Paris foi a primeira parada de uma viagem de 16 dias pela Europa, e também a primeira viagem internacional do Sam, ainda bebê. Esse guia reúne tudo que fizemos pela cidade: Torre Eiffel, Louvre, Arco do Triunfo, Trocadero, um cruzeiro pelo Rio Sena, Montmartre e até o cenário real de Emily em Paris, sempre com a história por trás de cada ponto turístico.
Onde ficamos hospedados: Aparthotel Adagio, pertinho da Torre Eiffel
Ficamos no Aparthotel Adagio Paris Centre Tour Eiffel, um apart-hotel da rede ALL Accor, a menos de 15 minutos a pé da torre. Reservamos com pontos e ainda conseguimos upgrade de quarto pelo status Gold. Contamos o tour completo em Hotel com Vista para a Torre Eiffel: Aparthotel Adagio Paris.
Torre Eiffel: como comprar o ingresso e por que ela quase foi demolida
A Torre Eiffel foi construída entre 1887 e 1889, projetada pelo engenheiro Gustave Eiffel para a Exposição Universal de 1889, e levou apenas 2 anos, 2 meses e 5 dias para ficar pronta. Na inauguração ela tinha 300 metros; hoje, com a antena, chega a 330 metros. Um detalhe pouco conhecido: a concessão original era temporária, e a torre deveria ser desmontada depois de cerca de 20 anos. Ela só sobreviveu porque passou a ter utilidade real para telecomunicações, além do valor simbólico que já tinha conquistado junto aos parisienses.
Compramos o ingresso direto no site oficial (ticket.toureiffel.paris), com bastante antecedência, porque as datas mais próximas costumam esgotar rápido, principalmente em alta temporada. Existem 2 tipos de ingresso: até o segundo andar (por elevador ou por escada, bem mais barato) ou o “Summit”, até o terceiro andar/topo, que foi o que escolhemos. Pagamos 84,90 euros para 3 adultos (criança abaixo de 4 anos não paga), bem mais barato do que comprar em marketplaces como o GetYourGuide, onde o mesmo ingresso costuma sair por 70 a 100 euros por pessoa dependendo da época.
Vale a dica: compre o horário mais cedo possível (pegamos o das 9h30) para enfrentar menos fila e ter fotos com menos gente. Comprando online, você pula a fila dupla de segurança + bilheteria e vai direto para o guichê de quem já tem ingresso.

Arco do Triunfo: o monumento das vitórias de Napoleão
Napoleão Bonaparte mandou construir o Arco do Triunfo em 1806, depois da vitória na Batalha de Austerlitz, para celebrar e eternizar as conquistas do exército francês. A obra só ficou pronta e foi inaugurada em 29 de julho de 1836, já no reinado de Luís Filipe, quase 3 décadas depois de Napoleão ter dado a ordem. O arco é o ponto de convergência de 12 avenidas parisienses importantes, incluindo a famosa Champs-Élysées, que percorremos depois, com quase 2 km de lojas de grife, cafés e a loja da Apple (onde, sim, só se pode fotografar produtos Apple).

Museu do Louvre: de Palácio Real a maior museu do mundo
O Museu do Louvre já foi um Palácio Real antes de se tornar museu em 1793. A coleção vai da antiguidade egípcia até a arte moderna, e a arquitetura do prédio (incluindo a icônica pirâmide de vidro) já é uma atração à parte.
Compramos o ingresso online no site oficial (ticket.louvre.fr), pagando 51 euros para 3 adultos (menores de 18 anos não pagam), bem mais barato do que os quase 50 euros por pessoa que o mesmo ingresso custa em marketplaces como o GetYourGuide. Não entre pela pirâmide, que tem a maior fila: desça na estação de metrô Palais Royal e saia pela saída 6, Carrousel du Louvre, um shopping subterrâneo que dá acesso direto e sem fila. Chegamos às 8h55 para a abertura às 9h e conseguimos ver a Monalisa praticamente sem ninguém na frente.

