Rudi comendo camarão e sanduíche no Delta Sky Club de Atlanta
América do NorteAtlanta

Delta Sky Club em Atlanta: a Maior Sala VIP da Delta nos EUA

O Delta Sky Club do Terminal D, no Aeroporto de Atlanta, é considerado a melhor sala VIP e o maior lounge da Delta nos Estados Unidos, e depois de conhecer, entendemos por quê. Acessamos no desembarque de uma conexão, viajando em classe executiva, numa parada da nossa viagem para Orlando, chegando ainda no escurinho do inverno americano.

Como acessar: cartão de embarque no totem e o elevador até o salão

O acesso é bem simples: basta ler o cartão de embarque nos totens de entrada e, se tiver alguma dúvida, sempre tem algum funcionário da Delta por perto para ajudar. Depois é só subir o elevador, e você cai direto no salão principal do Terminal D. A gente acessou porque viajou em classe executiva. O acesso também é possível com o cartão American Express Delta Reserve, o Platinum Card da parceria Delta, mas nesse caso só o titular e um adicional entram. Viajando em classe executiva, dá para levar a família toda no desembarque, o que valeu muito para levarmos o Samuel, de 4 anos, e a Nice junto, sem contar como acesso extra.

Nosso voo pousou às 5h10 da manhã, e chegamos no lounge antes das 6h. Era janeiro, inverno em Atlanta, com 0 graus lá fora, e ainda estava tão escuro que dava para ver a lua no céu. O Samuel chegou todo embrulhado num cobertor, parecendo um pinguim de tão agasalhado, enquanto a Nice ainda foi buscar o casaco da Uniqlo. Lá dentro do lounge, porém, estava bem quentinho, sem sentir nada daquele frio de fora.

Samuel brincando nas poltronas do Delta Sky Club em Atlanta
Levamos o Samuel junto no desembarque, já que viajar em executiva dá acesso pra família toda.

O espaço: gigante, com vista pro pátio de pouso

É difícil descrever o tamanho em palavras. Logo na entrada tem uma mesa de trabalho enorme, com bastante espaço para sentar, e não dava nem para contar quantas pessoas cabiam ali. Dos dois lados do salão, um vidro lateral inteiro dá vista direto para os aviões da Delta pousando e decolando, já que Atlanta é o principal hub da companhia nos Estados Unidos. Do lado esquerdo tem uma bancada de trabalho e um banheiro excelente, também enorme (não filmamos lá dentro, sempre tomamos cuidado redobrado com o que a gente grava nos Estados Unidos).

Tem várias poltronas modernas espalhadas pelo salão, com mesinhas de apoio, e um bar grande do outro lado, com muita bebida diferente. Nem tudo está incluso: isso é bem comum nas salas VIP dos Estados Unidos, então vale sempre perguntar o que está incluído antes de pedir algo mais premium.

Samuel no colo observando os aviões pela janela do Delta Sky Club em Atlanta
O vidro lateral dá vista direto pro pátio, com os aviões da Delta pousando e decolando o dia inteiro.

O buffet do café da manhã: duas ilhas iguais e um croissant para o Samuel

Chegando cedo, encontramos o buffet começando a encher. Tinha os cereais Cheerios e Cinnamon Toast Crunch, que os americanos adoram, cada item com uma plaquinha indicando restrições alimentares (vegano, entre outras marcações de alergia). Na parte de frutas, tinha melão, uva e abacaxi, além de sementes, iogurte grego, uvas passas, queijo cottage, compota de manga e uma salada (que não é bem a nossa praia de manhã, mas é comum por lá). Tinha também um iogurte com granola e mirtilo, ovo e um antipasto com alcaparras e outros itens de salada.

No lado quente, tinha uma batatinha tipo hash brown, o que parecia linguiça de porco mas era, na verdade, mais parecido com um hambúrguer de porco, e uma linguiça de frango de verdade. Tinha também egg bites, que são umas tortinhas de ovo com tomate e bacon por cima, além de aveia (chamada de “old” no cardápio) e um prato de grits com sal. Na parte de pão, tinha muffin de mirtilo, scones, croissant, pain au chocolat e vários potes de cream cheese e geleias para combinar. Uma torradeira gigantesca ficava ali no meio. Do outro lado do salão tinha uma segunda ilha, praticamente igual, com os mesmos bagels e o mesmo buffet repetido.

Nas bebidas, tinha suco de laranja, suco de cranberry e água aromatizada, além de um sistema de água quente e café. Todo o café vem da parceria com a Starbucks, a mesma que a Delta usa a bordo dos aviões, com opção de café normal e descafeinado. Um pouco mais para frente tinha uma máquina parecida com Nespresso, também com cápsulas da Starbucks, fazendo expresso, americano e cappuccino. A Carol pegou um cappuccino com essência de baunilha e canela, e aprovou bastante o sabor bem americano.

O Samuel aprovou o croissant. Comeu três no total naquela manhã, contando o que já tinha comido dentro do próprio avião. No fim, achamos o buffet bom, mas menor do que parecia à primeira vista olhando para o tamanho da sala: as duas ilhas de comida repetiam basicamente as mesmas opções, e a última vez que a gente tinha acessado um Delta Sky Club foi na hora do almoço, quando tinha muito mais variedade do que vimos nesse café da manhã.

