Depois de testar a Qsuite executiva da Qatar, seguimos viagem em primeira classe de Doha até as Maldivas, e a experiência começou muito antes de embarcar, na Al Safwa First Class Lounge, considerada uma das melhores salas VIP do mundo. No dia do embarque, saímos do Fairmont Doha depois de aproveitar bastante o late checkout e seguimos para o aeroporto. Usamos Uber em praticamente todos os nossos trajetos pela cidade; a única exceção foi na saída do aeroporto, quando o Uber não estava disponível e tivemos que pegar um táxi mesmo. Usamos 144 mil milhas LATAM Pass por pessoa nessa emissão, na época o equivalente a cerca de R$ 2.578 por pessoa.
Chegada em Doha: check-in e imigração exclusivos
A experiência de primeira classe da Qatar começa na chegada ao aeroporto, não no portão de embarque. Tem uma área exclusiva de check-in só pra quem viaja nessa cabine, e uma pessoa nos recebeu ali mesmo pra levar as malas assim que a gente chegou. Depois disso, tivemos um super atendimento pra fazer todo o processo de check-in com muito conforto, sem pressa nenhuma.
A imigração também é exclusiva pra primeira classe. Só a gente estava saindo por ali naquele momento, nenhuma outra pessoa na fila. Foi só subir uma escada rolante pra chegar direto no balcão de entrada de uma das melhores salas VIP do mundo.
Al Safwa First Class Lounge: parece um museu
A primeira impressão é de estar entrando num museu, não numa sala de aeroporto. O que mais impressiona é uma fonte de água imensa bem no meio do lounge, cercada de um ambiente que não parece nada com o que a gente costuma ver em sala VIP. Assim que chegamos, deixamos as malas no locker. A Al Safwa tem duas áreas de alimentação diferentes, e fomos direto pra primeira delas experimentar os sushis, feitos na hora e servidos à vontade. Estava tudo uma delícia.
O restaurante principal é gigantesco, com espaço pra 250 pessoas, cardápio à la carte de culinária internacional e árabe, uma variedade muito grande de bebidas e vista pro pátio das aeronaves da Qatar. A Carol pediu uma seleção de entradinhas árabes (húmus, azeitona preta, pastas variadas), e eu pedi uma carne maravilhosa. As sobremesas tinham uma apresentação excelente, mas sendo honesto, o sabor não tinha nada demais, ficou bem abaixo do que o visual prometia. Um dos funcionários brasileiros da Qatar que trabalha ali, e que nos deu um atendimento excelente, explicou que o cardápio muda com certa frequência e sempre tem novidade.
A sala tem áreas privativas pra família, espaço com videogame e sala de jogos, incluindo um simulador de Fórmula 1 que estava fora do ar no dia da nossa visita. Tem estações de trabalho no business center e muitas poltronas confortáveis espalhadas por todo canto pra quem só quer relaxar, aproveitar e recarregar o celular. Tem até um duty free próprio, um free shop de verdade dentro do lounge, com bebida, perfume e eletrônico. Um detalhe curioso que reparamos: sempre tem um funcionário da Qatar mantendo o banheiro impecável, 24 horas por dia, tanto na sala de primeira classe quanto na de executiva do aeroporto de Doha.
Não conseguimos vaga pro spa nem pros quartos privativos no dia da nossa visita, fica pra uma próxima viagem. Aproveitamos pra descansar um pouco no espaço reservado pra família antes do nosso voo. E um detalhe que ajuda bastante quem tem medo de perder o horário: sempre tem alguém circulando pelo lounge conferindo qual é o seu destino, pra avisar e garantir que ninguém perca o voo relaxando demais ali dentro.
Embarque: ônibus exclusivo e a suíte 1K do 777
Não precisamos sair da sala VIP pra ir até o portão comum. Fomos direcionados pra um ônibus exclusivo de quem viaja em primeira classe, com poltronas confortáveis e só nós dois a bordo. Embarcamos por último na aeronave, um 777 operado pela Qatar com origem na frota da Cathay Pacific, e tivemos uma surpresa logo de cara: não tinha bagageiro superior na primeira classe, só um compartimento pequeno que cabia as mochilas. As comissárias levaram nossa bagagem de mão sem hesitar pra guardar nos bagageiros da executiva ali perto.

Foi o melhor atendimento a bordo que já tivemos. Uma comissária dedicada só pra nós dois, tudo servido na hora que a gente pedia. Pedi dois tamanhos de pijama pra testar e mais duas necessaires de amenity kit, e recebi tudo rapidinho, sem enrolação. São apenas 6 assentos na primeira classe desse avião, e o assento é gigante: dava até pra sentar os dois juntos numa parte dele. Achei mais confortável até que a Qsuite pra dormir.

Mesmo comendo bastante na sala VIP, ainda pedimos entrada com caviar e uma massa deliciosa a bordo, num voo noturno de menos de 4 horas. Valeu muito a pena a experiência como um todo, ainda mais usando apenas as 144 mil milhas LATAM Pass por pessoa pra fazer essa emissão, que na época ficou em cerca de R$ 2.578 por pessoa.
