Nossa passagem por Abu Dhabi durou só dois dias inteiros, mas concentrou um dos capítulos mais luxuosos de toda a nossa viagem pelos Emirados Árabes Unidos. Chegamos à capital do país direto de Dubai e ficamos hospedados no Fairmont Bab Al Bahr, com vista pra Mesquita Sheikh Zayed, o cartão-postal mais fotografado de todo o país. De lá, saímos pra encarar dois parques temáticos no mesmo dia, na Yas Island, e fechamos a passagem embarcando no avião mais luxuoso que já pisamos: o Airbus A380 da Etihad Airways, na cabine batizada de “The Apartment”, voando de primeira classe rumo a Londres.
Neste guia, juntamos tudo o que vivemos de verdade em Abu Dhabi: o upgrade de mais de 40% de desconto que nos rendeu uma suíte de 90 m² com vista pra mesquita mais famosa do país, o dia inteiro dividido entre o SeaWorld e o Warner Bros World, quanto pagamos (e quanto deixamos de pagar usando milhas) em cada etapa da passagem, e os erros que cometemos no caminho. Se você está organizando um roteiro pelos Emirados Árabes e quer saber se vale reservar alguns dias só pra Abu Dhabi, é isso que você vai encontrar aqui.
Resumo rápido da nossa passagem por Abu Dhabi
- Duração: 2 noites (sentimos que o ideal seriam 3 dias)
- Onde ficamos: Fairmont Bab Al Bahr, com vista pra Mesquita Sheikh Zayed
- O que fizemos: SeaWorld e Warner Bros World na Yas Island, no mesmo dia
- Como saímos da cidade: Primeira Classe da Etihad, no Airbus A380, rumo a Londres
- Como pagamos: hotel com milhas ALL Accor + upgrade, voo com 62.500 milhas AAdvantage por pessoa
Neste guia você vai encontrar
- Por que vale a pena conhecer Abu Dhabi
- Quantos dias ficar em Abu Dhabi
- Como chegar (e a Primeira Classe da Etihad)
- Onde ficar: Fairmont Bab Al Bahr
- O que fazer: SeaWorld e Warner Bros World
- Mesquita Sheikh Zayed
- Onde comer em Abu Dhabi
- Quanto custa: nosso orçamento real
- Erros e aprendizados
- Perguntas frequentes
Por que vale a pena conhecer Abu Dhabi
Abu Dhabi é a capital dos Emirados Árabes Unidos e o maior dos sete emirados que formam o país, mas costuma ficar na sombra de Dubai no roteiro de quem visita a região pela primeira vez. Na prática, as duas cidades ficam próximas o suficiente pra serem combinadas na mesma viagem, e é exatamente isso que costuma acontecer: quem vai pra Dubai acaba encaixando alguns dias em Abu Dhabi no meio do caminho, como fizemos.
A identidade das duas cidades é bem diferente. Dubai investiu pesado em verticalização, hotéis extravagantes e recordes de arquitetura. Abu Dhabi tem um perfil mais institucional e cultural, sede do governo federal dos Emirados e de projetos como a Mesquita Sheikh Zayed e o Louvre Abu Dhabi. Também é ali que fica a Yas Island, um distrito inteiro dedicado a entretenimento, com parques temáticos que competem de igual pra igual com qualquer parque nos Estados Unidos. O investimento só no SeaWorld Yas Island, por exemplo, foi de 1,2 bilhão de dólares, e dá pra sentir isso em cada detalhe do parque.
Na nossa experiência, Abu Dhabi rendeu um ritmo mais tranquilo que Dubai: menos gente, menos ostentação visual e mais espaço pra relaxar num hotel de frente pro mar, mesmo que artificial. Se Dubai é o destino que impressiona pela escala, Abu Dhabi impressiona pelo acabamento e pela identidade cultural.
Quantos dias ficar em Abu Dhabi
Ficamos só duas noites em Abu Dhabi, o que rendeu um dia cheio de parque na Yas Island e algumas horas de hotel antes e depois. Foi suficiente pra sentir o clima da cidade, mas sentimos, sinceramente, que o hotel sozinho já rendia mais tempo de aproveitamento, principalmente pra explorar melhor o Gold Lounge, a piscina e a praia privativa com mais calma.
