Buenos Aires

Greve Geral na Argentina e Congresso Nacional – Honeymoon BA #day9

A gente já sabia que esse dia ia ser diferente. Na noite anterior, ainda em Bariloche, ficamos sabendo que no dia 09/06/2015 ia rolar uma greve geral na Argentina, bem no meio da nossa última esticada em Buenos Aires antes de voltar para Brasília. Não tinha muito o que fazer: já estávamos com o voo de volta remarcado e hospedados no Hotel Colón, em frente ao Obelisco, então era só encarar o dia como ele viesse.

E veio mesmo. Assim que saímos do hotel, a diferença para os outros dias em Buenos Aires foi imediata. Praticamente tudo fechado: lojas com as portas de metal abaixadas, bancas de jornal sem ninguém, aquele movimento de gente indo e vindo que a gente já tinha acostumado a ver na Avenida de Mayo e ao redor do Obelisco simplesmente não estava lá. A cidade estava vazia, e olha que Buenos Aires não é uma cidade que costuma ficar vazia em dia de semana.

Sem o transporte público funcionando direito por causa da paralisação, a gente foi na base da caminhada mesmo, e aí que entrou a vantagem que a gente já tinha percebido nos dias anteriores: Buenos Aires é uma cidade muito plana. Não tem ladeira, não tem subida cansativa, então dá para andar bastante sem perceber a distância. A gente saiu do hotel e foi andando até o Congresso Nacional, que fica a uns 15, 20 minutos a pé do Obelisco pela Avenida de Mayo. É um trajeto que em qualquer outro dia estaria cheio de gente, ônibus, buzina, e naquele dia estava tranquilo, quase silencioso.

O prédio do Congresso é imponente, com aquela cúpula verde que dá para ver de longe, e sem o movimento normal da cidade ao redor a gente conseguiu apreciar com calma, tirar foto sem gente passando na frente o tempo todo, coisa que não costuma ser fácil num point turístico movimentado. Foi um dos poucos lados bons de estar ali justamente no dia da paralisação.

Perto do Obelisco, a coisa já era diferente. Tinha manifestações rolando e algumas passeatas passando pela cidade, parte do clima geral da greve geral. A gente registrou um pouco disso no vídeo lá do final do post, mas na hora preferimos não chegar muito perto. Não tínhamos ideia de como aquilo ia se desenrolar, se ia esquentar ou não, e com a viagem já perto do fim, o último negócio que a gente queria era se meter numa confusão logo agora. Então mantivemos distância das movimentações e seguimos o dia com os nossos planos.

Na hora do almoço, voltamos para o Picnic, que já tinha virado praticamente o nosso point fixo em Buenos Aires àquela altura da viagem. Pedimos de novo o Picnic nº 5 e o nº 1, os mesmos sanduíches que já tínhamos experimentado e aprovado em outros dias. Saiu 90 pesos cada um. Com a cidade naquele clima de greve, nem cogitamos arriscar em lugar novo: melhor ficar com o que a gente já sabia que era bom.

À tarde, fomos até Puerto Madero e repetimos o roteiro: Johnny B. Good, o mesmo restaurante, o mesmo sanduíche de novo. Sim, comemos exatamente a mesma coisa que já tínhamos comido em outro dia da viagem. Mas pensa bem: quando é que a gente ia ter outra chance dessas, de comer de novo algo que tinha valido tanto a pena da primeira vez? Puerto Madero, com aquele calçadão ao lado do rio e os prédios modernos contrastando com o resto da cidade mais antiga, também estava mais tranquilo que o normal, sem o movimento de gente saindo do trabalho que costuma lotar a região no fim de tarde.

No caminho, ainda demos uma passada em uma loja do Carrefour para comprar Alfajor Jorgito: uma caixa com 6 unidades saiu por 43 pesos. Gostamos tanto que compramos três caixas para trazer de presente para Brasília. Não tinha como sair da Argentina sem levar alfajor decente para quem ficou esperando em casa.

No fim das contas, a gente não ficou chateado com o voo cancelado que tinha nos obrigado a ficar mais tempo em Buenos Aires. Foi chato na hora, mas acabou virando um “ganho” de dois dias extras na capital portenha, e a gente tentou aproveitar ao máximo esse tempo bônus da lua de mel, mesmo que um dos dias tenha caído bem no meio de uma greve geral. Não foi o dia mais badalado da viagem, mas também não foi perdido: valeu pela cidade vazia, pelo Congresso sem fila de gente na frente e pela reafirmação de que Picnic e Johnny B. Good realmente mereciam ser repetidos.

Principais Investimentos do Dia:

  • Almoço Picnic [Picnic nº 5 e nº 1]: $90 cada
  • Alfajor Jorgito: $43 a caixa com 6 unidades no Carrefour. Compramos 3 para trazer para Brasília!

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