Trocadero e o cruzeiro pelo Rio Sena
O Trocadero é o mirante clássico com a vista mais famosa da Torre Eiffel de frente, e vale ir cedo, antes do sol ficar muito forte e do local encher de gente. Fizemos também um cruzeiro pelo Rio Sena com a Bateaux Mouches, um dos passeios mais tradicionais de Paris, com cerca de 1h10 de duração, passando pela Torre Eiffel, o Louvre, a Catedral de Notre-Dame e diversas pontes, incluindo a Ponte Alexandre III, com vista para o Grand Palais, o Petit Palais e o Hôtel des Invalides, onde fica o túmulo de Napoleão. Escolha um horário perto do fim da tarde, com o sol mais baixo, e prefira sentar nas laterais do andar de cima, que têm a melhor vista do passeio inteiro.
Montmartre: o bairro boêmio de Van Gogh e Picasso
Montmartre virou point de artistas no fim do século 19 porque, antes de ser anexado a Paris, era uma localidade independente, com clima boêmio e custo de vida mais baixo que o centro da cidade. Foi essa liberdade e vida noturna que atraiu nomes como Van Gogh e Picasso para os cafés e ateliês do bairro, um clima artístico que sobrevive até hoje nas galerias e lojinhas de arte espalhadas pelas ruas. No alto da colina fica a Basílica de Sacré-Cœur, com uma escadaria imensa (temos que avisar: são muitos degraus, ainda mais empurrando carrinho de bebê) e uma das vistas panorâmicas mais bonitas de Paris.
O cenário real de Emily em Paris
Para quem é fã da série, vale um passeio dedicado: fomos até a Abadia de Saint-Germain-des-Prés, a igreja mais antiga de Paris, fundada no século 6, e depois pelo Jardim de Luxemburgo, um parque enorme com lagos e áreas verdes onde o Sam brincou à vontade. Seguimos até a rua onde ficam a padaria e o apartamento usados na série, provamos o famoso chocolate quente (uma delícia crocante e amanteigada) e terminamos no rooftop gratuito da Galeries Lafayette, com uma das melhores vistas gratuitas de Paris, mas fique de olho no horário: fecha às 19h30.
Onde comemos em Paris
Economizamos bastante fazendo café da manhã no próprio apart-hotel, comprando no supermercado Monoprix (a marca própria do mercado costuma ser bem mais barata). Para o almoço perto do Louvre, a Boulangerie Le Village oferece menus completos (sanduíche, bebida e sobremesa) por 9,90 a 12,90 euros. Em Montmartre, provamos os famosos macarons (2,50 euros cada, o de maracujá foi consenso de favorito) e um sorvete artesanal de ingredientes naturais. Perto do Jardim de Luxemburgo, no restaurante Alexis, o croque monsieur com porção de fritas foi um dos melhores sanduíches da viagem.
Metrô: o Navigo é a estratégia mais barata
Compramos o cartão Navigo Easy (2 euros o cartão) e carregamos com um pacote de 10 passagens, saindo a 1,69 euro cada, contra 2,10 euros comprando o bilhete avulso. O cartão é individual: não dá para compartilhar entre 2 pessoas na mesma viagem, e a fiscalização pode multar quem tentar.
As boas desse roteiro em Paris
- Ingressos oficiais sempre mais baratos. Torre Eiffel e Louvre saíram bem mais em conta comprando direto no site oficial do que em marketplaces.
- Chegar cedo muda a experiência inteira. Monalisa sem fila, Trocadero vazio, tudo por causa do horário.
- Café da manhã no apart-hotel economiza tempo e dinheiro. Ainda mais prático viajando com bebê.
- Montmartre entrega história e vista ao mesmo tempo. Bairro boêmio com uma das melhores panorâmicas da cidade.
O que não foi tão bom
- Escadaria de Montmartre é cansativa com carrinho de bebê. Mais de 2.000 degraus, vale considerar o funicular com o bilhete do metrô.
- Café perto do Trocadero, caro e mal atendido. Bom só para as fotos, não para comer.
- Banheiros são raros e cobrados. Vale sempre ter moedas em euros por perto.
Investimentos desse roteiro em Paris
| Item | Valor |
|---|---|
| Ingresso Torre Eiffel (Summit, 3 adultos) | 84,90 euros |
| Ingresso Museu do Louvre (3 adultos) | 51 euros |
| Cruzeiro pelo Rio Sena (Bateaux Mouches, 3 adultos) | 45 euros |
| Cartão Navigo Easy + pacote 10 passagens | 1,69 euro/passagem |
| Macarons (cada) | 2,50 euros |
Quer economizar de verdade na sua próxima viagem internacional?
A gente manda alerta de passagem e hotel todo dia na Comunidade VMM.
Dessa mesma viagem saíram outros roteiros: Disneyland Paris com Bebê, Quanto Custa Viajar para Paris, e a continuação da viagem por Bruxelas e Amsterdã.
Esse post faz parte do trecho inicial da viagem: confira como foi voar de executiva Air France de Fortaleza a Paris com bebê.
Perguntas frequentes
É melhor comprar o ingresso da Torre Eiffel no site oficial ou em marketplaces como GetYourGuide?
No site oficial. Pagamos 28,30 euros por adulto no ingresso Summit, enquanto o mesmo ingresso em marketplaces custava entre 70 e 100 euros por pessoa dependendo da época e do horário.
Por que a Torre Eiffel quase foi demolida?
A concessão original era temporária, e a estrutura deveria ser desmontada cerca de 20 anos após a construção. Ela sobreviveu porque passou a ser usada para telecomunicações, além do valor simbólico que já havia conquistado.
Vale a pena o cenário de Emily em Paris?
Vale, principalmente combinado com o Jardim de Luxemburgo e o rooftop gratuito da Galeries Lafayette, que tem uma das melhores vistas gratuitas da cidade.