Na segunda ilha de comida, cumprimentei uma das funcionárias, e ela emendou um “você sabe um pouco de português?” em inglês, no meio de risadas, elogiando o quanto o buffet parecia agradar. Foi um dos momentos mais simpáticos da manhã. Logo depois, andando de um lado para o outro tentando encontrar de novo as mesinhas onde a família estava sentada, me perdi um pouco dentro do próprio salão, prova de que o tamanho do lugar não é exagero de vídeo.

Decoração, cabines privativas e o painel de LED gigante

A decoração é um dos pontos altos do lugar: teto trabalhado com pé direito bem alto, luminárias bonitas nas divisórias dos sofás, algumas cordas decorativas que só reparamos de perto, prateleiras com itens decorativos e quadros na parede. Numa das pontas do salão tem uma bancada mais alta com internet bem rápida (a senha do wi-fi é “teamusa”), e do lado um painel de LED enorme, que de longe parece uma TV gigante, mais alguns quadros ao redor.

De cada lado do salão tem três cabines privativas, pensadas para quem precisa fazer uma chamada de vídeo ou trabalhar isolado do barulho do salão. Uma delas era bem moderna, um modelo que nunca tínhamos visto antes em nenhum outro lounge. Do outro lado tem uma cabine maior, com dois assentos e até uma impressora dentro. Já tínhamos acessado um Delta Sky Club antes, em La Guardia, em Nova York, que também foi para nós uma das melhores salas VIP que já conhecemos, e esse de Atlanta entrou fácil na mesma lista, tanto em espaço quanto em acabamento.

Samuel dormindo numa poltrona do Delta Sky Club em Atlanta com vista pro pátio do aeroporto
Entre um voo e outro, deu tempo até de tirar uma soneca numa das poltronas modernas do lounge.

O bar: mimosa, margarita e o que está incluso

Voltamos ao bar já com o salão mais iluminado, quando o sol começou a nascer, quase 8 horas da manhã, depois de demorar bastante para aparecer. No próprio balcão, uma sinalização em laranja mostrava o que estava incluído no acesso: alguns tipos de vinho, cerveja e outras bebidas, além de drinks clássicos como mimosa, bloody mary, margarita e mojito. O restante do cardápio de bebidas era pago à parte.

Do lado dos copos tinha várias opções de suco (ou água saborizada, não ficou muito claro qual era qual) e os refrigerantes: Coca-Cola, ginger ale, Sprite e Coca-Cola Zero. Peguei um ginger ale para acompanhar o café da manhã, junto de uma batata bem temperada (que, ao contrário do que pensei de longe, não tinha nada a ver com o hash brown do buffet principal) e um egg bite de tomate e bacon, além de uma linguiça de frango, tudo muito gostoso.

As boas

  • Maior lounge da Delta nos EUA. Espaço gigantesco, difícil de mostrar tudo num único vídeo.
  • Cabines privativas para chamada ou trabalho. Três de cada lado, bem isoladas do ruído do salão, uma delas com modelo que nunca tínhamos visto antes.
  • Vista completa do pátio de pouso e decolagem. Bacana para quem gosta de aviação, com Atlanta sendo o principal hub da Delta.
  • Acesso da família toda viajando em executiva. Não precisa de cartão adicional para cada um, diferente do Amex Delta Reserve.
  • Decoração de altíssimo nível. Teto, luminárias, painel de LED e ambientação de dar inveja em qualquer lounge que já visitamos.

O que não foi tão bom

  • Buffet menor do que o tamanho da sala sugere. Café da manhã com opções bem repetidas entre as duas ilhas de comida.
  • Nem toda bebida do bar está inclusa. Item premium costuma ser pago à parte, algo comum nos EUA mas que pega quem não está acostumado.

Essa foi mais uma sala VIP visitada na nossa viagem para Orlando, mostrando tudo do zero ao avançado: hospedagem, passagem e a viagem inteira estão na playlist completa lá no canal.

Perguntas frequentes

Como acessar o Delta Sky Club de Atlanta?

Viajando em classe executiva da Delta, o que dá acesso para a família toda, ou com o cartão American Express Delta Reserve, que só permite a entrada do titular e um adicional.

É realmente o maior Delta Sky Club dos Estados Unidos?

Sim, é considerado o maior lounge da Delta em toda a rede americana, localizado no Terminal D do aeroporto de Atlanta, o principal hub da companhia.

O que tem no café da manhã do lounge?

Frutas, iogurte grego, queijo cottage, batata tipo hash brown, linguiça de porco e de frango, egg bites, aveia, grits, pães como croissant e pain au chocolat, além de estação de café da Starbucks com expresso, americano e cappuccino.

O bar do Delta Sky Club de Atlanta é gratuito?

Parcialmente. Alguns vinhos, cervejas e drinks clássicos como mimosa e margarita estão inclusos no acesso, mas boa parte das bebidas premium é cobrada à parte, prática comum nas salas VIP americanas.

Vale a pena comparar com o Delta Sky Club de La Guardia?

Sim. Já acessamos o Delta Sky Club de La Guardia, em Nova York, e o de Atlanta ficou entre os melhores lounges que já visitamos, tanto em tamanho quanto em decoração e acabamento.

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