Caribbean, como parte de uma viagem maior para Orlando com o Sam. Foram 4 noites de bordo, com uma parada em Nassau e um dia inteiro na ilha privativa da Royal nas Bahamas. Esse guia reúne tudo que a gente aprendeu na prática: como escolher e comprar o cruzeiro certo gastando menos, o que esperar do embarque, como é o navio por dentro, a diferença entre os dias no mar e os dias em terra, o que fazer com criança a bordo, onde comer, quanto custa de verdade e os erros que cometemos para você não repetir.
Se você está pesquisando o Liberty of the Seas, pensando no seu primeiro cruzeiro da Royal Caribbean ou só tentando entender se vale a pena levar criança pequena num navio desses, esse roteiro completo junta o review sincero que fizemos dia por dia a bordo com toda a pesquisa de economia que fizemos antes de fechar a reserva.
Resumo rápido do roteiro
- Navio: Liberty of the Seas, Royal Caribbean
- Duração: 4 noites
- Porto de embarque: Fort Lauderdale, Flórida (EUA)
- Portos visitados: Nassau (Bahamas) e a ilha privativa da Royal Caribbean nas Bahamas
- Cabine: Interna com vista para o mar, deck 2, para 3 adultos e 1 criança
- Quando fomos: janeiro, dentro de uma viagem maior para Orlando
Neste roteiro:
- Por que fazer um cruzeiro em família
- Como escolher o cruzeiro certo (e pagar menos por ele)
- Embarque: check-in antecipado, raio-X e o treinamento de segurança
- O navio Liberty of the Seas por dentro
- Dias no mar vs. Bahamas: Nassau e a ilha privativa
- Atividades com criança a bordo
- Onde comer no navio
- Quanto custa um cruzeiro assim
- Erros e aprendizados desse cruzeiro
- Como comprar mais barato: a série completa que fizemos
- As boas desse cruzeiro
- Perguntas frequentes
Por que fazer um cruzeiro em família
A gente decidiu encaixar o cruzeiro dentro de uma viagem maior para Orlando justamente porque um navio resolve, de uma vez só, um problema clássico de viagem com criança pequena: a logística. Em vez de trocar de hotel a cada dois ou três dias, arrastando mala e organizando transporte para cada trecho, você desfaz a mala uma vez só e o próprio navio se move enquanto todo mundo dorme. De manhã você acorda em um lugar diferente, sem ter feito nada além de dormir.
Tem também o fator estrutura. Um navio como o Liberty of the Seas concentra piscina, tobogã, área infantil, teatro, academia, patinação no gelo e várias opções de comida no mesmo lugar, o que significa que, mesmo num dia de chuva ou de mar mais agitado, sempre tem alguma coisa para fazer sem precisar sair. Para quem viaja com criança pequena, isso reduz muito aquela ansiedade de “e se ela enjoar do passeio no meio do caminho”, porque o passeio inteiro está dentro do próprio hotel flutuante.
E existe o lado financeiro, que só ficou claro depois que a gente pesquisou de verdade: cruzeiro tem uma janela de preço muito elástica. O mesmo tipo de cabine que custa uma fortuna em dezembro pode custar uma fração disso em setembro, ou pode aparecer de última hora por um valor que nem parece real. Isso faz do cruzeiro uma opção interessante tanto para quem tem orçamento apertado e flexibilidade de data quanto para quem só quer somar mais um destino dentro da mesma viagem, como foi o nosso caso, encaixando 4 noites de navio dentro de uma ida para Orlando que já estava planejada.
Como escolher o cruzeiro certo (e pagar menos por ele)
Antes de fechar a reserva, pesquisamos bastante como economizar num cruzeiro, tanto dentro quanto fora do Brasil. Testamos várias estratégias na prática, na tela do computador mesmo, comparando Royal Caribbean, MSC e NCL, e separei aqui tudo que funcionou de verdade.
A primeira coisa mais simples de todas: cadastre seu e-mail nas promoções. Nos sites da Royal Caribbean e da MSC, basta se inscrever para começar a receber tarifas e descontos exclusivos. Muitas vezes você entra no site, navega um pouco, e já aparece um pop-up pedindo o cadastro. Numa dessas promoções da Royal, o próprio site avisava que, só por se inscrever, você recebia automaticamente no e-mail um desconto de até R$ 280 para fechar o cruzeiro.
A segunda estratégia é entender que existem duas janelas de preço bom, e o resto do calendário fica no meio termo caro. Ou você compra com muita antecedência, mais de um ano à frente, aproveitando o desconto de lançamento, ou você compra em cima da hora, dentro da área de “Last Minute Cruise” que a Royal e a NCL abrem para preencher cabine vazia. No site da Royal encontramos cruzeiros de última hora saindo de Miami a partir de R$ 274 e de Orlando a partir de R$ 200, com descontos que na NCL chegam facilmente a 80%. A lógica é a mesma das tarifas award que companhia aérea libera para não deixar um assento de executiva vazio: o custo de operar o navio é praticamente o mesmo com a cabine ocupada ou vazia, só que aqui você paga em dinheiro normal, sem precisar de milhas. É a opção certa para quem tem flexibilidade total de data, por exemplo quem já vai estar na região por causa de uma passagem aérea comprada antes e pode encaixar um cruzeiro curto no meio do roteiro, como fizemos.
