Em janeiro de 2026 a gente foi pra Orlando em família, eu, a Carol, o Samuel, que tinha 4 anos, e a minha sogra, a Ionice, e quase tudo o que é caro nessa viagem passou pelas milhas. A ida foi na executiva da Delta, emitida com milhas da LATAM pela tabela fixa, e os dois hotéis, o Celebration Suites e o Terra Luna, saíram com pontos da Azul. Eu fui mostrando cada compra no canal, numa série de planejamento que eu publiquei em 2025, então os números desse post são os que apareceram na tela, cada um com a data em que eu vi.
Nesse post eu vou mostrar quanto custou cada coisa no dinheiro e em milhas, com a conta do milheiro escrita, e também ser bem sincero sobre o que a gente não pagou com milhas nessa viagem. Milheiro e tabela mudam o tempo todo, então eu conferi de novo os valores em 1º de outubro de 2026 e aviso onde a conta de antes já não fecha igual hoje.
Quantas milhas custa uma passagem para Orlando em 2026
Não existe um número fixo, porque a LATAM, a Smiles e a Azul cobram os voos delas por tarifa dinâmica, e o preço em milhas sobe e desce junto com o preço em dinheiro. A tabela abaixo traz as faixas de referência que já estavam nesse post. Eu não consegui confirmar essas faixas em fonte oficial, até porque elas não existem como tabela publicada, então use como ordem de grandeza e não como preço.
| Programa | Faixa (ida e volta, econômica) | Ponto forte |
|---|---|---|
| LATAM Pass | 55 mil a 92 mil milhas | Geralmente a faixa mais barata das três em rota direta |
| Smiles | 98 mil a 160 mil milhas | Boa malha de conexões via parceiros da Star Alliance |
| Azul Fidelidade | 51 mil a 136 mil pontos | Faixa mais ampla, costuma abrir bons resgates em promoção de transferência |
O exemplo real que eu tenho é de julho de 2025, quando eu pesquisei ao vivo no canal uma ida e volta pra Orlando sem nenhuma pesquisa prévia. Colocando vários aeroportos de saída no Brasil e Orlando, Miami e Fort Lauderdale como chegada no Google Flights, com ida em 26 de janeiro e volta em 10 de fevereiro de 2026, a opção mais barata da LATAM foi Brasília x Miami com parada em Lima, por R$ 3.096,56 por pessoa na tarifa Light, que não tem mala despachada e cobra multa pra remarcar.
No site da LATAM, logado na minha conta, o mesmo voo saía por 91.400 milhas mais R$ 185 de taxa de embarque. Arredondando pra cima, 92 mil milhas a R$ 24,50 o milheiro, que era um valor razoável de conseguir em promoção naquela época, dá R$ 2.254, e somando os R$ 185 a ida e volta fica em R$ 2.439. Contra os R$ 3.096,56 no dinheiro, é uma economia de uns R$ 658 por pessoa, e numa família de quatro passa dos R$ 2.600. Só que se atente a dois detalhes antes de copiar a conta, porque de Miami ainda são umas 4 horas de carro até Orlando, e a Light não leva mala, então se a sua família precisa despachar bagagem faz os cálculos de novo com a tarifa que inclui.
E o que mudou de lá pra cá? Em agosto de 2026 a LATAM Pass fez uma promoção de compra de milhas com o milheiro a R$ 24,50 pra quem tem o cartão LATAM Pass Itaú e a R$ 26,60 pros demais clientes, válida até 28 de agosto, segundo o Melhores Cartões. Com R$ 26,60, a mesma ida e volta sairia por R$ 2.632,20 e a economia cairia pra uns R$ 464 por pessoa. Ainda compensa, mas repara como R$ 2 a mais no milheiro comeram quase um terço da economia. O passo a passo dessa pesquisa, com as ferramentas, está no post como comprar passagem barata para Orlando com milhas.
A nossa executiva pra Orlando pela tabela fixa da LATAM
Essa foi a compra que mais pesou a favor no orçamento. No fim de junho de 2025 a Delta liberou tarifas de resgate pro ano quase todo saindo de Guarulhos e do Galeão pra Atlanta e Nova York, e nas datas que a gente queria em janeiro tinha sete assentos de executiva. Eu achei essas datas no Seats.aero, pesquisando pelo programa da Virgin Atlantic e filtrando só os voos da Delta, e emiti pela tabela fixa da LATAM Pass, que é a tabela de resgate com companhias parceiras, com preço por região e por cabine.
