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Orlando

Como Comprar Passagem Barata para Orlando com Milhas

Passagem aérea costuma ser um dos maiores custos de uma viagem para Orlando, junto com ingresso e hospedagem. Esse post faz parte da nossa série mostrando, sem esconder nada, como planejamos a viagem para Orlando em janeiro de 2026, em família, incluindo um cruzeiro e os parques da Disney com o Sam pela primeira vez. Compramos essas passagens em junho, com mais de 6 meses de antecedência, e aqui vai o passo a passo real que usamos para pesquisar rotas alternativas e economizar comprando com milhas Latam em vez de pagar o valor cheio em dinheiro.


Compre com muita antecedência, principalmente para viagem internacional

Saguao principal do Aeroporto Internacional de Orlando com teto de vidro e palmeiras internas
Saguão principal do Aeroporto Internacional de Orlando (MCO), destino final da passagem caçada com milhas. Foto: Vmzp85, licença CC BY 4.0 (Wikimedia Commons).

Para viagem internacional, o ideal é começar a pesquisar passagem com quase um ano de antecedência. Não necessariamente para comprar logo, mas para entender os valores praticados, mapear as rotas possíveis e ter uma referência real de quanto custa uma ida e volta para os Estados Unidos antes de fechar qualquer coisa. Foi assim que a gente identificou uma oportunidade boa o suficiente para comprar em junho, mais de 6 meses antes da viagem de janeiro.


Passo 1: mapear as rotas com o Flight Connections

Antes de fixar aeroporto de saída e chegada, vale usar uma ferramenta como o Flight Connections para visualizar todas as rotas possíveis (o site tem bastante propaganda se você não é assinante, mas ainda assim vale o uso). Colocando Orlando (MCO) como destino final, aparecem como origem no Brasil: Recife, Fortaleza, Brasília, Belo Horizonte (Confins), São Paulo Guarulhos e Viracopos. Mas nem toda cidade tem a mesma companhia operando: saindo de Brasília, por exemplo, só a Gol faz o trajeto direto até Orlando, e a experiência com ela, já testamos antes, não tem nem TV na aeronave, viajar com criança sem nenhum entretenimento embarcado é um desafio. Já saindo de Guarulhos, quem faz o trajeto direto é a Latam.

O ponto central aqui: não fique preso a “minha cidade direto para meu destino”. Às vezes vale considerar um trecho interno dentro do Brasil (Brasília para Guarulhos, no nosso caso) para acessar outra companhia ou outra rota internacional melhor. E do lado americano, também não trave só em Orlando: Miami (MIA) fica a cerca de 4 horas de carro, e Fort Lauderdale (FLL) também é uma opção, ambos com trajeto tranquilo de carro até os parques.


Passo 2: testar flexibilidade de datas e aeroportos no Google Flights

No Google Flights, adicionamos múltiplos aeroportos de origem (Guarulhos, Brasília, Recife e Confins) e múltiplos destinos (MCO, MIA e FLL). Na primeira busca, sem nenhum planejamento prévio, gravando tudo ao vivo, procurando por uma ida no dia 19 de janeiro e volta em 3 de fevereiro: apareceu um voo da Arajet com parada em Punta Cana por R$ 2.638, mas sem nenhuma mala inclusa, nem de bordo, o que muda toda a conta se você precisar despachar bagagem. Também apareceu uma opção da American Airlines com duas paradas por R$ 2.610.

Filtrando só voos diretos, sem escala, o valor subiu para mais de R$ 4.100 (American Airlines, Guarulhos a Miami). Mas mudando a data de ida para 26 de janeiro e volta para 10 de fevereiro, o mesmo tipo de busca caiu para R$ 2.959. Só de mexer na data, sem usar milhas ainda, a diferença foi de mais de R$ 1.100. Isso mostra o quanto vale a pena ter alguma flexibilidade de data ao planejar.

