Voltando para Casa: Devolução do Carro, Aeroporto de Orlando e o Fim da Viagem

Atualização 2026: este relato é da nossa primeira viagem em família a Orlando, em setembro de 2017, mantivemos a narrativa e as fotos originais, mas alguns detalhes práticos mudaram desde então. Uma viagem e tanto para fechar com chave de ouro, se você está planejando a sua, confira nossos guias mais recentes de Orlando no blog.
Acordamos bem cedinho, às 6h30, tomamos iogurte e fruta que tínhamos comprado no Whole Foods, conferimos se não estava faltando nada no quarto e fomos fazer o checkout do hotel.
A confusão para abastecer antes de devolver o carro
Fomos completar o tanque num posto perto do hotel Rosen Inn, na International Drive, e deu uma certa confusão. Pedimos para colocar US$ 20, mas na hora de abastecer a gasolina não saía direito: eu apertava o gatilho e ele travava. Voltei até a lojinha de conveniência para explicar, e a atendente disse que eu precisava apertar bem devagar, algo que ninguém tinha me avisado antes. Mesmo apertando devagarinho, o problema continuou, até que uma cliente do posto resolveu nos ajudar. Depois de um tempo enchendo, a bomba parou de novo, mas dessa vez era porque o tanque já estava tão cheio que transbordou. A mulher pegou uma estopa, molhou e limpou onde a gasolina escorreu, e me orientou a buscar o troco dentro da loja.
Devolução do carro na Alamo
O caminho até o aeroporto de Orlando foi tranquilo e bem sinalizado. Só demos mole num pedágio e acabamos passando direto sem pagar na hora, o que gerou depois uma cobrança de R$ 35,61 no nosso cartão de crédito, feita pela Alamo.
Check-in, café da manhã e o voo de volta
Lá fomos nós carregando quatro malas e uma mochila pelo aeroporto. Andamos bastante até chegar no check-in e despachar as malas, todas abaixo dos 22kg permitidos, por pouco.
Como saímos muito cedo e comemos pouco antes de sair do hotel, paramos na Starbucks (sim, de novo) para um café da manhã de verdade. Demos uma passada rápida pela duty free e fomos esperar o nosso voo com escala no Panamá.
O voo foi tranquilo e a escala rápida. Chegamos à meia-noite em Brasília e, já exaustos, pedimos um Uber direto para casa.
Saudades da nossa casinha, mas já com saudade do nosso desbravamento em Orlando também. Até a próxima viagem!
Se esse diário de bordo te ajudou de alguma forma a planejar a sua própria viagem, deixe um comentário aqui embaixo contando para onde você está planejando ir. A gente adora saber que esse relato serviu de referência real para outra família.
Como abastecer o carro sozinho nos Estados Unidos (o que aprendemos na prática)
Já que passamos por essa confusão no posto, vale detalhar o passo a passo que aprendemos, porque é uma dúvida comum de quem nunca dirigiu fora do Brasil. Nos Estados Unidos, a maioria dos postos funciona no sistema pré-pago: você entra na loja de conveniência, informa o número da bomba onde estacionou e o valor que quer colocar (ou pede para “encher o tanque”, fill it up), paga ali dentro (dinheiro ou cartão), e só depois disso a bomba libera o combustível. Algumas bombas mais modernas aceitam cartão de crédito direto no próprio equipamento, sem precisar entrar na loja, mas nesse caso muitas vezes é exigido um CEP americano (zip code) que turista não tem, então nem sempre funciona para quem está de fora.
Sobre apertar o gatilho devagar: isso existe porque o sistema da bomba já sabe o valor máximo que você pagou, e se você apertar rápido demais, alguns modelos de bomba interpretam isso como falha de segurança e travam automaticamente. Apertando aos poucos, o fluxo de gasolina sai mais controlado e a bomba não trava. Isso não é padrão em todo posto, mas é comum o suficiente para valer a pena já ir avisado.
