Curitiba tem fama de cidade fria e careta, boa só pra andar de casaco. A gente também chegava com essa imagem meio rasa. Só que Curitiba foi uma parada de conforto dentro de uma viagem maior e acabou virando um dos points mais bem organizados que já visitamos no Brasil: parques gratuitos e bem cuidados, um museu que é obra de arte por fora e por dentro, bairro italiano com cantina de família de verdade e um hotel que, com os pontos certos, saiu quase de graça. Ficamos 4 noites, com café da manhã incluso, e voltamos com o roteiro inteiro mapeado, do que vale reservar meio dia ao que dá pra pular sem culpa.
Neste guia você vai ver por que Curitiba virou referência de planejamento urbano, quantos dias reservar de verdade, onde ficamos hospedados, o roteiro completo por tema (Jardim Botânico, Museu Oscar Niemeyer, Parque Tanguá e centro histórico), o jantar degustação real que vivemos no bairro italiano, onde comer, quanto gastamos em cada etapa e os erros que a gente cometeu pra você não repetir.
Resumo rápido: Curitiba em números reais
- Quantos dias: 2 dias pros principais pontos, 3 a 4 dias com Santa Felicidade e mais calma.
- Onde ficamos: Grand Mercure Curitiba, 4 noites completas por R$ 23,54 usando pontos ALL.
- Melhor pra família com criança: Jardim Botânico, bem plano e sem escada.
- Ponto imperdível: Museu Oscar Niemeyer, o Museu do Olho (R$ 36 inteira / R$ 18 meia, grátis quarta-feira e último domingo do mês).
- Gasto de verdade: quase todas as atrações são gratuitas, o maior custo foi a refeição farta em Santa Felicidade.
Neste guia:
- Por que Curitiba vale a viagem
- Quantos dias ficar em Curitiba
- Como chegar e se localizar em Curitiba
- Onde ficamos hospedados
- Museu Oscar Niemeyer, o Museu do Olho
- Jardim Botânico, o cartão-postal da cidade
- Parque Tanguá e o centro histórico
- Santa Felicidade, o bairro da colônia italiana
- O jantar degustação real que vivemos no HAI YO
- Onde comer em Curitiba
- Quanto custa: nosso orçamento real em Curitiba
- Erros e aprendizados dessa viagem
- Perguntas frequentes
Por que Curitiba vale a viagem
Antes de entrar nas atrações, vale entender por que Curitiba é diferente de qualquer outra capital brasileira. O marco foi o Plano Diretor de Curitiba, adotado em 1968, que passou a integrar o uso do solo com o transporte público de um jeito pioneiro no Brasil. A grande inovação, associada ao ex-prefeito e urbanista Jaime Lerner, foi o sistema de corredores exclusivos de ônibus, com embarque em nível direto nas famosas estações tubo, criando o que depois o mundo inteiro passou a chamar de BRT (Bus Rapid Transit). O modelo permitiu à cidade ter um transporte de massa eficiente sem precisar construir metrô, e foi copiado por diversas cidades ao redor do mundo.
Essa mesma lógica de planejamento se estendeu pra áreas verdes e políticas ambientais, o que rendeu à cidade o apelido de capital ecológica do Brasil. É por isso que Curitiba tem tantos parques bem cuidados e uma sensação de organização que chama atenção de quem visita vindo de outros estados. Some a isso a herança de imigração italiana, alemã e polonesa, que moldou bairros inteiros e a própria cena gastronômica da cidade, e dá pra entender por que Curitiba surpreende tanto quem espera só frio.
Essa mistura de heranças aparece em detalhes que a gente só percebeu andando pela cidade: a arquitetura de alguns bairros lembra vila europeia, os sobrenomes nos cardápios e nas placas de rua contam a origem de quem colonizou cada região, e cada comunidade de imigrantes deixou sua marca em algum ponto turístico específico, do bairro italiano de Santa Felicidade à própria identidade da capital paranaense. É um tipo de identidade cultural que não se resume a um point só, e que só faz sentido de verdade quando você caminha por mais de um bairro no mesmo dia.
Quantos dias ficar em Curitiba
A gente usou Curitiba como uma parada de conforto dentro de uma viagem maior, e ainda assim ficamos hospedados 4 noites completas no mesmo hotel. Foi tempo suficiente pra render um roteiro cheio: museu, dois parques grandes, centro histórico, universidade e um jantar inteiro num bairro à parte, sem correria.