O pior momento para comprar, de forma geral, é o meio do caminho: faltando de dois a seis meses, quando a empresa já não está mais dando desconto de lançamento e ainda não chegou na promoção desesperada de última hora. Dezembro, janeiro e as duas semanas em torno da Páscoa costumam ser os períodos mais caros do ano, tanto no Caribe quanto no Mediterrâneo, porque coincidem com férias escolares em vários países ao mesmo tempo. Setembro e outubro, fora da temporada de furacões mais intensa, tendem a ser os meses mais baratos para cruzeiro saindo da Flórida, junto com o início de dezembro, antes do Natal chegar. Outro ponto que vale observar: quanto mais recente for o navio, maior tende a ser o preço, independentemente da época do ano. Navios mais antigos da mesma empresa, com menos atrações a bordo, costumam sair bem mais baratos por noite.
Testamos ao vivo a busca no site da Royal para datas diferentes. Para abril de 2027, mais de um ano e meio à frente, um cruzeiro de 4 noites saindo de Miami aparecia por cerca de R$ 2.000 a R$ 2.100 por pessoa. Já para o final de janeiro e início de fevereiro, evitando o pacote de dezembro e janeiro juntos, achamos o cruzeiro mais barato da lista por R$ 1.700 por pessoa, também 4 noites. E o tipo de navio pesa tanto quanto a época: invertendo o filtro para o valor mais caro, encontramos o Legend of the Seas, com 8 noites, por mais de R$ 12.000 por pessoa, contra os R$ 2.000 do cruzeiro mais simples de 4 noites. Um detalhe que aprendemos pesquisando: depois que você reserva, o preço do mesmo cruzeiro pode continuar caindo, então vale voltar no site de tempos em tempos e, se a categoria da sua cabine ficar mais barata antes do pagamento final, ligar para o atendimento perguntando se dá para refazer a reserva no valor novo ou pelo menos conseguir um crédito a bordo equivalente à diferença.
Em algumas promoções, crianças pagam apenas as taxas portuárias, sem custo pela cabine, foi assim no nosso caso, com o Sam pagando só a taxa do porto. E se você viajar com alguém acima de 55 anos, dá para selecionar isso já no cadastro da Royal Caribbean, e a pessoa paga mais barato ainda. Vale sempre marcar essa opção na hora de preencher os dados de cada passageiro, porque ela não aparece automaticamente se você não sinalizar.
Sobre a cabine: o tipo influencia bastante o preço, na ordem interna (sem janela, a mais barata), externa com vista para o mar, varanda e, por último, as suítes. No nosso caso, a cabine interna estava em R$ 1.243 por pessoa e a com vista para o mar em R$ 1.368, uma diferença menor do que a gente esperava. Uma dica real que testamos ao vivo durante a compra: deixar que o sistema escolha automaticamente a posição exata da cabine dentro da categoria, em vez de escolher manualmente o andar ou a posição no navio, sai mais barato. Se você não faz questão de estar na proa, no meio ou num andar específico, deixe o sistema decidir.
Pesquisando Royal Caribbean, MSC e NCL lado a lado, ficou claro que cada uma tem um perfil de público um pouco diferente, mesmo competindo pelo mesmo bolso do viajante:
| Critério | Royal Caribbean | MSC Cruzeiros | NCL |
|---|---|---|---|
| Perfil de atrações a bordo | Muito forte, foco em estrutura e adrenalina | Elegante, forte em rotas europeias | Informal, sem horário fixo de jantar |
| Status match sem histórico prévio | Não testamos | Sim, testado e aprovado por nós | Não testamos |
| Frequência de ofertas de última hora | Alta | Moderada | Alta |
| Rotas mais fortes | Caribe e EUA | Caribe, Mediterrâneo e Europa | Caribe, Alasca e Europa |
A Royal aposta pesado em estrutura e atração a bordo, o que pesa no preço dos navios mais novos, mas também é o motivo de ter tanta opção de cruzeiro de última hora e de entrada barata nos navios mais antigos da frota. A MSC, de origem italiana, tende a ter tarifas de entrada mais competitivas em rotas do Caribe e principalmente nas rotas europeias e do Mediterrâneo. A NCL trabalha o conceito de “Freestyle Cruising”, sem horário fixo de jantar nem mesa marcada, e também aparece com frequência nas listas de última hora com desconto agressivo. Na prática, para quem está começando e ainda não tem preferência formada, a recomendação sincera é comparar preço pelas datas que interessam para a sua viagem, sem apego a marca. Foi assim que fechamos com a Royal Caribbean dessa vez, não porque é definitivamente melhor que as outras, mas porque bateu com nossa data, nosso orçamento e nosso porto de embarque em Fort Lauderdale.
A dica que mais rendeu para a gente foi o status match. Poucas empresas fazem essa transferência de status entre programas de fidelidade diferentes, mas a MSC faz, e de forma rápida. No site da MSC, você preenche seus dados, seleciona em qual companhia aérea ou rede de hotéis já tem status, e anexa um print comprovando isso. No nosso caso, temos status Platinum na ALL Accor, o programa da rede de hotéis Accor. Preenchemos o nome da rede, o status, a data de emissão do cartão e o número de fidelidade, e anexamos o print mostrando nome, número e status Platinum. Em menos de três dias úteis, fomos aprovados com status Diamond na MSC, mesmo nunca tendo feito um cruzeiro com eles antes. O status Diamond dá desconto de 5%, possibilidade de upgrade de cabine sem custo, sujeito a disponibilidade, e embarque prioritário, entre outras experiências exclusivas. Quanto mais alto for o seu status de origem, maiores tendem a ser os benefícios equivalentes na MSC.
