Vista do Hilton Puerto Madero à beira do rio em Buenos Aires
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Hilton Puerto Madero: Roteiro em Buenos Aires

Faz quase 9 anos que a gente não pisava em Buenos Aires. A última vez foi na nossa lua de mel, em 2015, e foi ali que gravamos os primeiros vídeos do canal, sem noção nenhuma de como se grava um vídeo. Dessa vez, voltamos com poucas horas disponíveis na cidade, entre um voo de executiva da Swiss saindo de Guarulhos e outro voo cedinho no dia seguinte de volta pro Brasil. E escolhemos passar essas horas contadas hospedados num hotel que carrega um significado bem específico pra gente: o Hilton Puerto Madero.

Antes de chegar lá, teve sala VIP em Guarulhos, café da manhã capenga na executiva, imigração tranquila, Uber caro do aeroporto e um quarto que só ficou pronto às 14h30, mesmo com status Gold. Depois, teve pizza na Güerrín, Casa Rosada, Obelisco, uma Floralis Genérica quebrada pela chuva e a volta ao lugar exato onde a gente sentou num banquinho em 2015 sonhando em um dia se hospedar ali. Se você está pensando numa passagem rápida por Buenos Aires ou já quer saber se vale a pena o Hilton Puerto Madero, esse relato tem os detalhes todos.


Sala VIP do Banco Safra em Guarulhos: acesso sem cartão de crédito

Você não precisa ter cartão de crédito premium pra entrar numa sala VIP. Se você voa de classe executiva, na maioria das vezes você já consegue acesso, e foi assim que entramos na sala VIP do Banco Safra em Guarulhos: pelo bilhete da executiva da Swiss, sem precisar de cartão nenhum.

Acordamos 4 horas da manhã pra sair do Pullman Guarulhos, hotel que fica pertinho do aeroporto e que oferece transporte gratuito de ida e volta, tanto pra quem chega quanto pra quem embarca. Em menos de 15 minutos já estávamos no Terminal 2 ou no Terminal 3, o que deixa tudo mais prático e, de quebra, mais barato do que pagar Uber de madrugada.

Às 6 da manhã a sala VIP ainda estava bem tranquila. Aproveitamos pra tomar café da manhã: peguei ovos mexidos e omelete (a Carol não come ovo de manhã, mas eu como), e um cafezinho. As mesinhas do salão são meio tortas, meio bambas, e as poltronas são um pouco mais confortáveis pra sentar sem comer, mas se você for comer mesmo, vale mais a pena ficar nas mesinhas. Da mesa dava pra ver o movimento do Terminal 3, a área do Duty Free e, mais na frente, os aviões decolando e pousando. Não é uma vista bonita, mas é interessante acompanhar o vaivém.


Executiva da Swiss até Buenos Aires: economia de mais de 60%, mas o assento mais duro que já pegamos

Voamos na classe executiva da Swiss de Guarulhos até Buenos Aires. Compramos essas passagens com milhas, com uma economia de mais de 60% em relação à tarifa paga, e o voo é bem rápido, com menos de 3 horas de duração. Só de ter um assento mais confortável pra um trajeto assim já vale a pena a experiência da executiva, e o horário de saída foi bem cedinho, às 8h50 da manhã.

Ainda bem que já tínhamos comido bem na sala VIP do Banco Safra, porque o café da manhã servido a bordo da Swiss é bem simples. A aveia com frutas vermelhas estava boa, mas o resto da experiência de bordo decepcionou em vários pontos. É um voo de curta duração e por isso não é entregue o amenity kit; ainda assim, pedi três vezes o kit e não teve jeito, sem sucesso nenhum. Também não tinha cobertor, nem travesseiro, e não fomos recebidos com o welcome drink de praxe. Não tinha nem uma garrafinha de água disponível, como costuma ter em qualquer executiva.

O assento em si é bonito, com detalhes em couro e bom espaço pra esticar as pernas. Mas, sendo bem sincero, foi o assento mais duro que a gente já pegou em todas as experiências de classe executiva que já vivemos. Antes da decolagem não dava pra ver nada na TV, e depois de decolar passaram várias propagandas da própria Swiss que, pra nós, não fizeram sentido nenhum. No fim, não deu nem pra assistir um filme inteiro num trajeto tão curto.


