Rudi de caiaque na orla de Maceió com o skyline ao fundo
Maceió

Roteiro Maceió e Proximidades: O que Fazer e Onde Ficar

Maceió é, sem exagero, o nosso lugar favorito no Nordeste do Brasil. Já voltamos várias vezes, mas dessa vez levamos a família toda: minha mãe, dona Júlia, e o Samuel, na primeira viagem de avião dele, ainda bebê. Fizemos questão de rever as praias que a gente ama na cidade e ainda seguir viagem para as praias mais afastadas de Alagoas, como São Miguel dos Milagres e Japaratinga.

Esse post reúne o roteiro completo pela capital alagoana e arredores: a orla urbana de Pajuçara e Ponta Verde, o passeio de caiaque transparente, onde comer, onde ficar e as praias mais afastadas que valem o desvio, como a Praia do Carro Quebrado.

Sala VIP Pub, no aeroporto de Brasília, antes de embarcar

Como chegamos cedo para o check-in e para despachar as malas, aproveitamos para levar a família toda até a Sala VIP Pub, no aeroporto de Brasília. Usamos o cartão de crédito Carbon para entrar, que libera até seis cartões adicionais gratuitamente: pedimos um adicional para cada pessoa da família conseguir acessar a sala sem nenhum custo extra.

A sala é bem completa para quem viaja com criança pequena antes de um voo doméstico: wi-fi gratuito, TV, chuveiro pra quem quer tomar um banho antes de embarcar, espaço de trabalho, uma área pensada para os pequenos e para as mamães, além de buffet com bebidas e comidas e até uma sala de reunião.

Decidimos fazer o trajeto de Brasília até Maceió à noite, já que essa era a primeira viagem do Samuel de avião. O voo foi tranquilo e ele dormiu quase o trajeto inteiro.


Praia de Pajuçara: a orla perfeita

Pra nós, a Praia de Pajuçara é a orla perfeita: segura, tranquila, com boa estrutura de barracas e restaurantes, fácil de circular a pé. Foi ali que começamos a segunda temporada da nossa série Desbravando o Nordeste do Brasil, com a família toda reunida, eu, a Carol, dona Júlia (minha mãe) e o Samuel, vivendo a primeira praia da vida dele.

Alugamos guarda-sóis e cadeiras por volta de R$5 por peça (valor mais em conta do que em outros bairros de Maceió) e passamos a manhã e boa parte da tarde curtindo com a família, pedindo água de coco e umas batatas fritas para acompanhar. Ver o Samuel explorando a areia pela primeira vez, correndo, brincando, curioso com tudo ao redor, foi um dos momentos mais bonitos da viagem.

Samuel de óculos escuros comendo picolé de uva na Praia de Pajuçara
O Samuel aproveitando um picolé de uva na orla de Pajuçara, na primeira viagem da vida dele.

Uma boa forma de se localizar pela vegetação da orla: o trecho com árvores mais baixas de amendoeira é Pajuçara, e quando começam os coqueiros, você já está entrando em Ponta Verde.

Almoçamos no Parmegiano, que fica literalmente pé na areia da Praia de Pajuçara, bem pertinho do nosso hotel. Como o almoço acabou saindo mais tarde, no ritmo da família e do Samuel, aproveitamos o resto do dia na mesma praia da manhã, até o pôr do sol: aquele momento de descanso depois de um dia inteiro de sol e mar.


Casquinha de siri na Massagueirinha

Em outro almoço, comemos entradinhas no restaurante Massagueirinha (tem unidades em Ponta Verde, Jatiúca e outros bairros), famoso pela casquinha de siri, servida na própria carapaça, assada no forno, finalizada com limão. A porção de R$20 a R$28 por unidade é generosa. Também pedimos pastéis de siri e camarão e um suco de seriguela. Vale ir com fome de entradinha, porque o cardápio de petiscos por ali é grande.


