Em maio de 2018 a gente pegou um voo às 5:50h de Brasília para comemorar 3 anos de casamento e 4 anos juntos exatamente no jeito que a gente mais gosta: viajando. O destino era Gramado, no Rio Grande do Sul, e a promessa era simples, frio de verdade, chocolate quente todos os dias e uma sequência de fondue para celebrar a data. Sete dias depois a gente voltou com a mala mais pesada de chocolate do que de roupa, uma lista enorme de restaurantes testados e a certeza de que tinha descoberto qual era, sem dúvida, o melhor chocolate quente da cidade.
Diferente de outros roteiros que a gente publica aqui no blog, este não nasceu de pesquisa nova. Nasceu de sete posts escritos dia a dia direto do quarto do Hotel Alpestre, com o preço de cada prato, o nome de cada restaurante e a nota sincera sobre o que valeu e o que não valeu a pena. A gente reuniu tudo num guia só, organizado por tema, para quem está planejando a própria ida a Gramado agora.
Esse foi o vídeo do nosso primeiro dia em Gramado, gravado direto do centro e da Rua Coberta, poucas horas depois de pousar em Porto Alegre. Dá pra sentir o friozinho gostoso só de assistir.
Neste guia você vai encontrar quantos dias ficar em Gramado, como chegar saindo de Porto Alegre, o roteiro completo por tema (parques, centro, fondue, chocolate e Mundo a Vapor), onde a gente comeu de verdade com preço de 2018, quanto gastamos no total em 7 dias e os erros que a gente cometeu para você não repetir.
Resumo rápido: Gramado em 7 dias
- Quantos dias: 7 dias reais na nossa viagem (o essencial dá para fazer em 4 dias);
- Como chegar: voo até Porto Alegre + transfer terrestre até Gramado (cerca de 1h30);
- Quanto gastamos: R$ 1.692,03 para o casal em comida, passeios e transporte local em 7 dias, sem contar hospedagem nem passagem aérea;
- Melhor para: casais, aniversário de casamento ou lua de mel, quem gosta de frio e chocolate;
- Não pode faltar: a sequência de fondue no Swiss Cottage e o Mundo a Vapor.
Neste guia
- Quantos dias ficar em Gramado
- Como chegar saindo de Porto Alegre
- Os parques de Gramado
- Centro e Rua Coberta
- Canela: bondinho e Castelinho Caracol
- Mini Mundo
- Mundo de Chocolate: vale a pena?
- Mundo a Vapor
- Passeio de bicicleta
- Fondue e gastronomia
- Melhor chocolate quente
- Onde comer: resumo prático
- Compras em Gramado
- Nosso orçamento real
- Erros e aprendizados
- Perguntas frequentes
Quantos dias ficar em Gramado
A gente ficou 7 dias inteiros em Gramado e, olhando para trás, foi o tempo certo para quem quer viajar sem pressa. Deu para conhecer Gramado com calma, fazer um dia inteiro dedicado a Canela, voltar duas vezes ao mesmo restaurante porque gostamos demais e ainda sobrar uma manhã só para compras no último dia.
Se o seu tempo for mais curto, dá para fazer o essencial de Gramado em 4 dias: um dia para o centro e a Rua Coberta, um dia para os parques (Lago Negro, Le Jardin e Mundo de Chocolate), um dia para Canela (bondinho, Parque do Caracol e Castelinho) e um dia para o Mini Mundo e o Mundo a Vapor. Com 5 ou 6 dias já sobra tempo para repetir um restaurante bom, andar de bicicleta pela cidade e não precisar correr entre uma atração e outra.
O que a gente notou é que Gramado não é uma cidade de “ver e ir embora”. As atrações fecham cedo, o frio convida a sentar num banquinho com pelego na Praça das Etnias só para curtir o tempo passando, e cada dia extra rende mais uma parada de chocolate quente para a lista.
Como chegar a Gramado saindo de Porto Alegre
A gente voou de Brasília até Porto Alegre pela LATAM, com check-in feito no totem do aeroporto e embarque no portão 23 (coincidência boa, já que o nome do nosso blog é Dia23). O voo foi rápido e sem atrasos, mas vale o aviso: as cadeiras da LATAM nesse trecho são apertadas, e quando o passageiro da frente reclina o banco, praticamente deita no seu colo.
Veja no mapa onde fica Gramado, no Rio Grande do Sul, a cerca de 115 km de Porto Alegre:
Pousamos em Porto Alegre às 10h e de lá pegamos um transfer contratado com a Vento Sul Turismo, um ônibus para cerca de 30 pessoas que faz o trajeto até Gramado em pouco mais de 1h30 pela rodovia principal. No nosso caso, por causa da greve dos caminhoneiros que estava acontecendo naquela semana de maio de 2018, o motorista precisou pegar uma rota alternativa pela RS-020, mais cheia de curvas e um pouco mais demorada que a rota tradicional.
Um detalhe que vale saber antes de contratar um transfer coletivo: o nosso parou obrigatoriamente para almoço num restaurante de buffet a R$ 38 por pessoa (Orocatto Grill), sem aviso prévio, mesmo faltando só 40 minutos para chegarmos em Gramado. Não gostamos muito da comida e acabamos comendo as barrinhas de cereal que tínhamos guardado na mochila. Se você tiver a opção de contratar um transfer privativo ou alugar carro no aeroporto de Porto Alegre, você escapa dessa parada forçada e chega direto ao hotel.
Ficamos hospedados no Hotel Alpestre, a cerca de 15 minutos a pé do centro de Gramado e da Rua Coberta. A recepção nos recebeu já sabendo nosso nome, com um funcionário ajudando com as malas antes mesmo de descermos do ônibus, e o quarto tinha um banheiro grande com uma ducha forte e bem quente, um detalhe que faz toda diferença depois de um dia inteiro andando no frio. O hotel também oferece um serviço gratuito de van entre o hotel e o centro, com saídas em horários fixos ao longo do dia, o que facilita muito para quem não quer depender só de Uber.
Atualização de 14/08/2026: o Hotel Alpestre continua funcionando em 2026 e o site oficial confirma o empréstimo gratuito de bicicletas para hóspedes. Não encontramos confirmação oficial explícita sobre a van gratuita para o centro, então vale checar direto com o hotel na hora da reserva.
Na volta, o caminho até o aeroporto de Porto Alegre também rendeu aprendizado. Deixamos as malas prontas na noite anterior, fizemos o late checkout combinado com o hotel até as 14h30 e pegamos o micro-ônibus de volta às 16h, com apenas 3 pequenas paradas por causa dos protestos dos caminhoneiros ao longo do trajeto de 2 horas. Chegando no aeroporto de Porto Alegre, o check-in nos totens da LATAM levou quase 1 hora inteira para despachar as malas, por falta de atendentes, e ainda pegamos fila dupla no portão de embarque. Se o seu voo de volta for cedo, vale sair de Gramado com bastante folga, porque o check-in da LATAM em Porto Alegre foi, disparado, o mais lento de toda a viagem.
Uma dica boa: se sobrar tempo até o embarque, dá para almoçar rápido em algum restaurante do próprio centro de Gramado antes de pegar a van do hotel até o aeroporto, já que a comida de bordo costuma ser simples.
Comunidade VMM: alerta de passagem barata antes que os assentos acabem
Se pensar num destino nacional te fez lembrar que passagem aérea dentro do Brasil também pode sair muito mais barata do que parece, é exatamente esse tipo de alerta que a gente manda todo dia na Comunidade VMM. Um exemplo real: em julho de 2026 saiu um alerta pronto para reservar, de Fortaleza (FOR) para Madrid (MAD), por R$ 1.291,17 na ida, em classe econômica, comprando pontos de um programa de fidelidade aéreo com desconto numa promoção e trocando por passagem, em vez de pagar em dinheiro cheio. O mesmo tipo de alerta calculado sai toda semana também para voos nacionais, como para Porto Alegre, a porta de entrada para quem vai a Gramado.
Roteiro por tema: os parques de Gramado
A gente separou uma manhã inteira só para os parques de Gramado e valeu cada minuto. Começamos pelo Lago Negro, a apenas 5 minutos de Uber do Hotel Alpestre. O lugar é muito bem cuidado, com uma trilha completa ao redor da água e opção de pedalinho, que a gente preferiu não arriscar porque ainda tinha muito o que andar naquele dia. Ficamos ali só admirando a paisagem e tirando fotos, sem pressa nenhuma.

