Vista da orla de Maceió a partir do mar, cidade que recebe o Aeroporto Zumbi dos Palmares

Roteiro Completo de Maceió: o que Fazer, Onde Ficar e Quanto Custa

Maceió é, sem exagero nenhum, o nosso lugar favorito no Nordeste do Brasil. Já voltamos várias vezes, em momentos bem diferentes da nossa vida: uma vez ainda sem o Samuel, outra já com ele recém-nascido na primeira viagem de avião da vida dele, ao lado da dona Júlia, mãe do Rudi. Cada visita teve seu próprio ritmo, seu próprio hotel e até seus próprios tropeços, e é justamente por isso que esse guia não é sobre uma única viagem, mas sobre tudo o que aprendemos revisitando a mesma cidade, com a mesma vontade de voltar sempre.

Esse post reúne o roteiro completo pela capital alagoana e arredores: a orla urbana de Pajuçara e Ponta Verde, o passeio de caiaque transparente, onde comer, onde ficar (comparando duas experiências bem diferentes de hospedagem) e as praias mais afastadas que valem o desvio, como a Praia do Carro Quebrado. Também entra o capítulo que muita gente esquece de planejar: a sala VIP do aeroporto, tanto em Brasília antes de embarcar quanto já em Maceió, na volta para casa.

Esse é o vídeo que gravamos na viagem em que o Samuel, ainda bebê, pisou na areia pela primeira vez na vida. Foi o início da segunda temporada da nossa série Desbravando o Nordeste do Brasil, e dá para sentir no vídeo o quanto Maceió já virou parte da nossa história de família.

Resumo Rápido: Maceió em Números

  • Quantos dias: 3 noites cobrem bem a orla urbana; 4 noites dá tempo tranquilo até para a Praia do Carro Quebrado
  • Aeroporto: Zumbi dos Palmares (MCZ), cerca de 20 a 25 minutos de carro até Pajuçara e Ponta Verde
  • Onde ficamos: Ibis Styles Maceió Pajuçara (recomendado) e Acqua Suítes (não recomendamos repetir)
  • Com criança pequena: sim, testado na prática com o Samuel bebê, na primeira viagem de avião dele
  • Sala VIP no aeroporto: Advantage VIP Lounge, única do MCZ, fora da área de segurança
  • Quanto custa: veja a lista completa de gastos reais na seção Quanto Custa Maceió

Neste Guia

Por que Maceió é o Nosso Lugar Favorito no Nordeste

Tem cidade litorânea mais bonita no Nordeste, tem praia mais deserta, tem resort mais chique. Mas Maceió tem uma combinação que, para nós, ainda não achamos em nenhum outro lugar: uma orla urbana segura e bem estruturada, água de piscina na maioria dos dias, comida boa e barata, e ainda assim a possibilidade de sair da cidade e achar praias completamente vazias em menos de duas horas de carro. É raro encontrar um destino que funcione tão bem tanto para quem quer só relaxar numa barraca de praia quanto para quem quer aventura de verdade, como as falésias da Praia do Carro Quebrado.

E tem outro motivo, mais sentimental: Maceió foi onde o Samuel viu o mar pela primeira vez, comeu areia pela primeira vez (literalmente) e tomou seu primeiro picolé de praia. Voltar para lá com ele, depois de já termos conhecido a cidade como casal, mudou completamente a forma como enxergamos os mesmos lugares. A Praia de Pajuçara que antes era só bonita virou também prática, segura e fácil de circular com criança pequena, e isso pesa muito na hora de decidir onde voltar.

Quantos Dias Vale a Pena Ficar em Maceió

Na viagem com o Samuel, ficamos três noites hospedados na cidade, no Ibis Styles Maceió Pajuçara, e esse tempo foi suficiente para cobrir bem a orla urbana (Pajuçara e Ponta Verde), fazer o passeio de caiaque transparente, conhecer o Mercado 31 e a Capelinha do Jaraguá, e ainda reservar uma tarde para a Praia de Paripueira e o Corais Beach Club, em Ipioca. Depois dessas três noites, seguimos viagem para as praias mais afastadas de Alagoas, como São Miguel dos Milagres e Japaratinga, então se o seu plano é só a capital, três noites já resolvem bem.

Se você quiser incluir também um dia inteiro de desvio até a Praia do Carro Quebrado, que fica no município de Santo Antônio e tem acesso mais complicado, vale somar mais uma noite ou reservar um dia cheio só para esse passeio, sem tentar encaixar mais nada na mesma tarde. Nossa recomendação sincera: quatro noites em Maceió dão um roteiro tranquilo, sem sensação de correria, com espaço de sobra até para repetir a praia favorita no último dia antes de embarcar.

