Em abril de 2016 a gente pegou um voo da Gol de Brasília para Recife com um único destino em mente: as piscinas naturais de Maragogi, que a gente só conhecia até então pelas fotos de outras pessoas na internet. Passamos oito dias entre o resort Salinas do Maragogi e um bate e volta para a Praia dos Carneiros, registrando dia a dia tudo o que vivemos, com preço de cada passeio, nome de cada restaurante e a opinião sincera sobre o que valeu e o que não valeu a pena. Esse guia reúne tudo o que a gente escreveu naqueles oito posts originais, organizado por tema, para quem está planejando a própria viagem para Maragogi e a Praia dos Carneiros agora.
Um aviso importante antes de continuar: os preços que aparecem neste guia são os que pagamos em reais em abril de 2016. Faz quase dez anos, então use esses números para entender a proporção de gasto entre um passeio e outro, nunca como orçamento atual. Antes de fechar a sua viagem, pesquise os valores em vigor direto com o resort e com as agências de passeio. Para os itens mais centrais do roteiro, pesquisamos os valores de referência praticados hoje e adicionamos entre parênteses ao lado de cada preço original (verificação feita em agosto de 2026).
Esse é o vídeo que gravamos direto de dentro das Galés de Maragogi, as piscinas naturais de recife de corais que ficam a alguns minutos de catamarã da praia. Foi um dos passeios que mais nos marcou na viagem inteira, e dá para sentir isso só de assistir.
Resumo Rápido de Maragogi
- Duração ideal: 6 a 7 noites para fazer Praia dos Carneiros, Galés e buggy sem correria; 4 a 5 noites se o plano for só curtir o resort e as piscinas naturais em frente à praia
- Como chegar: voo até o aeroporto do Recife + van da Tropicana Turismo (cerca de 2h20 de trajeto até Maragogi)
- Onde ficamos: Resort Salinas do Maragogi, all inclusive de frente para o mar
- Melhor maré para as piscinas naturais e as Galés: maré baixa (fomos em abril e pegamos dias com marcação de até -0,1)
- 3 passeios que não pode deixar de fazer: mergulho nas Galés de Maragogi, bate e volta para a Praia dos Carneiros e buggy pelas 4 praias
- Preço de referência 2026: os passeios variam de cerca de R$ 70 a R$ 350 por pessoa/grupo, dependendo do passeio (veja a tabela completa de preços mais abaixo)
Sumário
- Quantos Dias Vale a Pena Ficar em Maragogi
- Como Chegar a Maragogi Saindo de Brasília
- Onde Ficamos: Resort Salinas do Maragogi (All Inclusive)
- Roteiro por Atividade em Maragogi e Praia dos Carneiros
- Onde Comer em Maragogi e Praia dos Carneiros
- Quanto Custa Maragogi: Nossos Gastos Reais em 2016
- Erros que Cometemos e o Que Aprendemos
- Perguntas Frequentes sobre Maragogi
Quantos Dias Vale a Pena Ficar em Maragogi
Ficamos sete noites no Salinas do Maragogi, de 2 a 9 de abril de 2016, e não foi tempo demais. Foi o tempo certo para fazer os três passeios principais (Praia dos Carneiros, Galés de Maragogi e buggy pelas praias), reservar um dia mais tranquilo de spa e ainda aproveitar bastante a estrutura do próprio resort sem sensação de correria.
Se o seu foco é só curtir o resort e as piscinas naturais em frente à praia, quatro ou cinco noites já resolvem bem. Mas se você quer encaixar também o bate e volta para a Praia dos Carneiros (que consome o dia inteiro por causa da distância) e o passeio de mergulho nas Galés, recomendamos pelo menos seis ou sete noites, do jeito que a gente fez, para não ter que escolher entre um passeio e outro.
Como Chegar a Maragogi Saindo de Brasília
Saímos de Brasília com 15 minutos de atraso, numa manhã de sábado com fila de aviões para decolar. O voo da Gol não servia refeição de verdade (só aquele sanduíche que batizamos de “picolé de maionese”), então a nossa primeira dica prática é: coma alguma coisa antes de embarcar.