Atualização de 14/08/2026: em 2026 a trilha ao redor do Lago Negro continua com entrada gratuita, só o pedalinho é pago à parte, a mesma lógica de 2018.
De lá pegamos outro Uber (10 minutos) até o Le Jardin Parque de Lavanda, um jardim de estufas com direito a lojinha própria. A Carol se encantou com os detalhes e acabou comprando uma água de lençol de lavanda na saída. É um lugar pequeno, mas rende muitas fotos bonitas, principalmente se pegar o horário certo de luz.

Em outro dia fomos ao Parque do Caracol, já em Canela, que fica bem próximo de Gramado e costuma entrar no mesmo roteiro. A vista da Cascata do Caracol de dentro do parque é muito mais bonita do que a vista do bondinho aéreo, e o melhor: a entrada do parque é gratuita. Andamos bastante pelas trilhas até ficarmos cansados, com direito a mirantes espalhados pelo caminho.
Atualização de 14/08/2026: isso mudou. Hoje a entrada geral do parque é paga para turista (Bilhete Caracol inteira: R$ 114,90 por adulto, segundo o site oficial do Parque do Caracol). A gratuidade ficou restrita a moradores de Gramado e Canela, crianças até 5 anos e outras categorias específicas, não vale mais para o turista comum de fora do estado como em 2018.

Centro de Gramado e Rua Coberta
O centro de Gramado, com a famosa Rua Coberta, foi onde a gente mais voltou durante os 7 dias. Logo no primeiro dia, ainda com a mala cheia de roupa de frio, andamos pelas lojinhas sem pressa e almoçamos na Rua Coberta, no restaurante Casa OI, com um penne ao sugo com almôndegas para dividir. A massa era simples, mas a fome de quem tinha saído de casa às 5h da manhã fez tudo parecer uma delícia.

A primeira impressão que ficou marcada foi essa: Gramado é uma cidade linda e sem lixo nas ruas, com aquela caminhada no friozinho e sol no rosto que só quem já foi entende. Perto da famosa fonte com vários cadeados, tem a Americanas Express, boa para comprar água e alguns itens rápidos entre um passeio e outro.
Em outro dia, exploramos a Rua Torta, que fica bem pertinho da Praça das Etnias. Foi ali, na feira do colono, que compramos schmier de figo e uva (uma espécie de geleia artesanal) direto com produtores locais, além de comer um pão com linguiça quentinho por R$ 2,50, um clássico bem típico e baratinho da cidade. A Praça das Etnias também tem bancos com pelego espalhados, e a gente ficou quase 2 horas sentado ali, só curtindo o tempo passar no sol de inverno.

Pertinho dali fica o Lago Joaquina Rita Bier, que é bonitinho, mas no nosso caso estava em reforma quando passamos, então não deu para aproveitar direito. Vale checar antes se está em funcionamento.
Bondinho de Canela e Castelinho Caracol
Reservamos um dia inteiro só para Canela, cidade vizinha de Gramado. Começamos pela fábrica de chocolate da Prawer, com tour guiado incluso (sem poder filmar ou fotografar dentro da fábrica), e como estava só eu e a Carol no horário, a atenção da guia foi total.
De lá fomos ao bondinho aéreo de Canela, comprado antes pelo Tchê Ofertas. O trajeto é rápido, mas sinceramente a vista não é grande coisa, e se você quiser uma foto no ponto mais alto do passeio, precisa pagar à parte. Achamos mais legal a exposição de sons de animais de madeira, criada pelo artista plástico Masaharu Hata, que fica no topo do bondinho.
O Castelinho Caracol, dentro do Parque do Caracol, foi uma das melhores paradas do dia. A entrada custou R$ 10 por pessoa (só dinheiro, não aceitam cartão) e o point ali é o Apfelstrudel com nata, por R$ 25, que consideramos o melhor Apfelstrudel que já comemos. O espaço ao redor do castelo também rende boas fotos, com vários cantinhos charmosos.
Atualização de 14/08/2026: encontramos o valor de R$ 14,00 por pessoa para o Castelinho Caracol em fonte comercial ligada ao parque, mas não confirmamos esse número diretamente no site oficial, então trate como aproximado.