Se você está planejando com mais liberdade de datas, a resposta honesta é que dá pra ver os principais pontos (Museu Oscar Niemeyer, Jardim Botânico, Parque Tanguá e centro histórico) em 2 dias bem organizados. Quem quiser incluir Santa Felicidade com calma, provar a gastronomia italiana sem pressa e ainda sobrar tempo pra explorar outros bairros, o ideal é reservar 3 a 4 dias, que foi mais ou menos o nosso ritmo real de passeio dentro das 4 noites de hospedagem. Cada dia extra além disso rende mais tempo de bairro e menos deslocamento apressado entre um parque e outro, já que a cidade é mais espalhada do que parece à primeira vista.
Uma forma prática de organizar o tempo, no jeito que a gente fez, é separar por região: um dia pro eixo Museu Oscar Niemeyer e Jardim Botânico, que ficam relativamente próximos, outro pro centro histórico (Praça Tiradentes, Largo da Ordem, Universidade Federal do Paraná e Rua 24 Horas), e um terceiro reservado só pro Parque Tanguá no fim da tarde seguido do jantar em Santa Felicidade à noite. Assim você não passa o dia inteiro dentro do carro ou do aplicativo de transporte, e cada bloco de passeio tem começo, meio e fim antes de seguir pro próximo.
Como chegar e se localizar em Curitiba
Curitiba fica no Paraná, no sul do Brasil, e recebe voos diretos de várias capitais brasileiras pelo Aeroporto Afonso Pena. A cidade é referência em transporte público, com o sistema de estações tubo que citamos acima, mas pra emendar vários pontos turísticos no mesmo dia sem perder tempo, principalmente entre parques mais distantes, vale considerar transporte por aplicativo. Veja abaixo onde fica cada ponto da cidade:
Onde ficamos hospedados
Ficamos no Grand Mercure Curitiba, reservado com pontos ALL Accor. O segredo pra pagar quase nada foi aproveitar uma promoção de transferência com bônus pra ALL: a gente sempre fica de olho nesses períodos e transfere Smiles e Tudo Azul pra ALL quando o bônus aparece, o que gera uma quantidade de pontos bem maior do que o normal, de forma orgânica. Nessa reserva específica, usamos 24.000 pontos Reward pra cobrir R$ 2.584,66 da diária, já com café da manhã incluído na fórmula, e o valor que sobrou pra pagar direto no hotel foi de apenas R$ 23,54, para as 4 noites completas. Mesmo com o ajuste que a Livelo fez em setembro, ainda dá pra transferir da Smiles e da Tudo Azul pra ALL durante as promoções, então vale ficar de olho nesses períodos antes de fechar a próxima reserva.

Além da diária quase de graça, o status Gold da ALL garantiu late check-out até as 15h, três horas a mais do que o padrão do hotel, que é meio-dia. Uma dica prática pra quem for repetir: assim que conseguir o late check-out, já peça uma chave nova do quarto direto na recepção. Caso contrário, ao meio-dia sua chave original para de funcionar, e você precisa descer até a recepção pra resolver, mesmo tendo direito de ficar no quarto até mais tarde.
O café da manhã do hotel também surpreendeu: tapioca doce e salgada, omelete, ovo frito e ovos Benedict, esse último o xodó do Rudi, buffet variado e cápsulas de Nespresso disponíveis, algo que a gente normalmente só encontra em hotel Pullman.

A localização também ajudou bastante no roteiro: o hotel serviu de base pra todos os passeios pela cidade e pro jantar em Santa Felicidade, que vamos contar em detalhe mais adiante. Vale registrar que essa conta toda só fecha assim porque a gente acompanha de perto as promoções de transferência de milhas pra hotelaria, não é o preço padrão de balcão do Grand Mercure Curitiba. Sem pontos acumulados, a diária desse mesmo hotel custaria os R$ 2.584,66 cheios que aparecem na nossa reserva, então o aprendizado real aqui é sobre o valor de manter pontos guardados esperando o bônus certo aparecer, mais do que sobre o hotel em si.
