De Bruxelas seguimos de trem-bala até Amsterdã, a última parada da nossa viagem de 16 dias pela Europa com o Sam ainda bebê. Reservamos essa etapa final para um ritmo mais tranquilo depois da correria de Paris e da Disneyland, e mesmo assim rendeu um roteiro cheio: canais que são Patrimônio Mundial da UNESCO, um museu de ciência interativo, mercado flutuante de flores, mercado de rua com quilômetro de extensão e a melhor sobremesa da viagem inteira.
Neste guia reunimos tudo que vivemos por lá, com preço real, nome de lugar e opinião sincera sobre o que valeu a pena e o que não valeu, incluindo o hotel onde ficamos, como é encarar a cidade das bicicletas empurrando um carrinho de bebê, e como fechamos a viagem voando de executiva da KLM direto de Amsterdã para Guarulhos.
Resumo Rápido: Amsterdã em Poucas Linhas
- Quantos dias: 2 a 3 dias cheios já bastam para repetir esse roteiro (canais, mercados, um museu e caminhada pelas pontes históricas).
- Preço verificado 2026: todos os valores de ingresso e transporte deste post foram checados direto nos sites oficiais em 14/08/2026.
- Onde ficamos: Mercure Amsterdam Sloterdijk Station, mais afastado do centro, mas bem conectado por tram e trem.
- Com bebê: cidade plana e muito caminhável, mas atenção redobrada com o volume de bicicletas.
- Gasto real da etapa: veja a tabela completa em Quanto Custa uma Viagem a Amsterdã.
| Duração | O que dá pra fazer |
|---|---|
| 2 dias | Canais de barco, um dos dois mercados de rua e caminhada pelas pontes ao entardecer |
| 3 dias (o que fizemos) | Canais, Museu NEMO, os dois mercados (Bloemenmarkt e Albert Cuyp) e as pontes do centro histórico |
| 4+ dias | Tudo acima, mais Rijksmuseum, Museu Van Gogh e Casa de Anne Frank |
Sumário
- Por Que Amsterdã Vale a Pena
- Quantos Dias Ficar em Amsterdã
- Como Chegar em Amsterdã: Trem-Bala Direto de Bruxelas
- Onde Ficamos Hospedados: Mercure Amsterdam Sloterdijk Station
- Roteiro pelos Canais e Bairros de Amsterdã
- Casas Coloridas e o Visual Clássico do Centro Histórico
- Museu NEMO: Ciência Interativa, mas Pouco Aproveitável para Bebê
- Bicicletas em Amsterdã com Bebê no Colo
- Onde Comemos em Amsterdã
- Como Voltamos ao Brasil: Executiva KLM e a Sala VIP em Schiphol
- Quanto Custa uma Viagem a Amsterdã
- O Que Amamos e O Que Não Curtimos em Amsterdã
- Erros e Aprendizados da Nossa Passagem por Amsterdã
- Perguntas Frequentes sobre Amsterdã
Para se situar antes de começar, veja no mapa a região dos canais e do centro histórico onde se concentra praticamente todo esse roteiro:
Por Que Amsterdã Vale a Pena
Amsterdã é uma cidade construída literalmente em cima da água. Os canais que cortam o centro histórico, com seu desenho em formato de ferradura ao redor do centro medieval, foram reconhecidos pela UNESCO em 2010 como Patrimônio Mundial, um exemplo notável de planejamento urbano e hidráulico do século 17, quando a cidade viveu a chamada Era de Ouro holandesa e virou uma das maiores potências comerciais marítimas do planeta. Esse traçado de água, pontes e casas estreitas e altas (construídas assim, historicamente, porque o imposto da época era cobrado pela largura da fachada) é o que dá a Amsterdã aquele visual que a gente só tinha visto em cartão-postal.
O que mais surpreende quem chega depois de Paris e Bruxelas é o ritmo. Amsterdã é uma cidade pequena para os padrões europeus, plana, silenciosa perto da água e extremamente fácil de caminhar. Isso foi um alívio depois dos dias mais corridos da viagem, principalmente viajando com um bebê que já estava cansado de tanto deslocamento. Ao mesmo tempo, é uma cidade que exige atenção redobrada por causa das bicicletas, que têm prioridade de verdade nas ruas e circulam em volume muito maior do que qualquer cidade brasileira, um ponto que detalhamos mais adiante porque pesa bastante para quem viaja com criança pequena.