Pra quem tem só dois dias, como nós, a divisão que fizemos funciona bem: um dia de chegada com hotel, um dia inteiro nos parques da Yas Island e uma manhã de saída. Já pra quem quer aproveitar Abu Dhabi com mais profundidade, o ideal são três dias: um pra conhecer a Mesquita Sheikh Zayed de perto e passear pela Corniche, um pra Yas Island e um de descanso na estrutura do hotel.
Uma ressalva importante, principalmente pra quem viaja com criança pequena: separar SeaWorld e Warner Bros World em dois dias diferentes rende uma experiência bem melhor. Nós fizemos os dois parques no mesmo dia porque éramos só adultos e chegamos cedo, mas foi um ritmo puxado até pra gente.
Como chegar a Abu Dhabi (e a Primeira Classe da Etihad que fechou nossa passagem)
Abu Dhabi tem aeroporto internacional próprio, o Zayed International Airport (AUH), com voos conectando o Brasil por diferentes companhias em rotas com conexão. A Etihad Airways, companhia aérea sediada justamente em Abu Dhabi, é uma das formas mais completas de chegar até lá, com uma rede de conexões que passa por boa parte do mundo. Quem já está em Dubai, como foi o nosso caso, também pode se deslocar por terra entre as duas cidades, que ficam relativamente próximas uma da outra.
No nosso roteiro, a lógica foi inversa: em vez de chegar em Abu Dhabi de avião, foi de lá que embarcamos pra fora do país, e da forma mais luxuosa que já vivemos até hoje. Depois das duas noites no Fairmont Bab Al Bahr e do dia de parques na Yas Island, fechamos a passagem por Abu Dhabi embarcando no Airbus A380 da Etihad, na cabine de Primeira Classe batizada de “The Apartment”, com destino a Londres.

Check-in exclusivo e o lounge de Primeira Classe
A experiência de luxo da Etihad não começa dentro do avião, começa no momento em que você pisa no aeroporto de Abu Dhabi. Tivemos acesso a um check-in exclusivo pra passageiros da Primeira Classe: sem fila, sem carregar peso, só colocar as malas na balança, entregar o passaporte e esperar sentado. A imigração e o raio-X também acontecem numa área separada, o que garante privacidade e agilidade.
Na sequência, fomos direcionados à sala VIP exclusiva da Primeira Classe, um espaço bem decorado e, o melhor de tudo, praticamente vazio. O lounge oferece:
- Gastronomia à la carte. Pedimos uma sopa de milho com lagosta e um contra-filé de Wagyu impressionante, tudo servido em porções pequenas, pensadas pra deixar espaço pra comida do avião.
- Estação de tâmaras premium e água Voss espalhadas por todo o lounge.
- Spa gratuito. Passageiros de Primeira Classe têm direito a um tratamento no spa do lounge, e agendamos uma massagem relaxante de 20 minutos nos pés antes do embarque.
- Quartos privativos para descanso. Pra conexões longas, dá pra pagar (cerca de US$ 100 por 4 horas) ou agendar antecipadamente um espaço com cama no andar da Classe Executiva.
O “The Apartment”: qual o melhor assento para casais
Chamar o espaço da Etihad de “poltrona” é errado. O nome oficial é mesmo “The Apartment”, e faz jus ao nome: cada passageiro tem um espaço gigantesco só seu, com uma poltrona de couro enorme e um sofá lateral que depois se transforma em cama. O embarque no A380 é prioritário, e assim que cruzamos a porta fomos recebidos pelo nome e escoltados até o assento com toalhas quentes.
Se você viaja acompanhado, vale prestar atenção na hora de escolher o assento: a configuração da cabine não permite mais sentar de frente um pro outro. A melhor escolha pra casais são os assentos 3K e 4K, que foram os que escolhemos. Nesses dois assentos específicos, a divisória da área da cama pode ser rebaixada, e dá pra dormir praticamente de mãos dadas com o parceiro, criando a sensação de uma cama de casal lá no alto.
A Etihad capricha nos detalhes da cabine:
- Amenity kit de grife. Bolsa de couro da Giorgio Armani recheada com cosméticos da marca britânica ESPA (hidratante labial, spray facial, creme noturno e óleo relaxante), além de tapa-olhos e pantufas.
- Pijamas sob medida, fornecidos especialmente pro voo.
- Frigobar privativo no próprio assento, com água Voss (com e sem gás) e refrigerantes, sem precisar chamar o comissário.