Museu Oscar Niemeyer, o Museu do Olho
O Museu Oscar Niemeyer é a atração mais icônica de Curitiba, tanto que ganhou o apelido de Museu do Olho por causa do anexo em formato de olho, projetado pelo próprio Oscar Niemeyer. O museu abriga o maior acervo de arte contemporânea do Paraná, com exposições que misturam pintura, escultura, fotografia e arquitetura, e o prédio em si já é uma obra de arte, com rampas, curvas e volumes bem característicos do estilo do arquiteto. Vale reservar pelo menos 1h30 a 2h de visita, entre o prédio principal e o anexo do olho. Ingresso: R$ 36 (inteira) e R$ 18 (meia-entrada), com entrada gratuita às quartas-feiras e no último domingo de cada mês, valor verificado direto na página oficial de visitação do museu em agosto de 2026.

Na época em que passamos por lá, o museu tinha uma exposição sobre a África em cartaz, o que reforça um ponto importante: o acervo muda bastante ao longo do ano, então vale checar a programação atual antes de ir, já que parte do valor da visita está justamente na exposição temporária, não só no prédio. Mesmo assim, quem não curte muito museu costuma se surpreender com a arquitetura, que já vale a visita sozinha.

Uma dica de quem já esteve lá: reserve a visita pro início do dia, quando o museu está mais vazio e dá pra aproveitar as rampas e os corredores do anexo do olho sem disputar espaço pra foto com outros grupos.
Jardim Botânico, o cartão-postal da cidade
O Jardim Botânico de Curitiba é um dos lugares mais fotografados da cidade, principalmente por causa da estufa de ferro e vidro em estilo art nouveau, inspirada no Palácio de Cristal de Londres. Os jardins seguem um traçado formal, em estilo francês, com canteiros geométricos, e o espaço também tem um museu botânico dentro da própria estufa. É um passeio tranquilo, gratuito, e perfeito pra quem quer boas fotos de manhã, quando o movimento ainda está baixo, exatamente o horário em que fomos. Funciona todos os dias das 6h às 19h30, entrada sempre gratuita, confirmado na página oficial da Prefeitura de Curitiba em agosto de 2026.

Como o acesso é livre e o parque é bem plano, funciona bem também pra quem viaja com criança pequena, caso do Sam, sem escada complicada nem trecho de caminhada muito longo até o ponto principal de foto, que é bem na frente da estufa. Reserve pelo menos 40 minutos a 1 hora se quiser caminhar pelos canteiros formais além de só fotografar a estufa por fora.
Parque Tanguá e o centro histórico
O Parque Tanguá tem uma origem curiosa: a área era uma antiga pedreira de extração de pedra, desativada e depois transformada em parque público, aproveitando o relevo natural que a extração deixou. O resultado é um dos parques mais bonitos da cidade, com um mirante que dá vista pra um lago dentro da cratera formada pela pedreira, cascatas artificiais e um túnel que liga as duas partes do parque. É um contraste e tanto, um lugar que já foi puramente industrial virou um dos points mais bonitos e visitados de Curitiba. A gente fechou o fim de tarde por lá, com aquela luz dourada de pôr do sol que faz qualquer foto de família ficar bonita, e recomendamos fazer o mesmo: reservar o Tanguá pro fim da tarde, não pro meio do dia. O parque é gratuito e funciona diariamente das 6h às 20h, dado confirmado na página oficial da Prefeitura de Curitiba em agosto de 2026.
De lá, seguimos pra Praça Tiradentes, considerada o marco zero de Curitiba, o ponto de origem da cidade, cercada por construções antigas. É um ótimo ponto de partida pra caminhar pelo centro histórico e conhecer o Largo da Ordem, com seu calçamento de pedra e casarões preservados.
O Largo da Ordem tem uma história de nomes que conta a própria evolução da cidade: só em 1917 ganhou o nome de Largo Coronel Enéas, em homenagem ao coronel Benedicto Enéas de Paula. Ao longo dos séculos 18, 19 e 20, o espaço se consolidou como ponto de encontro comercial da cidade, ligado à circulação de tropeiros, e hoje reúne casarios de diferentes épocas que ajudam a contar a Curitiba colonial e imperial. Aos domingos de manhã, vale a pena conferir a Feira de Arte do Largo da Ordem, tradicional na cidade.
Ainda no mesmo circuito a pé, passamos pela Universidade Federal do Paraná. O prédio histórico é imponente e vale bem a parada só pra foto, mesmo sem entrar no campus. E pra fechar o centro, andamos pela Rua 24 Horas, uma rua coberta com restaurantes, lanchonetes e lojas que funcionam, como o nome já entrega, 24 horas por dia. É um point útil pra quem quer comer algo fora do horário convencional ou só passear por um ambiente coberto e colorido, com boa estrutura pra família.