Pela tabela, um trecho Brasil x América do Norte em executiva custa 135 mil milhas, e no vídeo eu comentei que antes eram 90 mil. Pra quatro pessoas foram 540 mil milhas, e as que faltavam eu comprei numa promoção da LATAM que estava rolando na mesma época, a R$ 24,50 o milheiro. Então 135 mil milhas a R$ 24,50 dá R$ 3.307,50 por pessoa, mais a taxa de embarque, que deu um pouco mais de R$ 1.220 pras quatro, uns R$ 305 por pessoa. No vídeo eu falei em menos de R$ 3.600 por pessoa, mas refazendo a conta com a taxa dividida fica em uns R$ 3.610, então o certo é dizer que ficou na casa dos R$ 3.600. No Google Flights, em agosto de 2025, essa mesma executiva da Delta numa data perto da nossa passava de R$ 22 mil o trecho, por pessoa.
Agora as ressalvas, que não são poucas. A emissão não é pelo site, é por telefone ou pelo WhatsApp da LATAM, e eu levei mais de 2 horas e 20 minutos pra emitir as quatro passagens. A oportunidade de junho foi rara, porque normalmente a executiva da Delta pela tabela fixa só aparece em cima da hora, e gravando o vídeo em 6 de agosto de 2025 só tinha duas datas, as duas naquele mesmo mês. E a rota foi Guarulhos x Atlanta, e não Orlando, porque era o que existia na data. A gente ainda comprou à parte um voo de Brasília pra Guarulhos pela Gol, uns R$ 300 por pessoa com assento marcado, chegando um dia antes, porque em bilhete separado a Delta não tem responsabilidade nenhuma se o voo doméstico atrasar ou for cancelado.
Conferi em 1º de outubro de 2026 que os 135 mil continuam valendo pra essa rota. A LATAM Pass reajustou a tabela de parceiros a partir de 2 de março de 2026, mas, segundo o anúncio repercutido pelo Melhores Cartões, o reajuste não atingiu voos saindo ou chegando no Brasil. A página oficial da tabela não abriu pra leitura automática, então confirme lá antes de contar com esse número.
E de econômica pela tabela fixa, compensa? O mesmo trecho custa 57 mil milhas, que a R$ 24,50 dá R$ 1.396,50, mais uns R$ 300 de taxa, perto de R$ 1.700 só a ida. Eu não considero uma boa, porque uma ida e volta boa pros Estados Unidos fica em torno de R$ 2.500, R$ 2.600 no dinheiro. Eu só usaria a tabela fixa de econômica com as datas travadas em alta temporada, comprando em cima da hora, ou como passagem de backup enquanto espero aparecer coisa melhor, porque onde ela faz sentido de verdade é na executiva.
Ah, Rudi, e se não aparecer uma promoção dessas da Delta? Aí o outro caminho que eu mostrei no mesmo vídeo é a executiva da própria LATAM, que tem voo direto de Guarulhos pra Orlando, emitida com Avios pelo programa da Qatar. Em agosto de 2025 o Seats.aero mostrava datas com três e quatro assentos em janeiro, fevereiro e abril de 2026. Essa a gente não emitiu, então fica como caminho pra pesquisar, e não como experiência nossa.

Hospedagem com milhas da Azul
Os hotéis foram a outra parte grande da viagem. No site da Azul Viagens, dentro do Azul Fidelidade, dá pra usar os pontos pra reservar hotel, carro e pacote, inclusive em hotel que não tem nada a ver com a Azul. Em agosto de 2026 ainda tinha cupom de desconto pra hospedagem com pontos por lá, segundo o Passageiro de Primeira, então o caminho continua aberto. As regras de resgate mudam de tempos em tempos, então confira a área de hotéis do programa antes de contar com ela.
Em 29 de outubro de 2025 eu gravei a comparação ao vivo. No Booking, o Celebration Suites de 19 a 26 de janeiro, sete noites pra três adultos e uma criança, estava R$ 3.387 mais R$ 1.210 de impostos e taxas, R$ 4.597 no total. Na Azul Viagens, o mesmo quarto de um dormitório saía por 333.633 pontos, sem nenhuma taxa por cima. Arredondando pra 334 mil, são 334 milheiros, e a R$ 13 o milheiro, que foi o valor que a gente pagou comprando pontos da Azul em promoção, dá R$ 4.342, uma diferença de só R$ 255 nas sete noites, o que parece pouco pra tanto trabalho.
O que fez a conta melhorar foi o cupom. A Azul solta cupom de 10, 15 ou 20% de desconto pra hotel pago com pontos, e no Terra Luna a gente usou um de 15%. Só que se atente, porque com muita frequência a Azul aumenta a quantidade de pontos do hotel justo quando lança o cupom, e o desconto vira enfeite. Por isso eu fiz uma reserva sem cupom e a outra com cupom, sempre anotando os valores numa planilha e comparando com o preço no dinheiro.