Usamos sites de agências de cruzeiro só para pesquisa e comparação, a compra final é sempre feita direto no site oficial da empresa escolhida. Um deles é a Log Travel, que permite filtrar por destino, mês, empresa, duração e porto de embarque, mostrando o valor de várias companhias ao mesmo tempo, num calendário com os valores separados por data. Na maioria das vezes que comparamos, o preço batia com o valor oficial da própria empresa. O outro é mais focado em ofertas de última hora, com um filtro específico de “oferta de 90 dias” que já mostra os melhores descontos de último minuto, incluindo cruzeiros saindo do Brasil. Usando o filtro de maior desconto percentual, achamos por exemplo um cruzeiro da Costa saindo e voltando por Santos, 3 noites, com 55% de desconto, por R$ 941. Depois de encontrar a oferta, vale sempre conferir se o mesmo desconto aparece direto no site oficial antes de fechar.
Por fim, dois momentos de compra que valem atenção redobrada:
- Black Friday. A Royal Caribbean participa com promoções fortes durante praticamente todo o mês de novembro, e isso vale também para outras empresas, como a MSC.
- O último dia do seu cruzeiro atual. A empresa costuma apresentar uma oferta especial, às vezes até um folheto físico entregue na cabine, para fidelizar o cliente e fechar já o próximo cruzeiro. Geralmente é o menor preço que você vai encontrar para aquela mesma experiência.
- Taxas extras que ninguém mostra de cara. Além do valor da cabine, existem as taxas portuárias obrigatórias, no nosso caso cerca de R$ 755 por pessoa (verificado em agosto de 2026: a Royal Caribbean não publica um valor fixo, mas ofertas oficiais recentes de 4 noites mostram uma faixa de US$ 100 a US$ 145 por pessoa, confirmada só no momento da reserva), e a gorjeta, prática comum em cruzeiros americanos.
Sobre a gorjeta: no fluxo de pagamento da Royal, você pode pagar em reais, parcelado no cartão, já embutida na reserva, ou deixar para pagar em dólar à vista durante o cruzeiro, e a segunda opção sai bem mais cara. A gorjeta não é 100% obrigatória, mas se o atendimento foi bom e não houve nenhum problema sério, o recomendado é pagar. Fechando antecipado, você paga menos e ainda parcela. Valor atual verificado em agosto de 2026, direto na página oficial de FAQ da Royal Caribbean: US$ 18,50 por pessoa, por dia, em cabines interna, externa e varanda, e US$ 21,00 por pessoa, por dia, em suítes.
Embarque: check-in antecipado, raio-X e o treinamento de segurança
Como o cruzeiro sai pela manhã, a gente ficou hospedado na véspera num hotel simples e econômico perto do porto de Fort Lauderdale, reservado pelo Booking, com transfer de van gratuito incluso na diária até o navio no dia seguinte. Jantamos pizza no quarto, e no café da manhã do hotel era tudo bem básico: duas camas de casal, ar-condicionado barulhento no chão, micro-ondas, frigobar grande com freezer e um banheiro surpreendentemente espaçoso, sem carpete no chão, ao contrário do que a gente ia encontrar no navio.
Na manhã seguinte, o ônibus do próprio hotel foi pontual, saiu antes das 10h para o trajeto até o porto, parando pelo caminho para deixar outros hóspedes em outros navios. Chegamos com bastante antecedência, porque tanto o aeroporto de Fort Lauderdale quanto o porto costumam ter trânsito pesado nesse horário.
A dica de ouro aqui é fazer o check-in digital com a máxima antecedência possível. A gente fez com 45 dias de antecedência e já garantiu um horário de entrada mais cedo, às 11h30. Quanto antes você faz esse check-in pelo aplicativo da Royal Caribbean, mais cedo consegue embarcar, e embarcar cedo significa explorar o navio ainda vazio e aproveitar a comida gratuita antes de todo mundo chegar.
Depois de despachar as malas, que só chegam ao quarto horas depois, então leve na mochila tudo que for usar até lá, incluindo o passaporte, passamos pelo raio-X, mostramos o cartão de embarque digital pelo aplicativo e o passaporte, tiramos aquela foto clássica de embarque que a gente nunca acha necessário tirar, e seguimos para o segundo andar do terminal.
O cartão de embarque já indica o seu “muster station”, o ponto de treinamento obrigatório de segurança. O nosso era o B11. O treinamento em si é rápido e simples: orientação de onde ir em caso de emergência, é ali que ficam os barcos salva-vidas, e o aviso de que crianças pequenas precisam usar a pulseira de identificação o tempo todo dentro do quarto. Tem até um vídeo de instrução específico para crianças no próprio aplicativo, caso o Sam precisasse rever depois.
O navio Liberty of the Seas por dentro
A gente não escolheu a cabine específica, deixou a Royal Caribbean sortear, o que sai mais barato, como já expliquei. A única escolha que fizemos foi a categoria: uma cabine interna com vista para o mar, a mais econômica com janela, no deck 2, para 3 adultos e 1 criança. Achar o quarto pela primeira vez foi uma novela à parte: os corredores são enormes e a numeração é decrescente, o que confunde bastante quem está entrando pela primeira vez.