Chegada nas Maldivas: imigração, Coral Lounge e hidroavião até o resort
Chegamos cedo no aeroporto de Malé. A imigração foi rápida, mas vale lembrar que é preciso preencher um formulário online antes da chegada e apresentar o certificado internacional de vacinação de febre amarela. Fomos recebidos por alguém no desembarque que ajudou com o despacho de malas e nos direcionou pra Coral Lounge, a sala VIP da companhia de hidroaviões, onde aproveitamos a espera pra fazer o check-in online do resort Movenpick pelo aplicativo.
A sala VIP dos hidroaviões é bem simples, bem diferente da Al Safwa: tem bebida e snack à vontade e vista da área de decolagem. Dependendo da distância do seu resort até o porto de Malé, o hidroavião é o único jeito de chegar; alguns resorts mais próximos dá pra alcançar de barco ou lancha.
O hidroavião é bem barulhento, tanto por fora quanto por dentro, e estava bem quente lá dentro. Tem um ventilador que ajuda a aliviar o calor, mas soma mais barulho ainda. Fiquei um pouco apreensivo achando que a decolagem seria intensa, e acabou sendo até mais tranquila do que em avião comercial maior. Os 40 minutos de trajeto, com vista de várias ilhas no caminho, passaram rápido, e o pouso foi bem tranquilo. Essa foi a nossa primeira vez voando de hidroavião. Se você tem receio de voar em avião pequeno, pode ficar tranquilo: não é tão intenso quanto parece de fora.
Fomos muito bem recebidos no resort Movenpick, e usamos milhas também pra essa hospedagem, o que ajudou bastante a economizar sem abrir mão de conforto. O quanto pagamos em toda a viagem, somando alimentação, passagens aéreas, hidroavião e hospedagem, a gente detalha num próximo vídeo do canal.
Vale a pena essa experiência?
Juntando os dois pedaços dessa etapa, a Al Safwa e a primeira classe do 777, o que mais chamou atenção foi a consistência: do check-in exclusivo em Doha até o desembarque em Malé, praticamente não existiu fila, nem espera, nem incerteza. Isso tem valor mesmo quando o voo em si é curto, como foi o nosso caso, de menos de 4 horas.
Comparando com a Qsuite executiva que testamos antes dessa etapa, a primeira classe ganhou principalmente no assento pra dormir e no atendimento individualizado de uma comissária só pra nós dois. Pra quem está decidindo entre acumular milhas suficientes pra primeira classe ou ficar na executiva, o salto de conforto existe, mas o maior diferencial mesmo está na experiência de solo: a Al Safwa por si só já justifica boa parte da emissão.
As boas
- Imigração e check-in exclusivos. Zero fila em toda a experiência de aeroporto, do início ao fim.
- Al Safwa é impressionante mesmo. Fonte de água gigante, restaurante pra 250 pessoas, sushi feito na hora, duas áreas de alimentação diferentes.
- Só 6 assentos na primeira classe. Atendimento individual do início ao fim do voo, com comissária dedicada.
- Pijama e amenity kit sem enrolação. Pedi dois tamanhos de pijama e mais duas necessaires e recebi tudo rapidinho.
- 144 mil milhas LATAM por pessoa. Valor bem competitivo pra uma primeira classe internacional.
O que não foi tão bom
- Sobremesas bonitas, mas sem grande sabor. A apresentação supera o gosto na maioria delas.
- Sem vaga pro spa e quartos privativos da Al Safwa. Ficou pendente pra uma próxima viagem.
- Hidroavião é bem barulhento e quente. Leve protetor auricular se você for sensível a ruído.
Investimentos
| Item | Valor |
|---|---|
| Primeira Classe Qatar, Doha a Malé (por pessoa) | 144 mil milhas LATAM Pass (cerca de R$ 2.578 na época) |
Perguntas Frequentes
Quantas milhas custa a primeira classe da Qatar de Doha até as Maldivas?
Usamos 144 mil milhas LATAM Pass por pessoa nessa emissão, o que na época equivalia a cerca de R$ 2.578 por pessoa. É um valor bem competitivo considerando o nível da cabine.
Quem pode acessar a Al Safwa First Class Lounge?
Só passageiros viajando em primeira classe da Qatar Airways têm acesso a essa sala VIP em Doha, considerada uma das melhores do mundo.
O que vem no cardápio da Al Safwa?
O restaurante principal, com espaço pra 250 pessoas, tem cardápio à la carte de culinária internacional e árabe. Provamos sushis feitos na hora, entradinhas árabes com húmus e azeitona preta, e uma carne muito boa. O cardápio muda com frequência, segundo um dos funcionários brasileiros que trabalha ali.
Vale a pena a primeira classe da Qatar comparada com a Qsuite?
Pra dormir, achamos a primeira classe mais confortável até que a Qsuite executiva. São só 6 assentos no 777, o assento é gigante e dá até pra duas pessoas sentarem juntas numa parte dele, com uma comissária dedicada só pra dois passageiros.
Como se chega ao resort nas Maldivas saindo de Malé?
Depende da distância do resort até o porto de Malé. Alguns são acessíveis de barco ou lancha, outros só de hidroavião, como foi o nosso caso: 40 minutos de voo sobre várias ilhas, barulhento mas com pouso tranquilo.
Precisa de algum documento específico pra entrar nas Maldivas?
Sim. É preciso preencher um formulário online antes da chegada e apresentar o certificado internacional de vacinação de febre amarela na imigração.
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