Pousamos no aeroporto do Recife às 12h30, e a equipe da Tropicana Turismo já estava esperando o nosso grupo. A Tropicana é a maior empresa de transfer da região, trabalha em parceria com a CVC, e os donos são da mesma família da rede de resorts Salinas (que tem unidades em Maragogi e em Maceió). Além do transfer, a Tropicana é quem organiza a maior parte dos passeios que fizemos durante a semana, incluindo Praia dos Carneiros e o tour pela cidade de Maragogi.
Antes de escolher o aeroporto de chegada, vale considerar dois pontos que pesaram na nossa decisão:
- O aeroporto do Recife é maior, com mais opções de voo e mais estrutura do que o de Maceió
- O aeroporto do Recife também fica mais perto de Maragogi do que o de Maceió, e a estrada de acesso é bem melhor e mais segura

O trajeto de van até o resort levou 2 horas e 20 minutos, com uma parada rápida no Rei das Coxinhas (as coxinhas de frango com catupiry custaram R$ 15,50 as duas com uma coca, mas sinceramente não valeram tanto assim a expectativa) e outra parada para deixar passageiros de outro hotel no caminho. O motorista foi simpático, foi explicando cada passeio disponível durante o percurso, e tinha água à disposição no veículo. Nenhuma pressa: a van não passa muito de 80 km/h em nenhum trecho.
Um detalhe que vale anotar: você paga o valor total do transfer (ida e volta) com antecedência, direto com a Tropicana ou já embutido no pacote do resort. Para duas pessoas, o translado ida e volta saiu R$ 420 na nossa viagem (hoje, em 2026, a própria Tropicana Turismo anuncia esse trecho a R$ 195 por pessoa cada sentido, o que dá uma referência de cerca de R$ 780 para duas pessoas ida e volta, quase o dobro do que pagamos em 2016).
Veja no mapa onde fica Maragogi, na costa norte de Alagoas, na divisa com Pernambuco:
Onde Ficamos: Resort Salinas do Maragogi (All Inclusive)
Ficamos hospedados no Salinas do Maragogi, um resort all inclusive de frente para o mar, escolhido depois de pesquisar bastante praias na região e decidir que Maragogi seria o destino. O primeiro contato, ainda antes da viagem, já foi ótimo: o atendimento pelo chat online e por e-mail do hotel foi diferenciado, e conseguimos tirar todas as dúvidas antes de fechar a reserva.
Um vacilo nosso: esquecemos de fazer o checkin online, que o Salinas manda por e-mail bem antes da viagem. Isso significou perder tempo com burocracia assim que chegamos, já perto das 16h, horário em que o restaurante Gales (o principal do resort) já tinha fechado o almoço. Fica a dica: faça o checkin online com antecedência para agilizar a entrada e não perder o horário das refeições no seu primeiro dia.

No checkin, o Salinas oferece uma série de cupons de cortesia, alguns válidos por apenas 24 horas a partir do horário em que você entra no hotel. Recebemos, entre outros: um passeio para duas pessoas até o centro de Maragogi, dez minutos de massagem (escalda pés), dez minutos de caiaque, tag personalizada para a mala com a nossa foto e um chaveiro também personalizado. Vale correr para reservar esses cupons assim que chegar, porque alguns expiram rápido e não sabemos se o resort muda a lista de brindes com o tempo.
O café da manhã do Salinas é um dos pontos altos da estadia. A variedade é grande: vários tipos de pão, croissant salgado e doce, tapioca feita na hora, frios (queijos, presunto, peito de peru), pão de queijo, torradeira para você fazer o próprio pão, ovos mexidos na hora, máquina de café, cappuccino e chocolate quente, sucos naturais e iogurtes em vários sabores, e uma mesa dedicada a opções sem glúten e sem lactose. E não deixe de experimentar as famosas bolachas de Maragogi: compramos depois em uma loja da cidade, mas as feitas no próprio Salinas são bem melhores.