A cabine 2292 tem carpete no chão, ponto negativo para quem não gosta, um armário grande com muitos cabides, mais do que muitos hotéis costumam oferecer, coletes salva-vidas guardados lá dentro, um cofre pequeno em cima, secador de cabelo, ferro e mesa de passar. A cama é bem grande, tipo queen ou king, com cortina que separa o quarto do sofá caso alguém mais durma ali. Levou um tempo para a gente entender o esquema do sofá: ele não vira cama sozinho, existem duas camas extras que descem do teto, cada uma com uma escadinha própria, meio ruim de subir por sinal, usadas quando o quarto tem mais gente do que cabe na cama principal. Como o Sam dormiu com a gente, não precisamos armar a cama extra.
O banheiro é minúsculo, com uma pia bem pequena e um box apertado, desconfortável para quem tem mais de 1,70 m, o Rudi tem 1,77 m e já batia a cabeça no teto do box. Mesmo assim, o chuveiro tem boa pressão e esquenta bem. A janela é fixa, não abre. Um detalhe que ajudou bastante: só existem três tomadas no quarto inteiro, então vale pedir uma extensão na recepção ou já levar a sua, porque a equipe de bordo prontamente trouxe uma extensão quando pedimos.

O Liberty of the Seas impressiona pelo tamanho logo na primeira caminhada pelo navio. No deck superior, tem várias piscinas, uma delas com 1,37 metro de profundidade, incluindo uma piscina aquecida numa área exclusiva para maiores de 18 anos, com vista mais silenciosa para o mar aberto, sem criança gritando por perto. Tem também três jacuzzis, um tobogã aquático grande, parede de escalada, quadra de basquete, mini golfe, pista de corrida que dá a volta completa no navio, uma academia grande e bem equipada com esteiras, bicicletas e área de peso, e até uma capela para quem quiser se casar a bordo.

A pista de patinação no gelo, no Studio B, teve apresentações ao vivo em três sessões ao longo do cruzeiro inteiro. Vale chegar de 20 a 30 minutos antes, porque a fila enche rápido e o espaço, apesar de considerável, não tem tantas cadeiras quanto o teatro principal. E leve uma blusa, porque o ambiente é bem gelado. O teatro principal recebe um musical de cerca de uma hora e meia, e é possível reservar horário pelo aplicativo, embora no nosso caso a fila sem reserva tenha andado mais rápido do que a fila com reserva.
À noite, o navio continua funcionando: as jacuzzis ficam ligadas, o sorvete continua liberado e as piscinas ganham iluminação nas bordas, mesmo com a área infantil fechando por volta das 18h. No terceiro andar, tem uma galeria de arte com leilões ao longo do cruzeiro, além de apresentações musicais e karaokê em horários variados, tudo gratuito e sem reserva. E tem o Royal Promenade, o corredor central com lojas, sorveteria e um vaivém constante de passageiros, uma boa referência para entender o tamanho da estrutura de cada empresa quando você for comparar navios diferentes.

A única parte do navio que não conhecemos direito foi o cassino, porque a gente não joga e, na maioria das vezes, nem é permitido filmar lá dentro.
Dias no mar vs. Bahamas: Nassau e a ilha privativa
Um alerta bem honesto sobre os dias em alto mar: quem diz que navio grande não balança, ou nunca fez cruzeiro que balançou de verdade, ou teve muita sorte. Na nossa primeira noite, o navio fez uma pausa no meio do trajeto, em alto mar, e sentimos bastante enjoo. Veio dor de cabeça forte, um mal-estar que se resolveu só depois de tomar remédio para enjoo e Neosaldina, e dormir cedo demais para conseguir aproveitar a primeira sessão de patinação no gelo daquela noite. Se você enjoa fácil, vale muito levar remédio próprio e não contar com a ideia de que “navio grande não balança”.

Paramos em Nassau, e descemos apenas para caminhar até uma praia pública gratuita, cerca de 10 minutos a pé do porto, passando por hotéis, um McDonald’s e uma Dunkin’ Donuts pelo caminho. A praia é pequena, bonita e com água transparente, mas gelada em janeiro. Vendedores locais ofereciam guarda-sol com quatro cadeiras por 30 dólares o dia inteiro, e como a gente ia ficar só alguns minutos, não valeu a pena pagar. Perto dali fica o Bahamas Beach Club da própria Royal Caribbean, que também é pago à parte, em torno de 60 dólares por pessoa, mas com acesso apenas de barco. Vimos também uma opção de day pass numa praia privativa por cerca de 79 dólares por adulto. Atualização de agosto de 2026: a Royal Caribbean abriu oficialmente o Royal Beach Club Paradise Island em Nassau, um complexo maior e mais caro que o Bahamas Beach Club que conhecemos, com day pass a partir de US$ 129,99 por adulto, direto na página oficial royalcaribbean.com. Se você não faz questão de pisar em Nassau ou de comprar algum passeio pago, provavelmente não vale muito a pena descer: a área do porto é feita basicamente para vender passeio. Preferimos voltar logo para o navio, que ficava bem mais vazio nesse horário, já que boa parte dos passageiros estava em terra.
A ilha privativa da Royal Caribbean, dividida em várias áreas com nome próprio, foi bem diferente. Entramos pela Chill Island, onde tem um barco pirata para as crianças brincarem logo na entrada, e seguimos até a praia dessa mesma área, protegida por corais, com água calma e transparente, ótima para criança pequena, apesar de gelada. Tem armários gratuitos, com senha própria escolhida por você mesmo, e foi ali que deixamos passaportes e cartões guardados com segurança.