Como Chegar em Maceió: da Sala VIP de Brasília à Sala VIP do Aeroporto Zumbi dos Palmares

Como chegamos cedo para o check-in e para despachar as malas, aproveitamos para levar a família toda até a Sala VIP Pub, no aeroporto de Brasília, antes de embarcar. Usamos o cartão de crédito Carbon para entrar, que libera até seis cartões adicionais gratuitamente: pedimos um adicional para cada pessoa da família conseguir acessar a sala sem nenhum custo extra.

A sala é bem completa para quem viaja com criança pequena antes de um voo doméstico: wi-fi gratuito, TV, chuveiro para quem quer tomar um banho antes de embarcar, espaço de trabalho, uma área pensada para os pequenos e para as mamães, além de buffet com comidas variadas e até uma sala de reunião. Decidimos fazer o trajeto de Brasília até Maceió à noite, já que essa era a primeira viagem do Samuel de avião. O voo foi tranquilo e ele dormiu quase o trajeto inteiro.

Do outro lado da viagem, na volta para casa, conhecemos a Advantage VIP Lounge do Aeroporto de Maceió (MCZ), a única sala VIP do aeroporto, com apenas oito meses de inaugurada quando gravamos, em dezembro de 2024. Ela fica fora da área de segurança, do lado de dentro do check-in, antes do raio-x, então dá para acessar assim que você despacha a mala, sem precisar já estar na área de embarque. Fizemos o check-in, subimos a escada rolante (ou elevador, se preferir) e a sala já estava logo ali em frente.

O Aeroporto de Maceió, oficialmente Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, fica no bairro do Tabuleiro dos Martins, cerca de 20 minutos de carro do centro da cidade e um pouco mais das praias mais movimentadas da orla, como Pajuçara e Ponta Verde. É um aeroporto de porte médio, bem menor do que os grandes hubs do Sudeste, o que na prática significa filas mais curtas de check-in e de segurança na maior parte do dia, mas também menos opção de loja e praça de alimentação para quem chega com tempo sobrando. Justamente por isso, ter uma sala VIP decente ali dentro faz muita diferença.

É uma sala compacta, mas bem decorada, com máquina de Nespresso, chá, paçoquita torrada e balas de doce de leite num pequeno bar. Chegamos por volta das 15h e a sala já estava bem cheia, o que faz sentido: sendo a única sala VIP do aeroporto, ela absorve toda a demanda de quem viaja com cartão premium ou Priority Pass em Maceió. Tem sala de TV pequena, com espaço para só cerca de quatro pessoas, um espaço de coworking para oito pessoas (bem apertadinho, mas funcional), com vista para a pista de pouso e decolagem, e um painel de voos.

Bar da Advantage VIP Lounge no Aeroporto de Maceió
O bar da Advantage VIP Lounge, com café, chá e petiscos disponíveis o dia todo.

No horário de almoço, a sala estava servindo macarrão, arroz branco, molho ao sugo, isca de peixe, legumes, um bife pequeno, isca de carne acebolada e frango grelhado, além de um sanduichinho. Não é prato de restaurante chique, mas é comida de verdade, dá para almoçar direito antes do voo, não só beliscar petisco. Na sobremesa tem saladas de fruta, mousse de limão e brownie, e nas geladeiras tem suco, refrigerante, água com e sem gás e água de coco, item que é difícil de encontrar em sala VIP de aeroporto e que a gente sempre comenta quando aparece.

Do lado de fora tem uma área externa ampla, acessada por um botão que abre a porta. Vale a pena conhecer: mesmo com o calor forte de Maceió, bate um vento agradável ali, e você ainda tem vista direta para a pista. É uma ótima opção para escapar quando a sala interna está lotada, como estava na nossa visita.

Área externa com mesas da Advantage VIP Lounge em Maceió
A área externa da Advantage VIP Lounge, com mesas ao ar livre e vista para a pista.

Sobre como funciona esse tipo de acesso: existem basicamente três caminhos para entrar numa sala VIP de aeroporto sem pagar o valor cheio na hora. O primeiro é ter um cartão de crédito de categoria alta (Black, Infinite, Signature) que já inclua acesso gratuito. O segundo é ter um programa de acesso avulso, como o Priority Pass ou o LoungeKey, que costuma vir embutido em determinados cartões. O terceiro caminho, para quem não tem nem cartão nem programa, é pagar o day-use direto na entrada da sala, quando ela permite esse tipo de acesso.