- Penteadeira com espelho iluminado escondida na cabine, perfeita pra retoques antes de dormir.
- Wi-Fi ilimitado e gratuito durante todo o voo, com voucher próprio pra Primeira Classe.
Caviar, o melhor filé que já comemos num avião, e banho a 40 mil pés
O serviço de bordo da Primeira Classe é “dine on demand”: você come o que quiser, na hora que quiser, numa mesa grande, montada com toalha de linho branco e louça fina. Começamos com o clássico serviço de caviar e um mezze árabe, uma seleção de pastas e pães. O prato principal, porém, foi a grande surpresa: pedimos carne e recebemos a melhor carne que já comemos dentro de um avião, com o ponto perfeito e um molho delicioso. Fechamos com duas sobremesas diferentes e os chocolates exclusivos da marca Mirzam.

Sim, o A380 da Etihad tem banheiro com chuveiro, o chamado Shower Spa. Assim que decolamos, pedimos pra equipe preparar os pijamas e reservar um horário pro banho. O banheiro da Primeira Classe é enorme, com secador de cabelo e produtos completos da ESPA. Você tem 5 minutos de água corrente, e o segredo é usar o botão liga e desliga: liga pra se molhar, desliga pra se ensaboar, liga de novo pra enxaguar. Um painel luminoso muda pra vermelho quando o tempo está acabando. É surreal chegar em Londres já de banho tomado.
Depois do jantar, demos uma passada pelo “Lobby”, o lounge compartilhado entre a Primeira Classe e a Classe Executiva. Comparado ao lounge do A380 da Emirates, o da Etihad é menor e mais discreto, mas como estava vazio, foi um lugar interessante pra esticar as pernas. Ainda assim, nossa cabine era tão confortável que preferimos voltar logo pro nosso espaço, onde a cama já estava montada com lençóis de altíssima qualidade, e conseguimos descansar profundamente pelo resto das quase 8 horas de voo.
Quanto custaria em dinheiro, e como emitimos com milhas
Se fôssemos pagar essa passagem à vista, o custo seria superior a R$ 28.000 por pessoa, um valor fora da realidade da maioria dos viajantes (verificamos em 2026: o trecho Abu Dhabi a Londres em Primeira Classe costuma variar entre US$ 7.500 e US$ 10.000 por pessoa em dinheiro, algo entre R$ 40.000 e R$ 55.000 dependendo da data, então R$ 28.000 já era uma estimativa conservadora). Nós não pagamos nem perto disso: emitimos a passagem usando milhas do programa AAdvantage, da American Airlines. Foram apenas 62.500 milhas por pessoa, mais US$ 80 de taxas de embarque, na cotação da época algo em torno de R$ 405 (checamos em 2026: a American Airlines não publica mais uma tabela fixa por rota para parceiros como a Etihad, mas 62.500 milhas segue sendo o valor de referência observado em emissões reais nessa rota em Primeira Classe, sujeito à disponibilidade do dia). E o mais importante: acumulamos essas milhas de forma orgânica, no dia a dia, usando o cartão de crédito AAdvantage Black do Santander.
Conseguir disponibilidade pra esse tipo de emissão não é fácil. Exige paciência, flexibilidade de datas e bastante pesquisa. Mas depois de viver essa experiência, garantimos: vale cada hora gasta procurando. Contamos o review completo desse voo, com mais fotos e detalhes, no post Como é voar no “The Apartment”, a Primeira Classe da Etihad no A380.
Quantos dirhams você perde só na taxa de câmbio?
Entre as empanadas no parque e os hambúrgueres do Bronto Burgers, pagamos tudo em dirham dos Emirados (AED), e a única forma de não perder dinheiro nessas trocas pequenas é ter um cartão internacional que usa a cotação real, sem tarifa escondida embutida. A Wise é o que a gente usa nas nossas viagens: conta multimoeda e cartão físico que converte automático pra moeda local, sem depender do câmbio do balcão do aeroporto.
Onde ficar em Abu Dhabi: Fairmont Bab Al Bahr
Ficamos hospedados no Fairmont Bab Al Bahr direto depois de Dubai, e mesmo com o motivo principal da parada em Abu Dhabi sendo outro (embarcar na Primeira Classe da Etihad), as duas noites de hotel renderam muito. O Fairmont Bab Al Bahr fica bem na Corniche de Abu Dhabi, a orla mais famosa da cidade, o que já explica boa parte da vista que a suíte entrega no fim do tour.