A ilha inteira tem várias estações de comida gratuita no mesmo padrão do navio: hambúrguer e taco feitos na hora, literalmente amassando a massa da tortilha ali na frente da gente, milho doce, sanduíche cubano, frango, batata frita, além de sucos de manga e de morango com kiwi. É basicamente a mesma comida repetida em ilhas diferentes espalhadas pelo terreno, mas isso ajuda a não formar fila enorme em um único ponto. No Snack Shack, experimentamos um sanduíche de frango crocante muito bom e uma sobremesa de funnel cake. Seguimos até a Oasis Lagoon, uma piscina enorme conectada a outras áreas, bastante animada, e até a Splashaway Bay, a área infantil com brinquedos de água, chão emborrachado, bem seguro para correr sem escorregar, e tobogãs pequenos, onde o Sam se divertiu bastante escorregando com o Rudi. O parque aquático maior da ilha, as cabanas privativas e as espreguiçadeiras “gourmet” perto da praia são pagos à parte.
É uma ilha grande, com placas de sinalização em todo canto para não se perder, o que ajudou bastante, praças de alimentação, piscinas enormes e área infantil segura. Dá para passar o dia inteiro sem gastar nada além de souvenir ou alguma atração paga à parte, como as bebidas extras vendidas na Oasis Lagoon, que preferimos deixar de lado.

Atividades com criança a bordo
No 12º andar fica o Adventure Ocean, com uma área grande de arcade e uma pista de boliche dupla, mas tudo ali é pago à parte, cobrando por partida. Nesse mesmo andar ficam as salas divididas por faixa etária: 3 a 5 anos, 6 a 8 anos, 9 a 11 anos e 12 a 17 anos, com o detalhe de que, em alguns horários com pouco movimento, todas as crianças acabam ficando juntas na mesma sala. Um diferencial real que encontramos foi ter, entre a equipe dessa área infantil, funcionárias que falavam português, o que ajudou bastante o Sam a se sentir à vontade mesmo sem falar inglês.
Fora do Adventure Ocean, o que rendeu mais tempo de diversão com o Sam foram as jacuzzis do deck, com água bem quente mesmo no frio de janeiro, a piscina com tobogã e, já na ilha privativa, a Splashaway Bay. A patinação no gelo no Studio B também vale a pena reservar tempo na agenda, chegando com antecedência para garantir lugar.

Para famílias que estão avaliando se vale levar criança pequena, o resumo prático é este: a estrutura para criança existe e funciona bem, mas quase tudo que é organizado, tipo arcade e boliche, é pago à parte, então o que realmente rende sem custo extra é a estrutura de piscina, jacuzzi, tobogã e as sessões de patinação e teatro, que são gratuitas e não exigem reserva com muita antecedência.
Onde comer no navio
Fomos com expectativa baixa para a comida: muita gente, muita comida, imaginamos qualidade mediana. Nos surpreendemos bastante. O Windjammer, o restaurante buffet principal, funciona para café da manhã, almoço, das 11h30 às 15h, e jantar, das 17h30 às 21h, com uma quantidade impressionante de estações espalhadas pelo navio, todas incluídas no pacote básico, sem custo extra.
No almoço, tem uma área inteira de hambúrguer e cachorro-quente montados na hora, com molhos como búfalo picante e barbecue, batata frita, mac and cheese, frango empanado e frutas frescas do lado. No meio do salão fica a parte quente: paella, com frango e depois com frutos do mar, um rosbife fatiado enorme, purê de batata, creme de milho, feijão, legumes, frango assado e peixe, além de bread pudding, macarrão e um beef gulash. Tem também uma bancada inteira de sobremesas: coconut cream puff, docinho de chocolate com amêndoas e pistache, bolo de cenoura, apple pound cake, creme brûlée de abacaxi e vários tipos de cookies.
No jantar do Windjammer, o cardápio muda bastante em relação ao almoço: três tipos de lasanha, carne, vegetais e vegana, três molhos de macarrão diferentes, alfredo, marinara e bolonhesa, frango frito quente, salmão com crosta, uma carne com cebola e molho chimichurri, turkey breast com geleia de cranberry, uma parmegiana de berinjela e uma polenta que ficou muito boa. Nas sobremesas, apareceram um bolo de chocolate com avelã, tiramisu, um dos favoritos, tartelete de limão, cassata com nuts, panacota com kiwi e até uma opção sem glúten e sem açúcar, com café e creme.
O café da manhã no Windjammer funciona das 6h30 às 11h. É o momento em que a comida americana mais aparece: duas máquinas fazendo waffle na hora, French toast, panqueca, cinnamon roll, muito bom, e croissant de chocolate, esse decepcionou, achamos duro e pesado. Tem também a estação salgada clássica: ovos mexidos, omelete de queijo e presunto, ou você pode pedir um omelete personalizado na hora, linguiça, bacon crocante, hash brown, arroz frito com vegetais e um biscuit servido com molho gravy, que ficou surpreendentemente bom. Tem ainda avocado toast, iogurte com granola, aveia com frutas e banana, feijão adocicado no estilo americano, salmão defumado, bagel para montar sanduíche, e sucos de laranja e maçã, esse último achamos bem artificial. Um padrão que se repete em todas as refeições do navio: muita variedade e reposição constante, com alguém sempre repondo as travessas para manter tudo fresco.
