Voltando ao Magic Kingdom: Por Que Vale a Pena Repetir o Parque na Mesma Viagem

Atualização 2026: este relato é da nossa primeira viagem em família a Orlando, em setembro de 2017, mantivemos a narrativa e as fotos originais, mas alguns detalhes práticos mudaram desde então. Veja nosso guia atualizado do Magic Kingdom, com o que mudou no parque desde 2017 (incluindo o fim do Genie+ e a chegada da Tiana’s Bayou Adventure).

Acordamos cedo e chegamos no Magic Kingdom às 8h10. Fomos direto para a Main Street Bakery (que também serve os cafés da Starbucks) para dar tempo de ver o show de abertura às 8h55, bem em frente ao Castelo da Cinderela. Aproveitamos o parque ainda vazio nesse horário para tirar várias fotos. Dessa vez decidimos ir sem mochila, levando só o celular para registrar esse segundo dia de Magic Kingdom.

Rudi de costas observando o Castelo da Cinderela no Magic Kingdom
Aproveitando o parque ainda vazio logo cedo, só com o celular na mão

Esse foi o nosso quarto dia de Magic Kingdom na viagem (contando as duas visitas completas mais duas passagens rápidas em outros momentos), e cada visita trouxe uma sensação diferente. Voltar para o mesmo parque depois de já ter conhecido Animal Kingdom, EPCOT, Hollywood Studios, Universal e Islands of Adventure também mudou a nossa percepção: dava para comparar o nível de produção e de detalhe de cada parque com mais critério, e o Magic Kingdom seguiu sendo, para nós, o mais completo em número de coisas para fazer.

Rudi e Carol em frente ao Castelo da Cinderela no Magic Kingdom
Comparando esse segundo dia de Magic Kingdom com a primeira visita da viagem

Se você não viu o post do nosso primeiro dia no Magic Kingdom, vale a pena conferir: escrevemos com bastante detalhe por lá. Este relato aqui vai ser mais direto, já que anotamos menos coisa e não filmamos tanto nesse segundo dia. Queríamos aproveitar de verdade o último dia de parque da viagem sem ficar tão preocupados em registrar tudo, e essa mudança de postura entre o primeiro e o segundo dia, de documentar tudo para simplesmente viver o momento, foi uma das coisas mais gostosas dessa repetição de parque.

Um parque bem mais cheio dessa vez

Diferente do primeiro dia, dessa vez o parque estava bem cheio. Assim que o show de abertura terminou, corremos para a montanha russa dos 7 Anões e ainda pegamos uma filinha de alguns minutos. Depois fomos para a Space Mountain e ficamos 1 hora e meia na fila, estava lotado. Diferente da primeira visita, a montanha russa estava com tanta iluminação de manutenção que dava para ver toda a estrutura dos trilhos.

Rudi sorrindo com o Castelo da Cinderela ao fundo no fim da tarde
O parque ficou bem mais cheio nessa segunda visita
A experiência perdeu a graça, porque o charme dessa atração é justamente o trajeto no escuro, com as luzinhas fazendo todo o efeito.
Castelo da Cinderela iluminado de azul ao entardecer no Magic Kingdom
O castelo ganhando outra cara conforme o dia escurecia

Esse detalhe da iluminação de manutenção é bom exemplo de como a experiência de uma mesma atração pode variar bastante dependendo do dia. Manutenção programada, testes técnicos ou até simples ajuste de rotina do parque podem alterar completamente a sensação de uma atração que você já conhece. Se isso acontecer com você, não estranhe, é bem mais comum do que parece, e às vezes vale voltar em outro momento do mesmo dia ou em outro dia da viagem para tentar a experiência completa.

Às 11h20 fomos no Buzz Lightyear’s Space Ranger Spin com nosso primeiro FastPass, e de novo a atração do Stitch (Stitch’s Great Escape) estava fechada.

Repetir o Buzz Lightyear’s também rendeu uma comparação divertida entre as duas visitas: no primeiro dia, tinha ganhado dele. Nesse segundo dia, quis a revanche e ganhei de novo, o que virou piada boba, mas real, entre nós durante o resto da viagem.