No fim, a nossa estadia real foi essa. No Celebration Suites a gente ficou de 19 a 24 de janeiro de 2026, cinco noites, e usou 220 mil pontos da Azul comprados a R$ 13 o milheiro, o que deu R$ 2.860,91 no total, R$ 572,18 por noite pra quatro pessoas, sem café da manhã, porque o hotel não serve, sem taxa de resort, com estacionamento gratuito e só uma caução de US$ 100 na entrada. No Terra Luna, hotel da Universal, foram três noites, de 24 a 27 de janeiro, por R$ 2.328 com o cupom de 15%, uns R$ 776 por noite, e lá o estacionamento é pago mesmo pra hóspede. Somando os dois hotéis, a economia frente ao preço no dinheiro passou de R$ 1.600, que foi o número que eu contei no canal em novembro de 2025, com as reservas já feitas.
Uma dica que eu sempre sigo quando reservo com pontos da Azul é enviar um e-mail pro hotel pedindo a confirmação da reserva. Eu já vi vários casos de reserva com pontos da Azul que caiu, e com a resposta do hotel por escrito você tem o comprovante na hora do check-in. No Terra Luna eu fiz isso e eles responderam confirmando.
Hoje, essa conta mudaria. Em agosto de 2026 a melhor compra de pontos da Azul que eu achei foi a campanha de 17 anos do programa, com o milheiro a R$ 15,10 pra quem assina o Clube Azul e a R$ 32,25 pra quem não tem clube, válida até 9 de agosto, segundo o Passageiro de Primeira. Os mesmos 220 mil pontos do Celebration sairiam por R$ 3.322 a R$ 15,10, uns R$ 664 por noite, e por R$ 7.095 a R$ 32,25, mais de R$ 1.400 por noite. Pra comparar, a diária do Booking naquela pesquisa de outubro de 2025 ficava em uns R$ 657. Então essa estratégia só fecha com ponto da Azul comprado barato, a não ser que você já tenha os pontos acumulados no cartão, e aí a conta é outra.
O tour do Terra Luna, com o que a gente gostou e o que não gostou, está no post Hotel Terra Luna e como economizamos com milhas da Azul.
Ingresso dos parques com cashback em pontos
Aqui eu preciso ser sincero, porque o ingresso a gente não pagou com milhas. Ele foi a primeira compra da viagem que eu mostrei na série, com desconto, e é o maior custo de Orlando, não tem como fugir. O jeito de fazer o ingresso entrar na estratégia é comprar por uma agência dentro de um portal de pontos, como a Decolar pelo Esfera, ganhando pontos sobre o valor gasto, que depois viram milhas. A conta completa, com a simulação, está no post onde comprar ingresso Disney mais barato.
Outra coisa que eu usei em 2025 foi o cashback de gift card do Banco Inter, que tem gift card da Disney e de outras lojas, e eu tive 10% de cashback no da Disney. Percentual de cashback muda toda hora, então confira no app antes de comprar.

Compra direta de milhas com desconto
A regra que vale pra tudo isso é nunca comprar milha no valor cheio. Na promoção de agosto de 2026 da LATAM Pass, os R$ 24,50 correspondiam a 65% de desconto, o que coloca o preço cheio em uns R$ 70 o milheiro. Comprando 92 mil milhas a R$ 70, aquela ida e volta pra Miami custaria R$ 6.440 em milhas, mais que o dobro dos R$ 3.096,56 no dinheiro. Então espere a promoção, e se ela não vier antes da data que você precisa, compare com o preço no dinheiro e não force a milha.
Os três programas fazem promoção de compra várias vezes por ano, mas cada um tem o seu preço. As referências que eu conferi pra 2026 foram de R$ 24,50 a R$ 26,60 na LATAM e de R$ 15,10 a R$ 32,25 na Azul, as duas em agosto, variando com o cartão, o clube e a categoria. A versão antiga desse post dizia que dava pra comprar milhas a R$ 13 ou R$ 16 em promoção forte e aplicava isso à LATAM, o que não bate com nenhuma promoção da LATAM que eu tenha visto, então corrigi. Da Smiles eu não tenho conta nossa recente pra Orlando, por isso não vou cravar número.