Jantamos numa noite no restaurante principal do navio pela reserva de “My Time Dining” no aplicativo, incluso na tarifa básica, esse não é o mesmo que os restaurantes especializados, tipo Chops Grille ou Giovanni’s Table, que são pagos à parte. Fomos parar numa mesa no terceiro andar, um ambiente bem mais chique, com lustres e talheres de inox, garçom dedicado e o atendimento que consideramos o melhor de todo o cruzeiro. O cardápio muda todo dia e tem um “highlight” indicado pela casa, no nosso caso uma sopa de feijão de entrada, polenta com risoto e um tiramisu de sobremesa. Dá para pedir mais de um prato sem custo adicional, provamos polenta, lasanha, risoto de cogumelos com bastante queijo e tiramisu. O menu também tem seleções premium pagas à parte, como lagosta de entrada por 17 dólares e filé mignon por 20 dólares.
Sobre as bebidas: café, água, chá e os sucos das estações espalhadas pelo navio, como o Café Promenade no quinto andar, estão inclusos e disponíveis o dia todo, mas só dá para usar os copos do local, nunca encher garrafa própria. De bebida grátis, a limonada foi disparado a preferida da família, o suco de cranberry com kiwi, nem tanto. Café comum e descafeinado também são liberados, com vários tipos de chá da marca Twinings. Já o café especial da Starbucks é pago à parte, um cappuccino, por exemplo, sai por 5 dólares. A sorveteria também é toda paga, com o copo simples saindo por 3 dólares e o maior por 5,75 dólares, mesmo o navio já oferecendo sorvete estilo soft de graça em outra área, dentro do pacote básico. E a loja de cupcakes cobra 2,50 dólares pelo mini e 24,95 dólares pelo gigante.
Quanto custa um cruzeiro assim
Juntando o valor da cabine, as taxas obrigatórias e os gastos extras a bordo, dá para montar uma referência bem realista de quanto custa um cruzeiro de 4 noites como o nosso. Vale lembrar que nada é cobrado no cartão de crédito físico a bordo: tudo vai direto para a conta do seu cartão de quarto, a Royal já faz um débito de garantia na entrada do cruzeiro, e você só vê o total no checkout. É muito fácil gastar sem perceber.
| Item | Valor de referência (relato) | Verificado em agosto de 2026 |
|---|---|---|
| Cabine interna (4 noites, por pessoa) | R$ 1.243 | Preço promocional pontual, real na época. Faixa típica oficial observada hoje para o mesmo cruzeiro: US$ 350 a US$ 450/pessoa (~R$ 1.925 a R$ 2.475), podendo passar de US$ 700 em data de pico |
| Cabine externa com vista para o mar (mesmo cruzeiro) | R$ 1.368 | Faixa típica oficial observada hoje: US$ 445 a US$ 600/pessoa (~R$ 2.450 a R$ 3.300), podendo passar de US$ 850 em data de pico |
| Taxas portuárias obrigatórias (por pessoa) | R$ 755 | A Royal não publica valor fixo; ofertas oficiais recentes de 4 noites mostram faixa de US$ 100 a US$ 145/pessoa, confirmada só na reserva |
| Gorjeta obrigatória (por pessoa, por dia) | não citado no relato original | US$ 18,50 (cabine interna/externa/varanda) ou US$ 21,00 (suíte), direto do FAQ oficial |
| Pacote de bebidas sem álcool (Refreshment Package, por pessoa/dia) | não citado no relato original | US$ 29 a US$ 42, antes da gratuidade de 18%, direto da página oficial |
| Wi-Fi Starlink (por dispositivo, por dia) | ~US$ 28 | Não há tabela pública fixa por navio; faixa observada para a classe do Liberty (Freedom class): US$ 18 a US$ 26/dia |
| Cappuccino da Starbucks a bordo | US$ 5 | Faixa observada: US$ 4,25 a US$ 6,25 |
| Coca-Cola na ilha privativa (com taxas) | US$ 4,48 | não confirmado nesta rodada |
| Mini cupcake / cupcake gigante | US$ 2,50 / US$ 24,95 | não confirmado nesta rodada |
| Sorvete no navio (copo simples / grande) | US$ 3 / US$ 5,75 | não confirmado nesta rodada |
| Lagosta de entrada / filé mignon (menu premium) | US$ 17 / US$ 20 | não confirmado nesta rodada |
| Day pass de praia privativa em Nassau | ~US$ 79/adulto | Royal Beach Club Paradise Island (novo, oficial): a partir de US$ 129,99 por adulto |
| Bahamas Beach Club | ~US$ 60/pessoa | ver Royal Beach Club Paradise Island acima, opção oficial mais nova e mais cara |
Sobre o pacote de bebidas e o wi-fi: quase sempre vale mais a pena comprar antes de embarcar, direto no site, do que deixar para decidir a bordo. As empresas costumam aplicar um desconto para quem fecha isso ainda em casa, e o preço só sobe conforme a data do embarque se aproxima. Para família com criança, o pacote sem álcool já compensa bastante, porque evita ficar pagando refrigerante avulso o cruzeiro inteiro, que tem um preço bem mais alto do que a gente costuma pagar no Brasil. Vale fazer a conta de quantas bebidas cada pessoa do grupo realmente consome por dia antes de decidir se compensa o pacote fechado ou se sai mais barato pagar avulso. Valor oficial verificado em agosto de 2026, direto do site royalcaribbean.com: o Refreshment Package, o pacote sem álcool, custa entre US$ 29 e US$ 42 por pessoa, por dia, antes da gratuidade obrigatória de 18%. Vale um alerta: a partir de 15 de março de 2026 esse pacote deixou de incluir o copo da máquina Coca-Cola Freestyle, que agora precisa ser comprado à parte por US$ 4,99. Sobre o wi-fi, o sinal a bordo costuma ser mais lento e mais caro do que qualquer plano de internet em terra. A gente preferiu ficar off-line a viagem inteira e não fez falta, já que o aplicativo da Royal Caribbean funciona gratuitamente pela rede interna do navio para consultar cardápio, atividades e reservas. Uma dica prática: baixe os mapas do navio, o aplicativo oficial da empresa e qualquer conteúdo offline que for usar antes de embarcar, porque o sinal do porto costuma sumir rápido assim que o navio sai.