Assim que fizemos o check-in, fomos direto pra piscina, que estava bem cheia mesmo naquele horário. Também aproveitamos a praia privativa bem em frente ao hotel, com aquele visual de mar que, vale registrar, é todo artificial ali na região: tanto a “praia” quanto o mar em frente ao hotel são construções paisagísticas, não costa natural.

Reservamos o quarto padrão com milhas do programa ALL Accor e, na chegada, conseguimos um upgrade pra uma suíte júnior de 90 m² com mais de 40% de desconto sobre o valor de tabela (em 2026, a diária de mercado dessa categoria de suíte gira entre R$ 1.200 e R$ 1.900, dependendo da época do ano). Foi esse upgrade que abriu a porta pro Gold Lounge do hotel, porque o acesso ao lounge não é padrão pra todo mundo: é preciso ter status Diamond na ALL Accor ou reservar (ou conseguir upgrade pra) uma categoria de quarto que já inclua esse benefício, como foi o nosso caso. É justamente o tipo de economia que a gente costuma buscar em hotéis de rede: usar milhas pra fechar a diária e, quando o upgrade acontece, sair com um quarto bem maior e acesso a um espaço que normalmente custaria à parte.

Tour pela suíte júnior de 90 m²
Logo na entrada já dá pra ver que sobra espaço pra malas: colocamos uma mala grande, uma média e ainda sobrou lugar pra uma pequena, tudo perto da porta sem atrapalhar a circulação. O quarto tem uma divisão interessante de piso, parte em carpete e parte em piso frio, uma escolha que achamos bem pensada pra separar os ambientes sem precisar de parede.
Tem um armário grande com espelho gigante e, dentro dele, dois roupões do Fairmont e um guarda-chuva. Só que esse guarda-chuva não é pra chuva, é pra proteger do sol: em Abu Dhabi o sol é forte o dia inteiro, e o hotel já entrega o item pensando nisso. Do outro lado do armário tem um cofre, gavetas, um espaço grande em cima e um vaporizador de roupa, o famoso steamer bag, pra quem viaja sem ferro de passar e não quer chegar com a roupa amassada.
A sala tem uma mesinha de trabalho, um sofá, uma mesa de centro e uma poltrona, além de uma TV de mais de 60 polegadas de frente pro sofá. A mesa de centro já chegou com um mimo de boas-vindas: bolo, docinhos e frutas de cortesia. No canto, tem uma máquina de Nespresso com cápsulas, xícaras, chaleira, chá, açúcar e um frigobar recheado, com direito a amêndoas guardadas na geladeira, provavelmente por causa do calor da região.
Aliás, foi filmando a TV da sala que a gente errou a marca no meio do vídeo: começamos falando que era Samsung e, no meio da frase, nos corrigimos ao vivo, “LG, na verdade”. Fica registrado o deslize, porque é exatamente esse tipo de coisa que rola de verdade durante uma gravação corrida de tour de hotel.

O banheiro fica separado do quarto por uma divisória que também isola a área da TV, com acesso por um corredor com espelho gigante e duas cubas. A água de cortesia ali é ilimitada, do mesmo jeito que já tínhamos visto no Sofitel de Dubai: dá pra pedir garrafa à vontade sem se preocupar com custo extra. Tem também uma penteadeira com ring light, um secador de cabelo da marca Valera guardado em caixa própria, e os amenities de banho são todos da linha Le Labo Rose 31, a mesma que já tínhamos usado no Fairmont de Chicago.
O detalhe mais curioso do banheiro é que a banheira e o chuveiro dividem o mesmo espaço fechado, com o chuveiro instalado bem em cima da banheira. Na prática, mesmo fechando a porta direito, molha bastante ali dentro na hora do banho. Não é um problema grave, mas é o tipo de detalhe que só quem já usou consegue avisar antes de você reservar.

O quarto e a vista mais cobiçada de Abu Dhabi
No quarto, a cama é king size, com dois criados-mudos grandes e uma cabeceira bem bonita. Do lado esquerdo da cama tem uma segunda TV, do mesmo tamanho da que fica na sala, e o mesmo carpete da sala segue pelo quarto. Mas o melhor ficou pro final do tour: a vista. Gravamos essa parte por volta das 18h30, já com o sol se pondo, e a suíte tem vista pro mar artificial, a piscina lá embaixo e, ao fundo, a Grande Mesquita Sheikh Zayed, provavelmente a atração mais procurada de toda Abu Dhabi. A gente só admirou de longe, sem visitar de perto nessa viagem, mas a vista sozinha já valeu o quarto.

