SeaWorld Orlando: as 3 Montanhas-Russas e a Kraken com Óculos de Realidade Virtual

Atualização 2026: este relato é da nossa primeira viagem em família a Orlando, em setembro de 2017, mantivemos a narrativa e as fotos originais, mas alguns detalhes práticos mudaram desde então. O SeaWorld segue em funcionamento normal, mas confirme sempre horário e disponibilidade de atrações antes de ir, já que a programação muda com frequência.

Acordamos um pouco mais tarde nesse dia, já que o SeaWorld só abriria às 10h. Tomamos café da manhã com o que sobrou das compras do Walmart e já anotamos mentalmente que precisaríamos ir de novo ao mercado para repor comida dos próximos cafés e lanches. Chegamos no estacionamento do parque às 9h30 e paramos bem perto da entrada. Pegamos o mapa e fomos direto para a montanha russa Manta. Definimos no roteiro fazer as três montanhas russas do SeaWorld primeiro, antes de qualquer outra atração. Descobrimos ali mesmo que precisávamos deixar a mochila num locker ao lado da Manta, e foi ali que pagamos nosso primeiro dólar por uma hora de locker nesse parque.


Estatísticas desse dia no SeaWorld, Shake Shack e I-Drive 360

  • Andamos: 8,9km
  • Horas dentro do parque: 4 horas e 30 minutos
  • Investimento total do dia (2 pessoas, sem ingresso): US$ 142,13

As boas do SeaWorld

  • Montanhas russas: uma melhor que a outra. Se o estômago aguentasse, teríamos repetido as três de novo.
  • Parque vazio, sem fila em lugar nenhum.
  • Terminamos tudo cedo e sobrou tempo para aproveitar outros passeios no mesmo dia.

O que não foi tão bom

  • Enjoo forte com o óculos de realidade virtual na montanha russa Kraken.
  • Almoço muito adiado, o que deixou a gente com fome de verdade até a tarde.
  • Sensação de abandono do parque, com vários espaços fechados e funcionários visivelmente desmotivados.

Principais investimentos (com taxas) desse dia

ItemValor
EstacionamentoUS$ 20,00
Coca para o enjoo da KrakenUS$ 3,72
Coca e cachorro-quente seco no Nathan’sUS$ 11,81
LockerUS$ 3,00
Almoço tardio no Shake Shack (ShackBurger, Chick’n Shack, batata frita, coca)US$ 18,57
Comida para café da manhã e lanches no Whole FoodsUS$ 85,03

Montanha russa Manta: o primeiro susto do dia

Montanha russa Manta no SeaWorld
Montanha russa Manta

A primeira experiência na montanha russa Manta já é bem intensa. Você senta e ela sobe de costas, deixando você deitado olhando para o chão, se perguntando o que está fazendo ali. É a pergunta que sempre fazemos quando entramos numa montanha russa nova, mas depois que termina, a sensação de adrenalina compensa tudo. O primeiro looping de costas é o mais forte: as costas colam no assento e dá aquele frio na barriga.

Dolphin Days num parque estranhamente vazio

Mudamos um pouco o roteiro por causa do horário e da localização dos shows. Fomos no show dos golfinhos (Dolphin Days), no Dolphin Theater, já que estávamos bem perto. É um show com acrobacias de golfinho e participação de algumas aves. Estava quase vazio, e ao longo do dia fomos percebendo que o parque inteiro estava assim, dando uma sensação de abandono por causa da limpeza deixada de lado e dos funcionários visivelmente sem ânimo.

Golfinho nadando visto pelo vidro subaquático no SeaWorld Orlando
Golfinho visto pelo vidro subaquático, na área dos golfinhos do SeaWorld

Kraken com óculos VR: por que não recomendo

Fomos para a área Legends para a montanha russa Kraken, com o óculos de realidade virtual. Essa foi a atração em que mais demoramos na fila, não por causa de gente, mas porque cada óculos precisa ser higienizado e cada pessoa precisa de ajuda para encaixar o equipamento direito na cabeça, o que segura a fila. Nem precisou reservar o óculos com antecedência pelo site oficial: todos os assentos tinham um disponível para quem quisesse usar.