Em Maceió, acessamos com o cartão Advantage Black do Santander, mas também é possível entrar com cartões parceiros do Priority Pass e com cartões Black da bandeira Mastercard de bancos como Caixa, Porto Seguro, BTG, Sicredi e Unicred. Vale confirmar sempre no aplicativo do seu banco se a sala do aeroporto de destino está mesmo na lista de parceiros ativos, porque essas listas mudam com frequência.

Sobre a distância até a orla: do Aeroporto Zumbi dos Palmares até Pajuçara, a praia mais central e conhecida, são cerca de 20 a 25 minutos de carro em trânsito normal, um pouco mais em horário de pico. Se o destino final for mais ao norte, em direção a Jatiúca ou Ponta Verde, o tempo é parecido. Já para quem vai direto para a região de Barra de São Miguel ou mais além, rumo a Maragogi, o trajeto passa facilmente de uma hora. Vale planejar esse deslocamento na hora de calcular o horário de chegada na sala VIP: se você ainda vai buscar carro alugado ou esperar transfer antes de seguir viagem, use a sala VIP só na saída, no momento do embarque de volta, quando o tempo de espera é mais previsível. Quem quiser ver o tour completo pela sala, tem o vídeo específico da Advantage VIP Lounge de Maceió no nosso canal.

Onde Ficar em Maceió: do Ibis Styles ao Acqua Suítes

Já ficamos em pelo menos dois hotéis diferentes em Maceió, em viagens distintas, e a experiência foi bem diferente em cada uma. Vamos contar as duas de forma sincera, porque uma delas superou a expectativa e a outra, sinceramente, não recomendamos repetir.

Na viagem com o Samuel, ficamos hospedados no Ibis Styles Maceió, de frente para a Praia de Pajuçara. Assim que você chega, dá para parar o carro bem na entrada para descer as malas e, se quiser, deixar o carro com o manobrista do serviço da Leve Mobilidade, a mesma empresa que atende o Ibis convencional e o Mercure vizinhos. A diária do estacionamento sai por R$ 28, valendo 24 horas corridas. (Atualização 2026: portais de reserva mostram esse mesmo serviço na faixa de R$ 28 a R$ 30 por dia, valor estável.)

A recepção surpreende quem já se hospedou em outros hotéis Ibis pelo Brasil: é um prédio novo, construído do zero, com pé-direito alto e decoração de madeira com concreto que foge completamente do padrão mais simples que a gente costuma associar à bandeira. Logo na entrada tem uma área para relaxar com vista parcial do mar, sofás bem espaçosos e redes penduradas. Tem um espaço de estar ali do lado, e a própria recepção libera toalhas para levar para a praia e para a piscina, sem custo extra.

Samuel brincando na areia da Praia de Pajuçara em frente ao Ibis Styles Maceió
A Praia de Pajuçara, bem em frente ao hotel, a poucos passos da recepção.

Na lateral direita do prédio tem uma piscina não aquecida que, mesmo assim, pega bastante sol de manhã e fica numa temperatura agradável. Bem ao lado fica o espaço kids, com piso de grama sintética e uma cesta de basquete, onde o Samuel brincou bastante durante a nossa estadia. A academia é compacta, mas bem equipada para o padrão Ibis, com esteiras, bicicleta e ar-condicionado.

Ficamos no quarto 1056, no 10º andar, configurado para três pessoas. Os corredores são todo em madeira, bem espaçosos, mantendo a mesma pegada de decoração cuidada da recepção. O quarto não é gigante, mas tem bom tamanho, com guarda-roupa aberto, frigobar pequeno mas funcional e um cofre espaçoso. A decoração impressiona para o padrão da bandeira: até no teto tem uma arte aplicada direto na laje, com desenho de sol e mar, que o Samuel adorou olhar deitado na cama. O colchão e o travesseiro são confortáveis, e o ar-condicionado esfria bem o ambiente mesmo em dia quente.

Samuel dormindo na cama extra do quarto do Ibis Styles Maceió Pajuçara
O Samuel apagado depois de um dia inteiro de praia e piscina.

Esse quarto era um dos triplos, um dos maiores do hotel, mas não era o que a gente mais queria: o ideal seria um quarto virado direto para o mar, com vista completa da orla. O nosso ficou numa quina, com vista lateral para a piscina de um prédio vizinho e para a Praia de Pajuçara ao fundo, com bastante construção visível bem na frente. Não chegou a incomodar durante a estadia, mas se você quiser garantir a vista total para o mar, vale confirmar a categoria exata do quarto na hora da reserva, porque não é automática, principalmente usando pontos.