Santa Felicidade, o bairro da colônia italiana
Santa Felicidade é o bairro fundado por imigrantes italianos, e até hoje é conhecido como a capital da gastronomia italiana em Curitiba. As ruas são cheias de cantinas tradicionais, com pratos fartos e clima de família italiana mesmo. É o lugar certo pra fechar um dia inteiro de passeio pela cidade com uma refeição farta, e foi exatamente onde tivemos uma das melhores experiências gastronômicas de toda a estadia.
Usamos um cupom do próprio Grand Mercure Curitiba pra ir ao Família Madalosso, a cantina mais tradicional do bairro, com uma pintura na parede que conta a história da família italiana em Santa Felicidade desde 1970. O cupom valia uma bebida de boas-vindas por pessoa, e a gente escolheu suco de uva, sem perder nada da experiência. O rodízio de massas custou R$ 83 por adulto, com direito a (valor atual verificado direto no site oficial do restaurante em agosto de 2026: R$ 89 por adulto de segunda a quinta e R$ 93 de sexta a domingo e feriados):
- Polenta frita. Aprovadíssima, foi um dos destaques do rodízio.
- Diversos tipos de massa. Rodízio farto, sem correria pra repetir o prato favorito.
- Espaço kids. Ajudou bastante com o Sam enquanto a gente aproveitava a mesa com calma.
O jantar degustação real que vivemos no HAI YO
Quem é assinante do plano Absolute da ALL pode agendar algumas experiências gratuitamente em hotéis participantes. No Grand Mercure Curitiba, essa experiência é no HAI YO, um restaurante japonês contemporâneo que fica dentro do hotel, mas não faz parte da operação do hotel em si. O HAI YO tem 3 opções de menu degustação: Omakase Itamae, por R$ 510 e servido só no sushibar, Hai Yo, por R$ 450, uma viagem por países da Ásia, e Keiken, por R$ 360 por pessoa, com 7 tempos selecionados pelo chef. Como assinante Absolute, a experiência da ALL dá direito ao menu Keiken completo, com os 7 tempos, para o titular da conta e 1 acompanhante, de graça. Também é possível fazer upgrade pra degustação de 11 pratos, pagando um adicional de R$ 90 por pessoa, mas preferimos ficar no Keiken mesmo, os 7 tempos já foram mais do que suficientes.

Não tem como lembrar de cada detalhe de cada prato, mas foi um melhor que o outro, tanto na apresentação quanto na explosão de sabor. O prato de camarão com castanha-pecã e cebolinha ao molho, por exemplo, ficou entre os que mais chamaram atenção da mesa pela combinação de textura, doce da castanha contra o tempero do molho.

Além da comida, o status Gold na ALL também garantiu 3 drinks sem álcool de graça, o famoso welcome drink, servidos num descanso com estampa de peixe dourado assim que sentamos à mesa. Como a gente não bebe, foi ótimo ver que a casa trata bem quem não bebe: os drinks sem álcool vieram com a mesma apresentação cuidadosa dos pratos, nada de opção de segunda categoria pra quem não bebe.

No fim, uma experiência completa de 7 tempos mais welcome drink, que custaria mais de R$ 1.000 pagando à parte, saiu por menos de R$ 35, o valor só da água que pedimos à parte. Se você tiver o Absolute da ALL e passar por Curitiba, vale muito a pena reservar essa mesa com antecedência, porque o restaurante costuma lotar rápido nos horários de jantar.
Onde comer em Curitiba
Além do rodízio em Santa Felicidade e do jantar degustação no HAI YO, valem outras duas paradas que fizemos durante a estadia. No Lucca Cafés Especiais, provamos um croque monsieur e um croque madame, os dois muito bons, uma opção mais leve pra um almoço rápido entre um passeio e outro. E no supermercado Festval, uma rede bonita e bem iluminada que parece ter ocupado o espaço que antes era do Pão de Açúcar na cidade, paramos só pra comprar água e lanche, mas reparamos como um mercado bem decorado e iluminado dá vontade de comprar mais coisa, um bom marketing de mercado chique que vale observar até como curiosidade.
A variedade que encontramos, do rodízio italiano ao jantar japonês contemporâneo, passando por café especializado e supermercado bem cuidado, mostra bem como Curitiba não se resume à cozinha alemã e polonesa que costuma aparecer nos guias mais genéricos. A cena gastronômica da cidade é maior e mais diversa do que a fama de “cidade fria” deixa transparecer.