Eu estava bem animado para essa experiência e já fui ajustando o óculos na cabeça assim que sentei. A Carol preferiu ir sem, só curtindo a montanha russa pura. O começo é muito bem produzido, o som é bom, e a sincronia entre o movimento da montanha russa e a imagem 360 é bastante realista. Curti bastante a primeira queda e os primeiros loopings, mas mesmo apertando o óculos com força (deixou marca na testa), ele não ficou firme o suficiente, e como são sete loopings seguidos que te forçam a abaixar a cabeça, a imagem foi ficando cada vez mais bagunçada. Nos últimos loopings já queria arrancar o óculos do rosto, e terminei suando frio de enjoo. Assim que a montanha russa parou, tirei o óculos na hora e ficamos ali mais uns 10 minutos até liberar para sair do assento. Sentei no primeiro banco que vi e bebi uma coca só para segurar o enjoo.

Se você tem estômago sensível para movimento e realidade virtual junto, minha recomendação sincera é pular o óculos e curtir a Kraken sem ele. A montanha russa em si já entrega adrenalina de sobra.

Show das Orcas no Shamu Stadium
Show das orcas no Shamu Stadium

Show das orcas: o aviso da molhada que ninguém lê

Depois de uns 20 minutos recuperando o fôlego, fomos ao One Ocean, no Shamu Stadium, para o show das orcas. Andamos bastante até chegar lá, e o show começou às 12h15. Apesar dos avisos nos primeiros bancos dizendo que você pode se molhar, boa parte das pessoas parece não perceber ou não ligar. A parte mais divertida do show, sem sombra de dúvida, foi ver as orcas dando banho no público desavisado. Não conseguimos segurar o riso. Ainda bem que estava quente, já que também caiu uma chuva rápida durante o show.

Shamu Stadium, palco do show das orcas no SeaWorld Orlando
O Shamu Stadium, palco do show das orcas, com o telão gigante sobre a piscina

Evacuação inesperada no Wild Arctic

Ainda na área Power, fomos no Wild Arctic. Estávamos passeando tranquilos pela atração e, enquanto eu filmava, começaram a tocar sirenes de emergência. Achei por um segundo que fazia parte da experiência, até a Carol me puxar e começarmos a evacuação junto com todo mundo. Não explicaram o motivo na hora, e na saída já tinha até policial no local.

Mako: a terceira montanha russa, mesmo passando mal

Teimoso do jeito que sou, e ainda com o estômago meio abalado, não tinha como deixar de encarar a terceira montanha russa, a Mako. É a mais tranquila das três em termos de sensação, mas como você fica preso só pelas pernas, o corpo se solta levemente do assento nas quedas, dando uma sensação de gravidade zero bem gostosa. Ela é rápida, alta e longa, dá até impressão de que o percurso não vai acabar nunca.

E, acreditem, passei mal de novo alguns minutos depois de sair da Mako. Sim, sou teimoso, mas fui nas três montanhas russas do SeaWorld no mesmo dia. Tive que sentar de novo, e para forrar o estômago comi aquele cachorro-quente seco e sem graça de sempre. Compramos outra coca, que acabou sendo o melhor remédio paliativo para o enjoo. Enquanto comíamos, caiu mais uma chuva curta.

Aquário 180 graus no Shark Encounter
Aquário 180 graus no Shark Encounter

Shark Encounter e os pinguins da Antarctica

Ainda na área Mystery, fomos ao Shark Encounter, bem perto da Mako. O aquário com visão de 180 graus é gigante e impressiona de verdade. É um passeio obrigatório para quem visita o SeaWorld, e criança costuma gostar bastante, a menos que fique com medo dos tubarões nadando bem perto do vidro.

Fomos depois para a Ice, a área congelante dos pinguins (Antarctica: Empire of the Penguin). É uma experiência gelada e bem legal. O dia já estava nublado e começou uma chuva fina, ajudando a refrescar o calor forte de Orlando. Imagino que em dias mais frios essa área fique realmente congelante de verdade. Ver os pinguins tão de perto valeu bastante a visita.

Pinguins na área Antarctica Empire of the Penguin no SeaWorld
Os pinguins bem de pertinho na Antarctica: Empire of the Penguin

Já eram 14h30 e ainda não tínhamos almoçado de verdade, só o cachorro-quente sem graça, uns cookies e duas cocas. Terminamos todas as atrações que queríamos bem mais cedo do que esperávamos e, por isso mesmo, acabamos esticando demais o horário do almoço.

Jackie Chan no Madame Tussauds
Jackie Chan no Madame Tussauds

Shake Shack no I-Drive 360

Voltamos para o hotel e chegamos no Rosen Inn às 15h. Tomamos banho, descansamos um pouco e fomos “almoçar” já quase às 16h no Shake Shack do I-Drive 360. Pedimos um ShackBurger simples (single), um Chick’n Shack, uma batata frita e uma coca para dividir. A decoração do Shake Shack é caprichada, e a área do I-Drive é bonita e tranquila para passear no fim do dia. Esperávamos mais desses sanduíches: sinceramente, achamos apenas ok, nada que justificasse tanto hype.