Vale contextualizar rapidamente por que Amsterdã virou capital da Holanda mesmo não sendo a sede do governo (que fica em Haia): a cidade cresceu como centro financeiro e comercial a partir do século 17, quando a Companhia Holandesa das Índias Orientais transformou o porto local numa das rotas mais movimentadas do comércio mundial. Esse passado explica o excesso de casas estreitas de comerciante, os armazéns reconvertidos em apartamento e a mistura de arquitetura histórica com um jeito de viver extremamente moderno e prático.
Quantos Dias Ficar em Amsterdã
Na nossa viagem, Amsterdã foi a etapa final de um roteiro de 16 dias que também passou por Paris, pela Disneyland Paris e por Bruxelas, então não ficamos o tempo que ficaríamos numa viagem dedicada só à cidade. Ainda assim, o tempo que reservamos foi suficiente para fechar um roteiro redondo: passeio de barco pelos canais, o Museu NEMO, o Mercado Flutuante das Flores, o Albert Cuyp Market e a caminhada pelas pontes mais bonitas do centro, sem correria.
Se o seu foco for repetir esse mesmo roteiro (canais, um museu, os mercados de rua e uma boa caminhada pelas pontes históricas), dois ou três dias cheios já resolvem bem, já que a cidade é pequena e caminhável. Quem quiser incluir também os grandes museus que não chegamos a visitar dessa vez, como o Rijksmuseum, o Museu Van Gogh e a Casa de Anne Frank, vale reservar pelo menos mais um dia inteiro, porque cada um desses pede fila e tempo de visita à parte. Ficou na nossa lista para uma próxima ida, com o Sam já maior.
Preço verificado em 2026, direto nos sites oficiais: o ingresso do Rijksmuseum custa 25 euros por adulto (grátis até 18 anos, no rijksmuseum.nl), o do Museu Van Gogh também sai a 25 euros por adulto (vangoghmuseum.nl), e a Casa de Anne Frank custa 16,50 euros por adulto (annefrank.org). Atenção com esse último: os ingressos são vendidos só on-line, com novos lotes liberados toda terça-feira às 10h (horário de Amsterdã) para datas com seis semanas de antecedência, então quem for visitar precisa reservar com bastante antecedência, sem opção de fila ou lista de espera na bilheteria.
Como Chegar em Amsterdã: Trem-Bala Direto de Bruxelas
Chegamos em Amsterdã de trem-bala saindo de Bruxelas, a etapa final da nossa estratégia de Open Jaw pela Europa: voamos de executiva da Air France até Paris e voltamos de executiva da KLM saindo direto de Amsterdã, sem precisar retornar ao ponto de partida no meio da viagem. Entre as cidades, usamos o trem de alta velocidade Thalys, que liga Paris a Bruxelas e Bruxelas a Amsterdã saindo direto do centro histórico de cada cidade, sem o tempo extra de deslocamento até aeroporto que um voo doméstico exigiria.
Os dois trajetos de trem-bala (Paris-Bruxelas e Bruxelas-Amsterdã) somados custaram 384 euros para os 3 adultos da viagem, uma média de pouco mais de R$ 450 por pessoa considerando os dois trechos. É um valor parecido com o que se pagaria de avião em muitos casos, mas com a vantagem prática de sair direto do centro, sem fila de segurança de aeroporto e com muito mais espaço para bagagem e para acomodar o bebê durante o trajeto.
Onde Ficamos Hospedados: Mercure Amsterdam Sloterdijk Station
Ficamos no Mercure Amsterdam Sloterdijk Station, reservado com pontos ALL Accor, nosso terceiro hotel da rede só nessa viagem (depois do B&B Hotel perto da Disney e do Aparthotel Adagio em Paris, e do Pullman Brussels Centre Midi em Bruxelas). Sendo honestos, esse foi, dos 4 hotéis da Euro Trip, o que menos gostamos, mas ainda teve pontos bons que valem registrar. Contamos a experiência completa, incluindo os pontos negativos, no post Mercure Amsterdam Sloterdijk Station: Vale a Pena?.