Pra resumir onde comer em Curitiba pelo que vivemos de verdade:
- Família Madalosso, em Santa Felicidade. Rodízio de massas farto, R$ 83 por adulto na nossa visita, atualmente R$ 89 (seg a qui) ou R$ 93 (sex a dom e feriados), com espaço kids.
- HAI YO, dentro do Grand Mercure Curitiba. Jantar degustação japonês contemporâneo, a partir de R$ 360 por pessoa no menu Keiken.
- Lucca Cafés Especiais. Bom pra um almoço mais leve, croque monsieur e croque madame aprovados.
- Rua 24 Horas, no centro histórico. Útil pra quem quer comer fora do horário convencional.
Quanto custa: nosso orçamento real em Curitiba
Vamos direto aos números reais dessa estadia, sem arredondar pra cima nem pra baixo. A hospedagem foi de longe o maior ganho: 4 noites completas no Grand Mercure Curitiba, com café da manhã incluso, usando 24.000 pontos Reward mais R$ 23,54 pago no hotel. O jantar degustação Keiken, de 7 tempos, saiu de graça pro titular e o acompanhante, benefício do plano Absolute da ALL, e as passagens aéreas, voando pela Gol, também foram resgatadas com milhas, restando só o valor das taxas de embarque pra pagar.
| Item | Valor |
|---|---|
| 4 noites no Grand Mercure Curitiba (24.000 pontos Reward) | R$ 23,54 |
| Jantar degustação Keiken (7 tempos) no HAI YO, 2 pessoas | Gratuito (benefício Absolute) |
| Rodízio de massas no Família Madalosso, por adulto | R$ 83 (nossa visita) / atualmente R$ 89 a R$ 93 |
| Passagens aéreas Gol | Só taxas de embarque |
| Museu Oscar Niemeyer | R$ 36 inteira / R$ 18 meia (grátis quarta-feira e último domingo do mês) |
| Jardim Botânico | Gratuita |
| Parque Tanguá | Gratuita |
| Rua 24 Horas / Praça Tiradentes / Largo da Ordem | Gratuita (gasto só com o consumo) |
O que fica claro nessa conta é que Curitiba, sozinha, é uma cidade barata de visitar: quase todas as atrações principais (museu, os dois parques grandes, centro histórico) são gratuitas, e o maior gasto de verdade foi a refeição farta em Santa Felicidade. O que fez o orçamento total cair tanto foi o uso de pontos e status de fidelidade tanto na aérea quanto no hotel, exatamente o tipo de estratégia que vale entender antes de fechar a próxima viagem pelo Brasil.
Se você for pagar tudo no cartão, sem nenhum ponto acumulado, ainda assim Curitiba tende a sair mais barata do que outras capitais do Brasil, justamente por causa da quantidade de atrações gratuitas de qualidade. Nesse cenário, o orçamento diário por pessoa fica concentrado quase todo em hospedagem e alimentação, já que transporte, museu e parques praticamente não pesam na conta. Vale reservar uma refeição mais especial, como o rodízio em Santa Felicidade, e economizar nas demais com opções mais simples, tipo a própria Rua 24 Horas.
Passagem barata dentro do Brasil também sai todo dia
Um exemplo real: em julho de 2026 saiu um alerta de Fortaleza para Madrid por R$ 1.291,17 usando milhas aéreas compradas com desconto. O mesmo tipo de alerta sai toda semana também pra voos nacionais, como pra Curitiba, então dá pra economizar tanto numa viagem internacional quanto numa escapada dentro do país.
Erros e aprendizados dessa viagem
Nenhuma viagem é perfeita, e vale registrar aqui o que a gente faria diferente ou o que pegou a gente de surpresa, tanto na cidade quanto na hospedagem:
- Clima instável. Curitiba muda de temperatura rápido, então vale sempre levar um casaco mesmo em dias que começam quentes, algo que subestimamos no início da viagem.
- Distância entre alguns pontos. Apesar de bem planejada, a cidade é grande, e vale considerar transporte por aplicativo entre um parque e outro, principalmente entre o Jardim Botânico e o Parque Tanguá.
- Chave do quarto vence ao meio-dia, mesmo com late check-out. Se não pedir chave nova na hora que confirmar o horário estendido, precisa descer até a recepção de novo só pra resolver isso.
- O bônus de transferência pra ALL não é constante. É preciso acompanhar as promoções de perto pra repetir um resultado de diária tão baixa quanto a nossa.
