Primeiro Dia em Orlando: Chegada, Aluguel de Carro e Primeiras Impressões da Viagem

As companhias aéreas e rotas disponíveis do Brasil para Orlando mudaram bastante nos últimos anos, confira nosso post atualizado sobre como comprar passagem barata para Orlando.

Essa viagem quase não aconteceu. Nos últimos dias antes do embarque, o furacão Irma estava batendo forte na Flórida e a gente vivia checando notícia sem saber se o aeroporto de Orlando ia estar aberto ou fechado no dia do nosso voo. O dia da viagem em si foi corrido: imprimir os cupons dos outlets, separar remédio para qualquer imprevisto, montar comidinha para o voo, fechar mala. Nada extraordinário, mas com aquela tensão de fundo de não saber se ia dar certo.

Embarque de madrugada e a aeronave que deixou a desejar

Fomos para o aeroporto de Brasília às 22h do dia 11 de setembro, de Uber ouvindo Damaris no som do motorista (detalhe bobo, mas ficou marcado). Chegamos com bastante antecedência, fizemos o check-in e despachamos as malas cedo para não correr risco.

Rudi e Carol no aeroporto de Brasília antes do embarque de madrugada para Orlando
Embarque de madrugada em Brasília, ainda sem saber se o furacão Irma ia atrapalhar tudo

Embarcamos de madrugada, às 2h do dia 12. A aeronave da Copa Airlines nesse trecho era simples e antiga: sem tela individual, sem nenhum tipo de entretenimento de bordo, e o serviço de bordo durante a madrugada ficou devendo, só uns snacks fracos. Não conseguimos dormir direito durante o voo inteiro. Ficamos nas poltronas da saída de emergência, que pelo menos deram espaço de sobra para esticar a perna, mas a manta que entregaram era fininha demais para o frio da cabine. Usamos duas mantas e ainda de moletom e passamos frio.

Se você for voar de madrugada num trecho assim, leve seu próprio casaco ou cachecol na mochila de mão. Não conte com a manta do avião para te manter aquecido.

Escala no Panamá e um encontro inesperado

Depois de 6 horas de voo, pousamos no Panamá para a conexão. O aeroporto estava um freezer, literalmente gelado. Demos uma volta rápida pelas lojas e voltamos para a fila de embarque do voo para Orlando.

Na fila, encontramos o André Valadão, que também estava de passagem para Orlando. Aproveitamos para tietar e tirar uma selfie. Esse tipo de coincidência de aeroporto sempre quebra um pouco o cansaço da viagem.

Selfie com o pastor André Valadão na fila de embarque do aeroporto do Panamá
O encontro inesperado com o André Valadão na escala do Panamá

O trecho Panamá até Orlando foi bem mais tranquilo. A aeronave da Copa nesse voo era muito melhor que a do trecho Brasília, apesar do espaço entre poltronas continuar apertado.

Chegada em Orlando: calor, imigração e a pegadinha da esteira de bagagem

Pousamos em Orlando às 13h25 (horário local) e o calor já estava nos esperando assim que abriram a porta do avião. A imigração foi rápida, sem complicação.

Uma coisa que ninguém avisa e que vale registrar: depois de pegar a bagagem na primeira esteira, ela precisa ser recolocada em outra esteira que leva para a área central do aeroporto. Ou seja, você pega a mala, anda, e entrega ela de novo para pegar de novo do outro lado. Pegamos o trenzinho interno do aeroporto e recuperamos as malas na área principal.

Esse detalhe específico do aeroporto de Orlando costuma pegar viajante de primeira viagem desprevenido, já que a maioria dos aeroportos entrega a bagagem direto numa única esteira, sem esse passo intermediário. Vale já chegar sabendo disso para não estranhar ou se preocupar achando que a mala se perdeu no processo.

Aluguel de carro na Alamo: como evitar o upsell

Da esteira, fomos direto para a Alamo pegar o carro alugado. Fizemos o processo no totem da própria empresa, mas como chegamos meia hora antes do horário previsto, precisamos ir ao balcão explicar a situação para não sermos cobrados por uma taxa extra de antecipação.