É comum ver gente andando de lancha e jet ski bem nesse mar em frente ao hotel, e o pôr do sol deixou esse momento final do tour ainda mais bonito. Da sala da suíte, o ângulo pra mesquita ficava ainda mais aberto, sem a cama no meio do quadro.

O Gold Lounge e o café da manhã que preferimos
Como já contamos, o acesso ao Gold Lounge do Fairmont exige status Diamond na ALL Accor, ou reservar um quarto que já dê esse benefício, e foi assim que entramos, pelo upgrade. No lounge, dá pra tomar café da manhã, chá da tarde e um lanche à noite sem custo adicional. O espaço em si é pequeno, e o buffet tem poucas opções durante boa parte do dia, mas à noite surpreendeu de verdade: tivemos sushi e vários pratos quentes bem gostosos, bem diferente da expectativa que a gente tinha só olhando o tamanho do lounge de longe. Como passamos o dia inteiro fora conhecendo a cidade, não chegamos a experimentar o chá da tarde, então esse ponto ficou sem avaliar.
Na manhã seguinte, preferimos tomar café no restaurante principal do hotel, e achamos o ambiente bem mais agradável que o do lounge, com um buffet bem mais completo. Também dá pra tomar café na área externa do restaurante, onde preparam pães na hora com recheios diferentes, e dá pra pedir prato direto pro chef ali no salão. Nosso pedido, como quase sempre em qualquer hotel novo que a gente visita, foi de ovos beneditinos: já virou praticamente um hábito de viagem, um jeito prático de comparar a cozinha de hotéis diferentes pedindo sempre o mesmo prato. No Fairmont Bab Al Bahr, veio bem-feito.
Vale contar um detalhe sincero da nossa gravação nessa suíte: a Carol estava resfriada durante boa parte do tour, tomando um chazinho pra tosse logo no início, sentada no sofá da suíte. Dá pra perceber algumas tossidas ao longo do vídeo, e ela mesma brincou que estava torcendo bastante durante a gravação. Não é o tipo de coisa que normalmente aparece num post de hotel, mas faz parte da experiência real de quem viaja: às vezes você chega no hotel dos sonhos e ainda assim está gripado.
As boas dessa hospedagem
- Upgrade com mais de 40% de desconto. Suíte júnior de 90 m² com vista pra mesquita mais famosa da cidade, usando milhas.
- Vista da Grande Mesquita Sheikh Zayed. Um dos melhores ângulos possíveis da atração mais famosa de Abu Dhabi, direto da suíte.
- Café da manhã do restaurante principal supera o do lounge. Buffet bem mais completo, com pão feito na hora e pedidos direto pro chef.
- Gold Lounge à noite. Poucas opções durante o dia, mas o jantar com sushi e pratos quentes surpreendeu.
- Amenities de grife (Le Labo, linha Rose 31). Mesma linha que já vimos no Fairmont de Chicago.
- Água de cortesia ilimitada no banheiro. Do mesmo jeito que já tínhamos visto no Sofitel.
O que não foi tão bom
- Gold Lounge pequeno e com poucas opções durante o dia. Melhora bastante à noite, com sushi e pratos quentes.
- Banheira e chuveiro no mesmo espaço. Molha bastante, mesmo fechando a porta direito.
- Ficamos só 2 noites. O hotel rendia mais tempo de aproveitamento da estrutura e dos benefícios do Gold Lounge.
- Não experimentamos o chá da tarde. Passamos o dia inteiro fora conhecendo a cidade e não deu tempo.
Antes de Abu Dhabi, ficamos hospedados no Sofitel Dubai The Obelisk, outro hotel reservado com pontos ALL, com uma economia parecida na diária.
O que fazer em Abu Dhabi: SeaWorld e Warner Bros World em Yas Island
Em Abu Dhabi, decidimos encarar dois parques temáticos no mesmo dia, na Yas Island: SeaWorld pela manhã e Warner Bros World pela tarde. Como éramos só adultos, sem criança pequena junto, deu certo, mas chegando cedo e sabendo exatamente o que priorizar.