O banheiro é clean, com box razoavelmente grande e tudo novo, além de amenities de shampoo e condicionador. O chuveiro tem água quente e fria, mas não é muito potente (em compensação, esquenta rápido). E o grande diferencial dessa estadia: pagamos apenas R$ 6,73 pelas três noites no total. O segredo foi participar de promoções de transferência bonificada de milhas aéreas (usamos pontos vindos de Azul Fidelidade e Smiles) para o programa de pontos ALL Accor, a rede à qual o Ibis pertence. Em duas promoções diferentes que aproveitamos, ganhamos juntos mais de 200 mil pontos ALL Accor de bônus, e usamos parte deles para reservar essa estadia inteira, incluindo o quarto triplo por três noites.

Já numa outra viagem a Maceió, sem o Samuel, ficamos no Acqua Suítes, também na Praia de Pajuçara, na categoria de quarto com vista de 180 graus. Vai aqui uma avaliação sincera, mesmo sendo negativa em alguns pontos. O quarto tem entrada ampla, bancada grande, frigobar e decoração escura em madeira com relevo. Pontos positivos: cama e travesseiro confortáveis, ar-condicionado Fujitsu Inverter muito bom (com um barulho estranho à noite, único ponto negativo dele) e ducha forte da Deca.

Já o banheiro é desproporcionalmente pequeno e mal iluminado para o tamanho do quarto. O blackout das cortinas é pesado e difícil de manusear, prejudicando um pouco o aproveitamento da vista. Reservamos com mais de 30 dias de antecedência pedindo andar alto, mas fomos alocados no 2º andar, num hotel de sete andares: segundo a recepção, por questão de disponibilidade, sem garantia mesmo com reserva antecipada. A diária saiu por volta de R$ 415, um bom valor pela vista. (Atualização 2026: a diária média do Acqua Suítes subiu bastante desde então, o Kayak mostra faixa de R$ 633 a R$ 947 em dias comuns, chegando a R$ 1.120 no fim de semana, segundo fonte: Kayak.com.br.) Mas o atendimento na chegada foi frio, e o café da manhã ficou bem simples para o preço (só a tapioca feita na hora salvou), com restaurante pequeno e mal organizado no fluxo de entrada.

Sendo honestos: entre as 18 hospedagens diferentes que já fizemos na nossa road trip pelo Nordeste, o Acqua Suítes foi a única que não recomendamos voltar. O problema não foi o quarto em si, mas o atendimento e o café da manhã abaixo do que se espera pelo valor cobrado, numa região com muitas outras opções de rede (Mercure, Ibis, entre outras) na mesma praia. Se você está escolhendo entre os dois, a nossa recomendação direta é o Ibis Styles.

Roteiro por Praia e Passeio em Maceió

Praia de Pajuçara: a Orla Perfeita

Para nós, a Praia de Pajuçara é a orla perfeita: segura, tranquila, com boa estrutura de barracas e restaurantes, fácil de circular a pé. Foi ali que começamos a segunda temporada da nossa série Desbravando o Nordeste do Brasil, com a família toda reunida, o Rudi, a Carol, a dona Júlia e o Samuel, vivendo a primeira praia da vida dele. Alugamos guarda-sóis e cadeiras por volta de R$ 5 por peça (valor mais em conta do que em outros bairros de Maceió) e passamos a manhã e boa parte da tarde curtindo com a família, pedindo água de coco e umas batatas fritas para acompanhar.

Samuel de óculos escuros comendo picolé de uva na Praia de Pajuçara
O Samuel aproveitando um picolé de uva na orla de Pajuçara, na primeira viagem da vida dele.

Ver o Samuel explorando a areia pela primeira vez, correndo, brincando, curioso com tudo ao redor, foi um dos momentos mais bonitos da viagem inteira. Uma boa forma de se localizar pela vegetação da orla: o trecho com árvores mais baixas de amendoeira é Pajuçara, e quando começam os coqueiros, você já está entrando em Ponta Verde. Almoçamos no Parmegiano, que fica literalmente pé na areia da Praia de Pajuçara, bem pertinho do nosso hotel, e aproveitamos o resto do dia na mesma praia, até o pôr do sol.

Rudi brincando com Samuel na água rasa de uma praia de Maceió
Um dos nossos momentos favoritos de toda a viagem: brincando na água rasa com o Samuel.

Em outro almoço, comemos entradinhas no restaurante Massagueirinha (tem unidades em Ponta Verde, Jatiúca e outros bairros), famoso pela casquinha de siri, servida na própria carapaça, assada no forno, finalizada com limão. A porção de R$ 20 a R$ 28 por unidade é generosa. (Atualização 2026: o cardápio divulgado pela unidade Jatiúca mostra a casquinha por R$ 30,90.) Também pedimos pastéis de siri e camarão e um suco de seriguela. Vale ir com fome de entradinha, porque o cardápio de petiscos por ali é grande.

