Roteiro Completo do Rio de Janeiro: 4 Dias de Viagem Real

Fomos ao Rio de Janeiro para comemorar mais um dia 23, aproveitando uma promoção de passagem aérea da TAM e uma hospedagem que ganhamos de presente em Copacabana. O plano era ficar só uns dias, sem muita pretensão, mas a cidade não deixou barato: encaixamos Pão de Açúcar, Teatro Municipal, praia de Ipanema, Museu do Amanhã recém inaugurado e uma sequência e tanto de restaurantes, tudo em quase quatro dias corridos. Esse post reúne tudo o que vivemos por lá, com preço real, avaliação sincera e o contexto histórico de cada lugar que visitamos (e também do que não conseguimos visitar, porque imprevisto de viagem também é aprendizado).

Ao final deste guia você vai saber quantos dias reservar para o Rio, como chegar e se locomover pela cidade, o roteiro dia a dia que fizemos entre Copacabana, Urca, Centro e Ipanema, onde comemos (o bom e o ruim), quanto tudo isso custa hoje comparado com o que pagamos em 2016, e os erros que cometemos para você não repetir.

Sumário Rápido

Por Que o Rio de Janeiro Vale a Viagem

O Rio de Janeiro concentra, numa área relativamente pequena, alguns dos monumentos mais reconhecidos do planeta. O Cristo Redentor foi eleito uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo em 7 de julho de 2007, numa votação global organizada pela fundação New7Wonders, ao lado de lugares como a Muralha da China e Machu Picchu. Poucas cidades no mundo têm um cartão postal desse porte a poucos minutos de distância de outro (o Pão de Açúcar), e ainda por cima praias urbanas como Copacabana e Ipanema, um centro histórico com teatro de mais de cem anos e, desde o fim de 2015, um museu de ciência que virou marco arquitetônico novo na orla.

Essa combinação de natureza, praia e cidade grande é o que torna o Rio diferente de qualquer outro destino turístico do Brasil. Dá para acordar cedo na praia, almoçar no centro histórico e fechar o dia com uma vista de tirar o fôlego do alto de um morro, tudo no mesmo dia, sem sair da cidade. Foi exatamente esse ritmo que a gente tentou seguir na nossa viagem, e o resultado foi uma agenda cheia, cansativa em alguns momentos, mas que valeu cada passo.

Quantos Dias Ficar no Rio de Janeiro

Ficamos pouco menos de quatro dias completos no Rio, de quinta a domingo, e conseguimos ver bastante coisa, mas sentimos falta de tempo em pelo menos duas situações: para o Cristo Redentor (não conseguimos ir nas duas tentativas que fizemos, por causa do tempo fechado) e para explorar melhor os bairros de Ipanema e Leblon, que só passamos rapidamente de bicicleta.

Se você está planejando a sua ida, a nossa recomendação honesta é reservar pelo menos cinco dias completos. Isso dá folga para reagendar o Cristo Redentor caso o tempo feche num dos dias (o que acontece com frequência, principalmente fora do verão), sem precisar abrir mão de nenhuma outra atração do roteiro. Quatro dias funcionam, mas exigem sorte com o clima e paciência para reorganizar a agenda em cima da hora, como a gente teve que fazer.

Como Chegamos: o Nosso Primeiro Uber

Acordamos bem cedo, cinco da manhã, numa quinta-feira, porque o voo estava marcado para as 7h30. Foi nessa madrugada que usamos um aplicativo de transporte por carro pela primeira vez na vida. O motorista chegou em cinco minutos, fomos muito bem atendidos e chegamos ao aeroporto rapidamente, sem o estresse de achar vaga ou negociar corrida com taxista. Essa experiência acabou definindo o resto da viagem: usamos o mesmo tipo de transporte praticamente todos os dias no Rio.

Às 10h da manhã já estávamos no apartamento em Copacabana. O trajeto do Aeroporto Santos Dumont até o bairro é rápido, geralmente entre 15 e 25 minutos dependendo do trânsito, porque o Santos Dumont fica bem mais perto da zona sul do que o Galeão, o aeroporto internacional. Se o seu voo pousar no Galeão, calcule mais tempo de trajeto, algo entre 40 minutos e uma hora até Copacabana ou Ipanema, dependendo do trânsito.