Toda a conta do cruzeiro fecha em dólar, até o último cappuccino
Wi-Fi, café da Starbucks, sorvete, cupcake, gorjeta se você deixar para pagar a bordo, tudo isso entra na sua conta em dólar, no cartão do quarto. Usar um cartão internacional sem taxa de conversão embutida, como o da Wise, evita pagar de novo em spread cambial escondido por cima de cada um desses gastinhos que se somam rápido ao longo do cruzeiro.
Existem ainda maneiras reais de baixar esse custo total, além das estratégias de compra já mencionadas: o status match com a MSC, o desconto de cadastro por e-mail, os cruzeiros de última hora, o desconto para maiores de 55 anos e a comparação entre empresas sem apego de marca. Combinando duas ou três dessas estratégias ao mesmo tempo, como fizemos, dá para chegar num valor final bem abaixo do que a maioria das pessoas paga fechando na primeira oferta que aparece.
Erros e aprendizados desse cruzeiro
Nem tudo foi perfeito, e vale registrar com honestidade o que a gente faria diferente:
- Enjoo real na primeira noite. O navio balança mais do que muita gente espera, mesmo sendo grande. Levar remédio para enjoo na bagagem de mão evita perder uma noite inteira de atividades, como quase aconteceu com a gente.
- Quarto pequeno e com carpete. A categoria mais econômica tem um banheiro bem apertado para quem passa de 1,70 m, e só três tomadas no quarto inteiro. Se o orçamento permitir, considerar uma categoria com varanda muda bastante o conforto.
- Fácil gastar sem perceber. Como tudo vai direto para o cartão do quarto e só aparece no checkout final, vale acompanhar o extrato pelo aplicativo ao longo do cruzeiro, em vez de só descobrir o total no último dia.
- Áreas pagas em quase tudo que parece extra. Cupcake, sorveteria, arcade e boliche são pagos à parte, mesmo com tanta comida grátis por perto. Vale já entrar sabendo disso para não se frustrar na hora.
- Wi-Fi caro. Cerca de 28 dólares por dispositivo ao dia, via Starlink. Baixar mapas, aplicativo e conteúdo offline antes de embarcar resolve a maior parte da necessidade.
Sobre documentos, esse é um ponto que vale reforçar mesmo depois de tudo isso: para brasileiro embarcando num cruzeiro que sai dos Estados Unidos e visita outros países, como Nassau e a ilha privativa nas Bahamas, o documento básico é o passaporte válido, com validade recomendada de pelo menos seis meses além da data de retorno. Existem casos em que cruzeiros que visitam apenas portos americanos permitem embarcar só com identidade, mas a recomendação sincera é sempre levar o passaporte físico de todo mundo do grupo, sem exceção, para não correr risco de ficar para trás na doca. Também vale imprimir ou salvar no celular a confirmação da reserva e o comprovante de check-in online, que a maioria das empresas exige feito com antecedência pelo site ou aplicativo, com foto de cada passageiro.
Cruzeiro saindo dos Estados Unidos não entra no seguro Schengen
Como o embarque é em Fort Lauderdale e as paradas são em Nassau e na ilha privativa nas Bahamas, esse tipo de roteiro é internacional, mas fora da Europa, então o seguro viagem precisa ser o certo para os Estados Unidos e o Caribe, não um seguro Schengen genérico. Vale contratar antes de fechar o cruzeiro, cobrindo desde o enjoo forte de bordo até uma emergência em terra numa das paradas.
Como comprar mais barato: a série completa que fizemos
Esse roteiro completo já reúne, num único texto, todas as estratégias reais de economia que testamos, o cadastro em promoções por e-mail, os cruzeiros de última hora, o desconto para maiores de 55 anos, o status match com programas de hotel e os melhores sites para comparar preço, além do review completo do navio, dia por dia, refeição por refeição. Se você chegou até aqui, já tem em mãos praticamente tudo que a gente descobriu na prática para fechar um cruzeiro parecido gastando menos e sabendo exatamente o que esperar a bordo.
A passagem para chegar até o navio também pode custar bem menos
Um exemplo real: em julho de 2026 saiu um alerta de Fortaleza para Madrid por R$ 1.291,17 em econômica, usando milhas aéreas compradas com desconto. O mesmo tipo de alerta sai toda semana pros Estados Unidos, de onde saem os principais cruzeiros, incluindo o de Fort Lauderdale que a gente fez.