Chegada em Buenos Aires: imigração tranquila e Uber caro até Puerto Madero

A imigração em Buenos Aires foi bem tranquila, praticamente sem burocracia nenhuma. Só perguntaram onde a gente estava hospedado, e pronto, já liberaram. De lá, pegamos Uber direto do aeroporto até o hotel: deu um total de uns 16 dólares, já convertendo, e não ficou barato. Em reais deu quase R$ 90, porque o aeroporto de Ezeiza fica bem mais distante de Puerto Madero do que do centro tradicional de Buenos Aires.


Hilton Puerto Madero: sem early check-in mesmo com status Gold

Nosso desafio ficou mais desafiador ainda logo na chegada: não conseguimos o early check-in no Hilton, mesmo com status Gold. Pelo menos foi o que nos falaram: que o hotel estava super cheio e que todos os quartos do nosso andar estavam ocupados. Ainda bem que o voo de volta só seria no dia seguinte, porque teríamos que esperar até às 3 da tarde pelo quarto.

No fim, o quarto só ficou liberado às 14h30, ou seja, mais de duas horas depois do horário padrão de check-in. Compensou porque conseguimos um upgrade de quarto (pago por nós, não é benefício automático do status) que dava acesso ao lounge executivo. Só que, quando fomos aproveitar, o lounge estava bem fraco em opções: praticamente só tinha Doritos e umas castanhas e amêndoas. A Carol até brincou que talvez ficasse melhor em outro horário, com mais variedade de água, café e suco.


Dentro do quarto executivo, 9º andar: banheiro clássico, bancada baixa e carpete

Finalmente, às 14h30, liberaram o quarto. Valeu a espera: era um quarto bem bacana, com uma vista muito legal, no nono andar do Hilton Puerto Madero.

O banheiro segue o padrão Hilton mais clássico, quase antigo. A bancada é surpreendentemente baixa: pra você ter ideia, a Carol tem 1,66 metro de altura, e a bancada bate bem abaixo do que seria confortável. O espelho, em compensação, é grande e bem iluminado. O banheiro em si é espaçoso, com banheira, e o vaso sanitário fica separado da área do chuveiro, que não é muito grande. Os amenities são de uma marca que a gente nunca tinha visto antes, mas pelo menos o sabonete de mão é cheiroso e agradou.

No restante do quarto, tem um frigobar com mensagens de boas-vindas em inglês, português e espanhol, e as águas dentro dele são cortesia: já tínhamos pegado quatro garrafinhas lá embaixo, então dá pra contar com água grátis sem preocupação. Tem chaleira elétrica com sachês de chá e café, um armário de três prateleiras em tom escuro (bem clássico, do jeito que o Hilton costuma ser: um hotel de rede tradicional, que não é exatamente o nosso estilo preferido, mas que a gente quis experimentar por um motivo especial que conto mais adiante) e uma porta que conecta esse quarto ao vizinho, sinal de que é pensado também pra famílias que reservam dois quartos juntos.

A cama é queen, o espaço é generoso, com um cômodo extra com portas (tipo um mini closet) e cofre. Tem tábua de passar e ferro, várias prateleiras, um banco pra apoiar a mala, cabides pra pendurar roupa e dois roupões, só que sem pantufas (pedimos pra ver se conseguiam trazer). O carpete no piso é o único ponto que incomoda um pouco, porque carpete em hotel sempre traz aquela sensação de menos limpeza. A TV é grande, da LG, com uns 46 polegadas, e tem escrivaninha de trabalho e duas poltronas.


A vista que valeu o upgrade: Puente de la Mujer e Casa Rosada

O motivo principal de termos pago pelo upgrade desse quarto foi a vista. Do quarto, dá pra ver a Puente de la Mujer (puente de la mujer, o movimento da ponte lembra a perna de uma mulher dançando tango). Ela costumava abrir pra deixar os barcos passarem por baixo, mas isso não parece mais acontecer com frequência. Dali dá pra ver toda a área de Puerto Madero, e do terraço do lounge executivo, mais à frente, conseguimos ver também a Casa Rosada.

Puente de la Mujer iluminada à noite em Puerto Madero, Buenos Aires
A Puente de la Mujer à noite, vista do lado que ficamos hospedados em Puerto Madero.