Esse é o vídeo que gravamos no nosso primeiro dia no Rio, já mostrando um pouco do que vinha pela frente: Pão de Açúcar, Teatro Municipal e a correria de quem tenta encaixar o máximo possível num roteiro curto.

Onde Ficamos: Apê em Copacabana

Ganhamos a hospedagem em um apartamento em Copacabana, a apenas três minutos a pé da praia. A localização foi um dos grandes acertos da viagem: praticamente todos os restaurantes que testamos nos últimos dias (Yonza Crepes, Officina del Gelato, Boulangerie Guerin, The Bakers) ficavam a uma caminhada curta de distância, o que deu mobilidade sem depender de transporte para tudo.

Copacabana é um bairro turístico clássico, cheio de hotéis, quiosques na orla e movimento o dia inteiro. Se você procura mais tranquilidade e uma praia menos cheia, vale considerar Ipanema como base, que foi justamente a praia que mais gostamos durante a estadia, como você vai ver mais adiante.

Como se Locomover pelo Rio

Usamos basicamente três formas de transporte durante a viagem: aplicativo de carro, táxi tradicional e bicicleta compartilhada.

  • Aplicativo de transporte por carro: foi o que mais usamos no dia a dia, para ir até a praia, até o Centro e até restaurantes mais distantes do apê.
  • Táxi tradicional: usamos em dois trajetos específicos, entre o Pão de Açúcar e o Centro, e no trajeto final até o aeroporto na volta.
  • Bicicleta compartilhada: pegamos as bikes laranja do sistema patrocinado pelo Itaú para pedalar pela orla de Ipanema até o mirante do Leblon.

Sobre as bicicletas: em 2016 pagamos R$ 5,00 por um passe válido por 24 horas corridas (passado esse prazo, o passe expirava, usado ou não). O sistema, que já se chamou Bike Rio antes de virar Bike Itaú, continua funcionando na cidade. Em 2026 o plano avulso voltado para turista (chamado de plano Lazer na página oficial) sai por R$ 32,90, com validade de 48 horas, segundo a página oficial da Bike Itaú para o Rio. Vale a pena reservar um trecho do roteiro para pedalar pela orla, é uma das formas mais bacanas de ver a praia sem pressa.

A bicicleta laranja do sistema compartilhado, hoje operado pelo Itaú, que usamos para pedalar de Ipanema até o mirante do Leblon.

Um detalhe que reparamos na época: em Brasília, de onde viemos, o mesmo tipo de passe custava R$ 10,00 mas dava direito a usar à vontade por um ano inteiro (desde que a bicicleta fosse devolvida em até uma hora, para não pagar adicional de R$ 5,00 por hora excedente). No Rio, o modelo voltado para turista sempre foi por tempo corrido e não por assinatura anual, o que faz sentido para quem está de passagem.

A Passagem Foi o Item Mais Caro da Nossa Viagem 🎈

Aproveitamos uma promoção de passagem aérea para fechar essa ida ao Rio, e foi exatamente esse tipo de economia que fez a viagem inteira caber no orçamento. Um exemplo real e mais recente: em julho de 2026 saiu um alerta de Fortaleza para Madrid por R$ 1.291,17 na ida, em classe econômica, usando milhas aéreas compradas com desconto numa promoção em vez de dinheiro cheio. O mesmo tipo de alerta sai toda semana também para voos nacionais, como para o Rio de Janeiro, muitas vezes por uma fração do preço normal.

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Roteiro Dia a Dia no Rio de Janeiro

Aqui está exatamente o que fizemos em cada um dos quatro dias, incluindo o que deu certo, o que não deu, e o contexto histórico de cada ponto turístico que visitamos.

Dia 1: Pão de Açúcar e Teatro Municipal

Deixamos a mala no apê e fomos direto para o quiosque do RIOTUR em Copacabana, perto do posto 3, comprar os bilhetes para o Cristo Redentor. Foi aí que veio a primeira surpresa do dia: só havia horário disponível para as 15h. A visita ao Cristo é vendida com horário marcado, e o próprio atendente recomendou checar antes se o tempo estava favorável, porque não compensa subir se a vista vai estar toda encoberta de nuvem.