A recomendação real, que vale para qualquer locadora nos Estados Unidos, é sempre fazer o check-in de aluguel de carro online antes de viajar, ou pelo menos pelo totem no aeroporto. Você consegue fazer tudo em português (ou no seu idioma) e evita cair na conversa do vendedor de balcão, que empurra upgrade de categoria, seguro extra e mais um tanto de coisa. O vendedor da Alamo insistiu em oferecer upgrade de carro e outros seguros, e a gente recusou tudo e leu com calma o contrato antes de assinar.

Um detalhe que vale destacar: no contrato tem uma previsão de cobrança (no nosso caso, $45) caso você devolva o carro sem reabastecer o tanque. Se isso acontecer, o valor é debitado direto do cartão de crédito. Vale a pena reservar 15 minutos antes de devolver o carro só para passar num posto e encher o tanque.

Depois do check-in, fomos para a garagem escolher o carro. Isso é outra coisa que vale saber: dentro da categoria que você alugou, você pode entrar na garagem, olhar os carros disponíveis com calma, sentar dentro e escolher livremente qual leva, sem pressa nenhuma. Acabamos pegando um Elantra. O único problema foi um cheiro de umidade nos bancos, tipo cachorro molhado, que ficou incomodando nos primeiros dias.

Apanhamos um pouco para encaixar todas as malas no porta-malas, mas no fim coube tudo. Levei uns minutos para me adaptar à direção do carro americano, mas já na saída do aeroporto estava tranquilo.

Rudi dirigindo o carro alugado pela primeira vez em Orlando
Os primeiros minutos dirigindo do lado direito do carro em Orlando

Sobre dirigir do lado direito do carro (e da via) pela primeira vez: a adaptação costuma ser mais rápida do que parece no papel. O maior desafio, na nossa experiência, não foi tanto a posição do volante, mas os primeiros minutos de trânsito real, com placa em outro idioma e rotatória em formato diferente do que estamos acostumados no Brasil. Depois dos primeiros quilômetros, o cérebro se ajusta rápido, e o resto da viagem foi tranquilo nesse quesito.

Chip de dados: o que fez diferença desde o primeiro minuto

Saindo do aeroporto, ligamos o Waze e fomos almoçar no Florida Mall. Contratamos ainda no Brasil um chip de dados da EasySIM4u, e foi uma das melhores decisões logísticas da viagem: rodar pela cidade, ver o trânsito em tempo real, pesquisar restaurante e produto sem depender de wifi de loja. Se você for organizar sua própria viagem para Orlando, esse é um investimento que se paga rápido em tempo economizado e estresse evitado.

Florida Mall, Five Guys e as primeiras compras

Rodamos um pouco até achar vaga no Florida Mall, e conseguimos uma bem na sombra, o que em setembro na Flórida é praticamente um prêmio. Demos uma passada rápida pelo shopping e fomos almoçar hambúrguer no Five Guys. Não sei dizer se era fome de viagem ou se o sanduíche era realmente bom, mas ficou marcado: segundo a Carol, foi o melhor hambúrguer que comemos em toda a viagem.

Descansamos um pouco no centro do shopping e passamos na loja da Disney, que é pequena, mas para quem estava pisando pela primeira vez em Orlando, tudo parecia novidade. Demos uma olhada também na loja da M&M’s.

Loja da M&M's no Florida Mall em Orlando
A parada rápida na loja da M&M’s do Florida Mall, no primeiro passeio da viagem

Check-in no Rosen Inn e a máquina de água que comeu nosso dólar

Fomos para o hotel Rosen Inn, na International Drive, fazer o check-in e largar as malas. Chegamos com muita sede e resolvemos comprar água na máquina do hotel, só que ela engoliu o dólar e não soltou nada. Fomos para outra máquina do corredor e ali sim conseguimos matar a sede.

Corredor externo do hotel Rosen Inn na International Drive em Orlando
O hotel Rosen Inn, na International Drive, base da viagem inteira

Pequenos contratempos assim, uma máquina de bebida que engole moeda, um posto que demora para explicar como abastecer, um checklist de carro que exige atenção redobrada, fazem parte natural de qualquer primeira viagem internacional, e o melhor jeito de lidar com eles é encarar como parte da aventura em vez de deixar estragar o humor logo no início.

Organizamos as malas no quarto, tomamos um banho para relaxar do dia inteiro de viagem e saímos para o Walmart comprar comida de café da manhã e lanche para os próximos dias. Isso é uma economia real: comprar fruta, iogurte, pão, água em pacote grande no Walmart custa uma fração do que sairia comendo fora todo café da manhã do parque.