Ao longo da semana, os restaurantes do resort seguem um tema diferente a cada noite: internacional (com sushi à vontade, algo que só aconteceu uma vez na nossa semana), nordestino, jantar do chef, francês, Portugal, e ainda os restaurantes fixos Nordestino e Italiano, que exigem reserva à parte (mais detalhes na seção de onde comer, mais abaixo). Todo o complexo tem quadros com a programação de atividades para adultos e crianças, e vale a pena olhar o quadro todo dia e não ter medo de participar de quase tudo.
Outras informações úteis que reunimos sobre o Salinas ao longo da estadia:
- Checkin a partir das 14h e checkout até as 12h
- O resort cobra uma Taxa de Turismo opcional de R$ 2,40 por diária, associada ao Costa dos Corais Convention e Visitors Bureau
- O wifi funciona bem em todo o complexo, inclusive na praia, com o login fornecido no checkin
- A voltagem é 220V, e o hotel oferece transformadores e adaptadores de tomada
- Tem computadores gratuitos no lobby (rodando Ubuntu), com uso de menores de 12 anos só com autorização dos pais
- Estacionamento privativo gratuito, e não são permitidos animais de estimação, exceto cães guia
- Criança de até 12 anos é grátis acompanhando dois adultos pagantes na categoria Standard (uma criança grátis) ou nas categorias Praia, Suíte Master, Suíte Praia e Suíte Familiar (até duas crianças grátis)
- Existe um pacote de lua de mel com café da manhã no quarto e jantar íntimo na beira da praia
- Dá para parcelar a diária em até 10 vezes sem juros, e vale a pena confirmar no próprio dia se é possível fazer early checkin e late checkout
Roteiro por Atividade em Maragogi e Praia dos Carneiros
Em vez de listar dia a dia exatamente como publicamos na época (a nossa numeração original ia do #dia1 ao #dia8), organizamos o roteiro abaixo por atividade, para facilitar o seu planejamento.
As Piscinas Naturais em Frente ao Resort Salinas
Um dos maiores achados da viagem nem precisou de passeio pago: na maré baixa, formam-se piscinas naturais de água quente e cristalina praticamente em frente ao próprio Salinas do Maragogi. O dia em que a maré ficou mais baixa da nossa estadia (marcação de -0,1) foi também o dia em que mais aproveitamos essas piscinas, sem sair do resort.

A rotina que a gente descobriu funcionar melhor em Maragogi foi: aproveitar a manhã com calma na praia e nas piscinas naturais, esperar o sol amenizar depois do almoço, e voltar para as piscinas do próprio resort no fim da tarde. Antes das 16h, as piscinas superiores do Salinas costumam ficar vazias, porque ficam um pouco longe da praia e não têm comida por perto naquele horário: se você quiser mais sossego, é a hora de ir para lá.
Vale reforçar o alerta de proteção solar: o sol nasce cedo em Maragogi e já está forte às 7h da manhã. Se você é de pele clara, como a gente, vai se queimar mesmo passando bastante protetor, então programe os horários de praia pensando nisso.
Tour pela Cidade de Maragogi: Bolo de Goma e Feira de Artesanato
Usando um dos cupons ganhos no checkin, fizemos um tour gratuito pela cidade de Maragogi com a Tropicana, saindo às 16h30 do resort. A primeira parada foi na casa da dona Marlene, uma espécie de “fábrica” tradicional de bolo de goma (o sequilho típico da região), na beira da praia de São Bento. As mulheres fazem os sequilhos com muita rapidez, num quintal simples e quente, num ofício que sustenta várias famílias da região há gerações.
De lá seguimos para a feira de artesanato, que sinceramente não vale muito a pena: são poucas opções e o espaço é pequeno. Ainda assim, aproveitamos para comprar os ímãs de geladeira que a gente coleciona em toda viagem. No centro de Maragogi você pode ir a bancos, comer a famosa tapioca da Martha e visitar algumas lojas simples, mas a cidade em si não tem muito mais o que fazer.