Nesse mesmo dia a greve dos caminhoneiros deixou a cidade sem combustível, e a gente ficou mais de uma hora tentando chamar um Uber sem sucesso, até conseguir dividir um táxi com outro casal até o centro de Canela. Demos uma volta rápida pelo centro, que achamos bem mais simples que o de Gramado. Sinceramente, se o seu tempo for curto, o centro de Canela pode ficar de fora do roteiro sem grande perda, mas o Parque do Caracol e o Castelinho valem muito a pena.
Mini Mundo: miniaturas que rendem horas de passeio
O Mini Mundo é um parque temático de miniaturas em escala reduzida, com réplicas de castelos europeus, trens e cidades inteiras em detalhe. Chegamos bem na hora de começar um tour guiado, com uma guia super simpática, e ficamos mais de duas horas ali, encantados com cada detalhe e tirando fotos sem parar. O ingresso para duas pessoas saiu R$ 72,00.
Atualização de 14/08/2026: hoje o ingresso individual está R$ 128,00 por adulto no site oficial do Mini Mundo, cerca de 3,5 vezes o valor por pessoa que pagamos em 2018.

É um passeio tranquilo, sem grande esforço físico, e funciona bem tanto para casal quanto para família com criança. Fica a cerca de 15 minutos a pé do Hotel Alpestre, um trajeto fácil pelas ruas residenciais da cidade.
Mundo de Chocolate: vale a pena?
Aqui vai uma opinião sincera que foge do que a maioria dos blogs conta: o Mundo de Chocolate não nos impressionou. O tour é rápido, cerca de 30 minutos, e a parte mais interessante da experiência você não pode filmar nem fotografar, ficando refém de pagar cerca de R$ 30 por uma foto impressa oficial. Ficamos com a sensação de que não valeu o investimento para um casal adulto, embora possa ser mais divertido para quem está viajando com crianças.
Atualização de 14/08/2026: o post original de 2018 não registrou o preço do ingresso em si, só o valor da foto oficial. Hoje o valor de entrada está em torno de R$ 35,00 por adulto, segundo a página oficial da operadora (Mundo de Chocolate Lugano).

Se o seu roteiro tiver pouco tempo, a nossa recomendação é trocar o Mundo de Chocolate pelo tour na fábrica da Prawer em Canela, que é gratuito e mostra de verdade o processo de produção do chocolate, ou simplesmente investir esse tempo numa parada extra de chocolate quente em algum café do centro.
Mundo a Vapor: a melhor atração de Gramado e Canela
Se você só puder escolher uma atração paga em Gramado e Canela, escolha o Mundo a Vapor. Foi, sem dúvida, o que mais gostamos em toda a viagem. É um museu com máquinas a vapor funcionando de verdade, cheio de detalhes técnicos explicados na prática, muito diferente de uma exposição parada. O ingresso para duas pessoas saiu R$ 64,00.
Atualização de 14/08/2026: o ingresso individual hoje está R$ 129,00 por adulto no site oficial do Mundo a Vapor, cerca de 4 vezes o valor por pessoa de 2018.

Um detalhe prático: por causa da greve dos caminhoneiros, ficou cada vez mais difícil conseguir Uber naqueles dias, e por isso deixamos o Mundo a Vapor para o final da viagem. Se você tiver flexibilidade, vá cedo, antes que a atração fique cheia, e reserve pelo menos 1h30 para aproveitar com calma.
Passeio de bicicleta pelas ruas de Gramado
No penúltimo dia alugamos duas bicicletas direto no Hotel Alpestre, por R$ 44,00 as duas, e saímos pedalando sem roteiro fixo pela cidade. Foi uma das partes mais gostosas da viagem: uma rua residencial mais bonita do que a outra, tudo bem sinalizado e tranquilo para pedalar mesmo sem ser ciclista experiente.

