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Villa Crespo, Jaqueta de couro e Pães doces – Honeymoon BA #day4

Café da manhã no hotel com medialunas de novo. Pegamos o metrô sentido Villa Crespo pra comprarmos jaquetas e bolsas de cuero. Andamos pela Calle Murillo, a principal rua com lojinhas de couro. O bairro é bem feio e sugiro que sempre andem olhando pro chão (mais de 80% da população de Buenos Aires tem cachorros!). Depois de experimentar algumas poucas jaquetas finalmente compramos a do Rudi por 2.700 pesos (tá no preço? sinceramente não faço ideia mas a jaqueta é bem bacana).

Já estava morrendo de fome e resolvemos experimentar a famosa empanada. Infelizmente não era como esperava (estava horrível). O lugar também não ajudou (tipo boteco de estrada). Depois andamos no famoso outlet da região, mas que de outlet não tinha nada! Roupas comuns, poucas opções e o valor era praticamente o preço do Brasil.

Pra nossa alegria encontramos uma padaria supimpa. Compramos 6 pães doces por apenas 27 pesos (R$7,45! Baratérrimo). Villa Crespo valeu a pena só por essa descoberta. Voltamos para o hotel e nos entupimos de pães.

antes
antes.
depois.
depois.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao anoitecer voltamos à Puerto Madero na expectativa de encontrar o tio que vendia fichas para olharmos a lua no telescópio, mas ele não estava lá. No tour que fizemos ontem o tiozinho pagou 7 pesos por isso. Fiquei na vontade.

Apreciamos o frio juntinhos no banco em frente a puente de la mujer e tiramos fotos do escritório do Google que ocupa 3 andares de um quarteirão inteiro. Very cool!

Na volta passamos pela Corrientes e comemos um pão sírio com presunto e queijo com chocolate quente (doce pra caramba!) na Starbucks.

Dia sem almoço e sem janta. Sobrevivemos!


Atualização 2026: como estão Villa Crespo, a Calle Murillo e Puerto Madero hoje

Esse diário é do nosso quarto dia em Buenos Aires, na lua de mel de maio de 2015, e o texto lá em cima ficou do jeito que foi escrito na época, com o preço da jaqueta e tudo. Daqui pra baixo é o que mudou em cada lugar desse dia, conferido em outubro de 2026 nos sites oficiais, pra quem vai fazer esse mesmo passeio agora.

Como chegar em Villa Crespo de subte hoje

Em 2015 a gente foi de metrô até Villa Crespo, e o caminho continua o mesmo. Pela lista de estações da Emova, a empresa que opera o subte, a linha B sai da L.N. Alem, passa por Florida e Carlos Pellegrini no centro e chega em Villa Crespo pelas estações Ángel Gallardo e Malabia.

O que mudou bastante foi o jeito de pagar, porque pela página de meios de pagamento da Emova, todas as estações têm catraca que aceita cartão de crédito, débito e pré-pago Visa e Mastercard por aproximação, celular com NFC e QR, sem cadastro nenhum. No quadro tarifário oficial, conferido em 1º de outubro de 2026, a viagem custava 1.817 pesos com o cartão SUBE registrado e 2.541,10 pesos com o SUBE sem registro. Com o câmbio de agosto de 2026 que eu anotei aqui no blog, de 287 a 294 pesos por real, isso dá entre R$ 6,20 e R$ 6,30 por pessoa por viagem. Se atente que esse valor sobe rápido, porque em janeiro de 2026 o quadro tarifário da prefeitura mostrava 1.363 pesos, e em nove meses a passagem já subiu um terço, então confira no dia.

Calle Murillo, a rua do couro

A Calle Murillo continua sendo a rua das lojas de couro de Villa Crespo. No site oficial de turismo de Buenos Aires, a lista de outlets com desconto traz a Murillo entre a Av. Scalabrini Ortiz e a Serrano, junto com a Aguirre (entre a Av. Juan B. Justo e a Scalabrini Ortiz) e a Gurruchaga (entre Jufré e Vera), todas no bairro. E a prefeitura ainda trata a rua como um dos principais polos de couro da cidade, tanto que em junho de 2026 organizou o Circuito del Cuero na Murillo, com mais de 25 lojas participando e desconto de até 50% em produtos selecionados, segundo a notícia oficial de 17/06/2026. Foi uma ação de um sábado só, por causa do Dia dos Pais de lá, então não conte com esse desconto o ano inteiro.

Quando a gente foi, a minha jaqueta saiu por 2.700 pesos, e com os 3,62 pesos por real que a gente conseguiu no câmbio de 2015 isso dava uns R$ 746. O diário não guardou o nome da loja e eu não achei fonte oficial com preço de jaqueta hoje, então faz os cálculos na hora, compara em mais de uma loja da rua e converte o preço pra real antes de se empolgar no provador.

A empanada, o outlet e a padaria dos pães doces

O diário também não registrou o nome do boteco da empanada ruim nem o da padaria onde a gente comprou os 6 pães doces por 27 pesos, uns R$ 7,45 na época. Sem nome não tem como eu conferir se esses lugares ainda existem, e eu prefiro dizer isso do que chutar um endereço. A padaria entrou no guia completo de Buenos Aires como um dos melhores custo-benefício da viagem, e o outlet, que em 2015 tinha preço de Brasil, só dá pra avaliar com a marca e o câmbio do dia, então abre o site da marca no Brasil e compara antes de pagar.

Puerto Madero à noite, a Puente de la Mujer e o prédio do Google

O tio do telescópio era um vendedor de rua sem nome, então não tenho como saber se ele ainda aparece por lá. A Puente de la Mujer continua no mesmo lugar, e pela página oficial de turismo da cidade ela é a primeira obra do arquiteto Santiago Calatrava na América Latina, cruza o Dique 3 ligando a Av. Alicia Moreau de Justo à rua Olga Cossettini e em 2022 ganhou um piso novo de plástico reciclado no lugar da madeira gasta.

Quando a gente voltou a Buenos Aires de executiva em 2024, quase 9 anos depois, eu contei no post da nossa volta que a ponte parecia não abrir mais com frequência pros barcos passarem e que Puerto Madero estava bem mais agitado num sábado do que naquela noite fria e vazia de 2015.

O Google também continua em Puerto Madero. Na página oficial de escritórios do Google, conferida em outubro de 2026, o endereço de Buenos Aires é a Av. Alicia Moreau de Justo 350. Não consegui confirmar se é o mesmo prédio que a gente fotografou nem quantos andares eles ocupam hoje. Da Starbucks da Corrientes também não dá pra dar endereço, porque o diário não diz em qual loja a gente parou e o site da Starbucks Argentina bloqueou a minha consulta.

Câmbio e pagamento na Argentina hoje

Em 2015 a gente dependia de um serviço de câmbio combinado por mensagem, que furou mais de uma vez. Quando a gente voltou a Buenos Aires, usou o cartão da Wise sem nenhum problema na viagem toda, e no post da volta eu anotei o câmbio de 14/08/2026, em torno de 1.488 a 1.492 pesos por dólar no oficial e de 287 a 294 pesos por real. A gente é parceiro da Wise, e eu deixo isso aqui de maneira bem transparente, mas faz os cálculos com a cotação do dia da sua ida e compara com o seu cartão, porque na Argentina isso muda rápido.

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