Para não perder tempo esperando, mudamos o roteiro na hora e fomos para o bondinho do Pão de Açúcar. Não havia fila para comprar o ingresso, mas os bondinhos estavam bem cheios, com bastante turista estrangeiro. A vista lá de cima é realmente impressionante, e aproveitamos bastante para fotografar a Baía de Guanabara e a orla de Copacabana e Ipanema ao fundo.

O Pão de Açúcar visto da Urca, um dos cartões postais mais reconhecidos do Rio de Janeiro.

O bondinho do Pão de Açúcar tem uma história mais antiga do que muita gente imagina: o primeiro trecho, ligando a Praia Vermelha ao Morro da Urca, foi inaugurado em 27 de outubro de 1912, tornando-se um dos sistemas de teleférico turístico mais antigos do mundo ainda em operação. O idealizador e responsável técnico do projeto foi o engenheiro brasileiro Augusto Ferreira Ramos, que fundou a Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar especificamente para viabilizar a obra. O passeio completo é dividido em duas etapas: primeiro até o Morro da Urca, a 220 metros de altura, depois até o topo do Pão de Açúcar propriamente dito, a 396 metros.

O bondinho fazendo a travessia entre o Morro da Urca e o topo do Pão de Açúcar.

Aproveitamos para matar a fome com um açaí lá em cima, e teve um detalhe engraçado: mesmo falando em português com o atendente, ele insistia em responder em inglês, achando provavelmente que éramos estrangeiros.

Da Urca pegamos um táxi até o Theatro Municipal, no Centro do Rio. A ideia inicial era voltar para tentar o Cristo Redentor, mas o tempo ainda não estava bom o suficiente para valer a pena, então decidimos aproveitar o dia de outra forma. Rodeamos o prédio até descobrir que a bilheteria fica do lado esquerdo do teatro, compramos a visita guiada e fomos almoçar rapidinho ali perto, no restaurante Amarelinho, porque a visita estava marcada para as 16h e só tínhamos 40 minutos disponíveis para comer.

A fachada do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no Centro histórico da cidade.

O Theatro Municipal foi inaugurado em 14 de julho de 1909 e é diretamente inspirado na Ópera de Paris, o Palais Garnier, projetado pelo arquiteto francês Charles Garnier. O projeto do teatro carioca foi assinado pelo engenheiro brasileiro Francisco de Oliveira Passos (filho do então prefeito Pereira Passos, responsável pela reforma urbana do Rio no início do século 20) em conjunto com o arquiteto francês Albert Guilbert, cujos projetos foram fundidos após um concurso, ambos inspirados na mesma matriz parisiense.

A escadaria interna do Theatro Municipal, um dos pontos mais fotografados da visita guiada.

A visita guiada dura cerca de uma hora e compensa bastante o investimento. No início eles passam um filme de uns 8 minutos contando o processo de recuperação e restauro do teatro ao longo dos anos. Não é permitido filmar dentro do prédio, mas fotografar é liberado, e o interior é realmente rico em detalhes, com direito a lustres, afrescos no teto e um salão de espera que por si só já vale a visita.

O interior do Theatro Municipal, com a decoração de inspiração da Belle Époque parisiense.

Quando a visita guiada acabou já eram mais de 17h, e decidimos voltar direto para o apartamento descansar. À noite fomos comer um crepe perto do apê, escolhendo o primeiro lugar que apareceu na nossa pesquisa pelo Foursquare, a Yonza Crepes. A escolha não foi boa: o ar condicionado do local estava quebrado, o crepe era meio caro e não estava tão gostoso assim. Fica o aprendizado de não confiar cegamente na primeira opção que aparece num aplicativo de busca.

Usamos bastante, ao longo de toda a viagem, o Foursquare e os clubes de desconto em restaurante Grubster e ChefsClub. São ferramentas que ajudam a descobrir opções diferentes de onde comer e ainda economizam tempo e dinheiro, principalmente em cidade grande onde é fácil se perder de opção.

Dia 2: Praia de Ipanema, Bicicleta e Jantar no Skylab

Acordamos cedo para aproveitar a praia e fomos de aplicativo de carro até o posto 9 de Ipanema. Na nossa opinião, a praia de Ipanema é melhor que Copacabana, mais tranquila e com uma atmosfera diferente, e recomendamos fortemente incluir um dia dedicado a ela em qualquer roteiro pelo Rio.