Por que escolhemos justamente esse Hilton

Aqui vai o motivo mais legal de tudo. Em 2015, na nossa lua de mel, viemos a Buenos Aires três vezes: numa delas, na volta de Bariloche, tinha uma greve geral no país, e fomos obrigados a ficar mais dois dias na cidade, o que acabou nos trazendo de volta pra Puerto Madero. Numa dessas visitas, sentamos num banquinho bem em frente à hamburgueria John B. Good’s (fomos lá duas vezes, e o hambúrguer, pelo menos naquela época, era muito bom). Dali, batemos uma foto do letreiro do Hilton com o celular, uma foto bem ruim, e comentamos que seria muito bacana um dia voltar pra Buenos Aires e se hospedar num hotel bacana como aquele.

Na nossa realidade de 2015, um hotel como o Hilton era caro demais, bem fora do que a gente podia pagar naquela fase. Hoje, quase 9 anos depois, realizamos essa vontade antiga: voltamos pra Buenos Aires e nos hospedamos ali, com aquela vista que a gente só via de fora, do banquinho da hamburgueria.


Revivendo a lua de mel: Casa Rosada, 725 Continental e Obelisco

Com pouquíssimas horas disponíveis antes de descansar pro voo cedinho do dia seguinte, saímos direto pra passear. Fomos andando do hotel até a Casa Rosada e, claro, aproveitamos pra tirar muitas fotos. No caminho, passamos em frente ao hotel onde ficamos hospedados na nossa lua de mel em 2015, o 725 Continental, e seguimos até o Obelisco pra tirar mais fotos, relembrando os mesmos pontos de quase uma década atrás.

Casal em frente à Casa Rosada, sede do governo argentino em Buenos Aires
Em frente à Casa Rosada, repetindo o roteiro da lua de mel de 2015.
Casal em frente ao Obelisco de Buenos Aires
De volta ao Obelisco quase 9 anos depois da lua de mel.

Pizzaria Güerrín: peperoni gigante, 9 anos depois

Depois de quase 9 anos, voltamos à Güerrín, que pra gente foi uma das melhores pizzas que já comemos. É uma pizzaria bem famosa por lá. Pedimos uma peperoni pequena, só que “pequena” ali é gigante, alta, do tamanho de uma Pizza Hut. Há 9 anos, tínhamos pedido só de mussarela; dessa vez resolvemos experimentar a peperoni, que é bem mais picante e tem um gosto mais forte que a calabresa. A Carol não gostou muito. Eu gostei, mas acho que a de mussarela pura ainda é mais gostosa.

Almoçamos (ou melhor, “almoçamos” tarde: já passava das 16h30, era sábado, e o lugar estava bem cheio). Ainda assim conseguimos mesa no segundo andar, mais geladinho por causa do ar-condicionado, mesmo com um pinguinho de água caindo bem em cima da cabeça de vez em quando. Ainda assim, a experiência valeu a pena.

A conta na Güerrín ficou em 14.300 pesos argentinos pela pizza de peperoni e mais 2.100 pesos pela Coca-Cola, total de 16.400 pesos. Pagamos com a Wise, que tem funcionado bem por aqui na Argentina.

Pizza de muçarela e calabresa na pizzaria Güerrín em Buenos Aires
Parada obrigatória de novo: pizza na tradicional Güerrín, em Buenos Aires.

Floralis Genérica: sem sorte de novo

Depois da Güerrín, o próximo destino era a Floralis Genérica, e de novo não tivemos sorte. Quando viemos aqui há 9 anos, na nossa lua de mel, a escultura estava em manutenção e reforma, ficou bem feia, e a única foto que temos de lá é ruim (a Carol tirou uma foto minha, mas não ficou nada legal). Dessa vez, tinha caído uma chuva bem forte no dia anterior, e nos contaram que a estrutura ficou toda fechada, com algumas pétalas quebradas caídas no chão, sem conseguir chegar perto pra tirar foto de novo. Vamos ter que voltar mais uma vez a Buenos Aires, talvez daqui uns 9 ou 10 anos, só pra tentar fotografar a Floralis inteira e aberta.

Pra piorar, ainda ficamos sem internet no meio do passeio: o pacote mundo da Claro simplesmente não estava funcionando, e voltamos pro hotel meio no escuro em termos de navegação.