Caiaque Transparente com a 13 Milhas

Fizemos o passeio de caiaque transparente com a empresa 13 Milhas, com ponto de encontro no Clube do Pirata, em Ponta Verde. O trajeto é tranquilo, bom até para quem é sedentário, levando cerca de uma hora até a piscina natural da Pedra Virada. A empresa fornece óculos de mergulho, bolsa impermeável, e um guia acompanha o passeio inteiro.

Fizemos esse passeio pela primeira vez em janeiro de 2020, e naquela época dava para parar e mergulhar nas piscinas naturais. Numa viagem mais recente, o passeio virou só remada, sem essa parada: a experiência de ver os peixes de perto, que a gente gostava, não existe mais do jeito que era antes. Vale confirmar o formato atual direto com a empresa antes de reservar.

Rudi de caiaque na orla de Maceió com o skyline ao fundo
De caiaque transparente na orla de Maceió, com o skyline da cidade ao fundo.

Mesmo sem a parada para mergulho, a água ali é transparente e a remada é um bom exercício físico para explorar a orla de Maceió, que é muito bonita vista de dentro d’água. O valor do caiaque duplo, com duas pessoas remando o mesmo barco, foi R$ 150. Em outra visita, o passeio individual saiu por R$ 80. (Atualização 2026: o site oficial da 13 Milhas lista hoje o caiaque duplo, remada de 40 minutos, por R$ 200, “valor para duas pessoas”. Não encontramos um preço individual separado publicado atualmente; vale confirmar direto com a empresa.) Todo o agendamento é feito pelo site da própria 13 Milhas.

Barracas em Ponta Verde: do Lopana ao Janga

Depois do caiaque, fizemos um pit stop em Ponta Verde, já quase meio-dia, com o sol bem intenso. Pegamos uma barraca pertinho da Lopana, mas não ficamos na Lopana em si: lá tem um cover artístico de R$ 20 por pessoa para um DJ tocando (não é música ao vivo, apesar do nome), e como não somos muito fãs desse tipo de programa, preferimos ficar na barraca ao lado. Ali, o kit com duas cadeiras e um guarda-sol saiu por R$ 30, e cada item extra custa entre R$ 5 e R$ 10. Comparado aos R$ 5 por peça que pagamos em Pajuçara, Ponta Verde é um pouco mais cara, mas a praia ali é tão bonita quanto. (Atualização 2026: não existe tabela oficial, o preço é livre, o próprio Procon Maceió confirma isso. Relatos recentes de turistas mostram o kit de guarda-sol e cadeiras entre R$ 20 e R$ 35, podendo chegar a R$ 50 em pontos mais concorridos ou alta temporada, tanto em Pajuçara quanto em Ponta Verde. Vale sempre perguntar o valor antes de sentar.)

Para o almoço, fomos ao Janga, uma barraca-restaurante na Praia de Ponta Verde, com os coqueiros bem na frente das mesas. A decoração é caprichada e o pedido não demorou: em poucos minutos a comida já estava na mesa.

Mercado 31, Capelinha do Jaraguá e Feirinha de Artesanato

No bairro histórico do Jaraguá, vale conhecer o Mercado 31, inaugurado em 2022: é bem mais amplo e estruturado que outras feiras da cidade, embora com menos variedade de produtos. Dali, é possível ir a pé, em menos de 10 minutos, até a Capelinha do Jaraguá, com vista para o Porto de Maceió e um dos pores do sol mais bonitos que já vimos na região. Vale reservar um final de tarde da sua viagem especificamente para esse programa.

Pertinho dali tem também uma feirinha de artesanato, onde compramos algumas lembranças: uma bolsa com chaveiro por R$ 35, com desconto para quem paga em dinheiro, e outra bolsa mais simples por R$ 25 (o mesmo modelo, segundo a Carol, custava R$ 60 em Brasília). Compramos até uma raquete de praia com o Alex, um dos vendedores da feira, super simpático, que topou até aparecer no vídeo. Pagamos tudo no crédito, para seguir pontuando milhas em cada compra da viagem.

Praia de Paripueira e Corais Beach Club, em Ipioca

Também conhecemos a Praia de Paripueira e o Corais Beach Club, no bairro de Ipioca, litoral norte de Maceió: um passeio à parte para quem quer sair do circuito mais central de Pajuçara e Ponta Verde.

Vista aérea do Corais Beach Club com guarda-sóis e piscina entre coqueiros, no bairro de Ipioca, Maceió
O Corais Beach Club, em Ipioca, vale o passeio para quem sai do circuito mais central de Maceió.