Uma dica extra: filtrar por companhia aérea específica (no nosso caso, só Latam) faz o calendário do Google Flights destacar em verde as datas mais baratas só com aquela companhia, o que ajuda muito a alinhar o planejamento com o programa de milhas que você já acumula.


Passo 3: comparar com o valor em milhas Latam

Homem dormindo em poltrona cama da classe executiva da LATAM durante o voo
Rudi dormindo na poltrona-cama da executiva da LATAM em voo emitido com milhas: o mesmo programa que serve pra Orlando. Foto nossa.

Filtrando por Latam e aceitando conexão (a maioria dos voos de Brasília para Miami faz parada em Lima, no Peru, de cerca de 2 a 3 horas), encontramos o trecho Brasília, Miami, com escala em Lima, por R$ 3.097 na tarifa Light (a mais barata, sem mala despachada e com multa para remarcação, então vale ler as regras com atenção antes de comprar essa categoria).

Depois de encontrar esse valor em dinheiro, fizemos login na conta Latam e testamos a opção “usar milhas + dinheiro”. O mesmo trecho de ida saiu por 43.300 milhas (num voo até mais rápido e com taxa de embarque mais barata que outras opções do mesmo dia), e somando ida e volta, o total ficou em cerca de 92.000 milhas Latam mais uma taxa de embarque de R$ 185.

Fazendo as contas com milhas adquiridas a R$ 24,50 por mil (um valor bem razoável de conseguir em promoções ao longo do ano, e dá para chegar abaixo de R$ 18 por mil com estratégias mais avançadas), o custo efetivo da ida e volta ficou em R$ 2.439. Contra os R$ 3.097 em dinheiro, isso é uma economia de R$ 658 por pessoa.

Para uma família de 4 pessoas, essa mesma economia por passageiro passa dos R$ 2.600 no total: praticamente como comprar quatro passagens e ganhar uma de graça. Em geral, usando milhas Latam adquiridas em promoção, é possível reduzir o valor da passagem de 15% a 30% frente ao preço à vista.


Como funciona a compra com “milhas + dinheiro” na prática

Muita gente não sabe que dá para misturar milhas com pagamento em dinheiro numa mesma emissão, e foi exatamente essa modalidade que usamos. Depois de logar na conta Latam e escolher o mesmo voo que tínhamos pesquisado em dinheiro, o sistema oferece a opção de resgatar parte ou o total do valor em milhas, complementando o restante com cartão de crédito se a quantidade de milhas acumulada não for suficiente para cobrir o trecho inteiro. Isso é útil para quem já tem uma quantidade razoável de milhas, mas não o suficiente para emitir a passagem inteira só com pontos: em vez de deixar as milhas paradas esperando acumular mais, dá para usar o que já tem e completar o restante em dinheiro.

Diferença entre milhas próprias, compradas e transferidas

Existem basicamente três formas de ter milhas suficientes para uma emissão como essa: acumular organicamente gastando no cartão de crédito com programa de pontuação (o que costuma levar meses ou anos, dependendo do gasto mensal), comprar milha diretamente do programa aéreo em promoção (como fizemos, a R$ 24,50 por mil), ou transferir pontos de um banco ou programa de fidelidade parceiro para o programa aéreo, geralmente aproveitando uma promoção de transferência bonificada. Cada caminho tem um custo efetivo diferente, e vale sempre calcular quanto cada milha está custando de fato antes de decidir qual estratégia usar para uma viagem específica.

Vale comprar passagem em outras companhias além da Latam?

A Latam foi a escolha certa para essa viagem porque já tínhamos milhas acumuladas no programa e a rota disponível era boa, mas vale sempre comparar outras companhias antes de fechar. Smiles (Gol) e Azul Fidelidade também vendem milhas em promoção periodicamente, e companhias americanas como American Airlines, Delta e United têm rotas diretas do Brasil que às vezes saem mais em conta, dependendo da cidade de origem e da época. O ponto central da estratégia continua o mesmo, independente da companhia: comparar sempre o valor final em dinheiro contra o custo efetivo do resgate em milhas, calculado com o preço real pago pelas milhas, nunca pelo valor de tabela do programa.