A praia de Ipanema no posto 9, que preferimos a Copacabana pela tranquilidade.

Pegamos as bicicletas compartilhadas para curtir a orla até o mirante do Leblon. Ficamos com o pé na areia praticamente a manhã toda, com a praia bem vazia. Teve até um imprevisto no meio do caminho: um homem alterado começou a brigar com o dono de uma barraca vizinha e chegou a pegar a barra de ferro do nosso guarda-sol no meio da confusão. Nada demais no fim das contas, mas ficou registrado como um daqueles episódios curiosos de viagem. A água estava gelada, mas refrescava bem o calor do dia.

O mirante do Leblon, ponto final do nosso passeio de bicicleta pela orla.

Fomos caminhando até o Hotel Arpoador para almoçar no restaurante Temporada, que encontramos pesquisando no ChefsClub. O restaurante fica em frente ao hotel, num calçadão praticamente privativo. A comida estava boa, mas veio muito pouco pelo valor cobrado, e o atendimento demorou bastante, mesmo sendo os primeiros a fazer o pedido naquele horário. Pedimos um peixe com risoto e, de sobremesa, uma torta de limão que não era bem uma torta: era mais uma farofa de bolacha no fundo, coberta com geleia de limão e suspiro por cima. Ficou longe da lista das melhores tortas de limão que já provamos.

Voltamos para o apartamento para descansar antes do jantar, porque tínhamos uma reserva especial para o Skylab, restaurante no último andar do hotel Othon Palace, com uma vista privilegiada da cidade. A reserva foi feita no dia anterior, pedindo especificamente uma mesa na janela.

A vista do restaurante Skylab, no último andar do hotel Othon Palace, com Copacabana e Ipanema lá embaixo.

Pedimos um lagostim com arroz negro, peixe, aspargos e um bife de chorizo com molho chimichurri e batatas rústicas. A comida estava muito boa, os pratos vieram caprichados e o atendimento foi excelente do início ao fim.

O bife de chorizo com molho chimichurri e batatas rústicas do Skylab.

Dia 3: Confeitaria Colombo e Museu do Amanhã

Tomamos café da manhã na Confeitaria Colombo, na rua Gonçalves Dias, 32, no Centro do Rio. Se você quiser aproveitar mesmo o local, a nossa recomendação é optar pelo buffet, mesmo custando na época R$ 58,00 por pessoa: o espaço do buffet é bem melhor que o restante da confeitaria. Não estávamos com tanta fome naquele dia e escolhemos o serviço à la carte, mas achamos o ambiente bem inferior ao do buffet. Ainda assim pedimos um café colonial com chocolate quente, pão na chapa, bolo de limão, presunto, queijo, croissant, iogurte com granola e frutas.

A Confeitaria Colombo, uma das casas históricas mais tradicionais do Centro do Rio.

Dali partimos para o Museu do Amanhã, na Praça Mauá, 1, no Centro. Sinceramente não esperávamos que fosse tão bacana. Mesmo chegando cedo, ficamos uns 40 minutos na fila para entrar na primeira atração. A experiência em si é rápida, menos de 15 minutos, mas compensa bastante a espera.

A fachada do Museu do Amanhã na Praça Mauá, com sua estrutura de vigas móveis inconfundível.

Quando visitamos, o museu tinha acabado de abrir: a inauguração aconteceu em 19 de dezembro de 2015, poucos meses antes da nossa ida. O edifício foi projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, conhecido por estruturas de engenharia arrojada em concreto e aço, e ocupa uma área que fazia parte do projeto de revitalização urbana da região portuária do Rio, o chamado Porto Maravilha. O museu não é sobre o passado, e sim sobre possíveis futuros da humanidade, com exposições que cruzam ciência, sustentabilidade e as grandes questões da civilização.

Uma das salas internas do Museu do Amanhã, com exposições interativas sobre ciência e futuro.

O museu estava bem organizado e aproveitamos bastante, andando por praticamente todas as áreas. Mesmo reservando dois dias inteiros para visitar, ainda haveria bastante conteúdo para ler e aprender, é um daqueles lugares que rende mais do que parece de fora.