É um bom programa de meio dia, com piscina de borda infinita entre os coqueiros e estrutura de bar e restaurante para quem quer passar o dia inteiro sem precisar sair. (Atualização 2026: o day-use do Corais Beach Club custa R$ 60 por pessoa, ou R$ 65 no cartão, segundo o site oficial do local.)

Praia do Carro Quebrado

Já a Praia do Carro Quebrado é um desvio que vale a pena para quem tem tempo no roteiro. Fica no município de Santo Antônio, litoral de Alagoas, com acesso mais complicado: estrada de terra, pouca sinalização, e a entrada hoje é controlada por uma área privada que cobra R$ 15 por carro (só em dinheiro). (Atualização 2026: uma reportagem sobre fiscalização do MPF no local, de fevereiro de 2025, registrou cobrança de R$ 30 por carro, com acesso a pé ou de bicicleta gratuito. Como é área privada sem tabela pública, vale confirmar o valor exato no dia.) Existem histórias populares, não confirmadas, sobre a origem do nome: uma fala de um casal cujo carro quebrou ali e nunca mais voltou, outra de que o acesso era tão difícil que “quebrava carro”. De fato ainda existe uma carcaça de carro enferrujada na praia, mas trate isso como curiosidade, não como fato histórico documentado.

Mulher sentada no mirante da Praia do Carro Quebrado, com vista para o mar turquesa e as falésias ao fundo
O mirante no alto da Praia do Carro Quebrado, antes da descida íngreme até a areia.

A descida do mirante até a praia é íngreme e escorregadia, vá com calma, principalmente com criança. Não tem nenhuma estrutura de restaurante ou bar por lá: leve sua própria água e comida. É uma praia de “tombo” (aprofunda rápido), com falésias bonitas ao fundo formadas por milhões de anos de erosão, mas sem coqueiro ou sombra natural (só à tarde, quando o sol se põe atrás da falésia).

Formação rochosa avermelhada nas falésias da Praia do Carro Quebrado, em Alagoas
As falésias esculpidas por milhões de anos de erosão são o grande destaque da praia.

Encontramos um pouco de lixo deixado por visitantes na areia, o que destoa da beleza do lugar. Vale reforçar a consciência de levar seu lixo de volta. Mesmo com o acesso trabalhoso, é uma das paisagens mais bonitas de toda a nossa road trip pelo Nordeste, e vale muito a pena reservar um dia inteiro só para esse passeio.

Onde Comer em Maceió

Depois de várias visitas, essas são as opções que mais valeram a pena para nós, todas próximas da orla de Pajuçara e Ponta Verde:

  • Parmegiano, pé na areia da Praia de Pajuçara: ótima opção de almoço rápido, sem precisar sair da praia.
  • Massagueirinha (com unidades em Ponta Verde, Jatiúca e outros bairros): famoso pela casquinha de siri servida na própria carapaça, de R$ 20 a R$ 28 por unidade na nossa visita (R$ 30,90 na unidade Jatiúca em 2026), além de pastéis de siri e camarão.
  • Janga, barraca-restaurante na Praia de Ponta Verde: decoração caprichada, coqueiros na frente das mesas e atendimento rápido.
  • Pizzaria de fermentação natural, numa vila charmosa no bairro de Pajuçara: massa com 48 horas de maturação, fininha e leve, com recheio de margherita com mussarela de búfala e outra doce, de doce de leite artesanal com farofa de cannoli. Tradição da casa: comer com as mãos, sem talher.

Depois de muitos dias comendo camarão e tapioca, essa variação com pizza caiu muito bem no meio da viagem. E claro, dá para almoçar direto na sala VIP do aeroporto, tanto na ida quanto na volta, se o horário do voo permitir.

Quanto Custa Maceió: Nossos Gastos Reais

Os valores abaixo são das nossas viagens mais recentes a Maceió e servem como referência de proporção entre um passeio e outro, sempre sujeitos a reajuste com o tempo:

  • Guarda-sol e cadeira em Pajuçara (peça): R$ 5 na nossa visita. Atualização 2026: preço livre, sem tabela oficial (Procon Maceió confirma); kit de guarda-sol e cadeiras hoje costuma sair entre R$ 20 e R$ 35, podendo chegar a R$ 50 em alta temporada.
  • Kit 2 cadeiras + guarda-sol em Ponta Verde: R$ 30 na nossa visita. Atualização 2026: mesma faixa informal de R$ 20 a R$ 35 relatada na região.
  • Cover artístico (DJ) na Lopana, por pessoa: R$ 20 (não verificado em 2026, não encontramos fonte atualizada; valor mantido como estava)
  • Passeio de caiaque transparente (individual): R$ 80 na nossa visita. Atualização 2026: o site oficial da 13 Milhas não lista mais um preço individual separado.
  • Passeio de caiaque transparente (dupla): R$ 150 na nossa visita. Atualização 2026: R$ 200 no site oficial da 13 Milhas (remada de 40 minutos, valor para duas pessoas).
  • Casquinha de siri (unidade), no Massagueirinha: R$ 20 a R$ 28 na nossa visita. Atualização 2026: R$ 30,90 na unidade Jatiúca, segundo o Instagram oficial.
  • Bolsa de artesanato com chaveiro, na feirinha do Jaraguá: R$ 35 (ou R$ 25 pelo modelo mais simples), não verificado em 2026, feira informal sem fonte oficial disponível; valor mantido como estava
  • Diária Acqua Suítes (vista 180°): cerca de R$ 415 na nossa visita. Atualização 2026: entre R$ 633 e R$ 947 em dias comuns, chegando a R$ 1.120 no fim de semana, segundo o Kayak.
  • Diária do quarto triplo no Ibis Styles, 3 noites (pago do próprio bolso, usando pontos ALL Accor de bônus): R$ 6,73 no total. Atualização 2026: a diária cheia (sem pontos) gira hoje em torno de R$ 340 a R$ 420, conforme portais de reserva.
  • Estacionamento com manobrista no Ibis Styles: R$ 28 a cada 24 horas. Atualização 2026: faixa de R$ 28 a R$ 30 por dia, valor estável.
  • Entrada na Praia do Carro Quebrado (por carro, só em dinheiro): R$ 15 na nossa visita. Atualização 2026: R$ 30 por carro, segundo reportagem sobre fiscalização do MPF no local (fevereiro de 2025); acesso a pé ou de bicicleta é gratuito.
  • Day-use no Corais Beach Club, em Ipioca: R$ 60 por pessoa (R$ 65 no cartão), segundo o site oficial em 2026

Olhando para trás, o item que mais variou entre as duas hospedagens foi justamente a diária: pagamos praticamente nada no Ibis Styles usando pontos de bônus, contra os R$ 415 do Acqua Suítes na época (hoje entre R$ 633 e R$ 947, segundo o Kayak), o que reforça como vale a pena acompanhar promoções de transferência de milhas para pontos de hotel antes de fechar a próxima viagem.

A Passagem Aérea Também Pesa Numa Viagem Nacional

Todo esse roteiro em Maceió começa com uma passagem aérea, e é aí que muita gente paga mais do que precisava, mesmo já economizando na hospedagem como a gente fez usando pontos. Um exemplo real: em julho de 2026 saiu um alerta de Fortaleza para Madrid por R$ 1.291,17 usando milhas aéreas compradas com desconto. O mesmo tipo de alerta sai toda semana também para voos nacionais, como para Maceió, direto de Brasília ou de qualquer outra capital.

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Erros que Cometemos e o Que Aprendemos

Nenhuma das nossas viagens a Maceió saiu perfeita, e vale deixar registrado o que aprendemos, para quem for planejar a própria agora:

  • Não confiar que o caiaque ainda para nas piscinas naturais: quando fizemos em 2020, dava para mergulhar na Pedra Virada. Numa viagem mais recente, o passeio virou só remada. Confirme o formato atual direto com a 13 Milhas antes de reservar, para não criar expectativa errada.
  • Sentar perto da Lopana sem saber do cover artístico: se você não curte som ao vivo (ou DJ, no caso), prefira uma barraca vizinha, como fizemos, para não pagar os R$ 20 por pessoa à toa.
  • Reservar o Acqua Suítes esperando o mesmo padrão do Ibis Styles: mesmo pedindo andar alto com mais de 30 dias de antecedência, fomos alocados no 2º andar, e o atendimento e o café da manhã ficaram bem abaixo do esperado pelo valor cobrado. Entre as opções de rede na mesma praia, o Ibis Styles compensou muito mais.
  • Ir para a Praia do Carro Quebrado sem levar água e comida: não existe nenhuma estrutura de bar ou restaurante por lá, e a estrada de acesso é longa e mal sinalizada. Saia já abastecido e com o trajeto salvo no GPS.
  • Deixar lixo na praia (dos outros, não nosso): encontramos bastante lixo deixado por visitantes no Carro Quebrado, o que destoa completamente da beleza natural do lugar. Leve seu lixo de volta, sempre.
  • Chegar na sala VIP de Maceió sem folga de tempo: sendo a única sala do aeroporto, ela enche rápido, principalmente perto do almoço. Reserve pelo menos uma hora antes do embarque para aproveitar de verdade, com tempo para comer com calma.