Assento e bagagem: o que verificar antes de fechar

Ao comprar tarifa mais barata, como a Light da Latam, vale ler com atenção o que está incluso além do preço do bilhete. Assento com mais espaço para perna costuma ser cobrado à parte, assim como despacho de bagagem em algumas tarifas promocionais. Para viagem em família com criança pequena, vale considerar pagar um pouco a mais por uma tarifa que já inclua bagagem despachada e opção de escolha de assento, evitando cobrança surpresa no check-in ou o risco de ficar com assentos separados dentro do avião, algo bem mais desconfortável numa viagem longa internacional.

Vale a pena passagem com conexão longa para economizar mais?

A conexão em Lima que encontramos na nossa pesquisa durou entre 2 e 3 horas, um tempo razoável que não chega a comprometer o dia de viagem. Mas existem conexões bem mais longas no mercado, às vezes de 8 a 12 horas, vendidas por um valor ainda mais baixo. Vale pesar o cansaço extra dessa espera contra a economia gerada, principalmente viajando com criança pequena, para quem uma escala muito longa pode ser mais desgastante do que vale a pena pelo desconto no preço final da passagem.

Comparativo entre as formas de acumular milhas

Forma de conseguir milhasTempo até ter milhas suficientesCusto efetivo
Acúmulo orgânico no cartão de créditoMeses a anos, depende do gasto mensalBaixo, mas lento
Compra direta em promoçãoImediato~R$ 24,50/mil no nosso caso
Transferência de pontos de banco com bônusImediato após a promoçãoVaria conforme o bônus vigente

Resumo da estratégia

  1. Use o Flight Connections para mapear todas as rotas possíveis, sem travar num único aeroporto de saída ou chegada.
  2. No Google Flights, teste flexibilidade de data e múltiplos aeroportos para achar o menor valor em dinheiro. Mudar a data em poucos dias pode render mais de R$ 1.000 de diferença.
  3. Filtre por companhia aérea específica para alinhar com o programa de milhas que você acumula.
  4. Compare sempre o valor final em dinheiro contra o resgate por milhas (milhas + taxa), fazendo as contas com o custo real de aquisição das suas milhas, não o valor de tabela do programa.
  5. Verifique as regras da tarifa (bagagem inclusa, política de remarcação) antes de fechar, principalmente em tarifas promocionais tipo Light.

As boas

  • Flexibilidade de data já gera economia sem usar milhas. Mudar a data em poucos dias reduziu mais de R$ 1.100 na nossa pesquisa.
  • Milhas Latam reduzem de 15% a 30% o valor da passagem. No nosso caso, R$ 658 de economia por pessoa, mais de R$ 2.600 para a família de 4.
  • Considerar outros aeroportos de chegada nos EUA amplia as opções. Miami e Fort Lauderdale ficam a poucas horas de Orlando.
  • Trecho interno no Brasil pode abrir outra rota melhor. Sair de Brasília para Guarulhos, por exemplo, dá acesso à Latam em vez de ficar preso só à Gol.

O que não foi tão bom

  • Poucas rotas diretas saindo do Brasil. Muitas opções envolvem conexão, como em Lima, de 2 a 3 horas.
  • Tarifas mais baratas (Light) não incluem bagagem despachada. Fique atento às regras antes de comprar, e considere uma tarifa com reembolso se não tiver certeza da viagem.
  • Chegando em Miami ou Fort Lauderdale, é preciso somar o custo do carro até Orlando. Vale incluir esse trecho de cerca de 4 horas na conta final.
  • Voos diretos costumam custar bem mais caro. Aceitar conexão foi o que abriu a opção mais barata na nossa pesquisa.