A nossa avaliação sincera: se você não tem interesse específico em ver a fábrica de bolo de goma, passar na feirinha de artesanato ou sacar dinheiro, esse tour talvez não valha a sua tarde. Prefira ficar no Salinas curtindo o dia com a tapioca gratuita do resort.
Praia dos Carneiros de Catamarã: o Point Bora Bora e as Piscinas Naturais
A Praia dos Carneiros é um passeio de dia inteiro a partir de Maragogi, também organizado pela Tropicana, e custou R$ 60 por pessoa de ida e volta (hoje a própria Tropicana Turismo anuncia esse mesmo passeio a partir de R$ 100 por pessoa, e outras agências locais de Maragogi cobram entre R$ 82 e R$ 160, dependendo do que está incluso no pacote). Saímos às 7h, com chuva no trajeto, que não passa perto do mar, mas sim por meio a plantações de cana de açúcar, e levamos cerca de uma hora até chegar.
Assim que a van chegou, a nossa primeira ação foi reservar o passeio de catamarã e uma mesa no Bora Bora, o point mais conhecido da Praia dos Carneiros. Essa é uma dica importante: reserve a mesa no Bora Bora assim que chegar, porque o lugar enche rápido ao longo do dia.

Assim como em frente ao Salinas, na maré baixa se formam piscinas naturais bem na frente do Bora Bora. Como estava chovendo quando chegamos, não fomos até lá, e quando o passeio de catamarã terminou a maré já estava alta demais. Foi um dos nossos maiores arrependimentos da viagem: se pudéssemos voltar, teríamos ido até as piscinas mesmo com o tempo fechado.
O passeio de catamarã custou R$ 40 por pessoa (pagamento só em dinheiro na época; hoje esse mesmo passeio de catamarã avulso sai por cerca de R$ 70 por pessoa em pacotes vendidos por operadoras como a Civitatis) e fez duas paradas: um banco de areia enorme, com água quente porém escura, animado com música de pagode que não combinou muito com o clima de contemplação que a gente esperava (se soubéssemos, teríamos preferido um passeio de lancha, bem mais rápido); e uma parada para passar argila do corpo, direto de baldes, que achamos uma experiência bem fraca e dispensável.

O almoço no Bora Bora tinha sido pré-pedido antes de sairmos para o passeio, e quando voltamos a comida já estava na mesa em menos de dez minutos. Pedimos camarão dentro do coco verde ao molho quatro queijos, com arroz e abacaxi, o suficiente para duas pessoas sem exagero, por R$ 151 (hoje o mesmo prato, o Camarão Bora Bora, é vendido por cerca de R$ 150 a R$ 200 no restaurante, com relatos recentes apontando R$ 190). Depois do almoço, finalmente conhecemos a água verdinha que só tínhamos visto em foto: fomos até a praia na lateral direita do Bora Bora, com o sol já mais forte.
O Bora Bora tem uma área de espreguiçadeiras para descansar (ou até tirar um cochilo) e um guarda volumes, que cobra R$ 20 no depósito das chaves com devolução de R$ 10 quando você entrega de volta (ou seja, R$ 10 líquidos pelo serviço). Voltamos ao Salinas às 15h40, mais cedo do que o previsto, por causa da chuva que voltou a atrapalhar o fim de tarde na Praia dos Carneiros.
Mergulho nas Galés de Maragogi
As Galés de Maragogi são as piscinas naturais de recife de corais mais famosas da região, e o passeio saiu diretamente do Salinas, de catamarã próprio do resort, às 7h30. Antes das 8h já estávamos mergulhando. O resort fornece óculos de mergulho e snorkel, e você pode levar as toalhas do próprio hotel.