Almoço mexicano na Frontierland

Às 12h25 fomos na Big Thunder Mountain Railroad com o segundo FastPass, e ao sair já estávamos com tanta fome que procuramos um restaurante ali mesmo perto da Frontierland. Encontramos o Pecos Bill Tall Tale Inn and Cafe, um restaurante mexicano, e nos entupimos de nachos e fajita. Você ainda pode se servir à vontade de vários acompanhamentos no buffet incluído. A vantagem de almoçar nesse horário e nesse ponto do parque é que a parada passa bem ali perto, então não precisa se deslocar depois. Ficamos vendo a parada enquanto tomávamos um frozen de limonada para refrescar do calor.

Peter Pan, Ursinho Pooh e Piratas do Caribe

De lá fomos no Mickey’s PhilharMagic para descansar no ar-condicionado e curtir de novo esse teatro 4D tão bom. Às 15h05 marcamos nosso último FastPass, para a atração do Peter Pan (Peter Pan’s Flight). Mesmo para adulto vale muito a pena, e para criança é quase obrigatório reservar o FastPass por causa da fila que se forma ao longo do dia.

Vale explicar melhor a lógica do FastPass que usamos nesse dia, para quem está tentando entender como distribuir suas próprias marcações num dia de Magic Kingdom. A recomendação geral é priorizar, no primeiro FastPass do dia, a atração mais concorrida e sem alternativa boa de horário vazio, no nosso caso, a montanha russa dos 7 Anões ou o Peter Pan’s Flight costumam ser essas atrações. Deixe para o final da lista as atrações que você sabe que consegue pegar com fila curta em outro momento do dia, como algumas atrações de teatro ou passeio mais tranquilo, que não têm o mesmo nível de disputa.

Na primeira visita ao Magic Kingdom não tínhamos conhecido a atração do Ursinho Pooh (The Many Adventures of Winnie the Pooh), e dessa vez sem fila nos divertimos como criança.

Essa descoberta reforça outro ponto a favor de repetir o parque: é praticamente impossível conhecer cada atração relevante do Magic Kingdom num único dia, mesmo com bastante planejamento prévio. Sempre sobra alguma coisa boa fora do roteiro da primeira visita, seja por falta de tempo, seja porque simplesmente não constava como prioridade na pesquisa antes da viagem. Ter um segundo dia disponível é justamente a chance de cobrir essas lacunas sem precisar abrir mão de repetir o que você já sabe que ama.

Depois fomos nos Piratas do Caribe e pegamos quase uma hora de fila de novo, mas vale muito a pena repetir essa atração. Aproveitando que estávamos na Adventureland, pegamos um Pineapple Float.

Piratas do Caribe é um bom exemplo de atração que rende mais na segunda visita do que na primeira. Da primeira vez, você está absorvendo tudo de uma vez, os animatrônicos, a trilha sonora, o cenário. Na segunda visita, sabendo o que esperar, dá para prestar atenção em detalhe menor que passou despercebido, como pequenas cenas cômicas escondidas em cantos do percurso ou a progressão da história contada ao longo do passeio.

Depois de usar os três primeiros FastPasses, dá para marcar o quarto direto pelo aplicativo My Disney Experience ou nos totens espalhados pelo parque. Marcamos a atração Under the Sea, a Journey of The Little Mermaid, para as 16h45, e até esse horário passeamos pelas lojinhas.

Jantar rápido e a decisão de ficar bem na frente do castelo

Já passava das 18h quando decidimos comer algo no Cosmic Ray’s Starlight Café. Pedimos dois hambúrgueres só para enganar a fome.

Optar por uma refeição rápida e simples nesse ponto do dia foi proposital: com o show de fogos marcado para logo mais, não fazia sentido investir tempo num restaurante table service com espera. Guardamos o jantar mais elaborado para outro dia da viagem, e usamos esse momento só para reabastecer energia o suficiente para aguentar até o fim da noite.

Diferente da primeira vez no Magic Kingdom, dessa vez decidimos assistir aos shows Once Upon a Time e Happily Ever After bem na frente do Castelo da Cinderela. Mesmo com o lugar bem mais cheio, a experiência foi muito melhor do que assistir mais afastado. O áudio fica bem melhor, e dá para ver mais detalhe das projeções no castelo. Chegamos cedo, às 19h, e pegamos um frappuccino para ir tomando enquanto esperávamos o show começar.