Perguntas Frequentes sobre Maceió

Quantos dias são ideais para conhecer Maceió?

Na nossa experiência, três noites já cobrem bem a orla urbana (Pajuçara e Ponta Verde), o passeio de caiaque transparente e um passeio mais afastado, como Paripueira. Se você quiser incluir também a Praia do Carro Quebrado com calma, sem correria, o ideal é somar mais uma noite, chegando a quatro no total.

Vale a pena ficar no Acqua Suítes em Maceió?

A vista é realmente boa, mas o atendimento e o café da manhã ficaram abaixo do esperado pelo valor cobrado. Entre as hospedagens que já fizemos em Maceió, foi a única que não recomendamos repetir. Preferimos de longe o Ibis Styles Maceió Pajuçara.

Como conseguimos pagar tão pouco no Ibis Styles Maceió?

Participando de promoções de transferência bonificada de milhas aéreas, como Azul Fidelidade e Smiles, para o programa ALL Accor. Em duas promoções, juntamos mais de 200 mil pontos de bônus, de graça, e usamos parte deles para cobrir quase toda a diária de três noites. Pagamos só R$ 6,73 do próprio bolso.

Como chegar na Praia do Carro Quebrado?

Fica no município de Santo Antônio, acessada por estrada de terra, com entrada paga numa área privada (R$ 15 por carro na nossa visita, só em dinheiro; uma reportagem sobre fiscalização do MPF de fevereiro de 2025 registrou R$ 30 por carro, com acesso a pé ou de bicicleta gratuito). A sinalização é fraca, então vale sair com o trajeto salvo no GPS antes de ir.

Quanto custa o passeio de caiaque transparente em Maceió?

Na nossa visita, o passeio individual custou R$ 80 por pessoa e a versão em dupla (duas pessoas remando o mesmo caiaque) saiu por R$ 150. Em 2026, o site oficial da 13 Milhas lista o caiaque duplo (remada de 40 minutos) por R$ 200, sem um preço individual separado publicado. Valores de referência, sujeitos a alteração, e a reserva é feita direto pelo site da 13 Milhas.

O passeio de caiaque transparente ainda para nas piscinas naturais?

Não mais, pelo menos não do jeito que era antes. Na primeira vez que fizemos, em janeiro de 2020, dava para parar e mergulhar nas piscinas naturais da Pedra Virada. Numa visita mais recente, o passeio virou só remada, sem essa parada. Vale confirmar o formato atual direto com a empresa antes de reservar.

Onde comer perto da Praia de Pajuçara?

Almoçamos no Parmegiano, pé na areia da Praia de Pajuçara, e também no Massagueirinha, famoso pela casquinha de siri servida na própria carapaça. Os dois ficam bem próximos da orla e são boas opções para quem está hospedado na região.

Dá para acessar sala VIP em voo doméstico com cartão de crédito?

Sim. Usamos o cartão Carbon em Brasília, que libera acesso a sala VIP e ainda permite pedir cartões adicionais gratuitos: tiramos um para cada pessoa da família, para todo mundo entrar sem custo extra antes do embarque para Maceió. Já em Maceió, na volta, usamos o cartão Advantage Black do Santander para acessar a Advantage VIP Lounge.

Quais cartões dão acesso à sala VIP do aeroporto de Maceió?

É possível acessar com o cartão Advantage Black do Santander, com cartões parceiros do Priority Pass e com cartões Black da bandeira Mastercard de bancos como Caixa, Porto Seguro, BTG, Sicredi e Unicred.

A sala VIP de Maceió fica antes ou depois do raio-x de embarque?

Fica fora da área de segurança, ou seja, você acessa a sala antes de passar pelo raio-x, logo depois de fazer o check-in e despachar as malas.

Quanto tempo leva do aeroporto de Maceió até as praias de Pajuçara e Ponta Verde?

Em trânsito normal, o trajeto do Aeroporto Zumbi dos Palmares até Pajuçara ou Ponta Verde leva entre 20 e 25 minutos de carro. Para destinos mais distantes, como Barra de São Miguel ou a região de Maragogi, o tempo passa facilmente de uma hora.

Esse post faz parte da nossa série Desbravando o Nordeste do Brasil. Quem quiser ver o tour completo do quarto do Ibis Styles Maceió, tem o vídeo específico do hotel no nosso canal. Para acompanhar toda a viagem em ordem, inscreva-se no canal @dia23 e siga a playlist completa da nossa segunda temporada pelo Nordeste do Brasil.

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