Depois de anos de turismo intenso na região, existem hoje regras de conservação ambiental nas Galés. Algumas delas:
- Não é permitido entrar nas piscinas naturais de chinelo, tênis ou pé de pato
- É proibido pegar ou comprar conchas vendidas na praia, justamente para não incentivar essa prática
- Existe um limite diário de visitantes nas Galés, para preservar o ambiente
- É proibido alimentar os peixes com ração, embora ainda existam fotógrafos que insistem nisso para deixar os peixes mais próximos e as fotos mais bonitas
A equipe do Salinas é bem organizada: dois catamarãs próprios, instrutores de mergulho, fotógrafos da Paparazzi para quem quiser contratar um pacote de fotos, e um biólogo marinho que explica tudo com calma, ainda na areia da praia e durante o trajeto até as piscinas. A água é transparente e quente, cheia de corais e peixes, e o tempo lá dentro passa rápido demais.
Uma dica de segurança importante: fique atento aos fotógrafos que se aproximam dizendo que são da Paparazzi, credenciada oficialmente pelo Salinas (identificável pelo uniforme amarelo com o nome escrito na manga). Mesmo prestando atenção, um fotógrafo “por fora” nos enganou: ficamos cerca de 15 minutos tirando fotos com ele, e depois apareceu no hotel, com a maior cara de pau, tentando vender um CD de fotos de qualidade ruim. Não compramos e deixamos claro que não gostamos da enganação.
Não fizemos o mergulho com cilindro, oferecido por R$ 100 por pessoa (hoje esse mesmo mergulho guiado com cilindro nas Galés custa entre R$ 140 e R$ 160 por pessoa, segundo operadoras locais como o Pontal do Maragogi). Como o mergulho não é profundo, ficamos na dúvida se realmente compensa esse valor a mais, então preferimos não afirmar se vale a pena ou não.
Passeio de Buggy pelas Praias de Maragogi
O passeio de buggy pelas praias de Maragogi custou R$ 180 (para até quatro pessoas no mesmo veículo) e saiu às 8h da manhã (hoje esse mesmo roteiro de buggy pelo litoral norte, para até quatro pessoas no mesmo veículo, custa entre R$ 250 e R$ 350, segundo operadoras locais como a TMA Turismo Alagoas). Um aviso direto do nosso diário de viagem: não adianta tentar negociar o valor do passeio, o preço é fechado e pronto. Se você quiser algo mais curto e barato, existe a opção de mini buggy para duas pessoas, por 1 km de praia, com 20 minutos por R$ 50.

Quem guiava o nosso buggy era a Sol (Solimar), com mais de 20 anos de estrada na região, num buggy cor de rosa nada discreto. Com toda essa experiência, ela teve bastante paciência para explicar cada trecho e tirar dúvidas, sem pressa nenhuma para deixar a gente aproveitar as praias. Hoje não é mais permitido circular de buggy pela praia do centro de Maragogi, então a saída do resort logo entra na estrada.
O roteiro passou por quatro praias, cada uma mais bonita e com água mais cristalina que a anterior:
- Burgalhau, com água ainda um pouco escura por causa do tipo de mangue da região
- Praia Grande, já com a paisagem melhorando bastante
- Praia de Antunes, com o coqueiro que rende a foto mais clássica do passeio
- Praia de Xaréu, a última parada do roteiro padrão

No dia do nosso passeio a maré estava bem baixa (0,1), o que formava bancos de areia gigantes e piscinas naturais logo pela manhã. Quem quiser esticar o roteiro pode pagar mais R$ 240 para seguir até as praias de Ponta de Mangue, Dourados e Peroba, já na divisa entre Alagoas e Pernambuco. Um alerta por experiência própria: passe bastante protetor solar antes de sair, porque você fica muito exposto no buggy e as costas queimam rápido.
Spa, Arco e Flecha e Outras Atividades do Resort
Só fomos experimentar o arco e flecha e o tiro ao alvo com espingarda de chumbinho no penúltimo dia, e nos arrependemos de não ter ido antes, já que a atividade acontecia quase todos os dias, num espaço um pouco escondido logo depois do bloco de apartamentos de frente para a praia.