Onde nasceu o canal @dia23

Um detalhe especial dessa volta a Buenos Aires: foi bem aqui, na nossa lua de mel de quase 9 anos atrás, que tudo começou. Foi onde gravamos os primeiros vídeos do nosso canal no YouTube, de um jeito bem improvisado, sem saber muito bem como gravar ou como começar um vídeo, com uma GoPro Hero 3 que ganhamos de presente. Esses vídeos continuam até hoje disponíveis no canal, guardados como recordação, porque o objetivo principal quando começamos era registrar as nossas viagens pra próxima geração poder assistir, pro Samuel.

Estar de novo em cima da Puente de la Mujer, num sábado agitado e lotado, bem diferente da Puerto Madero mais vazia que conhecemos em 2015, fechou esse ciclo de um jeito que a gente não esperava quando começou a gravar tudo isso quase uma década atrás.


As boas desse roteiro em Buenos Aires

  • Hilton Puerto Madero com significado real. Realização de uma promessa feita quase 9 anos antes, sentados num banquinho em frente ao hotel.
  • A vista da Puente de la Mujer e da Casa Rosada. O motivo real por trás do upgrade de quarto.
  • Güerrín continua imperdível. Pizza gigante, tradicional, uma das melhores que já comemos.
  • Imigração e Wise sem dor de cabeça. Entrada rápida no país e pagamentos tranquilos com a Wise.

O que não foi tão bom

  • Sem early check-in mesmo com status Gold. Hotel lotado, quarto só liberado às 14h30.
  • Lounge executivo fraco em opções. Só Doritos e castanhas no horário em que passamos.
  • Café da manhã simples da Swiss. Sem amenity kit (pedi três vezes), sem cobertor, travesseiro ou welcome drink.
  • Assento mais duro que já pegamos numa executiva. Bonito, com bom espaço pra perna, mas duro demais.
  • Floralis Genérica quebrada pela chuva. Segunda tentativa seguida sem conseguir a foto.
  • Uber do aeroporto caro. Quase R$ 90 até Puerto Madero, que fica mais distante do centro.

Investimentos desse roteiro

ItemValor
Uber do aeroporto ao Hilton Puerto Madero~US$ 16 (~R$ 90)
Pizza de peperoni + Coca-Cola na Güerrín16.400 pesos argentinos
Passagem executiva Swiss Guarulhos-Buenos Airescompra com milhas, economia de +60%

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Perguntas Frequentes

Vale a pena se hospedar no Hilton Puerto Madero?

Pra quem valoriza localização e vista dentro de Puerto Madero, sim. O quarto executivo, no nono andar, tem vista pra Puente de la Mujer e, do terraço do lounge, dá pra ver a Casa Rosada. É um hotel de rede clássica, com decoração mais tradicional (carpete, bancada baixa no banheiro), então não espere um design moderno. O ponto forte mesmo é a localização e a vista.

O status Gold do Hilton garante early check-in?

Não necessariamente. Na nossa experiência, mesmo com status Gold, o hotel estava lotado e não conseguimos check-in antecipado. O quarto só foi liberado às 14h30. Vale sempre confirmar disponibilidade e ter um plano B pra deixar a bagagem e passear enquanto espera.

O Hilton Puerto Madero fica perto dos pontos turísticos de Buenos Aires?

Fica dentro do próprio bairro de Puerto Madero, com a Puente de la Mujer bem próxima. Dá pra ir andando até a Casa Rosada e o centro histórico. Já do aeroporto de Ezeiza, a distância é maior do que até o centro tradicional da cidade, o que deixa o Uber mais caro.

Quanto custa comer na pizzaria Güerrín?

Uma pizza pequena (que sai bem grande na prática) de peperoni mais uma Coca-Cola ficou em 16.400 pesos argentinos, pagos com a Wise. É uma das pizzarias mais tradicionais e movimentadas de Buenos Aires, principalmente aos sábados.

O lounge executivo do Hilton Puerto Madero tem boa variedade?

No horário em que passamos por lá, não. Encontramos basicamente Doritos e castanhas, além de água, café e suco. Pode variar bastante dependendo do horário do dia, já que costuma ter refeições mais completas em horários específicos.

Compensa comprar passagem executiva com milhas pra um trecho curto como Guarulhos-Buenos Aires?

Pra nós compensou: conseguimos mais de 60% de economia comprando com milhas. Mesmo sendo um voo de menos de 3 horas, sem amenity kit e com um assento mais duro do que o esperado, o espaço pra perna e o conforto geral ainda valeram a pena frente à econômica.


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