De bike fomos almoçar na hamburgueria Me Gusta, pedimos dois hambúrgueres com batata rústica e uma coca por R$ 77,00, e o atendimento de um dos donos, que explicou o cardápio com calma, foi um dos melhores da viagem. Mais tarde, ainda de bicicleta, fomos ao chá da tarde do Ritta Höppner, que decepcionou tanto na variedade de salgados quanto no chocolate quente, que parecia achocolatado com leite.
Fondue e gastronomia em Gramado
Se tem uma experiência que resume Gramado, é a sequência de fondue, e a gente escolheu justamente o dia da nossa data comemorativa para viver isso no Swiss Cottage, com um cupom comprado no Tchê Ofertas. Fomos muito bem recebidos, com o restaurante ainda vazio, o que deixou a gente escolher a mesa que quisesse.
A sequência completa incluiu:
- Fondue de queijo, servido com pão, batata, brócolis e, surpreendentemente, goiabinha, uma combinação que não esperávamos que desse tão certo;
- Fondue de carne, com carne de porco, frango e filé mignon, acompanhado de 14 opções de molho diferentes;
- Fondue de chocolate, com 8 opções de acompanhamento entre frutas, waffle e marshmallow.

É muita comida, e comemos além da conta naquela noite, mas foi o jantar mais especial da viagem. A conta para duas pessoas, incluindo dois sucos de uva, saiu R$ 174,70.
Atualização de 14/08/2026: o Swiss Cottage continua funcionando. Hoje a Sequência de Fondue Tradicional está R$ 165,00 por pessoa (R$ 330,00 para duas) no preço cheio, ou R$ 112,20 por pessoa (R$ 224,40 para duas) na versão promocional, segundo o site oficial do restaurante.
Outro restaurante que virou queridinho e onde voltamos duas vezes foi o Josephina, no centro de Gramado. Na primeira visita dividimos o prato do dia, uma polenta com carne de panela, e de sobremesa pedimos um Palatschinken, um crepe de maçã de origem austríaca, que nos deixou muito satisfeitos. Na segunda visita pedimos o strogonoff de frango com arroz e batata frita, um prato individual para cada, com molho cheio de cogumelos. O ambiente é charmoso, com vários cantinhos bonitos, inclusive o banheiro vale a visita.
Em Canela, almoçamos no Empório Canela, com uma entrada de polenta frita com parmesão e um prato principal de risoto de maçã verde com gorgonzola e filé mignon com crosta de castanha e canela, tudo muito bem executado. Já a Famiglia Guimarães, no centro de Gramado, surpreendeu com um talharim artesanal (a massa é feita ali mesmo, todos os dias) que veio numa porção generosa o suficiente para render 3 pessoas, mesmo o cardápio anunciando para 2.
Para quem gosta de comida simples e rápida, o pão com linguiça da Praça das Etnias, por R$ 2,50, e o hambúrguer do Me Gusta foram dois dos melhores achados de rua da viagem. Já o hambúrguer do restaurante do próprio Hotel Alpestre, o La Montaña, decepcionou: veio muito salgado e com o gorgonzola forte demais, então não recomendamos pedir delivery de dentro do hotel se você não estiver com pressa de sair.
Onde tomar o melhor chocolate quente de Gramado
Essa foi praticamente uma missão paralela durante os 7 dias: descobrir onde estava o melhor chocolate quente da cidade. Testamos vários lugares, e o resultado surpreendeu a gente mesmo.