O hotel fica um pouco mais afastado do centro histórico, mas isso porque os hotéis mais centrais estavam tão caros quanto em Paris. Em compensação, fica ao lado da estação de trem e tram Sloterdijk, o que garante acesso rápido ao resto da cidade sem precisar de carro ou aplicativo de transporte.

O quarto quádruplo tinha 2 camas de solteiro juntas e 1 cama de casal, cabendo até 4 adultos, o que ajudou bastante viajando em grupo com bebê. O único ponto negativo já esperado foi o carpete, incômodo para quem tem alergia, além da decoração escura e dos corredores também bem escuros, o que deixa o ambiente um pouco estranho de circular. A cama foi o item mais criticado da estadia, pouco confortável para o padrão dos outros 3 hotéis da viagem.
O maior elogio que conseguimos fazer ao hotel foi o banheiro: com azulejo tipo cimento queimado, surpreendentemente grande, com janela para iluminação natural (algo raro em banheiro de hotel na Europa) e privada suspensa. O único problema real foi o box sem porta, apenas com metade de vidro, o que deixa água escorrer pelo chão na hora do banho, um detalhe chato para quem está dando banho num bebê.
O café da manhã é servido no rooftop do hotel, com vista bonita, ainda que não seja a vista mais icônica de Amsterdã. Tem boa variedade de sucos, frios, queijos, waffles com calda de frutas e as máquinas de café tradicionais, o suficiente para abastecer a família antes de sair para o dia inteiro de passeio.
Roteiro pelos Canais e Bairros de Amsterdã
O coração do nosso roteiro em Amsterdã foram os canais. Fizemos um passeio de barco pelos canais pagando 13 euros por adulto (crianças até 4 anos não pagam, então o Sam entrou de graça). Preço verificado em 2026: esse mesmo passeio clássico subiu de valor nas empresas mais conhecidas (Stromma, Lovers, Blue Boat Company), cobrando hoje entre 16 e 26 euros por adulto, dependendo do trajeto e do horário, com crianças pequenas (até 3 ou 4 anos, dependendo do operador) ainda entrando de graça. Uma dica real que aprendemos na prática: escolha um barco aberto se for viajar em dias mais quentes. O nosso era fechado, com estrutura de acrílico, e o calor lá dentro ficou incômodo, além do reflexo do sol atrapalhar bastante as fotos durante o passeio.

Fora do barco, o passeio mais bonito foi simplesmente caminhar pelas pontes ao entardecer, vendo a luz dourada refletir na água entre as casas flutuantes e as fileiras intermináveis de bicicletas estacionadas nas margens. Amsterdã tem centenas de pontes espalhadas pelo centro histórico, muitas delas ornamentadas com flores nos meses mais quentes, e esse passeio sem roteiro fixo, só seguindo o canal, acabou sendo um dos momentos mais tranquilos da viagem inteira.

Também visitamos o Mercado Flutuante das Flores (Bloemenmarkt), com metade das barracas literalmente flutuando sobre o canal, vendendo desde tulipas frescas até bulbos prontos para exportação, um formato de comércio que existe naquele mesmo trecho de água desde o século 19. Caminhamos também até o Albert Cuyp Market, um mercado de rua com cerca de 3 quarteirões de extensão, vendendo de tudo: suvenir, roupa, comida de rua e até peruca. É um dos mercados de rua mais antigos e movimentados da Europa, funcionando desde o começo do século 20 no mesmo bairro.

Amsterdã ainda guarda o Rijksmuseu, o Museu Van Gogh e a Casa de Anne Frank, os três nomes que qualquer roteiro de primeira viagem à cidade costuma citar, mas que não entraram no nosso itinerário dessa vez, justamente por já estarmos no fim de uma viagem de 16 dias e com o Sam pedindo um ritmo mais devagar. Ficam registrados aqui como sugestão para quem tiver mais dias disponíveis ou for numa viagem sem criança pequena no colo.
Casas coloridas e o visual clássico do centro histórico
Um dos maiores prazeres de caminhar por Amsterdã é simplesmente reparar na arquitetura das casas às margens dos canais: fachadas estreitas, cores variadas, e o famoso “gancho” de viga saliente no topo de muitas construções, usado historicamente para içar móveis pela janela, já que as escadas internas são íngremes e apertadas demais para mudanças. É um detalhe arquitetônico que só faz sentido quando se entende a lógica do imposto por largura de fachada que citamos antes: quanto mais estreita e alta a casa, menos imposto o dono pagava, e o gancho externo resolvia o problema de mobiliar um imóvel construído dessa forma.