Passeio de caiaque transparente com a 13 Milhas

Fizemos o passeio de caiaque transparente com a empresa 13 Milhas, com ponto de encontro no Clube do Pirata, em Ponta Verde. O trajeto é tranquilo, bom até para quem é sedentário, levando cerca de 1 hora até a piscina natural da Pedra Virada. A empresa fornece óculos de mergulho, bolsa impermeável, e um guia acompanha o passeio inteiro.

Fizemos esse passeio pela primeira vez em janeiro de 2020, e naquela época dava pra parar e mergulhar nas piscinas naturais. Nessa viagem mais recente, o passeio virou só remada, sem essa parada: a experiência de ver os peixes de perto, que a gente gostava, não existe mais do jeito que era antes. Vale confirmar o formato atual direto com a empresa antes de reservar.

Mesmo sem a parada para mergulho, a água ali é transparente e a remada é um bom exercício físico para explorar a orla de Maceió, que é muito bonita vista de dentro d’água. O valor do caiaque duplo, com duas pessoas remando o mesmo barco, foi R$150. Em outra visita, o passeio individual saiu por R$80. Todo o agendamento é feito pelo site da própria 13 Milhas.

Rudi de caiaque na orla de Maceió com o skyline ao fundo
De caiaque transparente na orla de Maceió, com o skyline da cidade ao fundo.

Barracas em Ponta Verde: do Lopana ao Janga

Depois do caiaque, fizemos um pit stop em Ponta Verde, já quase meio-dia, com o sol bem intenso. Pegamos uma barraca pertinho da Lopana, mas não ficamos na Lopana em si: lá tem um cover artístico de R$20 por pessoa para um DJ tocando (não é música ao vivo, apesar do nome), e como não somos muito fãs desse tipo de programa, preferimos ficar na barraca ao lado.

Ali, o kit com duas cadeiras e um guarda-sol saiu por R$30, e cada item extra custa entre R$5 e R$10. Comparado aos R$5 por peça que pagamos em Pajuçara, Ponta Verde é um pouco mais cara, mas a praia ali é tão bonita quanto.

Para o almoço, fomos ao Janga, uma barraca-restaurante na Praia de Ponta Verde, com os coqueiros bem na frente das mesas. A decoração é caprichada e o pedido não demorou: em poucos minutos a comida já estava na mesa.


Mercado 31, Capelinha do Jaraguá e feirinha de artesanato

No bairro histórico do Jaraguá, vale conhecer o Mercado 31, inaugurado em 2022: é bem mais amplo e estruturado que outras feiras da cidade, embora com menos variedade de produtos. Dali, é possível ir a pé, em menos de 10 minutos, até a Capelinha do Jaraguá, com vista para o Porto de Maceió e um dos pores do sol mais bonitos que já vimos na região. Vale reservar um final de tarde da sua viagem especificamente pra esse programa.

Pertinho dali tem também uma feirinha de artesanato, onde compramos algumas lembranças: uma bolsa com chaveiro por R$35, com desconto para quem paga em dinheiro, e outra bolsa mais simples por R$25 (o mesmo modelo, segundo a Carol, custava R$60 em Brasília). Compramos até uma raquete de praia com o Alex, um dos vendedores da feira, super simpático, que topou até aparecer no vídeo. Pagamos tudo no crédito, para seguir pontuando milhas em cada compra da viagem.


Praia de Paripueira e Corais Beach Club, em Ipioca

Também conhecemos a Praia de Paripueira e o Corais Beach Club, no bairro de Ipioca, litoral norte de Maceió: um passeio à parte pra quem quer sair do circuito mais central de Pajuçara e Ponta Verde.

Vista aérea do Corais Beach Club com guarda-sóis e piscina entre coqueiros, no bairro de Ipioca, Maceió
O Corais Beach Club, em Ipioca, vale o passeio pra quem sai do circuito mais central de Maceió.

Pizza com fermentação natural

Depois de muitos dias comendo camarão e tapioca, demos uma variada com pizza numa vila charmosa no bairro de Pajuçara. A massa, de fermentação natural com 48 horas de maturação, veio fininha e leve, com recheio de margherita com mussarela de búfala e outra doce, de doce de leite artesanal com farofa de cannoli. Tradição da casa: comer com as mãos, sem talher.