O grande campeão foi a Crema Coffee & Co, ao lado da Rua Coberta: um chocolate quente cremoso, servido com chantilly, que voltamos a pedir mais de uma vez ao longo da viagem. Em segundo lugar ficou o Josephina, sempre uma boa pedida para esquentar depois de um dia de frio. Já a Casa da Velha Bruxa, que é dona da marca de chocolate artesanal Prawer (descoberta só depois de visitarmos a fábrica), nos deixou com um chocolate quente que não impressionou tanto quanto esperávamos. E o pior de todos foi o do chá da tarde no Ritta Höppner, que parecia achocolatado batido com leite, sem nada de especial.
Se você só puder tomar um chocolate quente em Gramado, vá direto na Crema.
Onde comer em Gramado: resumo prático
Depois de 7 dias testando restaurante atrás de restaurante, esse é o resumo prático de onde comer em Gramado e Canela, com o que pedir e a faixa de preço real que pagamos:
- Josephina (centro de Gramado): prato do dia (experimentamos polenta com carne de panela e depois strogonoff de frango), sobremesa de Palatschinken; conta em torno de R$ 70 a R$ 75 para o casal;
- Swiss Cottage (centro de Gramado): sequência completa de fondue de queijo, carne e chocolate para 2 pessoas, cupom comprado no Tchê Ofertas; R$ 174,70 para o casal em 2018 (em 2026, a sequência tradicional está entre R$ 224,40 e R$ 330,00 para duas pessoas, veja a atualização acima);
- Famiglia Guimarães (centro de Gramado): talharim artesanal com molho da casa, porção generosa que rende para até 3 pessoas; cerca de R$ 128 para o casal com suco de uva incluso;
- Empório Canela (centro de Canela): risoto de maçã verde com gorgonzola e filé mignon com crosta de castanha, entrada de polenta frita com parmesão; R$ 104,28 para o casal;
- Me Gusta (centro de Gramado): hamburgueria com pão macio e recheio suculento, 5 opções de molho por sanduíche; R$ 77,00 para 2 hambúrgueres, batata e refrigerante;
- Casa OI (Rua Coberta): penne ao sugo com almôndegas, porção generosa e simples; R$ 57,09 para o casal;
- Restaurante Caracol (Rua Coberta): almoço executivo do dia, sem cobrança dos 10% de gorjeta padrão da cidade; R$ 66,00 para o casal com suco;
- Praça das Etnias (feira do colono): pão com linguiça quentinho por R$ 2,50 a unidade, ótimo para um lanche rápido e barato entre um passeio e outro.
Para bebida quente, o pódio ficou assim: Crema Coffee & Co em primeiro lugar, Josephina em segundo, Casa da Velha Bruxa em terceiro e Ritta Höppner na última posição. Se quiser economizar nas refeições, alterne um dia de restaurante à la carte com um dia de lanche de rua (pão com linguiça, trudel, chocolate quente de café), que foi exatamente o que a gente fez para não pesar tanto no orçamento final.
Compras em Gramado: chocolate, cuca e souvenirs
Reservamos o último dia inteiro só para compras. Fomos até a loja da Planalto comprar chocolates de presente para a família, e depois voltamos à Praça das Etnias para levar biscoitinhos, cucas (o pão doce típico da cidade, com um cheirinho que toma conta das ruas) e geleias artesanais.