Museu NEMO: Ciência Interativa, mas Pouco Aproveitável para Bebê
O Museu NEMO, com formato de navio erguendo-se sobre a água, é dedicado à ciência de forma interativa e foi projetado pelo arquiteto italiano Renzo Piano, o mesmo nome por trás do Centro Pompidou em Paris, que visitamos poucos dias antes nessa mesma viagem. Reserve pelo menos 3 horas para aproveitar bem as instalações. Preço verificado em 2026: o ingresso individual custa 21,50 euros por pessoa a partir de 4 anos, direto no site oficial do museu (nemosciencemuseum.nl).
Aqui vai uma opinião sincera para quem também viaja com bebê: o NEMO é mais indicado para crianças a partir de 3 anos. O Sam, ainda bebê na época, curtiu algumas coisas, mas boa parte das instalações é pensada para crianças maiores, que conseguem manipular os experimentos sozinhas. Por outro lado, a estrutura do museu é excelente para quem viaja com criança pequena mesmo assim, com fraldário, banheiros bem equipados e espaço amplo para levar o próprio lanche e fazer uma pausa no meio da visita.
Bicicletas em Amsterdã com Bebê no Colo: Como Não se Assustar
Se tem uma coisa que todo mundo fala sobre Amsterdã e que só se entende de verdade pisando lá é o volume de bicicletas. Não são só muitas, elas têm prioridade real no trânsito, andam rápido, silenciosas, e cruzam faixa própria que muitas vezes fica bem no meio do caminho entre a calçada e a rua de carro. Viajando com o Sam de carrinho, essa foi a maior mudança de hábito que precisamos fazer na cidade: olhar duas vezes antes de atravessar qualquer coisa que pareça faixa de pedestre, porque em Amsterdã essa faixa quase sempre é dividida com ciclovia.

Não alugamos bicicleta para andar pela cidade com o Sam, e recomendamos a mesma cautela para quem viaja com bebê de colo ou de carrinho: a cidade é ótima para caminhar, plana e compacta, então dá para fazer praticamente todo o roteiro turístico a pé, sem precisar disputar espaço com o trânsito de bicicletas. A grande vantagem prática de andar a pé com carrinho é justamente conseguir se manter sempre na calçada, longe da faixa das bikes, e ter tempo de reagir quando alguma bicicleta aparece mais rápido do que o esperado saindo de uma esquina ou de cima de uma ponte estreita.
Outra dica real que vale registrar: nas fileiras de bicicletas estacionadas nas margens dos canais, é comum ver o guidão ou o pedal avançando um pouco sobre a calçada. Com carrinho de bebê, isso obriga a desviar com mais frequência do que se imagina antes de chegar lá, então reserve um tempo extra de deslocamento se o seu roteiro do dia depender de horário certo, como reserva de museu ou passeio de barco.
Onde Comemos em Amsterdã
Testamos o famoso sanduíche de croquete de carne (kroket) tanto no McDonald’s local quanto numa barraquinha de rua chamada FEBO, uma rede de fast food holandesa conhecida pelos famosos “muros” de vending machine com comida quente, funcionando desde 1941. Preferimos o da barraquinha, com o creme interno mais saboroso e a casquinha mais crocante que a versão do McDonald’s. Provamos também a batata frita “Obelix”, enorme, servida com molho de alho.
A melhor sobremesa da viagem inteira, sem dúvida, foi a torta de maçã do Winkel 43, uma casa que já é ponto tradicional do bairro Jordaan: pedaços de maçã de verdade, pouco doce, servida com chantilly e acompanhada de um chá de gengibre. Valeu muito a caminhada até lá, e recomendamos sem ressalva para quem estiver de passagem pela cidade, mesmo que não seja fã de torta de maçã em geral.

Também vale registrar que Amsterdã tem forte tradição de queijo, com lojas espalhadas pelo centro oferecendo degustação de gouda e edam em vários pontos de maturação, do mais jovem e macio ao mais curado e forte. Provamos algumas amostras caminhando pelo Albert Cuyp Market, sem gasto extra, e recomendamos reservar um tempo para essa degustação mesmo que você não compre nada, só para sentir a diferença entre as versões.