Transferência bonificada: ainda vale a pena em 2026
Vale, desde que o bônus esteja alto e você já tenha a emissão planejada, porque essas campanhas costumam durar poucos dias. A versão antiga desse post trazia percentuais de bônus de campanhas passadas que eu não consegui conferir, então tirei. O exemplo que eu uso de verdade é o dos Avios pra executiva da LATAM. Eu junto pontos no Esfera, transfiro pro Iberia Plus numa promoção de 20 ou 30% de bônus e depois passo de graça pra British e dali pra Qatar, onde faço a emissão. Acompanhar essas promoções todo dia é o que a gente faz na Comunidade VMM, que é o nosso produto, então leve isso em conta quando eu falo dela.
Cartão de crédito: o ponto de partida de tudo
Em todas as contas desse post eu considerei como se tivesse comprado todas as milhas, que é o cenário mais caro e o jeito mais honesto de precificar passagem e hotel. Na vida real parte das milhas vem do cartão de crédito e de compras bonificadas, e aí sai menos dinheiro do bolso. O cuidado é escolher um cartão que pontue num programa que transfere pra companhia que você vai usar, e fazer a conta do quanto cada real gasto rende de verdade antes de pagar anuidade. Eu não vou indicar cartão aqui, porque isso depende do seu gasto mensal.
Aluguel de carro e seguro viagem ficaram fora das milhas
Nessa viagem, carro e seguro não entraram na estratégia de milhas que eu mostrei no canal. A gente sempre aluga carro em Orlando pela liberdade, e dessa vez foi pela Hertz. Se o seu foco é economia máxima, faz os cálculos com Uber e Lyft, somando aluguel, gasolina e estacionamento, que em outubro de 2025 eu citei no canal passando de US$ 25 a 28 por dia. Com criança, a gente levou uma cadeirinha de elevação inflável pra não pagar a da locadora.
Sobre seguro, muito cartão de categoria mais alta inclui seguro viagem e cobertura de carro alugado, mas eu não testei usar isso nessa viagem. Se for contar com o cartão, peça ao emissor o certificado de cobertura antes de viajar, confira o valor e o tipo de veículo coberto, e só recuse o seguro do balcão da locadora com esse papel na mão.
Vale mais a pena juntar num programa só ou diversificar?
A gente usou duas moedas nessa viagem, milhas da LATAM pra passagem e pontos da Azul pra hotel, e cada uma entrou onde a conta fechava melhor. Isso só funcionou porque eu acompanho promoção dos dois programas, o que dá trabalho. Pra quem gasta pouco no cartão, concentrar num programa costuma ser mais eficiente, porque fica mais fácil chegar na quantidade de uma emissão inteira. Quem tem gasto alto pode dividir entre dois ou três, a não ser que não tenha tempo de acompanhar campanha em várias frentes, e aí o risco é perder a promoção certa em todas.
Quando começar a planejar
Eu gosto de começar a pesquisar viagem internacional com um ano de antecedência, não pra comprar logo, mas pra entender os preços e as rotas. Nessa viagem o ingresso foi a primeira compra que eu mostrei na série, a executiva saiu em junho de 2025, com mais de seis meses de antecedência, e a comparação dos hotéis eu gravei no fim de outubro, a menos de três meses da viagem, o que eu mesmo chamei de pouca antecedência no vídeo. Pra hotel eu prefiro reservar com uns cinco ou seis meses.
A tabela abaixo é uma ordem que costuma funcionar, e repara que a gente não seguiu ela à risca, porque a passagem saiu bem antes do que ela sugere, e quando a oportunidade aparece antes, o certo é emitir antes.
| Quando | O que fazer |
|---|---|
| 12 meses antes | Definir programa principal de milhas e ajustar o cartão de crédito do dia a dia pra maximizar pontuação |
| 9 a 6 meses antes | Acompanhar campanhas de transferência bonificada e compra de milhas com desconto, sem se comprometer ainda |
| 6 meses antes | Reservar hospedagem, principalmente se a viagem cair em alta temporada |
| 4 a 5 meses antes | Emitir a passagem assim que aparecer boa disponibilidade de assento na data desejada |
| 2 a 3 meses antes | Comprar ingresso dos parques e seguro viagem via portal de pontos, se o cartão não cobrir o suficiente |
| 1 mês antes | Reservar aluguel de carro e conferir cobertura de seguro do cartão antes de recusar o seguro da locadora |
Erros comuns de quem está começando
- Transferir pontos sem ter emissão planejada. O bônus de transferência costuma ter prazo curto, e quem transfere sem saber quando vai usar corre o risco de a disponibilidade de voo mudar antes da emissão.
- Comprar milhas fora de promoção. O preço cheio da LATAM fica em uns R$ 70 o milheiro, e em agosto de 2026 a promoção saiu a R$ 24,50 pra quem tem o cartão da parceria.