Madame Tussauds e Aquário Sea Life

Depois desse almoço tardio, fomos ao museu de cera Madame Tussauds e ficamos ali bastante tempo. A cada sala, ficávamos surpresos com o nível de detalhe das estátuas. Devemos ter tirado umas centenas de fotos só ali dentro. Do museu, seguimos para o Aquário Sea Life. Como não tínhamos mais nada marcado no roteiro, ficamos ali um bom tempo também, olhando cada detalhe com calma e interagindo com as instalações. São muitos aquários diferentes, dá para passar horas.

Deixamos a roda gigante do I-Drive para outro dia, e isso é uma informação que pouca gente sabe: se você compra o combo das três atrações do I-Drive 360, não é obrigado a visitar todas no mesmo dia. Dá para espalhar ao longo da estadia.

Comprando no Whole Foods Orlando
Comprando no Whole Foods

Jantar no Whole Foods

Depois de um dia agitado no SeaWorld pela manhã, almoço tardio no Shake Shack e passeio no Madame Tussauds e no Aquário Sea Life, fechamos o dia fazendo compras no Whole Foods. Ficamos impressionados com o tamanho, a organização e a variedade do mercado. É naquele tipo de loja que você pensa “por que não tem isso na minha cidade”. Compramos comida para os próximos cafés da manhã, lanche para os dias de parque e frutas vermelhas fresquinhas.

Aproveitamos para comprar a janta ali mesmo, num setor do Whole Foods com buffet enorme e boa variedade de sopa. Jantamos duas sopas e uma torta de maçã clássica, deliciosa, tão grande que ainda comemos dela nos dois dias seguintes.

Voltamos para o hotel para descansar, porque nos próximos dias começaria a maratona dos parques Universal e Islands of Adventure.


SeaWorld vale a pena? Nossa avaliação sincera

Sendo sincero, o SeaWorld foi o parque que ficou mais abaixo da expectativa em toda a viagem, não pelas montanhas russas em si, que são realmente boas, mas pela sensação geral de abandono que sentimos ao longo do dia inteiro. Isso não significa que não vale a pena visitar, principalmente se você gosta de montanha russa e de atração com animal marinho, mas vale ajustar a expectativa antes de ir, comparado com o nível de acabamento que os parques da Disney e da Universal entregam nesse mesmo período.

Comparando as 3 montanhas russas do SeaWorld

Montanha-russaIntensidadeDestaque
MantaAltaSobe de costas, primeiro looping intenso
KrakenAlta (mais ainda com óculos VR)Sete loopings, opção de óculos de realidade virtual
MakoAlta, sensação de gravidade zeroA mais rápida, alta e longa das três

Se você só puder escolher uma das três para economizar tempo, e não tiver problema de enjoo com movimento intenso, recomendamos a Mako pela sensação única de gravidade zero nas quedas. Se preferir uma experiência mais tradicional de montanha russa com looping, a Manta entrega isso muito bem, sem o risco de enjoo extra do óculos VR da Kraken, tornando-a a opção mais segura para quem está em dúvida.

Perguntas frequentes

Vale a pena usar o óculos de realidade virtual na Kraken?

Na nossa experiência, não recomendamos para quem tem qualquer sensibilidade a enjoo. A combinação de movimento físico intenso com imagem em realidade virtual amplificou muito a sensação de mal-estar durante e depois do passeio. Sem o óculos, a montanha russa em si já entrega bastante adrenalina, sem esse risco extra.

Um dia é suficiente para o SeaWorld?

Mais que suficiente. Fizemos as três montanhas russas, os principais shows e ainda sobrou tarde inteira livre para outros passeios na cidade, algo que não conseguimos repetir em nenhum outro parque da viagem.

O SeaWorld é uma boa opção para quem viaja com criança pequena?

Os shows de golfinho e orca costumam agradar bastante criança pequena, mas as três montanhas russas são voltadas para público maior, com restrição de altura. Vale conferir a política de altura mínima de cada atração antes de definir esse parque como prioridade para uma criança bem pequena.

Quanto tempo dura, em média, cada montanha-russa do SeaWorld?

O tempo de percurso em si é curto, cerca de dois a três minutos cada uma, mas o tempo de fila varia bastante conforme o dia e o horário. No nosso caso, com o parque bem vazio, entramos rápido nas três, sem esperar mais do que alguns minutos em cada.

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