Também fizemos uma massagem relaxante com coco no spa do resort, por R$ 210 o pacote para duas pessoas, com direito a água aromatizada de hibisco e escalda pés antes da massagem propriamente dita (a massagem nos pés, inclusive, é um dos cupons que o Salinas oferece de graça no checkin). O spa também tem um salão de beleza para as mulheres, e uma sala de pilates que, na nossa estadia, estava desativada sem explicação clara da equipe.
Outros programas do resort que valeram a pena: o salão de jogos (meio largado, com peças faltando nos jogos de tabuleiro e só três tacos para duas mesas de sinuca, mas ainda assim divertido para uma noite de dominó e sinuca), o luau próximo à praia, um show de humor com um imitador que se apresenta com frequência no Salinas, e o Clubinho do Siri, com programação infantil diferente todas as noites (incluindo um teatro do Frozen, que prendeu a atenção da criançada).
Onde Comer em Maragogi e Praia dos Carneiros
Por ser um resort all inclusive, a maior parte das nossas refeições foi dentro do próprio Salinas, com temas rotativos no restaurante principal e reservas nos restaurantes à parte. Reunindo tudo que provamos na semana, esses são os destaques, com a avaliação sincera de cada um:
- Restaurante Gales (tema internacional): foi a única noite da nossa semana com sushi à vontade, e aproveitamos bastante. Não sabemos se esse tema se repete em outras semanas.
- Restaurante Gales (tema nordestino, jantar do chef, francês e Portugal): a programação muda a cada noite. Destacamos o doce de coco queimado do jantar do chef, o risoto de lula do tema francês e o bolinho de bacalhau do tema Portugal.
- Restaurante Nordestino: reserva liberada quando você fecha mais de cinco diárias direto com o Salinas. A bruschetta de banana com parmesão e a polenta frita de entrada estavam ótimas, assim como a moqueca de camarão de prato principal (o filé de peixe, por outro lado, veio um pouco oleoso).
- Restaurante Italiano: a nossa melhor experiência gastronômica da semana. Pedimos nhoque ao molho bolonhesa, ravioli com mozarela de búfala e uma salada com molho pesto de entrada. A sobremesa (brownie com sorvete e mousse de frutas vermelhas) foi a melhor de toda a estadia.
- Bar Coral, na praia em frente ao Salinas: a pizza não empolgou, mas a tapioca com coco é deliciosa.
- Canoas Bar, dentro do resort: abre às 16h, ótimo para um cappuccino grande com pão de queijo, coxinha, sanduíches, wraps, brigadeiros e mousses.
- Bora Bora, na Praia dos Carneiros: o camarão no coco verde com molho quatro queijos, arroz e abacaxi valeu muito a pena, e chegou em menos de dez minutos porque tinha sido pré-pedido.
- Tapioca da Martha, no centro de Maragogi: parada rápida durante o tour pela cidade, indicada se você já estiver por lá.

Um detalhe sobre as sobremesas dos restaurantes à parte (Nordestino e Italiano): em ambos, só existem três opções de doce por noite, sendo sempre uma diet ou light. Não sabemos se a lista muda com frequência, mas os dois doces que pedimos em cada um foram ótimos.

De sobremesa no restaurante italiano, o combo de brownie com sorvete e o mousse de frutas vermelhas ficaram na memória como a melhor sobremesa da viagem inteira.

Quanto Custa Maragogi: Nossos Gastos Reais em 2016
De novo, o aviso: os valores abaixo são de abril de 2016 e quase dez anos depois certamente já mudaram. Use como referência de proporção entre um passeio e outro, nunca como orçamento fechado para hoje. Nos itens mais centrais do roteiro, pesquisamos o valor de referência praticado hoje (agosto de 2026) e colocamos entre parênteses ao lado do valor original; quando não conseguimos confirmar um número atual com fonte confiável, deixamos só o valor de 2016.