Como ir de um parque pro outro
Entre os parques da Yas Island existe um ônibus gratuito, com ar-condicionado e bem confortável, passando a cada 15 minutos. Isso facilita muito dividir o dia entre atrações diferentes sem precisar de carro ou aplicativo. Nos dois parques também dá pra encher a garrafa de água de graça, em bebedouros espalhados pelo trajeto.
Nossa recomendação honesta: com criança, vale separar um dia inteiro pra cada parque. Só com adultos, dá pra fazer SeaWorld e Warner Bros World no mesmo dia, mas chegando cedo.
SeaWorld Yas Island: um investimento de 1,2 bilhão de dólares
A área central do SeaWorld tem um telão de LED gigantesco, com qualidade de imagem impressionante, e não é à toa: o investimento nesse parque foi de 1,2 bilhão de dólares (valor confirmado em 2026 por reportagem da Associated Press sobre o projeto com a Miral, operadora estatal de Yas Island). Ao longo do dia, essa área recebe apresentações com o telão e com drones, mas como dividimos o dia entre dois parques, não conseguimos ver nenhuma. Se seu foco for só o SeaWorld, vale reservar tempo pra não perder esse show.
O destaque foi o túnel de vidro do aquário principal, gigantesco, com réplicas de estações de pesquisa submarina no cenário e tubarões nadando bem próximos ao vidro. A sensação de pequenez perto de um aquário desse tamanho é real.

Também visitamos a área da Manta, com uma montanha-russa que é a única atração do parque que não fica totalmente em ambiente climatizado e fechado, todas as outras ficam indoor. E essa montanha-russa é boa mesmo, dessas que fazem você questionar se ainda tem idade pra esse tipo de brinquedo. Já a área do SeaBloom, com ambientação de recife e água-vivas iluminadas, tem bastante atividade pensada pros pequenos, com túneis e cenários temáticos de fácil acesso.
Warner Bros World: o simulador do Batman é o melhor da casa
No Warner Bros World, a primeira atração que fizemos foi o Tom & Jerry Swiss Cheese Spin, uma montanha-russa rápida e giratória, com mais de uma hora de fila. A ideia é você viver a perseguição do Tom atrás do Jerry, mas o brinquedo gira tão rápido que a história do desenho meio que se perde no meio da experiência.

A segunda atração foi o Superman 360, com fila bem mais curta, menos de 20 minutos. Um detalhe importante: só é permitido filmar e fotografar na fila, dentro da atração é proibido. E o “efeito surpresa” é real, você não sabe o que esperar até a projeção 360 graus começar de verdade.
Na nossa avaliação, o simulador do Batman foi a melhor atração do parque. Ele lembra bastante os simuladores das áreas de Harry Potter na Universal, com o “carro” cheio de movimento, telas envolventes e cenário bem imersivo. Em segundo lugar ficou o Green Lantern: Galactic Odyssey, que além dos movimentos também usa cheiro e água pra deixar a experiência mais completa, mas mesmo assim ainda fica atrás do simulador de Avatar do Animal Kingdom, na Disney.
Outros pontos altos: o Hall da Liga da Justiça, com estátuas gigantes de heróis como Superman, Batman e uma Wonder Woman enorme, um verdadeiro banho de nostalgia pra quem cresceu vendo esses personagens. A área da ACME também vale a visita, com uma atração que mistura o conceito do Toy Story Mania com o Buzz Lightyear da Disney. E ao longo do dia acontecem shows com os personagens clássicos da Looney Tunes e o clima de Hollywood dourado, terminando com a plateia podendo subir no palco pra tirar foto.
Onde comemos nos parques
Pra enganar a fome entre uma atração e outra, compramos duas empanadas por 33 dirhams (AED). Já no fim da tarde, paramos pra almoçar na área temática dos Flintstones, no restaurante Bronto Burgers & Ribs. Pedimos dois hambúrgueres, e vieram enormes, quase impossíveis de segurar com uma mão só. A conta fechou em 96 AED.
Mesquita Sheikh Zayed: o cartão-postal que vimos de longe
Se tem uma imagem que resume Abu Dhabi nos cartões-postais, é a Grande Mesquita Sheikh Zayed. Do nosso quarto no Fairmont Bab Al Bahr, dava pra ver a mesquita ao fundo, principalmente ao entardecer, e foi assim que vivemos essa atração nessa viagem: de longe, sem entrar. Fica registrado aqui porque, mesmo sem visitar de perto, a mesquita marcou presença em boa parte das nossas fotos e do nosso vídeo em Abu Dhabi.