Como Voltamos ao Brasil: Executiva KLM e a Sala VIP em Schiphol
Fechamos nossa viagem de 16 dias pela Europa voando de executiva na companhia aérea mais antiga do mundo ainda em operação: a KLM, fundada em 1919. Foi nossa terceira executiva da viagem, e ainda passamos por uma sala VIP gigantesca no Aeroporto de Schiphol antes do embarque.
A KLM é parceira da Gol no Brasil, então usamos milhas Smiles para emitir essa passagem, fazendo o trecho Amsterdã até Guarulhos. A pesquisa direta no site da Smiles costuma mostrar apenas a “tarifa comercial” (o valor em dinheiro convertido em milhas), que fica em torno de 400 mil milhas por pessoa, um valor nada interessante. Usando a ferramenta de busca do programa Flying Blue (compartilhado entre KLM e Air France), encontramos as chamadas tarifas award: passagens com desconto real de disponibilidade limitada.

Nessa busca, encontramos o trecho por cerca de 98 mil milhas por pessoa mais taxa de embarque. Comprando as milhas em promoção (que já chegou a sair por R$ 12 a R$ 14,70 o milheiro), o custo final da executiva ficou por menos da metade do valor cobrado em dinheiro, que giraria em torno de R$ 17.000 pelo mesmo trecho, uma economia de mais de 40%. O Sam, ainda bebê na época, pagou apenas 12% da tarifa comercial nesse trecho.
A sala VIP da KLM no Aeroporto de Schiphol, a Crown Lounge, é gigantesca, com 2 andares e áreas distintas, incluindo o espaço Blue by KLM. O café da manhã tinha bastante gente e menos variedade do que esperávamos, mas o almoço, servido depois, tinha arroz, macarrão, carne, saladas variadas e hummus, além de um coffee bar para pedir cafés especiais. Um detalhe curioso: quem voa de executiva ganha uma casinha de porcelana colecionável da KLM a cada voo, numeradas de 1 a 100, e já temos algumas dessa coleção. Por outro lado, apesar do tamanho enorme da sala, não encontramos nenhum espaço dedicado para crianças, nem fraldário além do banheiro adaptado, algo que a sala VIP de Brasília, por exemplo, já oferece.
Voamos na configuração mais nova da cabine executiva da KLM, 1-2-1, com portas em cada poltrona (mais privacidade) e assentos bem confortáveis. O amenity kit é bonito e virou uma boa lembrança. O atendimento foi excelente, comissários atenciosos e de bom humor, e o Sam se divertiu com jogos e filmes infantis durante boa parte do trajeto.

O aperitivo já veio com uma pegada bem holandesa, trazendo uma tábua de queijos e castanhas antes da refeição principal. Na refeição, pedimos massa recheada com salmão de entrada, e no prato principal uma degustação com tirinhas de carne, frango ao curry, legumes e arroz, além de um cozido de carne com purê de batata. De sobremesa, bolo de chocolate, tortinha de limão e depois ainda pedimos sorvete Häagen-Dazs de cheesecake de cereja e um mini hambúrguer, tudo incluso na experiência da executiva.

Como Pagamos Menos da Metade numa Executiva Internacional
O trecho de executiva que fizemos de Amsterdã até Guarulhos custaria cerca de R$ 17.000 pago em dinheiro, mas saiu por menos da metade porque emitimos com milhas aéreas compradas com desconto. Um exemplo real: em julho de 2026 saiu um alerta de Fortaleza para Madrid por R$ 1.291,17 em econômica, usando milhas aéreas compradas com desconto. O mesmo tipo de alerta sai toda semana pra Amsterdã e dezenas de outros destinos europeus.
Depois de pousar em Guarulhos, ainda tivemos que pernoitar antes do voo final para Brasília, já que a Gol havia alterado nosso horário original, e ficamos no Pullman Guarulhos, conseguindo upgrade e um segundo quarto com 50% de desconto numa promoção. No dia seguinte, aproveitamos a sala VIP da Gol no aeroporto, com acesso liberado pelo nosso status Diamante na companhia mais um acompanhante, e ainda usamos um segundo acesso via cartão XP com Dragon Pass para o terceiro adulto do grupo. Veja mais detalhes dessa etapa final no post Executiva KLM de Amsterdã para Guarulhos: Sala VIP e Como Comprar com Milhas.