- Olhar só o preço e esquecer o que a tarifa não inclui. A ida e volta de R$ 3.096,56 que eu achei era Light, sem mala despachada e com multa pra remarcar.
- Usar o cupom da Azul sem comparar. Quando a Azul sobe os pontos do hotel junto com o cupom, o desconto some, então anote o valor antes e depois.
- Ficar preso ao aeroporto de Orlando. A nossa executiva foi pra Atlanta e a econômica mais barata chegava em Miami, as duas fora de Orlando.
- Comprar trechos separados sem folga. Em bilhete separado a companhia do voo internacional não responde pelo atraso do voo doméstico, por isso a gente chegou em Guarulhos um dia antes.
Quer aprender esse sistema completo, passo a passo?
Ensinamos tudo no Curso VMM, e enviamos alerta de promoção todo dia na Comunidade VMM.
Perguntas frequentes
Dá para economizar em toda a viagem para Orlando usando milhas?
Em boa parte, sim. Na nossa viagem de janeiro de 2026 a gente usou milhas na passagem de executiva e pontos da Azul nos dois hotéis. O ingresso entra pela estratégia de cashback em pontos, e carro e seguro ficaram fora das milhas no que eu mostrei no canal.
Qual o segredo para economizar de verdade com milhas?
Nunca comprar milhas pelo valor cheio. O preço cheio da LATAM fica em uns R$ 70 o milheiro, e em agosto de 2026 a promoção saiu a R$ 24,50 com o cartão da parceria e R$ 26,60 pros demais clientes. Espere a promoção, a transferência bonificada ou o cashback em pontos, e compare sempre com o preço no dinheiro.
Quantas milhas custa uma passagem para Orlando?
Depende do programa, da data e da origem. O exemplo real que eu tenho é uma ida e volta Brasília x Miami pela LATAM, com parada em Lima, que em julho de 2025 saía por 91.400 milhas mais R$ 185 de taxa, pra viajar entre 26 de janeiro e 10 de fevereiro de 2026. As faixas da tabela desse post são só referência, porque o preço em milhas é dinâmico.
Vale a pena transferir pontos de cartão para companhia aérea?
Vale, principalmente durante campanha de bônus alto, mas só quando você já tem uma emissão planejada, porque os bônus de transferência costumam durar poucos dias.
Vale a pena viajar de executiva com milhas?
Pra gente valeu. Pela tabela fixa da LATAM Pass, Brasil x América do Norte em executiva custa 135 mil milhas, contra 57 mil na econômica, e a R$ 24,50 o milheiro a nossa ida na Delta ficou em uns R$ 3.610 por pessoa com a taxa, quando no dinheiro passava de R$ 22 mil (valores de agosto de 2025). O porém é que essa disponibilidade costuma aparecer em cima da hora e a emissão é por telefone ou WhatsApp.
Com quanto tempo de antecedência devo começar a planejar?
Eu gosto de começar a pesquisar com um ano de antecedência. A nossa executiva saiu com mais de seis meses de antecedência. Pra hotel eu prefiro reservar com cinco ou seis meses.
O cartão de crédito já cobre o seguro viagem e o seguro do carro alugado?
Depende da categoria do cartão. Muitos cartões de categoria mais alta incluem seguro viagem e cobertura de carro alugado, mas eu não testei isso nessa viagem. Peça o certificado de cobertura ao emissor e confira o valor antes de recusar qualquer seguro.
Quanto custaria em reais uma passagem para uma família de 4 pessoas para Orlando?
Usando o exemplo real de julho de 2025, Brasília x Miami pela LATAM com parada em Lima, quatro passagens no dinheiro dariam R$ 12.386,24. Com milhas, 92 mil por pessoa a R$ 24,50 o milheiro mais R$ 185 de taxa dão R$ 2.439 por pessoa, R$ 9.756 pras quatro. Com o milheiro a R$ 26,60, que foi o preço da promoção de agosto de 2026 sem o cartão da parceria, seriam R$ 10.528,80. Refaça a conta com o preço do dia, porque passagem e milheiro mudam.
Leia também
- As cinco noites no Celebration Suites pagas com pontos da Azul, com o que a gente gostou e o que não gostou do hotel.
- Como funciona a tabela fixa da LATAM que paga executiva por menos de R$ 5.000, com o passo a passo da primeira emissão.
- A sala VIP da Delta em Atlanta, onde a gente parou indo de executiva pra Orlando, e como entrar nela.
- Como gerar milhas da LATAM pagando bem menos que o preço cheio, com as promoções que valem a pena.
- O guia do Azul Fidelidade com a conta de cada plano do Clube Azul, antes de você assinar qualquer coisa.