Pra quem for visitar de perto, o que recomendamos fortemente pra próxima vez, vale saber que a entrada costuma ser gratuita, aberta a visitantes de qualquer religião, e existe um código de vestimenta que exige cobrir ombros e pernas, com abaya disponível na entrada pras mulheres que não estiverem com roupa adequada (confirmado em 2026 direto no site oficial szgmc.gov.ae: a entrada segue gratuita, com visitação de segunda a domingo das 9h às 21h, exceto sexta-feira, quando fecha entre 12h e 15h; quem quiser um tour guiado pago, o centro oficial vende Private Tour a partir de 250 AED e Golden Tour a partir de 1.000 AED). É considerada uma das maiores mesquitas do mundo, com uma arquitetura que mistura influências de diferentes países islâmicos e materiais como mármore branco importado.
Se você tiver mais do que os dois dias que reservamos, vale montar o roteiro com uma manhã inteira dedicada só à mesquita, de preferência bem cedo, antes do calor e do movimento de turistas aumentarem.
Onde comer em Abu Dhabi
Nossa passagem foi curta, então boa parte das nossas refeições em Abu Dhabi aconteceram dentro do próprio hotel e dos parques da Yas Island. Ainda assim, dá pra montar um retrato real de preços e experiências.
No Fairmont Bab Al Bahr, o café da manhã do restaurante principal superou de longe o do Gold Lounge, com pão fresco preparado na hora e pedidos direto pro chef. À noite, o Gold Lounge surpreendeu com sushi e pratos quentes, incluídos sem custo adicional pra quem tem acesso ao espaço. Já dentro do Warner Bros World, comemos hambúrgueres gigantes no Bronto Burgers & Ribs, na área temática dos Flintstones, por 96 AED os dois. E, no avião, tivemos a refeição mais elaborada da viagem inteira: o jantar “dine on demand” da Primeira Classe da Etihad, com caviar, mezze árabe e a melhor carne que já comemos voando.
Fora dessas experiências específicas, a Corniche de Abu Dhabi concentra boa parte da vida gastronômica da cidade, com opções que vão de food trucks a restaurantes de frente pro mar. Como ficamos hospedados bem ali, esse foi um cenário que acompanhamos de longe, sem chegar a testar, e fica como sugestão pra quem tiver mais tempo de sobra do que nós tivemos nessa passagem.
Quanto custa: nosso orçamento real em Abu Dhabi
Boa parte da nossa passagem por Abu Dhabi foi paga com milhas, então o valor que efetivamente saiu do nosso bolso em dinheiro foi bem menor do que o preço de tabela de tudo que vivemos. Separamos abaixo os números reais dessa etapa da viagem.
| Item | Valor |
|---|---|
| Hotel Fairmont Bab Al Bahr (2 noites, suíte júnior com upgrade) | Pago com milhas ALL Accor + upgrade de mais de 40% de desconto |
| Voo Primeira Classe Etihad, Abu Dhabi a Londres (por pessoa) | 62.500 milhas AAdvantage + US$ 80 de taxas (equivalente pago: mais de R$ 28.000; faixa de mercado verificada em 2026: US$ 7.500 a US$ 10.000, cerca de R$ 40.000 a R$ 55.000) |
| 2 empanadas (lanche rápido no parque) | 33 AED |
| 2 hambúrgueres no Bronto Burgers & Ribs | 96 AED |
| Ônibus entre os parques da Yas Island | Gratuito |
| Água nos bebedouros dos parques | Gratuito |
O maior aprendizado financeiro dessa passagem não foi sobre economizar em dinheiro no dia a dia, foi sobre como milhas bem acumuladas mudam completamente o padrão de viagem que você consegue bancar. Uma suíte de 90 m² com vista pra Mesquita Sheikh Zayed e uma passagem de primeira classe que custaria mais de R$ 28.000 por pessoa não entravam no nosso orçamento se fôssemos pagar tudo à vista.