Onde ficamos: do Ibis Styles ao Acqua Suítes

Nessa etapa da viagem, ficamos hospedados no Ibis Styles, também na Praia de Pajuçara: fizemos uma resenha completa desse hotel em outro post aqui do blog, vale a pena conferir se você está procurando uma opção mais em conta na região. Depois do check-out, seguimos direto para o Hangar Hotel, já a caminho das praias mais afastadas de Alagoas, cerca de duas horas de estrada dali.

Numa outra estadia em Maceió, ficamos no Acqua Suítes, na Praia de Pajuçara, na categoria de quarto com vista de 180 graus. Vai aqui uma avaliação sincera, mesmo sendo negativa em alguns pontos. O quarto tem entrada ampla, bancada grande, frigobar e decoração escura em madeira com relevo. Pontos positivos: cama e travesseiro confortáveis, ar-condicionado Fujitsu Inverter muito bom (com um barulho estranho à noite, único ponto negativo dele), ducha forte da Deca.

Já o banheiro é desproporcionalmente pequeno e mal iluminado pro tamanho do quarto. O blackout das cortinas é pesado e difícil de manusear, prejudicando um pouco o aproveitamento da vista. Reservamos com mais de 30 dias de antecedência pedindo andar alto, mas fomos alocados no 2º andar, num hotel de 7 andares: segundo a recepção, por questão de disponibilidade, sem garantia mesmo com reserva antecipada. A diária saiu por volta de R$415, um bom valor pela vista, mas o atendimento na chegada foi frio, e o café da manhã ficou bem simples pro preço (só a tapioca feita na hora salvou), com restaurante pequeno e mal organizado no fluxo de entrada.

Sendo honestos: entre as 18 hospedagens diferentes que já fizemos nessa road trip, o Acqua Suítes foi a única que não recomendamos voltar. O problema não foi o quarto em si, mas atendimento e café da manhã abaixo do que se espera pelo valor cobrado, numa região com muitas outras opções de rede (Mercure, Ibis, entre outras) na mesma praia.


Praia do Carro Quebrado

Já a Praia do Carro Quebrado é um desvio que vale a pena pra quem tem tempo no roteiro. Fica no município de Santo Antônio, litoral de Alagoas, com acesso mais complicado: estrada de terra, pouca sinalização, e a entrada hoje é controlada por uma área privada que cobra R$15 por carro (só em dinheiro). Existem histórias populares, não confirmadas, sobre a origem do nome: uma fala de um casal cujo carro quebrou ali e nunca mais voltou, outra de que o acesso era tão difícil que “quebrava carro”. De fato ainda existe uma carcaça de carro enferrujada na praia, mas trate isso como curiosidade, não como fato histórico documentado.

Mulher sentada no mirante da Praia do Carro Quebrado, com vista para o mar turquesa e as falésias ao fundo
O mirante no alto da Praia do Carro Quebrado, antes da descida íngreme até a areia.

A descida do mirante até a praia é íngreme e escorregadia, vá com calma, principalmente com criança. Não tem nenhuma estrutura de restaurante ou bar por lá: leve sua própria água e comida. É uma praia de “tombo” (aprofunda rápido), com falésias bonitas ao fundo formadas por milhões de anos de erosão, mas sem coqueiro ou sombra natural (só à tarde, quando o sol se põe atrás da falésia). Encontramos um pouco de lixo deixado por visitantes na areia, o que destoa da beleza do lugar. Vale reforçar a consciência de levar seu lixo de volta.

Formação rochosa avermelhada nas falésias da Praia do Carro Quebrado, em Alagoas
As falésias esculpidas por milhões de anos de erosão são o grande destaque da praia.