Um doce que virou parada obrigatória foi o trudel da Royal Trudel, eleito um dos melhores doces da cidade. A loja é pequena e sempre tem fila, mas vale esperar: a massa é frita e passada no açúcar com canela, com recheio à sua escolha (o de doce de leite foi o nosso) e ainda dá para pedir com sorvete de creme.
Como em toda viagem, também compramos o nosso imã de geladeira de souvenir, e a Carol aproveitou para comprar uma bota preta e um pijama que estava namorando desde o início da viagem. Se precisar de água ou lanches mais em conta, o mercado Nacional Gramado, na Av. Borger Medeiros 2300 (perto da Royal Trudel), tem preços bem melhores que as lojinhas de conveniência do centro.
Quanto custa uma viagem a Gramado: nosso orçamento real
Anotamos religiosamente todos os gastos de alimentação, passeios e transporte local dos 7 dias (já com os 10% de gorjeta que é padrão na maioria dos restaurantes de Gramado). Esse total não inclui hospedagem nem passagem aérea, que fecham à parte:
- Dia 1 (chegada, centro e Rua Coberta): R$ 165,20;
- Dia 2 (Mini Mundo e fondue no Swiss Cottage): R$ 332,80;
- Dia 3 (Lago Negro, Le Jardin e Mundo de Chocolate): R$ 171,97;
- Dia 4 (Canela, bondinho, Castelinho e Empório Canela): R$ 408,56;
- Dia 5 (Rua Torta, Praça das Etnias e Famiglia Guimarães): R$ 189,05;
- Dia 6 (Mundo a Vapor, bicicleta e chá da tarde): R$ 299,40;
- Dia 7 (compras e embarque de volta): R$ 125,05.
O total, para o casal, em 7 dias, ficou em R$ 1.692,03 de comida, passeios e transporte dentro da cidade. Dividindo por dois, dá uma média de R$ 120,86 por pessoa por dia, incluindo os passeios pagos como Mini Mundo, Mundo a Vapor, bondinho de Canela e Castelinho.
Dá para economizar bastante cortando os passeios turísticos mais caros e priorizando parques gratuitos como o Lago Negro e o Parque do Caracol, ou reduzindo a quantidade de refeições em restaurante e apostando mais em pão com linguiça de rua e chocolate quente de café. Por outro lado, se você não abrir mão da sequência de fondue e de pelo menos duas atrações pagas por dia, o orçamento tende a ficar próximo do que a gente gastou.
Erros e aprendizados da nossa viagem a Gramado
Nem tudo saiu perfeito, e vale registrar para você não repetir os mesmos tropeços:
- A parada obrigatória de almoço no transfer coletivo (Orocatto Grill) tomou tempo e não valeu a comida; se puder, prefira transfer privativo ou carro alugado;
- A greve dos caminhoneiros que pegou a nossa semana deixou a cidade sem combustível por alguns dias, dificultando muito conseguir Uber, então vale sempre ter um plano B de táxi de rua ou van do hotel;
- O Mundo de Chocolate não valeu o investimento para nós, adultos sem criança junto; se o tempo for curto, dá para cortar sem dó;
- O chá da tarde no Ritta Höppner ficou caro para o que entregou, com pouca variedade de salgados e demora no atendimento;
- O cartão do quarto no Hotel Alpestre falhou duas vezes seguidas no dia do checkout, o que quase nos atrasou para pegar o transfer de volta ao aeroporto.
Por outro lado, algumas escolhas simples fizeram muita diferença: usar a van gratuita do hotel nos horários certos evitou gastar com Uber toda hora, e reservar o último dia inteiro só para compras, sem nenhum passeio agendado, deixou a despedida da cidade bem mais tranquila.
Perguntas frequentes sobre Gramado
Quantos dias são suficientes para conhecer Gramado?
Para o essencial, incluindo Canela, 4 dias já cobrem os principais pontos. Com 6 ou 7 dias, como a gente ficou, dá para ir com calma, repetir restaurantes bons e ainda sobrar tempo para andar de bicicleta e fazer compras com tranquilidade.
Vale a pena incluir Canela no mesmo roteiro?
Sim, principalmente pelo Parque do Caracol (entrada gratuita em 2018; em 2026 o ingresso geral para turista está R$ 114,90 por adulto, veja a atualização acima) e pelo Castelinho Caracol, onde comemos o melhor Apfelstrudel da viagem. Já o centro de Canela em si é bem mais simples que o de Gramado, então não precisa reservar muito tempo só para ele.
Qual é o melhor chocolate quente de Gramado?
Na nossa experiência, a Crema Coffee & Co, ao lado da Rua Coberta, ficou em primeiro lugar disparado, seguida pelo Josephina. Evitamos repetir o do Ritta Höppner.
Precisa alugar carro em Gramado?
Não necessariamente. A gente se locomoveu inteiramente de Uber, táxi e da van gratuita do hotel, sem sentir falta de carro próprio, mesmo durante a greve dos caminhoneiros que dificultou o transporte por alguns dias.
O Mundo de Chocolate vale a pena?
Na nossa avaliação, não muito para um casal adulto: o tour é rápido, cerca de 30 minutos, e a parte mais interessante não pode ser fotografada, exigindo pagamento à parte por uma foto oficial. Pode valer mais a pena para quem viaja com criança.
Gramado é um bom destino para lua de mel ou aniversário de casamento?
Com certeza. A gente escolheu Gramado justamente para comemorar 3 anos de casamento e reservou a sequência de fondue completa no Swiss Cottage para o jantar da data, e foi uma das noites mais especiais que já tivemos numa viagem.
Quanto custa uma viagem de 7 dias a Gramado para duas pessoas?
Sem contar hospedagem e passagem aérea, gastamos R$ 1.692,03 em comida, passeios e transporte local ao longo dos 7 dias, uma média de pouco mais de R$ 120 por pessoa por dia.
É preciso levar dinheiro em espécie em Gramado?
Sim, para alguns lugares. O Castelinho Caracol, por exemplo, só aceita dinheiro na entrada. Vale sempre ter uma reserva em espécie, principalmente para atrações menores fora do centro.
Gramado é aquele destino que parece clichê até você viver de verdade a experiência: o frio no rosto andando pela Rua Coberta, a fila para o trudel de doce de leite, a sequência de fondue esquentando a noite mais fria da viagem. A gente voltou dessa viagem com a certeza de que vale muito mais a pena viver Gramado no seu próprio ritmo, sem pular de atração em atração, do que tentar encaixar a cidade inteira em 2 dias corridos.