Outro detalhe prático: quase toda locadora nos Estados Unidos, incluindo a Alamo, exige a devolução do carro com o tanque cheio. Se você devolver com menos combustível do que recebeu, a cobrança da diferença costuma vir bem mais cara do que o preço de mercado da gasolina, então vale reservar tempo (uns 15 a 20 minutos) para abastecer perto do ponto de devolução, e não no meio do trajeto.
Checklist do último dia de viagem em Orlando
Depois de viver esse último dia na prática, separamos os pontos que valem entrar no seu checklist pessoal, para o seu último dia em Orlando ser tão tranquilo quanto o nosso foi:
- Confira o horário exato do seu voo na noite anterior, companhia aérea às vezes antecipa ou atrasa o horário original sem avisar por SMS ou e-mail com destaque suficiente.
- Deixe a mala praticamente pronta no dia anterior, só com o necessário do café da manhã e do banho para arrumar na hora.
- Pese a mala em casa, se tiver balança de mão, ou no próprio quarto do hotel usando o truque de pesar você com a mala no colo e depois só você, fazendo a subtração. Isso evita sufoco no balcão de check-in por excesso de peso.
- Reserve tempo de sobra para abastecer o carro antes de devolver, sem pressa e sem estresse de última hora.
- Chegue ao aeroporto com folga extra em relação ao recomendado pela companhia aérea, principalmente se você ainda vai devolver carro alugado, porque esse processo consome tempo que não está contado no “chegue 2 horas antes do voo internacional”.
- Separe moeda ou cartão para uma última refeição no aeroporto, os preços dentro da área de embarque costumam ser mais altos do que fora.
Escala no Panamá na volta: o que vale saber
Como fizemos essa viagem inteira com escala da Copa Airlines no Panamá, tanto na ida quanto na volta, vale registrar algumas observações gerais sobre esse tipo de conexão para quem está avaliando rota parecida. O aeroporto de Tocumen, no Panamá, é um hub relativamente compacto e organizado, com boa sinalização em inglês e espanhol, o que ajuda bastante quem não fala nenhum dos dois idiomas com fluência. As conexões costumam ser rápidas, sem a necessidade de retirar bagagem despachada no meio do caminho (ela já vai direto para o destino final, desde que os dois trechos estejam na mesma reserva).
Um ponto de atenção real: o tempo de conexão mínimo recomendado pode parecer suficiente no papel, mas se o primeiro voo atrasar, a margem desaparece rápido. Sempre que possível, escolha conexões com pelo menos 1h30 de intervalo entre os voos, e evite o menor tempo de conexão disponível na hora de comprar a passagem, mesmo que ele apareça como opção mais barata ou mais rápida no comparador de preço.
O que ficou da nossa viagem de 15 dias a Orlando
Fechando essa série de 15 dias de diário de bordo, vale um resumo de como avaliamos a viagem inteira, agora com a poeira baixada. Planejar com um ano de antecedência fez toda a diferença: conseguimos preço melhor em ingresso e passagem, montamos um roteiro realista dia a dia, e chegamos em Orlando sem aquela sensação de estar decidindo tudo na hora. Se você está começando a planejar a sua própria viagem, essa é a maior lição que levamos: quanto mais cedo você fecha ingresso e passagem, mais opção de preço e de data você tem.
A segunda lição prática foi sobre ritmo. Alternar dias de parque puxado com dias mais leves de compra e descanso, como fizemos no meio da viagem, evitou o esgotamento que a gente via em outras famílias tentando fazer todos os parques em sequência, sem folga nenhuma. Com criança, principalmente, esse intervalo de respiro é ainda mais importante do que parece no papel na hora de montar o roteiro.
Se você quer ver como foi cada um desses dias com detalhe, o roteiro completo de 15 dias em Orlando está todo aqui no blog, dia a dia, com valor gasto, dica prática e o que valeu ou não valeu a pena em cada parque.
Uma dúvida comum de quem está fechando as contas da viagem é o que fazer com dólar sobrando no fim da viagem. Preferimos gastar o que restou ainda dentro do aeroporto de Orlando, seja em lanche, seja em algum souvenir de última hora na duty free, em vez de trazer de volta uma quantia pequena de espécie que só ia acabar esquecida numa gaveta em casa. Se sobrar um valor maior, vale considerar guardar para a próxima viagem em vez de trocar de volta para real, já que a maioria das casas de câmbio cobra uma diferença adicional tanto na compra quanto na venda de moeda estrangeira.