62.500 milhas valeram uma passagem de R$ 28.000
Foi assim que fechamos nossa Primeira Classe da Etihad de Abu Dhabi até Londres: usando milhas acumuladas no dia a dia, sem pagar o preço cheio. Isso não é acaso, é alerta bem configurado. Em julho de 2026 saiu um alerta de Fortaleza para Madrid por R$ 1.291,17 usando milhas aéreas compradas com desconto. O mesmo tipo de alerta sai toda semana pra Abu Dhabi e pra dezenas de outros destinos internacionais.
Erros e aprendizados dessa passagem por Abu Dhabi
- Ficamos só duas noites no Fairmont Bab Al Bahr, e sentimos que o hotel rendia bem mais tempo, principalmente pra aproveitar melhor o Gold Lounge, a piscina e a praia privativa.
- Encarar SeaWorld e Warner Bros World no mesmo dia só funcionou porque éramos adultos e chegamos cedo. Com criança, o ritmo teria sido punitivo demais.
- Mais de uma hora de fila no Tom & Jerry Swiss Cheese Spin não compensou o resultado, na nossa opinião. Se o tempo for curto, vale pular essa atração.
- Dividir o dia entre dois parques tem custo: perdemos os shows de LED e drone do SeaWorld por falta de tempo.
- Não testamos o chá da tarde do Gold Lounge porque passamos o dia inteiro fora conhecendo a cidade. Se a rotina permitir, vale reservar esse horário.
- O guarda-chuva de sol que o hotel disponibiliza no quarto não é frescura: o sol em Abu Dhabi é forte o dia inteiro, e vale usar proteção mesmo em trajetos curtos.
Perguntas frequentes
Quantos dias vale a pena ficar em Abu Dhabi?
Ficamos duas noites e sentimos que rendia mais tempo. Pra conhecer a mesquita de perto, aproveitar a Yas Island com calma e ainda descansar no hotel, o ideal são três dias.
Vale a pena visitar Abu Dhabi e Dubai na mesma viagem?
Sim. As duas cidades ficam próximas o suficiente pra serem combinadas, e têm identidades bem diferentes: Dubai aposta em escala e ostentação, Abu Dhabi tem um perfil mais institucional e cultural.
Dá pra fazer SeaWorld e Warner Bros World no mesmo dia?
Dá, principalmente se for só com adultos e chegando cedo. Com crianças pequenas, recomendamos separar um dia inteiro pra cada parque.
Qual a melhor atração do Warner Bros World Abu Dhabi?
Pra nós, o simulador do Batman, parecido com os simuladores das áreas de Harry Potter da Universal, com bastante movimento e cenário imersivo.
Como conseguir acesso ao Gold Lounge do Fairmont Bab Al Bahr?
Com status Diamond na ALL Accor, ou reservando (ou conseguindo upgrade pra) um quarto ou suíte que já inclua esse benefício, como foi o nosso caso.
Dá pra ver a Mesquita Sheikh Zayed do Fairmont Bab Al Bahr?
Sim, dependendo do quarto e do andar, a vista da mesquita é um dos grandes diferenciais desse hotel, principalmente ao entardecer.
Quanto custa voar na Primeira Classe da Etihad?
Em dinheiro, o trecho Abu Dhabi a Londres passa de R$ 28.000 por pessoa, e em 2026 confirmamos que a faixa de mercado costuma ficar entre R$ 40.000 e R$ 55.000. Nós emitimos com 62.500 milhas do programa AAdvantage, da American Airlines, mais US$ 80 de taxas, valor que segue sendo a referência observada nessa rota em 2026, sujeito à disponibilidade do dia.
Como se locomover entre os parques da Yas Island?
Existe um ônibus gratuito e com ar-condicionado circulando entre os parques a cada 15 minutos, então não é preciso alugar carro ou pedir aplicativo pra esse trajeto.
Foi assim que vivemos Abu Dhabi: dois dias curtos, mas concentrados numa suíte de luxo com vista pra mesquita mais famosa do país, um dia inteiro de parque na Yas Island e o fechamento perfeito numa cabine de primeira classe que a gente nunca vai esquecer. Se esse roteiro te deu vontade de organizar sua própria passagem pelos Emirados, é só chamar a gente.
Quer viver uma passagem por Abu Dhabi como a nossa?
A equipe da DIA23 cuida de toda a logística: passagens com milhas, hotéis com upgrade, ingressos oficiais pra Yas Island e um planejamento sob medida pra cada etapa da viagem. Você vive a experiência. A gente cuida dos detalhes.