Essa experiência foi bem diferente da primeira visita ao parque. Deixamos o roteiro mais livre, sem carregar mochila pesada e sem a preocupação constante de filmar tudo e correr de atração em atração, já que no primeiro dia já tínhamos feito praticamente tudo que queríamos.


Por que vale a pena repetir o Magic Kingdom na mesma viagem

Se você está montando um roteiro de mais de dez dias em Orlando e tem dúvida se vale gastar um segundo dia inteiro de ingresso no Magic Kingdom, a nossa experiência foi bem clara: vale muito a pena, e por motivos diferentes do primeiro dia. Na primeira visita, o foco natural é conhecer tudo, correr atrás de cada atração, cada FastPass, cada show, sem tempo de sobra para simplesmente aproveitar o ambiente. No segundo dia, com o “medo de perder alguma coisa” já resolvido, a experiência muda de qualidade: você anda mais devagar, repete só o que realmente valeu a pena, e presta atenção em detalhe que passou batido da primeira vez.

Foi exatamente isso que aconteceu com a gente nesse segundo dia. Descobrimos atrações que nem sabíamos que existiam, como a do Ursinho Pooh, e revivemos com calma atrações que amamos, como os Piratas do Caribe e a Big Thunder Mountain. E o ponto alto do dia, assistir aos fogos bem na frente do castelo em vez de mais afastado, só foi possível porque já não estávamos preocupados em correr para pegar mais uma atração antes do fechamento.

Primeira visita x segunda visita ao mesmo parque: o que muda

AspectoPrimeira visitaSegunda visita
Ritmo do diaAcelerado, tentando ver tudoMais tranquilo, focado no que já sabe que gosta
Uso do FastPassConcentrado nas atrações mais concorridas e desconhecidasLivre para experimentar atrações menos óbvias
Fotos e vídeoPrioridade alta, quer registrar tudoMais seletivo, foca no que realmente importa
Onde assistir aos shows noturnosMuitas vezes mais afastado, por falta de tempo de chegar cedoDá para planejar chegar cedo e ficar bem na frente
Descoberta de atrações “escondidas”Baixa, foco nas atrações famosasAlta, sobra tempo para explorar

Dicas para quem vai repetir um parque da Disney na mesma viagem

  • Não leve mochila pesada no segundo dia se você já resolveu a logística de água e lanche no primeiro. Menos peso significa mais disposição para caminhar sem pressa.
  • Chegue com uma lista curta de “não posso deixar de repetir” em vez de tentar cobrir o parque inteiro de novo. Segundo dia rende mais quando você aceita que não precisa ver tudo de novo.
  • Reserve o horário de chegada dos shows noturnos com folga, se ficar perto do castelo é prioridade para você, chegue pelo menos 45 minutos a 1 hora antes do horário de início anunciado no Times Guide.
  • Use o segundo dia para experimentar restaurante ou lanchonete que você não teve tempo de testar no primeiro dia.
  • Se estiver viajando com criança, o segundo dia costuma ser mais tranquilo emocionalmente para ela também, já sem a ansiedade de “conhecer tudo pela primeira vez”.

Perguntas frequentes

Vale a pena comprar ingresso para mais de um dia no mesmo parque da Disney?

Vale, principalmente para o Magic Kingdom, que é o parque mais completo em número de atrações e shows. Um único dia dificilmente é suficiente para aproveitar tudo com calma, mesmo chegando na abertura e ficando até o fechamento.

É melhor assistir aos fogos perto do castelo ou mais afastado?

Na nossa experiência, perto do castelo venceu disparado. O áudio fica melhor, os detalhes das projeções ficam visíveis, e mesmo com mais gente ao redor, a experiência compensa. Mas isso exige chegar com bastante antecedência para garantir um lugar bom.

Vale a pena ir sem mochila num dia de parque?

Se você já resolveu a questão de água e lanche em outro momento do dia, ou não se importa em comprar água mais cara dentro do parque, ir mais leve compensa bastante em conforto físico, principalmente em dia muito quente.

Quantos dias de Magic Kingdom valem a pena numa viagem de 15 dias a Orlando?

Na nossa experiência, dois dias completos no Magic Kingdom, intercalados com outros parques ao longo da viagem, deram conta de conhecer o parque a fundo sem sensação de correria. Para quem tem menos tempo disponível, um dia bem planejado com FastPass estratégico ainda rende uma boa experiência, mas menos completa.

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