- Jantar em Santa Felicidade sem reserva prévia. O bairro fica bem movimentado à noite, principalmente nos fins de semana, e cantinas tradicionais como o Família Madalosso enchem rápido, então vale confirmar horário antes de sair do hotel.
Fora esses pontos, o saldo da passagem por Curitiba foi bem positivo. A cidade é fácil de circular, as principais atrações ficam relativamente próximas umas das outras, e dá pra encaixar várias num só dia sem sentir que faltou tempo. A mistura de cultura europeia real, com Santa Felicidade representando a colônia italiana e arquitetura alemã e polonesa espalhada por outros bairros, dá um clima diferente do resto do Brasil. E os parques gratuitos e bem cuidados, Jardim Botânico e Parque Tanguá à frente, valem muito a visita sem custar nada de entrada. No fim das contas, Curitiba entregou muito mais do que a fama de cidade fria e careta prometia, e ficou claro por que tanta gente que passa por ali de forma rápida, achando que é só escala ou parada de conforto, acaba voltando depois pra conhecer com mais calma.
Perguntas frequentes
Quantos dias são necessários pra conhecer Curitiba?
Dá pra ver os principais pontos, Museu Oscar Niemeyer, Jardim Botânico, Parque Tanguá e centro histórico, em 2 dias tranquilos. Quem quiser incluir Santa Felicidade com calma e explorar sem pressa pode reservar 3 a 4 dias, que foi mais ou menos o nosso ritmo dentro das 4 noites de hospedagem.
Por que o Museu Oscar Niemeyer é chamado de Museu do Olho?
Por causa do anexo em formato de olho, projetado pelo próprio Oscar Niemeyer, que se tornou o símbolo mais reconhecível do museu e da própria cidade de Curitiba.
O Parque Tanguá cobra entrada?
Não, a entrada é gratuita. O parque foi construído numa antiga pedreira desativada, aproveitando o relevo deixado pela extração de pedra, e o melhor horário pra visitar é no fim da tarde, com a luz do pôr do sol.
Vale a pena visitar o Jardim Botânico de Curitiba?
Vale, e é de graça. A estufa de ferro e vidro em estilo art nouveau é o ponto mais fotografado, e o ideal é ir de manhã, quando o movimento ainda está baixo, exatamente como a gente fez. Reserve pelo menos 40 minutos a 1 hora se quiser caminhar pelos canteiros formais além de só fotografar a estufa por fora, e leve uma proteção leve contra o sol, já que boa parte do jardim externo fica sem sombra.
O que é o plano Absolute da ALL e como funciona o jantar de graça?
É o plano pago da ALL que libera benefícios extras, incluindo experiências gastronômicas gratuitas em restaurantes parceiros de hotéis participantes. No Grand Mercure Curitiba, essa experiência é o jantar degustação Keiken, de 7 tempos, no HAI YO, pro titular da conta e 1 acompanhante.
Como conseguir hospedagem quase de graça na rede ALL Accor?
O caminho é acompanhar as promoções de transferência com bônus de programas como Smiles e Tudo Azul pra ALL. Nesses períodos, a quantidade de pontos gerada é bem maior, o que reduz muito o custo final da diária, como aconteceu na nossa reserva. Vale manter uma reserva de milhas guardada nesses programas mesmo sem viagem marcada, só esperando o bônus certo aparecer, porque esses períodos costumam durar poucos dias e não têm data fixa no calendário.
Precisa de carro pra circular por Curitiba?
Não é obrigatório, já que a cidade é referência em transporte público com o sistema de estações tubo, mas pra emendar vários pontos turísticos no mesmo dia sem perder tempo, principalmente entre parques mais distantes, vale considerar transporte por aplicativo.
Santa Felicidade fica longe do centro de Curitiba?
Fica a uma boa distância do centro histórico, o que reforça vale a pena considerar transporte por aplicativo pra chegar lá, principalmente à noite, na hora do jantar, como fizemos ao ir pro Família Madalosso.
Vale a pena fazer o upgrade pra degustação de 11 pratos no HAI YO?
Depende do quanto você já come. A gente optou por ficar só no Keiken, de 7 tempos, e achou mais do que suficiente pra sair satisfeito sem exagerar. Se você tem apetite maior ou quer conhecer mais pratos do cardápio, o adicional de R$ 90 por pessoa pra subir pra 11 tempos pode valer a pena.