Quanto Custa uma Viagem a Amsterdã
Amsterdã foi a etapa mais barata em passeios da nossa viagem pela Europa, já que boa parte do roteiro (caminhar pelos canais, ver as casas coloridas, passar pelos mercados) não tem custo de ingresso. Os gastos diretos que registramos na cidade foram:
| Item | Valor |
|---|---|
| Passeio de barco pelos canais (por adulto) | 13 euros |
| Bilhete de transporte 3 dias (por pessoa) | 21 euros |
| Torta de maçã + chá (Winkel 43) | ~8 euros |
| Trem-bala Bruxelas → Amsterdã (parte dos 384 euros dos 2 trechos, 3 adultos) | ~192 euros |
| Executiva KLM Amsterdã → Guarulhos (por pessoa, em milhas) | ~98 mil milhas + taxas |
| Mesmo trecho aéreo comprado em dinheiro | ~R$ 17.000 |
Os valores acima são os gastos reais da nossa viagem, convertidos pela cotação do euro na época. Para quem for planejar hoje, a cotação verificada em 14/08/2026 estava em torno de R$ 6,00 por euro (fonte XE), então vale usar essa referência para recalcular os preços atuais em reais.
Comprando um bilhete de transporte de 3 dias direto na estação, fora do balcão oficial, pagamos 21 euros por pessoa, valor mais barato que os 30 euros cobrados dentro do balcão da estação, mas com direito só ao tram. O sistema de check-in e checkout com cartão funciona parecido com o de Londres, e um aviso real que recebemos de um atendente local vale registrar: “esqueça o Google, ele não dá informação certa aqui”, então prefira perguntar às pessoas na dúvida sobre qual tram ou trem pegar.
Preço verificado em 2026, direto no site oficial da GVB (gvb.nl): o bilhete de 1 dia custa 10 euros e o de 3 dias custa 21,50 euros, praticamente o mesmo valor que pagamos na prática, então esse número segue como boa referência para quem for planejar o mesmo passeio hoje.
Seguro Viagem: Item Obrigatório no Espaço Schengen
A Holanda faz parte do Espaço Schengen, então o seguro viagem não é só recomendado, é exigência para entrar no país com visto de turista, com cobertura mínima de 30 mil euros em despesas médicas. Esse valor mínimo, fixado pelo Código de Vistos da União Europeia, segue confirmado sem alteração em 2026, inclusive no site oficial do governo holandês para quem pede visto Schengen. Viajando com criança pequena, como fizemos, vale reforçar esse cuidado ainda mais, já que qualquer imprevisto de saúde em viagem internacional pode sair caro sem cobertura.
Pensando na viagem completa dos 16 dias pela Europa (Paris, Disneyland Paris, Bruxelas e Amsterdã, para 3 adultos e 1 bebê), o custo total ficou em R$ 47.658,49, cerca de R$ 16 mil por adulto, somando hospedagem, passagens, ingressos, transporte e alimentação. Detalhamos cada categoria de gasto, incluindo os custos específicos de Paris e Bruxelas, no post Quanto Custa Viajar para a Europa: Paris, Bruxelas e Amsterdã.
O Que Amamos e O Que Não Curtimos em Amsterdã
Entre os pontos altos da nossa passagem por Amsterdã:
- Torta de maçã do Winkel 43 é imperdível. A melhor sobremesa de toda a viagem pela Europa.
- Canais são Patrimônio Mundial da UNESCO. Vale o passeio de barco, de preferência num barco aberto.
- Cidade bem plana, fácil de caminhar com carrinho de bebê. Apesar das muitas bicicletas, que exigem atenção redobrada.
- Banheiro do hotel surpreendentemente bom. Janela com luz natural, algo raro na Europa.
- Bem conectados por tram e trem. O hotel ficava ao lado da estação Sloterdijk.
E os pontos que não foram tão bons:
- Barco fechado ficou quente e com reflexo. Escolha um barco aberto em dias de sol.
- Google Maps não é confiável para transporte local. Melhor perguntar diretamente às pessoas.