As boas desse cruzeiro
- Comida muito melhor do que a expectativa. Variedade grande e qualidade real, em três refeições diferentes por dia, tudo incluso no pacote básico.
- Restaurante principal à la carte com o melhor atendimento do navio. Garçom dedicado, cardápio que muda todo dia e dá para repetir prato sem custo.
- Estrutura gigantesca para toda a família. Piscinas, tobogã, patinação no gelo, academia e mini golfe num só navio.
- Ilha privativa com praia gratuita excelente. Água calma, protegida por corais, ótima para criança pequena, com várias áreas para explorar o dia todo sem gastar nada.
- Atendimento em português na área infantil. Diferencial real para criança que ainda não fala inglês.
- Status match com a MSC sem nunca ter viajado com eles. Aprovado em menos de 3 dias úteis usando o status Platinum da ALL Accor.
- Deixar o sistema escolher a posição da cabine economiza mais. Testado ao vivo no fluxo de compra da Royal Caribbean.
Perguntas frequentes
O que está incluso no pacote básico de um cruzeiro da Royal Caribbean?
Hospedagem, todas as refeições no restaurante buffet Windjammer e no restaurante principal à la carte, café, almoço e jantar, água, café, chá e alguns sucos, sorvete estilo soft, além da estrutura de piscinas, academia e a maior parte das atividades e shows do navio. Wi-Fi, cafés especiais da Starbucks, restaurantes especializados como Chops Grille ou Giovanni’s Table, arcade, boliche e passeios em terra são pagos à parte.
Vale a pena descer do navio nas paradas do cruzeiro?
Depende do porto. Em Nassau, só vale a pena se você fizer questão de pisar na ilha ou contratar algum passeio pago, já que a praia pública gratuita mais próxima é pequena e simples, e a área do porto é voltada quase inteiramente para vender passeio. Já a ilha privativa da Royal Caribbean vale muito a pena, porque tem praia gratuita de qualidade e estrutura para o dia inteiro sem custo adicional.
Navio grande de cruzeiro balança?
Sim, mesmo navios grandes como o Liberty of the Seas balançam, principalmente em alto mar à noite. Sentimos bastante enjoo na nossa primeira noite a bordo. Vale levar remédio para enjoo caso você seja sensível a isso e não contar com a ideia de que “navio grande não balança”.
Quanto custa o Wi-Fi a bordo do Liberty of the Seas?
O Wi-Fi via Starlink custa cerca de 28 dólares por dispositivo, por dia, o que fica caro rápido se toda a família quiser se conectar. A gente preferiu ficar off-line durante a viagem inteira e não fez falta, já que o aplicativo da Royal Caribbean funciona gratuitamente pela rede interna do navio para consultar cardápio, atividades e reservas. A Royal Caribbean não publica uma tabela de preço fixa por navio, mas em agosto de 2026 a faixa observada para navios da mesma classe do Liberty of the Seas (Freedom class) ficava entre 18 e 26 dólares por dispositivo, por dia, variando conforme a data.
Precisa levar passaporte para o cruzeiro?
Sim. Além de usar no embarque, o passaporte é exigido para desembarcar e retornar ao navio em cada parada, tanto em Nassau quanto na ilha privativa. Leve pelo menos um passaporte por grupo, junto com os cartões do quarto de cada pessoa, que também são obrigatórios para sair e voltar ao navio.
A cabine mais econômica da Royal Caribbean vale a pena para família?
Para quem passa a maior parte do tempo explorando o navio, sim. A cabine interna com vista para o mar é compacta, tem carpete e um banheiro apertado, mas atende bem uma família de 3 adultos e 1 criança, com cama grande e camas extras que descem do teto quando necessário. Se o orçamento permitir e o conforto do quarto for prioridade, vale considerar categorias com varanda.
O que é status match em cruzeiro?
É quando uma empresa, nesse caso a MSC Cruzeiros, reconhece o status que você já tem em outro programa de fidelidade, como o de uma rede de hotéis ou companhia aérea, e libera um status equivalente na própria empresa, mesmo sem histórico de compra anterior. No nosso caso, usamos o status Platinum da ALL Accor e fomos aprovados como Diamond na MSC em menos de 3 dias úteis.
Crianças pagam o valor cheio no cruzeiro?
Em várias promoções da Royal Caribbean, não. A criança paga apenas as taxas portuárias, sem custo pela cabine, foi o que aconteceu no nosso caso com o Sam. Passageiros acima de 55 anos também podem ter desconto adicional, bastando sinalizar a idade no cadastro.
Vale a pena comprar o pacote de bebidas antes do cruzeiro?
Na maioria dos casos sim, porque o preço do pacote sobe conforme a data do embarque se aproxima e costuma ser bem mais caro comprado a bordo. Para família com criança, o pacote sem álcool já compensa na maioria dos casos, evitando pagar refrigerante e suco avulso o cruzeiro inteiro. Vale calcular quantas bebidas cada pessoa do grupo realmente consome por dia antes de decidir entre pacote fechado ou consumo avulso. Preço oficial verificado em agosto de 2026: o Refreshment Package (pacote sem álcool) custa de US$ 29 a US$ 42 por pessoa, por dia, antes da gratuidade de 18%, direto no site da Royal Caribbean.