Parte da exposição permanente do Museu do Amanhã, sobre os grandes desafios do futuro da humanidade.

Enquanto esperávamos o horário de almoço, ainda passamos pelo quiosque do RIOTUR perto do museu para tirar dúvidas sobre outras atrações, e almoçamos num restaurante na cobertura de um dos prédios de museu ali perto, com vista para a Praça Mauá e a Baía de Guanabara.

Infelizmente não conseguimos ir ao Cristo Redentor nesse dia também: o tempo continuava nublado. Voltamos para a praia em Ipanema, já que não tivemos sorte com o clima pela segunda vez seguida, e ficamos por lá até o pôr do sol.

O pôr do sol na praia de Ipanema, um dos melhores momentos da viagem inteira.

À noite jantamos um pedaço de pizza gigante no Stalos Café & Bar, um restaurante 24 horas pertinho do apê em Copacabana, e ainda fomos a pé até a Officina del Gelato para um sorvete de sobremesa. Tentamos avisar o pessoal do local que o horário de funcionamento estava errado no Foursquare, mas ninguém sabia do que estávamos falando. De qualquer forma, o sorvete estava muito bom.

A Officina del Gelato, sorveteria pertinho do apartamento onde ficamos em Copacabana.

Dia 4: Cafés da Manhã em Copacabana

No último dia, tomamos café da manhã na Boulangerie Guerin, um lugar super bacana que compensa muito para quem quer fugir do café tradicional de hotel. Pedimos um tostado que ficou realmente ótimo, uma daquelas comidas que dá vontade só de ver a foto.

O tostado da Boulangerie Guerin, um dos melhores achados de comida da viagem.

Não satisfeitos, ainda fomos atrás do doce perfeito na padaria The Bakers. A escolha não foi tão boa dessa vez: a torta de limão Lemon Dream não era nenhum sonho, apesar do nome. A padaria em si é bem bacana, com prateleiras cheias de doces e biscoitos variados.

A padaria The Bakers, em Copacabana, com prateleiras cheias de doces.

Todos esses últimos lugares que visitamos ficam a uma distância caminhável do apê em Copacabana. É uma boa forma de fechar a viagem, aproveitando para conhecer melhor o bairro e comer em vários lugares diferentes sem depender de transporte para nada.

Cristo Redentor: o Que Fica de Contexto e Aprendizado

Vale ser honesto aqui: nas duas tentativas que fizemos ao longo da viagem, não conseguimos visitar o Cristo Redentor. Na primeira, só havia horário disponível para as 15h no dia em que fomos comprar o ingresso, e o tempo já não estava favorável para essa hora. Na segunda tentativa, no terceiro dia, o céu continuava fechado. Como o passeio é vendido com horário marcado e a vista só compensa com o tempo aberto, preferimos não arriscar gastar o ingresso à toa duas vezes.

Mesmo sem termos ido pessoalmente, vale registrar o contexto histórico do monumento, que é um dos símbolos mais reconhecidos do Brasil no mundo. O Cristo Redentor foi inaugurado em 12 de outubro de 1931, no topo do morro do Corcovado, a cerca de 710 metros de altitude. A estátua tem 30 metros de altura (38 metros contando o pedestal) e foi um projeto do engenheiro e arquiteto brasileiro Heitor da Silva Costa, com a escultura assinada pelo franco-polonês Paul Landowski, autor da maquete original, e participação estrutural do engenheiro francês Albert Caquot. O rosto da estátua foi esculpido separadamente pelo escultor romeno Gheorghe Leonida.

Para quem for visitar hoje, existem duas formas oficiais de subir: o Trem do Corcovado, que sobe pela ferrovia histórica, e as vans oficiais que saem de pontos credenciados na cidade. Segundo a página oficial do Trem do Corcovado, os valores em 2026 são de R$ 134,00 para adulto, R$ 107,00 para estudante, portador de ID Jovem ou criança entre 7 e 11 anos, R$ 70,00 para idoso, e gratuito para crianças de até 6 anos. O aprendizado real que a gente carrega dessa parte da viagem é: reserve um dia inteiro só de folga no roteiro, sem outro compromisso marcado, especificamente para o Cristo Redentor, e confira a previsão do tempo antes de comprar o ingresso. Foi a falta dessa margem que nos deixou sem visitar o principal cartão postal da cidade.