As boas

  • Sala VIP Pub no aeroporto de Brasília. Bem completa, com espaço para crianças e cartões adicionais gratuitos pelo Carbon.
  • Praia de Pajuçara é segura e bem estruturada. Ótima pra quem viaja em família.
  • Caiaque transparente é surpreendente. Água cristalina bem perto da cidade.
  • Pôr do sol na Capelinha do Jaraguá. Um dos mais bonitos da região.
  • Feirinha de artesanato perto do Mercado 31. Bom custo-benefício nas lembrancinhas, com desconto pagando em dinheiro.
  • Praia do Carro Quebrado com paisagem única. Falésias impressionantes, vale o desvio.

O que não foi tão bom

  • O caiaque perdeu a parada para mergulho. Hoje é só remada, sem a experiência com as piscinas naturais que existia em 2020.
  • Barracas de Ponta Verde saem mais caras que Pajuçara. Cover artístico e kits de cadeira custam mais na Lopana e arredores.
  • Acqua Suítes não recomendamos. Atendimento frio e café da manhã fraco pro preço cobrado.
  • Acesso à Praia do Carro Quebrado é difícil e mal sinalizado. Estrada de terra, GPS pouco confiável.
  • Praia do Carro Quebrado com lixo deixado por visitantes. Área privada, mas sem manutenção de limpeza.

Investimentos

ItemValor (referência à época)
Guarda-sol e cadeira em Pajuçara (peça)R$ 5
Kit 2 cadeiras + guarda-sol em Ponta VerdeR$ 30
Cover artístico (DJ) na Lopana, por pessoaR$ 20
Passeio de caiaque transparente (individual)R$ 80
Passeio de caiaque transparente (dupla)R$ 150
Casquinha de siri (unidade)R$ 20-28
Bolsa de artesanato com chaveiroR$ 35
Diária Acqua Suítes (vista 180°)~R$ 415
Entrada Praia do Carro Quebrado (por carro)R$ 15

Perguntas frequentes

Vale a pena ficar no Acqua Suítes em Maceió?

A vista é realmente boa, mas o atendimento e o café da manhã ficaram abaixo do esperado pelo valor cobrado. Entre as hospedagens da nossa viagem, foi a única que não recomendamos repetir.

Como chegar na Praia do Carro Quebrado?

Fica no município de Santo Antônio, acessada por estrada de terra, com entrada paga (R$15 por carro) numa área privada. A sinalização é fraca, então vale sair com o trajeto salvo no GPS antes de ir.

Quanto custa o passeio de caiaque transparente em Maceió?

O passeio individual custou R$80 por pessoa; a versão em dupla (2 pessoas remando o mesmo caiaque) saiu por R$150. Valores de referência, sujeitos a alteração, e a reserva é feita direto pelo site da 13 Milhas.

O passeio de caiaque transparente ainda para nas piscinas naturais?

Não mais, pelo menos não do jeito que era antes. Na primeira vez que fizemos, em janeiro de 2020, dava para parar e mergulhar nas piscinas naturais da Pedra Virada. Numa visita mais recente, o passeio virou só remada, sem essa parada. Vale confirmar o formato atual direto com a empresa antes de reservar.

Onde comer perto da Praia de Pajuçara?

Almoçamos no Parmegiano, pé na areia da Praia de Pajuçara, e também no Massagueirinha, famoso pela casquinha de siri servida na própria carapaça. Os dois ficam bem próximos da orla e são boas opções pra quem está hospedado na região.

Dá para acessar sala VIP em voo doméstico com cartão de crédito?

Sim. Usamos o cartão Carbon, que libera acesso a sala VIP e ainda permite pedir cartões adicionais gratuitos: tiramos um para cada pessoa da família, para todo mundo entrar sem custo extra antes do embarque para Maceió.


Esse post faz parte da nossa série Desbravando o Nordeste do Brasil. Veja também nossos posts sobre a Praia do Francês, o Ibis Styles Maceió e a Sala VIP do Aeroporto de Maceió.

Se você quer acompanhar toda a viagem em ordem, inscreva-se no canal @dia23 e siga a playlist completa da nossa segunda temporada pelo Nordeste do Brasil.

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