- NEMO pouco aproveitável para bebês. Mais indicado a partir de 3 anos.
- Quarto do hotel com carpete e cama pouco confortável. O ponto mais fraco da hospedagem.
- Sala VIP da KLM sem espaço para crianças. Estrutura gigante, mas zero suporte para família com bebê.
Erros e Aprendizados da Nossa Passagem por Amsterdã
Se pudéssemos voltar no tempo e ajustar alguma coisa nessa etapa da viagem, mudaríamos três pontos. Primeiro, teríamos pesquisado com mais cuidado se o barco do passeio pelos canais era aberto ou fechado antes de comprar o ingresso, porque o calor e o reflexo do sol dentro do barco de estrutura acrílica atrapalharam bastante as fotos e o conforto durante os dias mais quentes.
Segundo, teríamos reservado hospedagem mais central desde o início, mesmo pagando um pouco mais, porque o tempo de deslocamento extra do Mercure Amsterdam Sloterdijk até o centro histórico pesou no cansaço geral da família, viajando já no fim de uma temporada longa de viagem com bebê. E terceiro, levaríamos mais a sério o aviso local sobre o Google Maps: perdemos um tempo real tentando confiar no aplicativo para escolher tram e acabamos chegando atrasados em um dos passeios, até aprendermos a simplesmente perguntar para quem morava ali.
Por fim, o maior aprendizado ficou por conta do NEMO: se o seu filho ainda for bebê como o Sam era na época, vale a pena visitar mesmo assim pela estrutura (fraldário, espaço, banheiros), mas ajuste a expectativa de que grande parte das instalações não vai prender a atenção de uma criança tão pequena. Se o tempo for curto, talvez valha mais a pena investir esse período em mais uma caminhada pelos canais.
Perguntas Frequentes sobre Amsterdã
Vale a pena o passeio de barco pelos canais de Amsterdã?
Vale muito, já que os canais são Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2010. Só escolha um barco aberto se for viajar em dias quentes, para evitar o calor e o reflexo do sol num barco fechado de estrutura acrílica.
Qual a melhor sobremesa para provar em Amsterdã?
A torta de maçã do Winkel 43, com pedaços de maçã de verdade e pouco doce, foi a melhor sobremesa de toda a nossa viagem pela Europa, servida com chantilly e chá de gengibre.
Amsterdã é uma cidade segura e fácil para viajar com bebê?
Sim, é uma cidade plana e muito caminhável, ótima para andar com carrinho. O maior cuidado é com o volume de bicicletas, que têm prioridade real no trânsito e circulam em faixas que costumam ficar entre a calçada e a rua.
Vale a pena o Museu NEMO com bebê?
Vale pela estrutura (fraldário, banheiros, espaço para levar lanche), mas boa parte das instalações interativas é pensada para crianças a partir de 3 anos, então ajuste a expectativa se o seu filho ainda for bebê.
Quanto custa um passeio de barco pelos canais de Amsterdã?
Pagamos 13 euros por adulto. Crianças até 4 anos não pagam.
Como comprar executiva da KLM com milhas Smiles?
A KLM é parceira da Gol no Brasil. Pesquisando direto no site da Smiles você costuma achar só a tarifa comercial, bem cara. Use a ferramenta do programa Flying Blue (KLM/Air France) para localizar as tarifas award, com desconto real de até 40%.
O Mercure Amsterdam Sloterdijk fica perto do centro histórico?
Não, fica um pouco mais distante, mas com boa conexão de tram e trem através da estação Sloterdijk, ao lado do hotel.
Quanto custa uma viagem completa pela Europa incluindo Amsterdã?
Na nossa viagem de 16 dias por Paris, Disneyland Paris, Bruxelas e Amsterdã, para 3 adultos e 1 bebê, o custo total ficou em R$ 47.658,49, cerca de R$ 16 mil por adulto, incluindo executiva, hospedagem, ingressos, transporte e alimentação.
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A gente organizou essa viagem de 16 dias pela Europa com bebê no colo, testando hotel, passeio e passagem na prática. Se você quer um roteiro assim, mas sem perder tempo pesquisando cada detalhe sozinho, a Agência DIA23 monta o seu roteiro completo, com passagem aérea, hospedagem e passeios certos para cada fase da viagem.