Onde Comer no Rio: os Lugares que Testamos

Juntando tudo que provamos ao longo dos quatro dias, esses são os lugares que passaram pelo nosso roteiro de restaurantes no Rio, com a avaliação sincera de cada um:

  • Skylab (hotel Othon Palace): o melhor jantar da viagem, com vista privilegiada da cidade, pratos caprichados e atendimento excelente. Vale reservar mesa na janela com um dia de antecedência.
  • Boulangerie Guerin: ótimo café da manhã diferente, com tostado que superou as expectativas. Recomendamos sem ressalva.
  • Confeitaria Colombo: vale o buffet, não o serviço à la carte, que é bem inferior ao restante do espaço histórico.
  • Officina del Gelato: sorvete de qualidade, boa pedida de sobremesa depois de um jantar leve.
  • Restaurante Temporada, no Hotel Arpoador: comida boa, mas porção pequena pelo valor cobrado e atendimento lento, mesmo sendo os primeiros da fila.
  • Yonza Crepes: não repetiríamos. Ar condicionado quebrado, preço alto e crepe mediano.
  • The Bakers: padaria bacana no geral, mas a torta de limão específica que provamos ficou devendo.
  • Stalos Café & Bar: boa pedida de pizza rápida e prática, funciona 24 horas, útil para quem chega tarde com fome.

Um padrão que reparamos: usar aplicativos como Foursquare, Grubster e ChefsClub ajudou bastante a descobrir opções variadas de restaurante, mas nem sempre a primeira sugestão do aplicativo é a melhor escolha, como aprendemos com a Yonza Crepes.

Quanto Custa o Rio: 2016 vs. Hoje

Um aviso importante antes da lista: os valores de 2016 abaixo são os que pagamos na época e não devem ser usados como referência de preço atual. Colocamos ao lado, quando disponível, o valor confirmado nas páginas oficiais em 2026, para você ter noção de como cada atração mudou de preço ao longo desses anos.

Principais investimentos da nossa viagem de quase 4 dias no Rio, em 2016:

  • Sol e muito calor: grátis, com direito a queimadura leve
  • Aplicativo de transporte todos os dias: R$ 132,35
  • Táxi (2 viagens, Centro e aeroporto): R$ 64,00
  • Bondinho do Pão de Açúcar: R$ 71,00 por pessoa
  • Visita guiada no Teatro Municipal: R$ 20,00 por pessoa
  • Museu do Amanhã: R$ 10,00 por pessoa
  • Bicicleta compartilhada: R$ 5,00 por pessoa (válido por 24 horas)
  • Confeitaria Colombo, café colonial completo para 2 pessoas: R$ 51,00
  • Skylab, jantar completo para 2 pessoas: R$ 180,00
  • Duas cadeiras e guarda-sol para um dia inteiro na praia: R$ 25,00
  • Almoço no restaurante Temporada, para 2 pessoas com sobremesa e desconto do ChefsClub: R$ 90,00

E como está em 2026, segundo as páginas oficiais de cada atração:

  • Bondinho do Pão de Açúcar: o ingresso ida e volta sai por R$ 205,00 por pessoa, quase três vezes o valor que pagamos em 2016.
  • Visita guiada no Theatro Municipal: R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia entrada, praticamente o mesmo valor nominal que pagamos há dez anos, o que na prática significa que o preço real caiu bastante com a inflação acumulada.
  • Museu do Amanhã: R$ 40,00 inteira e R$ 20,00 meia entrada, quatro vezes o valor cobrado em 2016 (época em que o museu tinha acabado de abrir e provavelmente ainda praticava um preço promocional de lançamento).
  • Bicicleta compartilhada: o plano avulso para turista, hoje chamado de Lazer, sai por R$ 32,90 com validade de 48 horas.
  • Cristo Redentor, Trem do Corcovado: R$ 134,00 para adulto.

Vale notar que os passeios que mais subiram de preço proporcionalmente foram o Bondinho do Pão de Açúcar e o Museu do Amanhã, enquanto o Theatro Municipal segue sendo, de longe, o ingresso mais barato entre os grandes pontos turísticos do Rio, quase inalterado em valor nominal desde a nossa visita.