- Sanduíche + coca no voo da Gol: R$ 23
- Translado Tropicana, aeroporto do Recife até o Salinas (ida e volta, 2 pessoas): R$ 420 (hoje, cerca de R$ 780 para 2 pessoas, com base no valor oficial de R$ 195 por pessoa/trecho anunciado pela Tropicana Turismo)
- 2 coxinhas de frango com catupiry + coca, no Rei das Coxinhas: R$ 15,50
- Diária no Salinas do Maragogi: R$ 784 (hoje, a diária all inclusive para casal varia bastante: campanhas promocionais do próprio resort partem de R$ 2.199, e agências como o Melhores Destinos mostram pacotes a partir de R$ 2.564; fora de promoção, a faixa de mercado costuma ficar entre R$ 1.300 na baixa temporada e R$ 3.500 na alta temporada)
- Tour gratuito pela cidade de Maragogi: sem custo, usamos um cupom do checkin (não anotamos o valor dos ímãs de geladeira comprados na feirinha, mas foi bem baratinho)
- Ida e volta até a Praia dos Carneiros, pela Tropicana: R$ 60 por pessoa (hoje a Tropicana anuncia esse passeio a partir de R$ 100 por pessoa, com outras agências locais cobrando entre R$ 82 e R$ 160)
- Passeio de catamarã na Praia dos Carneiros: R$ 40 por pessoa, pagamento só em dinheiro (hoje, cerca de R$ 70 por pessoa como opcional avulso, segundo pacotes vendidos pela Civitatis)
- Almoço no Bora Bora (camarão no coco + coca, para 2): R$ 151 (hoje, o Camarão Bora Bora sozinho já sai por R$ 150 a R$ 200, com relato recente de R$ 190)
- Guarda volumes no Bora Bora: R$ 10 líquidos (depósito de R$ 20 com devolução de R$ 10), não confirmamos valor atual
- Sorvete Magnum na Praia dos Carneiros: R$ 10, não confirmamos valor atual
- Passeio de catamarã do Salinas até as Galés de Maragogi: R$ 85 por pessoa (não encontramos o valor oficial atualizado cobrado pelo próprio Salinas para hóspedes; passeios equivalentes de catamarã coletivo até as Galés com snorkel, vendidos por agências locais de Maragogi, hoje custam entre R$ 90 e R$ 140 por pessoa)
- Mergulho com cilindro nas Galés (não fizemos): R$ 100 por pessoa (hoje, entre R$ 140 e R$ 160 por pessoa, segundo operadoras locais como o Pontal do Maragogi)
- Passeio de buggy pelas 4 praias de Maragogi (até 4 pessoas): R$ 180 (hoje, entre R$ 250 e R$ 350 por buggy, segundo operadoras locais como a TMA Turismo Alagoas)
- Massagem com coco no spa do Salinas (pacote para 2): R$ 210, não confirmamos valor atual
Olhando para trás, os passeios mais caros do orçamento foram os de catamarã (Praia dos Carneiros e Galés) e o de buggy, o que faz sentido considerando distância e transporte incluído. Já as refeições variaram bastante: o almoço no Bora Bora, mesmo sendo turístico, valeu o preço pago, enquanto algumas paradas do tour da cidade (como a feirinha de artesanato) simplesmente não valeram o tempo, mesmo tendo sido de graça.
A Passagem Aérea Também Pesa nas Viagens Nacionais
Todo esse roteiro em Maragogi e na Praia dos Carneiros começa com uma passagem aérea, e é aí que muita gente paga mais do que precisava. Um exemplo real: em julho de 2026 saiu um alerta de Fortaleza para Madrid por R$ 1.291,17 usando milhas aéreas compradas com desconto. O mesmo tipo de alerta calculado sai toda semana também para voos nacionais, como para Maceió ou para Recife, a porta de entrada para quem vai a Maragogi como a gente foi.
Erros que Cometemos e o Que Aprendemos
Nenhuma viagem sai perfeita, e a nossa semana em Maragogi teve alguns tropeços que valem virar aprendizado para quem for depois da gente:
- Esquecer o checkin online: recebemos o e-mail do Salinas bem antes da viagem e deixamos passar. Isso nos custou tempo de burocracia justo na chegada, quando já era quase 16h e o almoço do restaurante principal tinha acabado. Faça o checkin online com antecedência.