Outro ponto que vale mencionar: guardamos todos os recibos e notas fiscais das compras maiores dentro de um envelope específico na mochila de mão, separado do resto da papelada da viagem. Isso ajudou bastante tanto na hora de organizar a planilha de gasto final quanto na eventualidade de precisar declarar algo na alfândega.
O que faríamos diferente numa próxima viagem de 15 dias
Olhando para trás, com a viagem inteira documentada aqui no blog, dá para separar o que funcionou bem e o que ajustaríamos numa próxima vez. Isso é útil para quem está usando esse diário como referência para montar o próprio roteiro.
| O que fizemos | Como avaliamos hoje |
|---|---|
| Planejar com 1 ano de antecedência | Acertamos, deu tempo de comparar preço com calma e parcelar tudo sem pressão financeira |
| 15 dias de viagem, com dia de folga intercalado | Acertamos, evitou o cansaço acumulado que vimos em outras famílias |
| Comprar comida no Walmart e Whole Foods para café da manhã | Acertamos, economia real sem abrir mão de comer bem |
| Chip de dados internacional comprado antes de viajar | Acertamos, resolveu navegação e pesquisa o tempo todo |
| Almoçar em restaurante caro sem pesquisar antes (caso do Red Lobster) | Não repetiríamos, vale pesquisar avaliação recente antes de escolher restaurante novo |
| Deixar o último dia sem compra pendente | Acertamos, reduziu o estresse da volta |
Perguntas frequentes
Preciso devolver o carro alugado com o tanque cheio?
Na grande maioria das locadoras nos Estados Unidos, sim. Se devolver com menos combustível, a cobrança da diferença costuma ser mais cara do que reabastecer você mesmo antes de devolver. Reserve tempo para passar num posto próximo ao aeroporto antes da devolução.
Com quanto tempo de antecedência devo chegar ao aeroporto de Orlando num voo internacional?
A recomendação padrão das companhias aéreas costuma ser de 2 a 3 horas antes para voo internacional, mas se você ainda vai devolver carro alugado, some pelo menos mais 30 a 45 minutos a esse tempo, o processo de devolução e o deslocamento até o terminal consomem tempo real.
É melhor viajar 15 dias de uma vez ou dividir em duas viagens menores?
Depende muito do orçamento de passagem aérea e de folga disponível, mas na nossa experiência, uma viagem única e mais longa compensou o investimento do voo internacional, que é caro independente de você ficar 7 ou 15 dias. Com 15 dias, deu para incluir dia de descanso no meio, coisa que numa viagem mais curta de 7 ou 8 dias provavelmente ficaria de fora, obrigando a correr mais em cada parque.
Vale a pena comprar tudo o que faltou no último dia?
Prefira deixar as compras de última hora resolvidas com um dia de antecedência. No nosso caso, deixamos o último dia livre de compra e focado só em logística de volta, o que tirou uma camada de estresse desnecessária da despedida.
O que levar na mochila de mão no voo de volta?
Depois de 15 dias de viagem, a mala despachada geralmente já está mais cheia (com souvenir e compra extra) do que na ida, então vale reorganizar a mochila de mão priorizando o essencial: documento, carregador de celular, remédio de uso pessoal, e algum lanche para a escala. Comida industrializada fechada costuma passar sem problema pela alfândega, mas fruta fresca e alguns laticínios podem ser retidos na entrada do Brasil, então é melhor consumir esse tipo de item ainda no aeroporto de origem.
Como funciona a declaração de bagagem na volta ao Brasil?
Todo passageiro que retorna de viagem internacional tem direito a uma cota de isenção de imposto sobre compra no exterior (o valor exato dessa cota muda com o tempo, então vale sempre confirmar o valor vigente antes de embarcar). Se você ultrapassar esse limite com as compras feitas durante a viagem, precisa declarar o excedente na alfândega ao desembarcar. Guardar nota fiscal das compras maiores facilita bastante esse processo, caso seja parado para conferência.
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