Investimentos de referência

ItemValor (referência)
Ida e volta em dinheiro, voo direto (American Airlines)~R$ 4.100
Ida e volta em dinheiro, data flexívelR$ 2.959
Ida e volta em dinheiro, Latam com escala em LimaR$ 3.097
Ida e volta em milhas Latam (92.000 milhas + taxas)R$ 2.439 (custo efetivo)
Milhas Latam adquiridas em promoção~R$ 24,50 por mil
Economia por pessoa usando milhasR$ 658
Economia total para família de 4Mais de R$ 2.600

Quer aprender a economizar em passagens aéreas assim?

A gente ensina no Curso VMM e manda alertas de passagens baratas na Comunidade VMM.

Veja também nosso post sobre como economizamos na hospedagem em Orlando com milhas da Azul e o panorama geral sobre viajar para Orlando com milhas.


Seguro viagem: vale incluir no orçamento da passagem

Ao comprar uma tarifa promocional mais barata, sem flexibilidade de remarcação, vale considerar contratar um seguro viagem que cubra cancelamento por doença ou imprevisto, principalmente numa viagem comprada com tanta antecedência quanto a nossa (mais de 6 meses). O custo do seguro costuma ser uma fração pequena do valor total da viagem, e evita prejuízo maior caso algo impeça a viagem na data planejada. Alguns cartões de crédito internacionais já incluem esse tipo de cobertura automaticamente na anuidade, vale checar o benefício do seu cartão antes de contratar um seguro à parte.

Check-in online e escolha de assento com antecedência

Depois de emitida a passagem, vale fazer o check-in online assim que ele abrir (geralmente entre 24 e 48 horas antes do voo, dependendo da companhia) para garantir a melhor opção de assento disponível dentro da categoria comprada. Em voo internacional longo com criança, conseguir assentos juntos faz bastante diferença no conforto da viagem toda, e deixar para resolver isso só no aeroporto aumenta o risco de ficar com assento separado, principalmente em voo cheio.

Como acompanhar promoções de passagem para os Estados Unidos

Além de pesquisar manualmente no Google Flights com frequência, vale seguir canais especializados em alerta de passagem promocional, que avisam quando surge uma oportunidade de preço fora da curva para rotas internacionais, incluindo Orlando, Miami e outras cidades americanas. Esse tipo de acompanhamento constante é o que costuma render as maiores economias, já que promoções relâmpago de passagem aérea internacional muitas vezes duram poucas horas antes do preço voltar ao normal.

Perguntas frequentes

Vale a pena usar milhas Latam para comprar passagem para Orlando?

Sim, geralmente reduz de 15% a 30% o valor em relação à compra em dinheiro, desde que as milhas sejam adquiridas em promoção (por volta de R$ 24,50 por mil ou menos) e não pelo valor de tabela.

Qual ferramenta ajuda a encontrar rotas alternativas para Orlando?

O Flight Connections mostra todas as rotas possíveis entre aeroportos brasileiros e americanos, ajudando a identificar opções além do trajeto direto para MCO.

Compensa chegar em Miami em vez de Orlando?

Pode compensar, já que Miami e Fort Lauderdale ficam a cerca de 4 horas de carro de Orlando e às vezes têm passagens mais baratas, mas é preciso somar o custo do trajeto terrestre na conta final.

Com quanto tempo de antecedência comprar passagem internacional?

O ideal é começar a pesquisar com quase um ano de antecedência, mesmo sem comprar de imediato, para entender os valores praticados e identificar uma boa oportunidade quando ela aparecer. Compramos a nossa passagem para Orlando com mais de 6 meses de antecedência.

Dá para misturar milhas com dinheiro numa mesma passagem?

Sim, a maioria dos programas de fidelidade aéreos permite resgatar parte do valor em milhas e completar o restante em dinheiro no cartão de crédito, útil para quem não tem milhas suficientes para cobrir a passagem inteira.

Vale a pena contratar seguro viagem ao comprar passagem promocional?

Vale, principalmente em tarifa sem flexibilidade de remarcação. O custo do seguro costuma ser uma fração pequena do valor total da viagem, e alguns cartões de crédito internacionais já incluem essa cobertura na anuidade.

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