Essa logística de café da manhã resolvida logo no primeiro dia se repetiu ao longo de praticamente toda a viagem, e é uma das recomendações mais recorrentes que fazemos para quem pergunta como economizar numa viagem longa a Orlando sem abrir mão de comer bem. O quarto de hotel com geladeira, ou pelo menos micro-ondas, faz muita diferença nessa estratégia, então vale confirmar essa comodidade na hora de escolher a hospedagem.

Saímos do Walmart já depois das nove da noite e voltamos para o hotel para finalmente dormir com o ar-condicionado ligado, depois de mais de 24 horas acordados entre voo, escala e chegada.


Checklist do primeiro dia em Orlando: o que resolver assim que chegar

Olhando em retrospectiva, esse primeiro dia funcionou quase como um roteiro de logística que qualquer família recém-chegada em Orlando pode seguir. Resumimos aqui os pontos que valeram a pena resolver logo de cara, antes mesmo de pensar em parque:

  • Retirar o carro alugado e testar o trajeto até o primeiro ponto de referência (no nosso caso, o Florida Mall), para já se acostumar com a direção do lado direito.
  • Resolver o chip de dados ou plano de roaming assim que possível, isso muda completamente a autonomia dos primeiros dias.
  • Fazer uma primeira compra de mercado (Walmart, Target ou Publix) para resolver café da manhã e lanche dos primeiros dias, sem depender de comprar tudo pronto.
  • Fazer o check-in do hotel o quanto antes for possível, mesmo que o quarto ainda não esteja liberado, para já deixar a bagagem guardada e liberar as mãos para o resto do dia.
  • Reservar o primeiro dia para logística, sem tentar emendar direto num dia de parque. Chegar exausto de viagem internacional e já encarar um parque lotado no dia seguinte tende a comprometer o ânimo do início da viagem.

Aluguel de carro em Orlando: o que aprendemos nesse primeiro contato

Como esse foi nosso primeiro contato com uma locadora americana, vale detalhar melhor o processo para quem nunca alugou carro fora do Brasil. A recomendação de fazer o check-in online ou pelo totem, em vez de ir direto ao balcão de atendimento, existe porque o balcão é onde a locadora tem a oportunidade de oferecer upgrade pago, seguro adicional e outros serviços extras durante a conversa presencial. Isso não significa que esses serviços não tenham valor, alguns seguros adicionais realmente fazem sentido dependendo do seu perfil de viagem, mas a decisão fica mais clara quando você pesquisa com calma antes de embarcar, em vez de decidir ali na hora, cansado da viagem e sob pressão de tempo.

Sobre a categoria do carro: vale reservar a categoria “intermediária” ou equivalente com uma folga de espaço em mente, principalmente se a família viaja com mais de duas malas grandes. Reservamos um carro dessa categoria e ainda assim tivemos que nos esforçar para encaixar toda a bagagem no porta-malas na primeira tentativa.

Perguntas frequentes

Vale a pena reservar o primeiro dia de viagem só para logística, sem parque?

Vale muito, principalmente depois de um voo internacional longo com escala. Chegar exausto e já emendar um dia inteiro de parque tende a comprometer a disposição física e o humor da família logo no início da viagem.

É melhor fazer o check-in do aluguel de carro no totem ou no balcão?

Recomendamos fortemente o totem ou o check-in online feito antes de viajar. No balcão, o atendente costuma oferecer upgrade pago e seguro adicional durante a conversa, o que pode gerar gasto extra não planejado se você não estiver preparado para negociar ou recusar com segurança.

Vale a pena comprar chip de dados internacional antes de viajar?

Vale muito. Ter internet funcionando assim que o avião pousa resolve navegação, pesquisa de restaurante, tradução e comunicação com a família no Brasil, sem depender de rede wifi de estabelecimento.

Compensa comprar comida no Walmart em vez de comer fora todos os dias?

Compensa bastante, principalmente para café da manhã e lanche. Comprar fruta, pão, iogurte e água em pacote grande custa uma fração do que sairia comprando pronto em restaurante ou dentro do parque todos os dias da viagem.

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  1. Carol Costa says:

    Seus relatos são sensacionais, detalhados, facilitam muito o planejamento de quem vai pela primeira vez, meu caso…rs Já li o relato de todos os dias postados. ADOREI. Obrigada pela ajuda. Felicidades para o casal.

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