Erros que Cometemos e o Que Aprendemos

Nenhuma viagem sai perfeita, e a nossa teve alguns tropeços que valem virar aprendizado para quem for depois da gente:

  • Não reservar um dia inteiro livre para o Cristo Redentor: tentamos encaixar a visita entre outros compromissos duas vezes e as duas vezes o tempo não colaborou. O ideal é reservar um dia sem nada marcado, especificamente para essa atração, com folga para reagendar se o céu fechar.
  • Confiar cegamente na primeira sugestão de aplicativo de busca de restaurante: a Yonza Crepes foi o primeiro resultado que apareceu na nossa pesquisa e acabou sendo a pior experiência gastronômica da viagem. Vale sempre olhar pelo menos duas ou três opções antes de decidir.
  • Ir para o Museu do Amanhã achando que seria rápido: subestimamos o tamanho e a qualidade do museu, que tinha acabado de abrir. Reserve pelo menos meio dia inteiro para essa visita, e considere ir bem cedo para pegar fila menor.
  • Assumir que dava para ver tudo em quatro dias: mesmo com um roteiro bem aproveitado, sobrou coisa de fora, principalmente o Cristo Redentor. Cinco dias teriam dado a margem de segurança que faltou.

Perguntas Frequentes sobre o Rio de Janeiro

Quantos dias são ideais para conhecer o Rio de Janeiro?
Na nossa experiência, quatro dias dão para ver bastante coisa, mas é justo demais para imprevistos climáticos, principalmente para o Cristo Redentor. Recomendamos cinco dias completos para ter folga de reagendar caso o tempo feche em algum dia específico.

Vale mais a pena Copacabana ou Ipanema para se hospedar?
Copacabana tem mais opção de hotel e fica perto de vários restaurantes e serviços, mas Ipanema, na nossa opinião, tem uma praia melhor e mais tranquila. Se o seu foco é praia e tranquilidade, considere Ipanema. Se quer praticidade de bairro turístico tradicional com tudo por perto, Copacabana funciona muito bem.

É preciso comprar o ingresso do Cristo Redentor com antecedência?
Sim. A visita é vendida com horário marcado, e comprar na hora, como fizemos, pode significar ficar só com horários ruins disponíveis, como aconteceu com a gente. O ideal é comprar online, com antecedência, e checar a previsão do tempo antes de escolher a data e o horário.

O bondinho do Pão de Açúcar tem fila grande?
Na nossa visita não havia fila para comprar o ingresso, mas os bondinhos em si estavam bem cheios de turistas. Vale considerar ir em horário de menor movimento, mais cedo pela manhã, para uma experiência mais tranquila.

O Museu do Amanhã vale a pena mesmo não sendo um museu de arte tradicional?
Vale muito. Ficamos surpresos com a qualidade e a organização do museu, que fala sobre ciência, sustentabilidade e futuro da humanidade de um jeito interativo e acessível. Mesmo tirando um dia inteiro, ainda sobra conteúdo para explorar.

Dá para conhecer o Rio sem alugar carro?
Sim, tranquilamente. Usamos aplicativo de transporte por carro, táxi tradicional e bicicleta compartilhada durante toda a viagem, sem nenhuma necessidade de carro próprio ou alugado.

Quais aplicativos ajudam a encontrar restaurante bom no Rio?
Usamos bastante o Foursquare para descobrir opções e os clubes de desconto Grubster e ChefsClub, que ajudam a economizar tempo e dinheiro. Mas vale lembrar que nem sempre a primeira sugestão é a melhor, então compare mais de uma opção antes de decidir.

O Theatro Municipal permite fotos durante a visita guiada?
Sim, fotografar é liberado durante o passeio. O que não é permitido é filmar dentro do teatro. A visita guiada dura cerca de uma hora e inclui um filme curto sobre o processo de restauro do prédio antes de entrar nos salões principais.

Quem quiser ler a viagem no formato original, como foi publicada logo depois da nossa volta em 2016, pode conferir o post original sobre os nossos quase quatro dias no Rio de Janeiro aqui no blog.

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