- Não ir até as piscinas naturais da Praia dos Carneiros: por causa da chuva, deixamos para depois do passeio de catamarã, e quando voltamos a maré já estava alta demais. Se estiver na Praia dos Carneiros e a maré permitir, vá primeiro até as piscinas, antes de qualquer outro passeio.
- Confiar demais num fotógrafo “por fora” nas Galés: perdemos 15 minutos posando para um fotógrafo que se passou por credenciado da Paparazzi e depois tentou vender fotos de qualidade ruim. Confirme sempre o uniforme amarelo com o nome oficial na manga antes de posar para qualquer fotógrafo na praia.
- Deixar o arco e flecha e o tiro ao alvo para o penúltimo dia: era uma atividade gratuita e disponível quase todos os dias, e só fomos experimentar quase no fim da estadia. Vale conferir o quadro de atividades logo no primeiro dia e já separar um horário.
- Ficar exposto demais no buggy sem reforçar o protetor solar: queimamos bastante as costas durante o passeio pelas quatro praias. Reaplique protetor antes de sair, mesmo que já tenha passado de manhã.
Perguntas Frequentes sobre Maragogi
Quantos dias são ideais para conhecer Maragogi?
Na nossa experiência, sete noites foram suficientes para fazer os três passeios principais (Praia dos Carneiros, Galés de Maragogi e buggy pelas praias), reservar um dia mais tranquilo de spa e ainda aproveitar bem a estrutura do resort. Se o seu foco é só o resort e as piscinas naturais em frente à praia, quatro ou cinco noites já resolvem.
É melhor voar até o aeroporto do Recife ou o de Maceió?
Na nossa viagem, escolhemos o Recife por ter mais opções de voo e mais estrutura, além de uma estrada de acesso melhor e mais segura até Maragogi. O trajeto de van levou 2 horas e 20 minutos.
Vale a pena fazer o passeio de catamarã até a Praia dos Carneiros?
Vale, mas com um ajuste de expectativa: o passeio inclui paradas com animação de som alto que pode não combinar com quem busca sossego. O ponto alto mesmo é o tempo livre no Bora Bora e nas piscinas naturais que se formam na maré baixa, se o tempo e a maré ajudarem.
O mergulho nas Galés de Maragogi é indicado para quem não sabe mergulhar com cilindro?
Sim. Fizemos apenas o mergulho livre com máscara e snorkel, fornecidos pelo resort, e a experiência foi ótima, com água transparente e bastante vida marinha. Não testamos o mergulho com cilindro (R$ 100 por pessoa na época; hoje esse mesmo mergulho guiado custa entre R$ 140 e R$ 160 por pessoa) porque, como as piscinas não são profundas, ficamos em dúvida se compensava o valor extra.
Preciso reservar mesa com antecedência na Praia dos Carneiros?
Sim, especialmente no Bora Bora, que é o point mais concorrido da região. Assim que a nossa van chegou, já corremos para reservar mesa e o passeio de catamarã, porque o lugar enche rápido ao longo do dia.
O que levar para o passeio de buggy pelas praias de Maragogi?
Protetor solar em bastante quantidade e reaplicado durante o passeio, já que você fica exposto o tempo todo. Também vale levar dinheiro em espécie caso queira estender o roteiro além das quatro praias padrão.
Vale a pena fazer o tour pela cidade de Maragogi?
Depende do seu interesse. Se você quer ver de perto a fabricação do bolo de goma tradicional da região, vale a pena. Mas se o seu interesse é só passear, achamos que compensa mais ficar aproveitando o próprio resort e as praias.
Quem quiser ler a viagem no formato original, dia a dia, como publicamos em tempo real durante a nossa semana em Maragogi em 2016, pode conferir a série completa de posts de Maragogi aqui no blog.










